Os Sete Coelhinhos

Esta é a minha versão rimada de uma história Waldorf que eu aprendi durante o curso em uma época de páscoa, ano passado eu a apresentei como teatro de mesa, esse ano vou apresentar com a participação deles fazendo o papel dos coelhos e uma atividade com corrida de ovos no final.

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OS SETE COELHINHOS

O Papai Coelho da Páscoa e a Mamãe Coelha da Páscoa já estavam ficando bem velhinhos e deveriam escolher entre seus sete filhos quem seria o próximo coelhinho da páscoa.

Pra isso o Papai Coelho chamou seus sete rebentos enquanto a Mamãe Coelha trazia sete ovos de chocolate em um grande cesto. Cada ovo tinha uma cor: dourado, vermelho, marrom, prateado, verde, azul e amarelo, todos eles lindos, nenhum era mais belo.

Cada um escolheria um ovo, começando pelo coelhinho mais velho, passaria pela ponte sobre o lago, pelo bosque, e atravessaria a floresta pela trilha, até a escola da vila.

Quem conseguisse fazer tudo isso e ainda pular o muro da escola e esconder o ovo bem direitinho seria escolhido para ser o próximo Coelhinho.

O filho mais velho foi o primeiro a tentar, escolheu o ovo azul e saiu da toca para o longo caminho começar, mas logo que chegou na ponte viu o seu reflexo no lago e parou para se admirar: era mesmo um coelhinho lindo, com os olhos vermelhos e o pelo bem branquinho, de certo que seria o escolhido. Mas assim a se olhar, pelo seu próprio reflexo distraído acabou deixando cair o ovo azul, que bateu em uma pedra do lago e se quebrou em mil pedaços.

O coelho mais velho voltou para casa. Esse não era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

O segundo coelho escolheu o ovo vermelho. Saiu da toca e passou pela ponte do lago sem nem ao menos olhar para baixo, mas quando chegou do outro lado encontrou um coelhinho que era seu amigo e parou para cumprimentar.

-Olá.

-Oi amigo, para onde você está indo? Venha brincar um comigo!

-Não posso, estou indo pra escola esconder esse ovo para a criançada, eu ainda tenho uma longa caminhada.

-Mas ainda falta muito pro sinal tocar, vai dar tempo de brincar, depois você vai lá para o ovinho entregar.

O segundo coelho resolveu ficar só um pouquinho porque ele adorava brincar. E os dois amigos se divertiram, pulando e saltando e caindo na grama a rolar. Ele nem viu quando rolou por cima do  ovo vermelho quebrando-o inteiro.

O segundo coelhinho voltou para casa. Esse não era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

O terceiro coelhinho escolheu o ovo marrom, que é a cor do chocolate. Saiu da toca e passou pela ponte sobre o lago e nem olhou para baixo e quando chegou do outro lado, encontrou seu amigo e ele lhe chamou pra brincar, o terceiro coelhinho nem pensou em aceitar. Mas então seu amigo teve uma ideia de arrasar:

-Este ovo parece tão gostoso. Vamos experimentar? Só uma lambidinha cada um e ninguém vai nem notar.

O terceiro coelhinho também queria experimentar o ovo e ver se estava mesmo gostoso, acabou por aceitar. Deu uma lambidinha seu amigo deu outra. Mas o ovo tava mesmo tão gostoso que eles resolveram lamber de novo e de novo e de novo, e  quando perceberam haviam comido o ovo todo.

O terceiro coelhinho voltou para casa. Esse não era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

O quarto coelhinho escolheu o ovo dourado. Saiu da toca e passou pela ponte sobre o lago sem nem ao menos olhar para baixo. Quando chegou do outro lado e encontrou seu amigo não quis nem papo. Já estava no bosque, no meio da caminhada,  quando ouviu lá em cima o canto da Gralha:

– Cuidado coelhinho! A raposa vem aí para roubar seu ovinho. Depressa, deixe que eu o escondo no meu ninho.

-Obrigado Dona Gralha. Fico muito agradecido- disse o quarto coelho todo aliviado, já entregando pra Gralha o seu ovo dourado.

A gralha pegou o ovo brilhante e levou para o seu ninho lá no alto. Mas o coelhinho olhou para os lados e não viu nenhuma raposa chegar. Lembrou-se então que as gralhas são famosas por objetos brilhantes roubar.

-Dona Gralha, sua ladra! Devolva meu ovo já!

-Se quer mesmo seu ovinho, seu coelhinho, sobe aqui e vem buscar.- gritou a Gralha lá do ninho, rindo de se acabar.

