Traquinagens do Pererê – Taina Andere

Estou criando essa história nova. Se ela der certo e, ano que vem, vier a ser recontada eu certamente volto aqui para podá-la. Se não voltar até o final do ano que vem vão saber que é porque desta vez eu não acertei, não dá pra acertar sempre, né! (rsrs).

………………………………………………………………………………………………………………..

TRAQUINAGENS DO PERERÊ

A vaca Mimosa era uma vaca muito curiosa, gostava de descobrir os porquês das coisas. Por isso mesmo estava sempre fuçando e perguntando.

Um dia viu que os cavalos estavam relinchando alto, pareciam assustados, alvoraçados. Mimosa foi lá correndo e encontrou os cavalos com os rabos todos amarrados. Cada um tentava correr para um lado, era um furdúncio danado.

Mimosa, toda cuidadosa, acalmou os cavalos e ajudou a desamarrar todos os rabos, mas queria saber quem é que tinha feito esse malfeito, acontece que os cavalos não tinham visto nada e só diziam que aconteceu desse jeito:

Todos eles estavam bem tranquilos, comendo beterrabas e quando viram já estavam com o nó nas caudas.

Mimosa começou a investigar a cena do crime e percebeu que havia na cerca um pedacinho de uma roupa vermelha. Seja lá quem fosse que tivesse aprontado a pirraça, a Mimosa já sabia que alguma peça de roupa vermelha o danado usava.

Mimosa ainda estava a investigar quando ouviu a dona Nona gritar:

-Ah, mai num é possíver, quem pôis açúcar no meu feijão? Foi ocê João?

-Eu não muié, tô aqui passando mar porque arguém ponhô sar no meu café.

E lá foi Mimosa sem hesitação pra investigar a nova confusão. Viu que na porta da casa, bem debaixo do caixilho alguém tinha derrubado um pouco de fumo de cachimbo.

Mimosa ainda estava examinando quando ouviu  a vizinha gritando:

-Corre aqui véio Clemente que algum atentado azedou todo nosso leite.

Dessa vez Mimosa não precisou nem chegar lá pra saber quem era que estava a aprontar, poi ainda no caminho viu as pegadas que estavam indo para a casa do vizinho e aquelas eram pegadas que seriam reconhecidas até por um bocoió, porque aquelas pegadas eram de um menino com uma perna só.

Ora, quem é que usa uma roupa vermelha, pra não dizer uma touca. Fuma cachimbo e tem uma perna só? Você sabe me dizer?

É ele mesmo, nosso amigo espevitado, o Saci Pererê.

E para achá-lo Mimosa sabia muito bem o que fazer. Mas antes foi pedir a ajuda do galo Cocó, e pegar as armas de que iriam precisar: uma peneira que por uma cruz era entrecortada e uma garrafa.

E lá foram os dois assim armados pra encruzilhada, Mimosa com a peneira e Cocó com a garrafa.

Chegaram e esperaram aparecer um redemoinho levantando pó então Mimosa com a peneira empurrou o Saci para dentro da garrafa que estava na mão do Cocó. E antes de fechar a garrafa arrancaram sua touca encarnada.

É verdade que assim o Saci ficava invisível, mas era obrigado a fazer tudo que a Mimosa e o Cocó mandavam. E assim passou a ajudar todos aqueles que precisassem e não conseguiu mais aprontam suas traquinagens.

……………………………………………………..FIM………………………………………………………

Se você quer ver outras histórias, que são as flores deste meu jardim, minhas criações e versões rimadas, dê uma olhada no menu, são esses risquinhos mesmo, no canto direito no alto da página.

Leve meus contos e brincadeiras para encantar seu evento. Entre em contato!

Telefone: 41 98821-0086 (vivo/whats)

Email: meujardimdehistorias@gmail.com

Deixe seus comentários com sugestões e opiniões contribuindo assim com o meu jardim…