O Macaco e a Velha Firinfinfelha

Ah, as férias acabaram e acaba assim também meu tempo longe dessa telinha, o que me parece curioso é que nesse mês sem cultivar meu jardim virtual, fiz muitas podas no meu quintal real. Tenho um lindo pomar em casa, mais de 200 frutíferas plantadas pelo meu companheiro e por mim ao longo desta década de parceria cultivando nosso Jardim de Amor, mas nesse ano e meio que venho escrevendo e contando meus contos, ou seja, desde que comecei a plantar esse meu Jardim de Histórias, quase que abandonei minhas ferramentas de jardim. Por isso mesmo esse mês me dediquei a deixar meu quintal lindo e bem cuidado, canteiros preparados, para a primavera que se aproxima. Mês que vem queremos plantar muitas mudas, mas dessa vez vou fazê-lo sem deixar de plantar meus contos por aqui também, e sem deixar de cultivá-los nas escolas e por aí a fora. Junte a tudo isso o fato de que eu tenho duas filhas e um filho, mais três cachorros e um gato, ufa! Vai ser um semestre corrido. Mas deixando o desabafo de lado vamos ao primeiro conto do semestre:

Escolhi uma história da coleção disquinho: “O Macaco e a Velha” e fiz dela minha versão que virou quase uma nova história, afinal, quem conta aumenta um ponto e, depois de tantos anos, já foram muitos pontos acrescentados ou adaptados…

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O MACACO E A VELHA FIRINFINFELHA

Era uma vez uma velha muito velha, chamada Firinfinfelha que tinha um lindo bananal no fundo do seu quintal. Mas a coitada da velha poucas bananas comia pois o macaco Simão roubava todas que conseguia.

“Macaco Simão, macaco ladrão. Macaco Simão sem educação” (cantado)

Cansada de tanto ser roubada a velha Firinfinfelha teve uma ideia danada: comprou alguns quilos de alcatrão e fez um bonequinho bem pretinho igual carvão. Depois de pronto a velha levou o boneco para o quintal e colocou ele sentado no meio do bananal, colheu as bananas mais maduras e apetitosas, pôs em um saco de algodão e colocou no colo do boneco de alcatrão. E lá ficou o boneco, tinha até cartola, e uma porção de bananas na sacola.

“Boneco valente, parece ser gente. Macaco Simão vai ter sua lição”

Quando chegou o macaco Simão e viu as bananas no colo do boneco de alcatrão, torceu o rabo, fez uma careta bem feia e cantou desafinado:

“Que moleque sem vergonha, que menino mais ladrão, roubando minhas bananas sem me dar satisfação. Bililim, bililim, balalão, balalão, ninguém deve roubar o macaco Simão. Bililim, bililim, balalão, balalão, ninguém deve roubar o macaco Simão.”

E o macaco  Simão, ficou muito bravo que nem um cravo e foi falando pro boneco de alcatrão:

-Solta já minhas bananas seu moleque sabichão.

E o boneco ficou lá sentado, quieto, com a sua cartola e as bananas na sacola.

Mais bravo ainda falou o macaco Simão:

-Ora seu mau educado, não vai nem me responder? Pois se você não falar nada vou aí dar-te uma bofetada! Daí eu quero ver!

O macaco gritava e o bonequinho nada. Simão já soltava fumaça pelas ventas, e quando Simão fica bravo ninguém aguenta. Pois o macaco foi lá e deu-lhe um bofetão no moleque sem educação. E a mão do macaco Simão ficou presa no boneco de alcatrão.

-Seu menino atrevido que cheira a chulé! Solte minha mão ou lá vai pontapé.

E como o boneco não soltava a mão do macaco Simão e ele já tinha avisado… deu-lhe um chute bem dado. E o pé do macaco também ficou grudado.

-Ora seu moleque malvado é assim que você quer, vai segurar também o meu pé. Pois saiba que eu tenho outro pé e outra mão, vai chover safanão, e se prepara que também tem cabeçada.

E lá foi o macaco Simão atacando com todas as suas armas, mas quanto mais ele atacava mais se grudava e pior ficava. No final da luta já nem havia boneco, só o macaco Simão todo grudado no chão em um bolo de alcatrão.

