Alfabética

Esta história eu fiz sob encomenda para meus alunos do 1º ano da Escola O Pequeno Polegar, com o objetivo de ajudá-los em seu longo caminho pela alfabetização… Estou meio apurada com a criação e/ou seleção de 3 histórias por semana, para a escola, mas estou adorando o desafio, pena que não está sobrando tempo para publica todas as histórias como eu quero, mas eu chego lá…

Vamos a última flor do meu jardim:

ALFABÉTICA

Aninha era uma menina muito esperta e viva, adora descobrir coisas novas, mas naquele dia Aninha amanheceu angustiada:

_ Porque é que o A não tem som de B e não escreve como o C? Porque as letras se escreve assim e não assado?

Resolveu pesquisar na internet… o google sempre sabe de tudo!

Mas desta vez ele não sabia, Aninha ainda estava tentando encontrar a resposta quando tocou a campainha. Aninha correu até a porta e sabem quem era? A tia Gertrudes.

Acontece que a Gertrudes é uma tia que tem um quê de bruxinha com um toque de fada. A Aninha adooora ela.

Mal a tia Gertrudes entrou a Aninha já disparou:

-Tia, você sabe por que é que o A tem som de A? Por que é que o A não é o número 1 por exemplo?

-Oi minha querida. – respondeu a tia enquanto entrava – Pra falar a verdade eu não sei direito não, mas tenho aqui na minha bolsa um livro que com certeza sabe… (disse a mulher tirando da sua enorme bolsa florida um livro grande e muito antigo e entregando para a menina)

_Ora tia, eu sei que a senhora é das antigas, mas eu já perguntei pro google, se ele não sabe, a senhora acha que esse livro velho vai saber? Nem que a vaca tussa.

_ Acontece minha querida, que nem tudo que está nos livros pode ser facilmente encontrado na internet. Existem centenas de milhares de livros espalhados pelo mundo e muitos ainda não foram para o computador. Além disso, este livro não é um livro qualquer. Ele é um livro mágico, capaz de responder qualquer pergunta que você fizer e ele dá suas respostas das formas mais incríveis que você sequer pode imaginar. Só tem uma coisa, preste muita atenção. Você só poderá abrir este livro atrás de uma resposta se estiver bem escondida, de preferência dentro de um armário. Entendeu?

A menina não acreditou muito nessa história de livro mágico, afinal Aninha já fez sete anos, mas mesmo assim fez que sim com a cabeça e, por via das dúvidas, como era a primeira vez que ela ia perguntar alguma coisa para o livro, resolveu se esconder no seu guarda roupa, dentro do seu quarto. Por sorte era um guarda roupa grande e Aninha conseguiu se ajeitar bem nele com o livro no colo. então fez a pergunta e abriu o livro.

De dentro do livro saiu um grande redemoinho que puxou Aninha com tudo, ela ainda tentou se agarrar em um cachecol, mas não conseguiu, foi sugada para dentro do redemoinho e, quando se deu conta estava dentro de uma caverna, cercada de homens e mulheres grotescos, todos sujos, com cabelos desgrenhados e vestidos com peles de animais. Ela logo percebeu que estava no tempo das cavernas, na pré-história. Viu então entrar na caverna uma mulher curvada, com diversos ossos de pequenos animais presos ao cabelo e um cajado de osso na mão, parecia uma curandeira. Ela se dirigiu à um canto da caverna ode tinha um homem encolhido e gemendo, parecia ter dor de barriga. Os dois conversaram, mas era uma língua tão estranha que Aninha não entendeu nada, pareciam mais grunhidos do que falas. Mas pelos gestos a menina percebeu que a velha estava perguntando ao homem doente o que ele havia comido. O homem pegou então uma pequena pedra diferente e desenhou um peixe na parede da caverna.

Neste momento tudo ao redor de Aninha começou a se mover cada vez mais rápido, até virar apenas um borrão, Aninha só conseguia perceber outros desenhos que iam surgindo na parede da caverna: uma borboleta, uma montanha, uma serpente.

Quando a menina finalmente se deu conta a caverna estava completamente vazia, não fossem os desenhos na parede nem dava pra dizer que pessoas haviam morado lá um dia.

Foi quando entrou na caverna um homem vestindo roupas simples, mas já feitas de lã e não de pele, trazia nos braços uma tábua de argila na qual copiou os desenhos da parede da caverna, esculpindo a tábua de argila com um pedaço de pau.

Quando o homem terminou e virou-se para i embora, Aninha resolveu segui-lo. O homem foi até um lugar onde estavam muitas tábuas como aquelas, cada qual com diferentes desenhos, e aqueles homens estudavam atentamente esses desenhos.  princípio Aninha achou que fossem apenas rabiscos, depois percebeu que eram registros. Naquelas tábuas de argila estava registrado compras, vendas e estoques. Por exemplo, se eu vendi para o castelo 10 galões de vinho desenhava-se na tábua um galão de vinho com 10 risquinhos na frente. E aqueles homens estavam tentando descobrir um jeito de escrever aquilo que não podia ser desenhado. Por exemplo o nome de quem vendeu o vinho.

Foi então que eles tiveram uma ideia brilhante. Fazer um desenho para significar a primeira sílaba do desenho, então para escrever Rafael eu desenho um rato + uma faca + um elefante. Para Camila, um cachorro + uma minhoca + uma lagartixa, e assim por diante.

Assim que entendeu isso a menina sentiu-se novamente sendo sugada pelo redemoinho mas, ao invés de ir pra casa foi parar na Roma antiga, assistindo uma aula. Mas não pensem que era uma escola como hoje, não, era um príncipe tendo aula com um sábio sofista que dizia:

_ A primeira letra do alfabeto grego é Alpha, a segunda é Beta. Por isso alfabeto.

Foi então que a menina viu surgirem na parede os desenhos que estavam na parede da caverna e eles dançavam como se tivessem vida. E a menina viu o peixe dar um salto, espremer a cauda e virar a letra P em pleno pulo. Logo depois foi a vez da borboleta pousar em um galho, fechar as asas e virar uma letra B bem bonita. Na mesma hora a montanha foi se transformando na letra M, uma mudança magnífica. E a serpente, quem adivinha que letra virou? Isso mesmo a letra S.

Aninha estava tão feliz por ter entendido tudo que queria que quando deu por si, viu que estava novamente no meio do seu guarda roupa e que as letras coltavam para as páginas do seu velho livro mágico. Aninha mal podia esperar para fazer outra pergunta já estava prestes a abrir o livro novamente quando sua mãe chamou pro jantar. Aninha teve que deixar o livro pra depois. Querem saber qual foi a pergunta que a Aninha fez pro seu livro no dia seguinte bem cedinho? Isso é aventura pra uma outra história. Porque a história de hoje entrou por uma porta e saiu pela outra e quem quiser que conte outra.

FIM

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