Os dois anõezinhos

Quando fiz meu curso de Pedagogia Waldorf ouvimos uma história coletada pelos irmãos Grimm chamada ” Os presentes do povo pequenino”. Anos depois fui contar essa história para as minhas filhas, e contei como me lembrava. Minha filha gosotu muito dessa história, por isso a repeti diversas vezes de lá pra cá, chegando mesmo a apresentá-la nas minhas escolas. Mas descobri ontem que o que ficou na minha memória não era quase nada parecido com a história. Ou seja, sem querer inventei uma história nova, ao mesmo tempo percebo agora que nessa história nova eu incluí diversos conceitos do que eu havia estudado. Por isso resolvi publicá-la agora.

Essa é uma história para o inverno, pois durante esta época as forças espirituais estão concentradas no interior da terra, guardando a vida das sementes ou formando as mais belas pedras. Na mitologia essa força é representada pelos anõezinhos, seres pequenos mas muito fortes, guerreiros ferozes, mas também trabalhadores extremamente habilidosos na carpintaria, na mineração e na transformação das pedras preciosas nas mais belas e mágicas jóias.

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OS DOIS ANÕEZINHOS

Em um certo país uma grande caverna existia, mas não era uma caverna escura e fria. Era uma caverna toda enfeitada com lindas pedras polidas e lustradas. Tão enfeitada que brilhava.

Pois aquela caverna não era uma caverna cheia de animais assustadores, ela era habitada por anõezinhos mineradores muito trabalhadores.

Todos os dias eles procuravam pedras, quando não eram preciosas, mas eram belas, eles usavam para enfeitar a caverna, mas quando achavam uma pedra preciosa e brilhante, fosse uma esmeralda, um rubi ou um diamante, trabalhavam a pedra lustrando e polindo com cuidado e afinco até deixá-la lisa e cintilante. E quando achavam ouro ou prata faziam as jóias mais raras encrustando suas pedras trabalhadas em coroas, espadas e seus cintos, anéis, colares ou brincos.

Mas os anõezinhos, apesar de serem um povo bastante orgulhoso, não são muito vaidosos, por isso faziam as jóias não para usar, e sim para vender ou trocar. Trocavam suas relíquias principalmente por comida, é que na caverna a luz do Sol não consegue entrar, logo não dá pra plantar e os anõezinhos são conhecidos por saber trabalhar mas também pelo tamanho de seu apetite, o que considerando que os anões são tão pequenos, é mesmo de espantar. Por isso deixo avisado, não convide um anãozinho pra jantar.

Acontece que nassa caverna os anõezinhos já não conseguiam mais achar ouro, prata ou pedras, e assim estavam todos começando a passar necessidades.

Fizeram uma grande reunião para resolver aquela situação. Logo todos concordaram que um anãozinho deveria fazer uma expedição pra procurar na montanha vizinha uma possível solução.

O anão mais velho deu a sua opinião:

-Deveríamos enviar para essa honrosa e perigosa tarefa o anão Spik, corajoso e valente, um anão experiente e que tem uma barba respeitável.

Todos concordaram, todos menos Spok. Spok era um anão que adorava chamar a atenção. Estava sempre se metendo em confusão, queria falar mais alto enquanto alguém falava, tirava sarro de meio mundo e parece que ele não sabia a hora de fazer piada. E o pior é que ele ainda “se achava”…

-Eu devo ser o anãozinho enviado, afinal sou muito mais barbado.- disse o Spok.

É que todos os anõezinhos são barbados e, geralmente, quanto mais barbado, mais o anãozinho é respeitado. Mas Spok era um anão mal educado, ninguém queria vê-lo ser o responsável por tão importante trabalho.

Foi Spik quem resolveu a situação:

-Vamos nós dois então! Eu posso te ajudar e, nós dois juntos, mais pedras conseguiremos carregar.

Assim, na manhã seguinte, depois de um café da manhã reforçado, saíram os dois para fazer o trabalho. Spik e Spok caminharam o dia inteiro e chegaram no sopé da montanha quando já estava anoitecendo, mas não quiseram nem parar para descansar. Resolveram aproveitar a luz da lua cheia para começar a procurar. Acharam muitas pedras bonitas, mas nenhuma preciosa, ainda assim, como os dois anõezinhos gostavam muito de pedras bonitas, todas que encontravam recolhiam. Passaram assim a noite inteira e ainda o dia inteiro, sempre montanha acima. Já estava anoitecendo quando chegaram lá em cima.

