Aos avós

Esse texto vou apresentar hoje mesmo, na escola O Pequeno Polegar, para o dia dos avós… espero que eles gostem.

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Agora vamos falar sobre algo muito importante para todos nós: ser avô ou avó.

Quando recebi essa tarefa fiquei radiante, mas depois pensei, como posso falar sobre ser avó sem ser prepotente sendo que a minha filha mais velha ainda é adolescente?

Infelizmente não posso mais perguntar para os meus avós, mas não me fiz de rogada e fui perguntar aos avós da minha filharada:

-Ser avô é ser pai em dobro- foi logo dizendo o meu sogro.

-É melhor porque a gente só ama enquanto o pai educa. Ser avó é ser mãe com açúcar.- disse sem demora a minha sogra.

-E é ainda melhor. Ser avó é amar em dobro e viver o triplo das emoções. É saber que enquanto os pais dão sermão é com a gente que eles aprendem a dividir os pães.- disse minha sábia mãe.

-Ah, minha filha, não me leve a mal, você ainda não pode entender o que é ser avô ou avó, porque não tem nada igual. É tudo isso que a gente falou, mas ainda é muito mais.- completou meu pai.

E era verdade embora não fosse nenhuma novidade, ainda mais pra vocês que viveram pra ver e já estão carecas de saber.

E assim percebi que não poderia cumprir a minha missão sem cair no jargão. Resolvi então mudar a minha meta e falar sobre algo que eu sei muito bem, resolvi falar sobre ser neta.

Meus avós são a minha estrela guia, são a luz que ilumina os caminhos da minha vida. Meus avós me ensinaram a rezar, foram eles que construíram a minha religiosidade. Eles me ensinaram a falar sempre a verdade e que errar é humano, mas que eu deveria enfrentar meus medos com dignidade.

Com a minha avó eu desvendei os segredos da boa comida, até hoje ainda uso os seus livros de receita e, quando sinto cheiro de forno, volto para a sua cozinha, para as manhãs de domingo quando eu a ajudava a bater o bolo e ela sempre dizia:

-Bolo batido por criança fica muito mais gostoso.

Com meu avô aprendi que pegar o caminho mais fácil nem sempre é legal, que dar “um jeitinho” nas coisas não é normal. Ele me ensinou a separar o certo do errado, o bem do mal.

Meus avós me ensinaram uma valiosa lição: que o mundo a gente transforma com as nossas próprias mãos, eles me ensinaram a mexer na terra e a parar tudo o que eu estava fazendo apenas para sentir o vento.

E me ensinaram tudo isso apenas sendo. Meus avós são os meus maiores exemplos.

Eu desejo a vocês, de coração, que seus netos tenham por vocês a mesma admiração que eu tenho pelos meus avós. E pelas carinhas que os esperavam cheias de felicidade, não tenho dúvidas de que isso será verdade.

E se hoje vocês me conhecem como a “tia contadora de histórias”, são vocês vovôs e vovós, os contadores de história originais e meus agradecimentos nunca serão demais.

Por tudo isso quero lhes parabenizar em nome de toda a equipe do Pequeno Polegar e um feliz dia dos avós a todos vocês desejar. E dizer que ao olhar para os seus netos fico muito feliz ao ver o seu olhar.

 

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