A Bela Borboleta-Ziraldo

Amo Ziraldo, mas gosto de apresentar minhas histórias com rimas, e só por isso estou fazendo esta versão. Vou contá-la amanhã na escola Brincantes e depois faremos uma borboleta com cola colorida, daquela que a gente marca a folha dobrando ao meio, abre, desenha metade da borboleta em metade da folha, dobra a folha ao meio novamente com a tinta pra dentro e, ao abrir novamente, tem uma borboleta inteira e linda.

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A BELA BORBOLETA – Ziraldo

Era uma vez um livro que começava com uma paisagem muito bonita. De repente entrou na história o Gato de Botas gritando bem alto:

-Convocação geral!

E como ele estava num livro, em um instantinho todo mundo apareceu: o príncipe Encantado, a Chapéuzinho Vermelho, a Bela Adormecida, segurando o relógio vinha o Coelho, ele apressava todo mundo, vinha quase correndo. Atrás dele vinha a Alice carregando seu espelho. Vieram também os três porquinhos, Pinóquio e o seu Giusepe marceneiro, vieram a Bela e a Fera, o Flautista mágico, magos com seus feitiços e tudo quanto é tipo de personagem dos livros. Todo mundo veio, até o patinho feio.

E na página seguinte, que não era mais a seguinte, ele continuou a falar:

-Borboletas, ah, as lindas borboletas, elas não foram feitas para voar?

-É claro – exclamaram todos.

-Pois hoje eu vi a borboleta mais linda do mundo, disso eu não duvido!

-Ohhhh!!! -exclamaram todos imaginando quão bonita deveria ser a borboleta que o Gato de Botas havia visto.

-Mas ela está presa.- falou o Gato de Botas com um jeito desconsolado.

-Presa?- indagaram todos assustados.

-Sim ela está presa em um livro.

-Com grampos de metal? – quis saber o Homem de Lata.

-Isso é um absurdo – disse a princesa Encantada.

-As borboletas foram feitas para voar com suas lindas asas coloridas.- falaram todos ao mesmo tempo, juntos como se estivessem lendo essa frase de um livro.

-Por isso convoquei vocês. Vamos libertar a borboleta mais linda do mundo.

-Vamos!!!- gritaram todos juntos.

E o Gato de Botas ordenou:

-Então peguem suas armas: tesouras e alicates, serras pés de cabras e pinças e vamos libertar nossa linda amiga.

E devidamente armado o exército do gato partiu para o meio do mato para libertar a bela borboleta.

Quando estavam quase chegando o Gato de otas parou e avisou:

-Parem! Ela está logo ali, depois daquela curva, preparem o coração para uma grande emoção, vocês estão prestes de ver a borboleta mais linda que eu já vi na minha vida.

E lá estava ela.

-Como é linda!- disseram todos.

-Esperem para vê-la com as asas abertas.- disse o Gato de Botas olhando bem atento.

-Abre as asas borboleta.- pediram todos com a mesmo voz, ao mesmo tempo.

A borboleta abriu e fechou suas asas, e abriu e fechou mais uma vez. E ficaram todos parados, encantados, olhando com espanto para a borboleta mais linda que já haviam visto.

Foi o Gato de Botas que mais uma vez se adiantou e comandou:

-Ao trabalho! Vamos todos!

E com suas ferramentas todos se adiantaram para começar seu trabalho de a borboleta libertar. Mas bem lá do meio do livro outra voz de comando eles ouviram:

-Parem.

E todos se assustaram e ficaram ali parados com suas ferramentas no ar.

-Parar por quê?- o Gato de Botas quis saber que ele era um bicho decidido.- Nós viemos salvar você, tirar esses grampos que te prendem a este livro pra você poder voar.

-Sim- disseram todos- as borboletas foram feitas pra voar! Voar!

Mas a borboleta falou de novo com a sua voz vindo lá do meio do livro:

-Não façam isso.

-Por quê? Você prefere ficar presa? -perguntou a pastora de ovelhas.

-Mas eu não estou presa.- disse a linda borboleta.

-Não? Como assim?- disseram todos com cara de surpresa.

E a borboleta explicou:

-Eu não estou presa porque cada vez que uma criança que gosta do Gato de Botas pega meu livro pra ler, eu bato asas e voo. Voo nos sonhos da bela adormecida, ou quando um pai saudoso folheia minhas páginas lembrando do Peter Pã. Voo com a Branca de Neve e com os sete anões, voo no país da Alice e nas ilhas perdidas, voo por castelos e na terra das maravilhas. Voo cada vez que uma criança abre um livro para ler, cada vez que alguém pega esse livro e folheia suas páginas eu bato asas.-terminou a borboleta quase virando poeta.

-Mas é claro!- falou o menor dos anõezinhos- Ela só não voa quando o livro está fechado.

O menor dos anõezinhos era danado pra entender as coisas, mas antes dele terminar de falar todos já haviam entendido e já estavam sorrindo, muito encantados.

E como não tinham mais o que fazer com suas armas, os personagens dessa história foram largando seus pés de cabra, suas tesouras e suas pinças e trataram de voltar cada um para o seu próprio livro, voltaram para suas casas sabendo que jamais esqueceriam da borboleta que haviam visto batendo asas dentro de um livro.

FIM

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2 comentários

  1. Anônimo · março 26

    legal

    Curtir

  2. Angélica · agosto 28

    A fala das crianças porque não tem no texto

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