O quarto coelhinho voltou para casa. Esse não era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

O quinto coelhinho escolheu o ovo prateado. Saiu da toca e passou pela ponte sem ao menos olhar para baixo. Quando chegou do outro lado e encontrou seu amigo não quis nem papo. Quando estava no bosque, no meio da caminhada e ouviu lá de cima o canto da Gralha:

– Cuidado coelhinho. A raposa vem aí para roubar seu ovinho. Depressa, deixe que eu o esconda no meu ninho.

-Pra ficar você com meu ovo? Pensa que eu sou bobo? Além disso a raposa vive é na floresta, eu é que não caio na sua peça.

E o quinto coelhinho terminou de atravessar o bosque e entrou na trilha que cortava a floresta escura e fria. Já estava no meio da trilha quando a raposa apareceu:

-Oh, seu coelhinho, que bom te encontrar. Estava mesmo procurando alguém pra me ajudar. Acontece que ainda hoje encontrei em minha caverna duas enormes moedas, mas elas estão em um cantinho que minhas grandes patas não conseguem alcançar, se você me ajudar com suas patinhas finas, prometo uma moeda te dar.

O quinto coelhinho que gostava muito de moedas, seguiu com a raposa até a sua caverna, mas quando chegou lá no fundo da caverna, viu que não tinha nenhuma moeda, só a raposa, parada, tampando a saída com a boca bem aberta, pronta pra botar o coelhinho inteirinho pra dentro da goela. Sem ter outra saída o coelho jogou seu ovo dentro da boca da raposa e, enquanto ela se engasgava, o coelhinho conseguiu escapar e voltar para casa.

Este não era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

O sexto coelhinho escolheu o ovo verde, saiu da toca correndo como o vento, atravessou a ponte tão rápido que não deu nem tempo de olhar para baixo, quando chegou do outro lado não parou nem pra escutar o seu amigo chamando ele pra brincar, quando chegou no bosque e a Gralha se pôs a gritar que a raposa tava vindo pro seu ovo roubar o coelhinho respondeu correndo:

-Quero ver ela me alcançar.

Entrou na trilha da floresta correndo à beça e, quando no meio do caminho a raposa veio com a história das moedas lhe enganar, o sexto coelhinho nem ao menos parou para escutar, continuou correndo e gritando:

-Quero ver você me pegar.

Chegou na escola bem depressa e pulou o muro feito um raio, mas caiu de mal jeito do outro lado e o ovo verde acabou todo quebrado.

O sexto coelhinho voltou para casa… esse não era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

Era a vez do coelhinho mais novo, amarelo era o seu ovo. Saiu da toca andando nem muito rápido e nem muito devagar, passou pela ponte sem nem olhar para baixo e, quando chegou do outro lado e seu amigo veio chamá-lo para brincar ele apenas respondeu:

-Não, obrigado, tenho que ir até a escola para esse ovo entregar.

-Uhm! Esse ovo parece tão gostoso! Vamos experimentar? Só uma lambidinha cada um e ninguém vai nem notar.

-Nem pensar! Esse ovo é para as crianças. Depois eu te faço um outro.

E o sétimo coelho seguiu caminho pelo bosque e quando a Gralha gritou do seu ninho ele nem se preocupou:

-Pode ficar sossegada, Dona Gralha. Esse ovo é um ovo de Páscoa que vai as crianças alegrar eu nunca vou deixar a raposa o pegar.

E o coelhinho entrou na trilha da floresta e, no meio do caminho, quando a Dona Raposa veio pedir ajuda para pegar as duas moedas o coelhinho respondeu:

-Desculpa, mas estou com muita pressa, não vou poder ajudar pois tenho que esse ovo entregar, mas depois que eu voltar, prometo que faço outro ovo pra você, pra te compensar.

E assim o coelhinho chegou até a escola, pulou o muro com todo cuidado e caiu em pé, do outro lado, escondeu bem seu ovo e depois deixou pegadas, então se escondeu atrás de uma moita e ficou esperando o sinal para ver a criançada sair da escola e se divertir naquela grande caçada. Só depois que as crianças encontraram e dividiram o ovo, é que o sétimo coelhinho voltou para casa.

Esse sim era o verdadeiro Coelhinho da Páscoa.

FIM

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Entre em contato pelo telefone ou whats: 8821-0113 ou 88664004 (Taina Andere)

Encante suas festas com os contos e as brincadeiras do Jardim de Histórias, leve nossas contações de história para a sua escola!!!

2 comentários

  1. denise andere · março 18, 2016

    Legal a estória, mas acho que vez é com z

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