-Socorro! Acudam! -gritava o pobre macaco desesperado.

E veio rindo a velha Firinfinfelha.

-A seu macaco malvado. Assim você aprende sua lição. Viu como é ruim ficar roubando as minhas bananas. Agora vai ficar preso no meu boneco de alcatrão.

-Me solta velha Firinfinfelha, eu faço o que você quiser! – implorava o macaco.

-Só solto se você prometer nunca mais vir ao meu quintal roubar as bananas do meu bananal.

O macaco prometeu pra velha nunca mais roubar uma banana dela e a Firinfinfela também cumpriu sua promessa. Soltou o macaco que tava todo grudado.

 Simão, no meio da mata, chorava como uma criança enquanto planejava sua vingança. Pegou emprestada uma pele de leão que ao sol estava secando e foi visitar a velha conforme o plano que estava bolando:

“A velha Firinfinfelha vai ter a sua lição e saber que um macaco irritado é pior do que um leão.”

E o macaco Simão pulou o muro do quintal e foi se esconder no meio do bananal. Quando apareceu a velha ele deu o susto final.

“-Socorro vizinhos! Senão não escapo!

-Sossegue velhinha. Você está no papo!”

A velha Firinfinfelha tomou um susto tremendo, fugiu correndo, queria correr pra casa, mas naquele alvoroço acabou errando o caminho e caiu no fundo do poço.

“-Socorro vizinho! Socorro seu moço! Se não eu me afogo no fundo do poço!”

Vendo aquilo o macaco ficou até sem fala, queria assustar a velha, mas não queria matá-la. Saiu da pele correndo e foi ajudar a velha, procurava uma corda ou cipó pra puxar a Firinfinfelha. Não encontrava nada e a velha ainda gritando, o tempo estava acabando, ela estava se afogando.

Então o macaco Simão teve uma grande ideia, agarrou na beira do poço e jogou o seu rabo pra velha.

“-Socorro, meu Deus! Se não me afogo!

-Então minha velha segura no rabo.”

Os vizinhos foram chegando no meio do bananal e viram estupefatos essa cena original : o macaco na beira do poço fazendo uma força danada e no rabo do macaco Firinfinfelha vinha pendurada.

Mas depois desse dia as coisas muito mudaram pois Firinfinfelha e o macaco bons amigos viraram. E até hoje em dia sentam juntos no quintal pra colher e dividir entre si as bananas do bananal. De noite fazem fogueira e a velha pega a viola e o macaco canta enquanto Firinfinfelha toca:

“Minha velha me enganou com um boneco de alcatrão e eu enganei a velha com uma pele de leão. Minha velha me enganou com um boneco de alcatrão e eu enganei a velha com uma pele de leão. Bililim, bililim, balalão, balalão, ninguém deve enganar o macaco Simão. Bililim, bililim, balalão, balalão, ninguém deve enganar o macaco Simão.”

FIM

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As partes entre aspas serão cantadas. Depois da história quero fazer com as crianças uma atividade na qual todos vamos imitar macacos e depois todos esse macaquinhos formarão um trem que será conduzido por mim até formar uma roda. Nessa posição todos se sentarão com perna de índio (um virado para as costas do outro). Então os macaquinhos vão procurar piolho na cabeça do macaquinho da frente. Em seguida faremos uma brincadeira na qual eu começarei tocando com as pontas dos dedos a cabeça da criança que estiver sentada na minha frente (de costas pra mim). Essa criança deve repetir esse mesmo toque na cabeça do colega que está na frente dela e assim por diante. Todavia as crianças não poderão olhar para trás para ver como estão sendo tocadas, elas devem repetir esse toque apenas imaginando como ele é à partir do que ela está sentindo. É como um telefone sem fio, mas ao invés de palavras o que corre pela roda são toques rítmicos feitos com as pontas dos dedos na cabeça e ombros, ora com todos os dedos ao mesmo tempo, ora com os dedos em sequência, ora alternando entre o dedão e os outros dedos.

Nunca fiz essa brincadeira antes, inventei ela hoje, mas na minha cabeça funcionou muito bem, então vamos testar…

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