Os Três Porquinhos

Essa é a primeira vez que vou tentar contar uma história tão clássica e conhecida. Transcrevo aqui minha versão apenas para testar minhas rimas…  ………………………………………………………………………………………………………………….

OS TRÊS PORQUINHOS

Era uma vez três irmãos porquinhos: Prático, Heitor e Cícero. Os três viviam com sua mãe. Uma porca muito bonita, bondosa e prestativa, que pelos seus porquinhos tudo fazia. Lavava, cozinhava, limpava, arrumava e guardava, mas com exceção do mais velho, os outros irmãos não ajudavam em nada. Iam crescendo e ficando cada vez mais preguiçosos, só brincavam e bagunçavam, não ajudavam em nada.

Por isso sua mãe chamou seus três filhos e disse:

-Vocês já estão bem crescidos, precisam de mais responsabilidade, por isso é hora de irem morarem sozinhos pra aprender a trabalhar pra sobreviver.

Deu para cada filho um dinheirinho pra comprar o material. E terminou.

-Agora vão. Trabalhem duro e fiquem sempre unidos. E muito cuidado com o lobo mau!

Os três irmãos saíram de casa a procurar um lugar que pudesse abrigar as três casas e também tivesse bastante comida e água.

O irmão mais novo, Cícero, o mais preguiçoso, queria parar em qualquer lugar.

-Aqui já está bom, chega de procurar.

Mas o Prático, o irmão mais velho, queria encontrar um bom lugar.

-Aqui não tem água perto. Venha vamos continuar a procurar.

O irmão do meio, o Heitor, também tinha preguiça e queria parar logo de procurar, mas sabia que sem água por perto depois ia ter mais trabalho para a água carregar por isso concordou com o Prático e os três porquinhos continuaram a procurar.

Até que encontraram um ótimo lugar, era uma clareira grande, ao lado de um lago em um campo fértil e relvado. Mas logo que concordaram com o lugar já começaram a discordar sobre o material que deveriam usar.

O Cícero, o porquinho mais novo, queria usar palha.

-É mais barato e fácil! Quase não vai dar trabalho e ainda vai sobrar dinheiro pra eu poder me divertir.

Mas o Prático advertiu:

-Palha é muito perigoso, não te protege do vento, do fogo e nem do lobo.

-Ora bolas! Só me faltava agora ficar com medo de lobo.

E já saiu a cantarolar:

-“Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau. Quem tem medo do lobo mau, lobo mau.”

O irmão do meio depois de um pouco pensar falou:

-Não vou fazer minha casa de palha, é muito fácil de derrubar, vou fazê-la de madeira, que também não dá tanto trabalho, assim ainda termino cedo e posso me divertir e nadar no lago.

-Madeira também é muito frágil- avisou o irmão Prático- Melhor usar tijolo e cimento, mesmo que dê mais trabalho. Madeira protege do vento mais não protege do lobo.

-Agora concordo com nosso irmão mais novo. Quem é que tem medo do lobo?- disse o Heitor e também saiu a cantarolar – “Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau. Quem tem medo do lobo mau, lobo mau.”

 Assim o Cícero, o porquinho mais novo, construiu sua casinha de palha. Num estantinho ficou pronta e ele saiu cantando e brincando para chamar os seus irmãos.

Heitor, o porquinho do meio, fez a casa de madeira, deu um pouco de trabalho, mas logo estava tudo terminado e ele foi junto com o Cícero, cantando e brincando para provocar Prático.

Prático, o irmão mais velho, estava tendo mesmo muito trabalho. Fazer casa de tijolo e cimento não é nada fácil.

-Termina logo com isso e vem com a gente cantar, termina a casinha com palha mesmo assim já podemos brincar. – dizia o porquinho mais novo sem parar de dançar.

-Eu é que não sou bobo. Só vou brincar quando estiver tudo pronto. Tijolo sobre Tijolo.

-Deixa de ser chato Prático. Termina logo a casa com madeira, assim você pode vir brincar com a gente. Você que tá sendo bobo.