Os dois traziam as bolsas e os bolsos completamente carregados de lindas pedras, mas nenhuma valia nada, nenhuma servia para resolver o problema deles e dos outros anõezinhos lá da caverna. Muito tristes pararam para descansar, fizeram uma cama de pedras, usaram as bolsas cheias de pedras como travesseiro e as pedras em seus muitos bolsos lhe serviam de coberta. E dormiram.

O primeiro a acordar foi Spik:

-Aaah! Nossa Spok que sono pesado que eu tive. Essas pedras me parecem tão pesadas. Uau! Acorda Spok veja que maravilha, nossas pedras todas viraram ouro, é o mais puro ouro que eu já vi na vida. É tanto ouro que dá pra resolver o problema de toda a nossa vila.

Os dois anõezinhos encantados dançaram e cantaram.

-Vamos Spok- disse Spik – Vamos logo voltar para caverna e levar o ouro e a boa notícia para todos lá da vila!

-O quê Spik? Você ficou louco? Pra que ir embora agora se podemos passar o dia aqui juntando muito mais pedras para amanhã termos muito mais ouro?

-Mais ouro pra que Spok? Já temos ouro suficiente pra resolver o problema de todos os anõezinhos da montanha, quero logo voltar para casa e a boa nova levar. Vamos lá!

-Se você quiser que vá. Pode levar o ouro que puder carregar. Eu vou ficar, juntar mais pedras fazer mais ouro e, quando eu voltar, vou ser o anãozinho mais rico de toda a nossa caverna, ou melhor, vou ser o anão mais rico e poderoso do mundo todo.

Vendo que Spok estava tomado pela ambição e não ia mudar sua decisão Spik resolver pegar metade do ouro e voltar pra caverna pra dividir o tesouro por todos os nõezinhos.

Spok ficou na montanha recolhendo pedras, já não mais se importava se eram feias ou belas, redondas ou quadradas, era pedra ele pegava. Quando terminou o dia ela já tinha feito uma montanha enorme de pedras no alto da montanha, junto com o monte de ouro que ele havia conseguido na noite anterior. Também trazia pedras nas bolsas e nos bolsos da calça, da camisa e do casaco e até seu chapéu estava cheio de pedras. Spok estava feliz e cansado. Deitou no alto das pedras, usando sua bolsa cheia de pedras como travesseiro e as pedras dos bolsos servindo de coberta. Dormiu sonhando com todo o tesouro que teria ao acordar.

Acordou no outro dia com um pulo.

-Aah! Me sinto tão leve e disposto. Dormi tão bem… minha cama de ouro estava tão quentinha e macia…. Epa, espera um pouco, quente e macio? Mas o ouro é duro e frio!!! Oh! Mas que horror, que decepção. Todas as minhas pedras, até mesmo todo meu ouro, virou carvão!!!

O anãozinho começou a chorar e, pra piorar, quando levou a mão aos olhos, para suas lágrimas enxugar, percebeu que estava sem nenhum pelo na cara, não tinha mais nem um fio de bigode nem de barba.

Envergonhado o anãozinho foi procurar uma caverna pra morar, e lá ficou dias a fio, chorando sozinho, arrependido.

Por sorte lá na vila o anãozinho Spik começou a ficar preocupado, afinal já era tempo do Spok ter voltado… resolveu ir procurá-lo.

Ao chegar na montanha acabou achando a caverna onde o amigo tinha ido morar, mas ao ver Spok sem barba nem bigode, Spik começou a rir de gargalhar. Era uma gargalhada tão gostosa que o Spok não aguentou e começou a rir junto com o amigo, e aquela risada lavava toda a tristeza que ele estava sentindo.

-Vamos Spok- disse o Spik ainda rindo- Vamos voltar pra caverna, estão todos preocupados meu amigo. Além do que eu dividi o meu tesouro entre todos os anõezinhos e agora somos todos ricos.

-Não posso voltar- disse Spok envergonhado.- Se voltar para nossa caverna serei o único anãozinho pobre e isso é muito triste.

-Claro que não!- disse Spik- eu não falei que tinha dividido o ouro entre todos os anõezinhos do condado, então, seu ouro também está lá separado.

