Contar histórias para que? Por que? Por quem? E para quem?

Nesta quarta apresentei esta história para os pais do CEMAEE (Centro Municipal de Apoio Especializado à Educação) de São José dos Pinhais, e foi muito legal. Uma experiência riquíssima junto a crianças lindas e profissionais de ponta. Poder trabalhar um conteúdo tão importante e de forma lúdica, foi realmente gratificante. Espero que gostem da flor, como ela se abriu pois depois de adubar e podar a história, enquanto a decorava, ela cresceu e tomou uma nova forma, na qual foi apresentada… como da primeira vez me arrependi de não ter mantido a original, desta vez apenas apresentarei a forma definitiva, sem apagar a anterior. Pois ei-la:

Contar histórias para que? Por que? Por quem? E para quem?

Vou começar pela última questão: afinal, para quem devemos contar histórias?

Na minha opinião, para todos e para qualquer um, independente da cor, raça, religião ou do lugar onde mora.

História são pontes que nos ligam a outros mundos, de qualquer dimensão. E não precisa nem pagar passagem, basta usar a imaginação.

Histórias são feitas de arte, e se espalham por todas as partes, pois falam direto ao coração e alcançam ainda a razão.

É verdade que alguns aprendem mais, prestam mais atenção, e tem até aqueles que depois são capazes de repetir a história com perfeição, ou então aumentam um ponto por pura diversão. Mas mesmo quem não escuta tira proveito ao ver alguém contar histórias, pois todo o ambiente fica repleto de seres mágicos, personagens e acontecimentos criados no imaginário. E o brilho no olhar de quem conta, e o movimento da ação, vão ecoar no silêncio, ou na inquietude da desatenção.

Tem histórias que são muito antigas, atravessam gerações, passaram pelas avós das nossas avós, antes de chegarem às nossas mães. E agora que somos nós que, de filhos e filhas, viramos pais e mães, é nossa responsabilidade manter vivas e ativas estas velhas tradições.

Mesmo que as crianças de hoje possam aprender as histórias, mesmo das mais antigas, pela T.V., o que é realmente importante para elas é ouvi-las de você.

A voz de um pai ou de uma mãe vem carregada de amor e afetividade, gerando na criança confiança, calma e tranquilidade.

Além disso a história, quando contada, produz na mente da criança um mundo novo, formado por suas próprias imagens. Ampliando a imaginação e aumentando a criatividade, e de lambuja ainda desenvolvem a capacidade de interpretação e até a lateralidade.

E as rimas, que dão ritmo a narração, ajudam a manter a atenção e aumentam a capacidade de concentração, além de aliviar a tensão.

E toda história traz um aprendizado à mão, e no bolso mais uma porção. E cada história guarda escondida dentro de si uma preciosa lição. E se divertindo a criança aprende mais do que com um belo sermão.

Aprende a amar e respeitar, pais avós e irmãos, aprende a praticar sempre o bem, e a viver em união.

Aprende sobre a amizade e o valor de dizer sempre a verdade. Aprende a separar o que é certo do que é errado e a importância de pensar sempre no outro lado.

Criança que escuta histórias aprende a falar e a hora de calar e ouvir. As histórias também amadurecem a emoção: tem história para chorar e tem história para sorrir. Tem histórias que nos põe a falar, cantar e até brincar, e tem histórias que nos põe para dormir.

E quanto ao conteúdo que a criança aprende na escola?

Pois saibam que tem histórias que nos ensinam as formas: círculo, triângulo e quadrado. Histórias que nos ensinam as cores os números e até as letras do abecedário.

E mesmo para as crianças mais especiais. Até mesmo para aquelas que nunca vão aprender nada disto, as histórias apresentam um mundo fantástico, cheio de magia e de feitiços. Personagens com os quais ela se identifica e, através desta identificação vivencia a aventura. Supera seus limites, enfrenta suas mazelas vence suas dores e suas próprias criaturas.

Além disso as histórias nos socializam. Mostram que por mais diferentes que pareçamos, no fundo somos todos iguais.

E se você ainda precisa de um incentivo a mais, digo que o ato de contar histórias nos aproxima dos nossos filhos e nos torna melhores pais.

Por tudo isso que acabo de lhes dizer, um sincero apelo venho lhes fazer: dediquem uma parte do seu dia (ou noite) para ler histórias e contos infantis. Pode ser numa sala de espera, no trabalho ou no trono. Selecione um conto, e conte e reconte para o seu filho ou filha, pode repetir o mesmo conto até por uma semana inteirinha. E verão que eles não vão se cansar.

Você vai precisar de cerca de 15 a 45 minutos no primeiro dia, para o conto selecionar e com ele se familiarizar. Depois são mais 3 a cinco minutos para ele poder contar. Mas vai ver como cada segundo valeu a pena, nas transformações que o seu filho apresentar. Vamos lá, façamos o teste e depois venham aqui pra me contar. Vamos ver no que vai dar?

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