-Pois eu quero ver o bobo a hora que vier o lobo.

Mas os porquinhos mais novos só respondiam cantando:

-“Quem tem medo do lobo mau, lobo mau, lobo mau. Quem tem medo do lobo mau, lobo mau.”

Demorou três dias inteiros trabalhando de pedreiro, mas finalmente ficou pronta a casa do porquinho mais velho e ele foi correndo pra brincar com os irmãos. Mas nem tinham começado a diversão quando apareceu o lobo mau. Foi aquela gritaria e aquela confusão, cada um saiu correndo em uma direção para se esconder do lobo dentro da sua casinha.

O lobo mau que não era nada bobo seguiu o porquinho mais novo, mas ele fechou a porta da casa de palha bem no focinho do lobo. E o lobo disse do lado de fora:

-Ora porquinho venha para fora sem demora. Se você não sair agora eu vou soprar até derrubar.

-Pode soprar seu lobo bobo, que minha casinha vai aguentar.

E o lobo soprou bem forte: Fuuuuuuuuuuh. E a casinha de palha voou pelo ar e o porquinho mais novo saiu correndo  e gritando para a casa de madeira.

-Socorro Heitor, me acuda, abre a porta pra eu entrar senão eu viro jantar.

E o Heitor abriu a porta bem a tempo do irmão entrar e tornou a fechar a porta bem no focinho do lobo, que já se pôs a gritar.

-Abram a porta agora! Senão eu vou soprar e soprar até derrubar.

-Pode soprar seu lobo bobo. Minha casa de madeira é forte e vai aguentar.

Então o lobo soprou bem forte: Fuuuuuuuuuuuuuuh! E a casa tremeu mais aguentou. Mas o lobo soprou mais forte ainda: Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!! E a casinha de madeira voou. E os porquinhos mais novos saíram correndo a gritar:

-Socorro Prático! Socorro! O lobo vai nos pegar. Abre a porta por favor, senão viramos jantar.

E o porquinho mais velho abriu a porta, bem a tempo dos irmãos entrarem lá. E depois batei a porta com força bem no focinho do lobo, que logo se pôs a gritar:

-Abram logo essa porta. Senão eu vou soprar e soprar e soprar. Até derrubar.

-Pode soprar a vontade, minhas paredes vão aguentar. Elas são feitas de tijolo, você não vai conseguir entrar.

Então o lobo soprou bem forte: Fuuuuuuuuuu! Mas a parede nem tremeu. E ele tomou ar e soprou mais forte ainda: Fuuuuuuuuuuuuuuu!!! E a parede nem se mexeu. Dessa vez o lobo encheu bem o pulmão de ar, tanto quanto coubesse lá, e soprou com toda força que conseguiu soprar: Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!! E nada. Mas o lobo não desistiu, esperou um pouco pra recuperar o fôlego e já se pôs a gritar:

-Não pensem que assim vocês vão escapar. Eu tenho muito tempo, posso esperar, uma hora vocês vão ter que sair pra água ou comida buscar e nessa hora eu vou estar aqui pra jantar. Rarará!

Foi aí que o porquinho mais velho teve uma ideia, pôs aguá pra ferver no caldeirão, embaixo da lareira e falou bem alto pro lobo escutar:

-Deixem que ele fique esperando lá fora, aqui dentro temos comida de sobra. Além disso esse lobo é um mané, nem pensou em tentar entrar pela chaminé.

Ao ouvir isso o lobo sem hesitar subiu no telhado de um pulo para pela chaminé entrar. Mas caiu na água fervendo e acabou todo queimado. Saiu voando pela chaminé foi cair lá no lago e continuou fugindo a nado. Correu tanto e pra tão longe que nunca mais foi visto por aqueles lados.

E os porquinhos mais novos aprenderam a lição. Construíram novas casas, deu o maior trabalhão, mas fizeram com tijolo e cimento. Fizeram muito bem feito. E só depois do trabalho estar bem terminado é que os três porquinhos foram juntos, brincar, cantar e nadar no lago.

FIM

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