A Margarida Friorenta (Fernanda Lopes de Almeida)

Com esse friozinho que bateu por aqui essa história veste como uma luva. Então segue aqui a minha versão, como ela ficou na minha memória para a contação desta semana.

A MARGARIDA FRIORENTA (Fernanda Lopes de Almeida)

Era uma vez uma margarida muito bonita, mas que brotou em um jardim esquecido, sozinha, e foi só anoitecer que ela começou a tremer. A borboleta Azul que voava por ali, passou pela margarida, parou de voar e foi perguntar:

-Porque treme bela margarida?

-Sinto frio.

-Oh! É horrível ficar com frio, ainda mais em uma noite tão escura.

A margarida deu uma espiada na noite e voltou a se encolher por baixo de suas folhas. Mas a borboleta azul teve uma ideia.

-Espere aqui dona Margarida, eu vou pedir ajuda para minha amiga.

E a borboleta azul foi voando até o quarto da Ana Maria:

-Pssiu! Acorde!

– Ué? Quem me chama? – quis saber a menina Ana – Ah, é você borboletinha. Como vai?

Perguntou Ana Maria.

-Eu vou bem, mas a margarida vai muito mal.

-O que ela tem? – quis saber a menina.

-Ela sente frio, coitada- respondeu a borboletinha.

-Então já sei a solução. Traga ela para o meu quarto que é fechado e coberto e por isso está sempre quente, até no inverno.

-Mas o vaso é pesado- disse a borboleta azul- e eu sou muito leve.

-Não se preocupe borboletinha!-disse Ana Maria- Podemos pedir ajuda para o cachorro Moleque.

 E lá se foi o Moleque, que era um cachorro bem esperto, pegou o vaso com a margarida e levou direto para o quarto da Ana Maria.

Ana Maria abriu a porta pra eles e agradeceu o Moleque com um biscoito delicioso. Pôs o vaso da margarida na mesa da cabeceira e foi se deitar na sua cama. Já estava quase dormindo quando ouviu um barulhinho. Era o vaso balançando, a margarida estava tremendo.

-Mas  que é isso margarida?

-Frio- respondeu a pobrezinha.

Então já sei, vou arranjar um casaquinho pra você se esquentar. E tirou o casaquinho da boneca neneca, que boneca não sente frio mesmo. E colocou o casaco na margarida, pra ela ficar bem quentinha. Agora sim Ana Maria podia dormir sossegada sabendo que a margarida estava agasalhada.

Mas mal Ana Maria pegou no sono, acordou com o mesmo barulhinho de novo. Era o vaso balançando e a margarida tremendo.

-Mas porque ainda treme margarida?

-É que eu ainda sinto frio.

-Outra vez? Então já sei! Vou arranjar uma casa para você.

E Ana Maria pegou uma caixa bem bonita, fez um recorte redondo do tamanho da margarida, ficou uma casinha linda.

-Prontinho, agora você vai ficar quentinha. Durma bem e sonhe com os anjos margarida.

Mas quem sonhou com os anjos foi Ana Maria. E teria sonhado mais, se não tivesse acordado com o barulho do vaso. Era a margarida friorenta, tremendo mais ainda.

Foi aí que Ana Maria entendeu, que o frio que ela sentia não era frio de casaco não. Então a menina deu um beijo na margarida, um beijo cheio de amor, desses que aquece o coração, e foi assim que a margarida dormiu bem quentinha.

FIM

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