E assim Spok resolveu voltar, quando chegou na caverna todos os seus colegas que o viam sem bigode nem barba, caiam na gargalhada. Mas Spok nem ligava, estava feliz da vida e tinha aprendido sua lição. Além disso, se sentia muito rico, não por conta do ouro, mas por ter Spik como seu amigo.

FIM

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Os Anõezinhos e o Gigante

Era uma vez uma grande família de anõezinhos que vivia no interior de uma enorme caverna. Mas não era uma caverna sombria, não era escura e nem fria, era uma caverna brilhante cheia de pedras preciosas e diamantes e esses anõezinhos viviam trabalhando embaixo da terra, deixando sua caverna ainda mais bela.

Todos os dias um dos anõezinhos tinha que ir lá em cima colher frutas, legumes, verduras e cereais, para fazer comida. É que essas coisas, pra crescer, precisam de luz do sol e os anõezinhos não podiam cultivá-las na caverna iluminada apenas por velas e pelo brilho das pedras…

Era um trabalho tranquilo e assim, sem problemas, todos os anõezinhos se dividiam ficando um cada dia com esse ofício.

Um dia estava indo o anão Benrur com seus passinhos pequenininhos:

“Bim, bim, bim.”

Quando ouviu um barulho bem alto:

“Bam, bam, bam.”

O anãozinho tomou um baita susto, largou no chão seu cesto já cheio de frutos e voltou pra caverna correndo aos pulos:

-Socorro! Socorro! Tem lá fora um monstro horroroso!

-Do que está falando? Cadê nossa comida? – disse desconfiado o anãozinho Caete.

E o Benrur respondeu:

-Eu estava lá em cima caminhando bem assim:”Bim, bim bim”. Quando ouvi o monstro pisando forte: “Bam, bam, bam!” Não acredita? Pois vai lá ver.

-Eu acho que você está é com preguiça. Mas eu estou com fome então vou lá buscar nossa cesta de comida…

E lá se foi Caete, pra fora da caverna, lá pra cima. Saiu com seus passinhos pequeninhos:

“Bim, bim, bim.”

Chegou até o cesto e estava pronto para voltar quando ouviu um barulho bem alto:

“Bam, bam, bam!”

O anãozinho ficou tão assustado, voltou para a caverna correndo e gritando, aos saltos:

-Socorro, socorro! Um monstro!

-Como assim? – quiseram saber os outros.

E Caete explicou:

-Eu estava lá em cima caminhando bem assim:”Bim, bim bim”. Quando ouvi o monstro pisando forte: “Bam, bam, bam!” Ah! Que má sorte, vamos morrer de fome.

Começou uma grande confusão, alguns queriam fugir para longe dali, outros se esconder no fundo mais profundo da caverna. Mas a fome falava mais alto, e os anõezinhos são corajosos e fortes… resolveram subir e enfrentar o monstro horroroso.

Lá se foram os anõezinhos subindo com seus passinhos bem assim:

“Bim, bim, bim.” Bim, bim, bim”

Quando ouviram o som do monstro assustador:

“Bam, bam, bam.”

Os anõezinhos quase saíram correndo, mas o corajoso Dundum falou:

-Fiquem anõezinhos, temos que pegar nosso cesto de comida, vamos enfrentar o monstro horroroso.

E como os anõezinhos são fortes e corajosos foram  em direção ao som assustador com seus passinhos assim:

“Bim, bim, bim.”

E logo ouviram mais perto o som do monstro horroroso:

“Bam, bam, bam”

Os anõezinhos quase correram de novo. Mas Dundum lembrou do cesto de comida. Das frutas legumes e cereais que deveriam estar bem gostosos. E eles como eram fortes e corajosos, resolveram enfrentar o monstro horroroso. E lá se foram com seus passinhos que faziam assim:

“Bim, bim, bim.”

Ouviram o barulho horroroso vindo ao seu encontro:

“Bam, bam, bam.”

Deram de cara com o monstro. Era um gigante, enorme, mas não era horroroso, era até bem jeitoso, tinha cara de ser bondoso, o que de fato era. E o gigante trazia pros anõezinhos uma enorme cesta cheia das mais deliciosas comidas. É que o gigante se sentia muito sozinho. Morava na montanha ao lado dos anõezinhos e sempre ouvia o barulho dos seus passinhos e pensava consigo: “Será que se eu for até lá não consigo fazer amigos?” Mas os passos eram tão baixinhos que o gigante tinha medo de ir até lá e assustar os anõezinhos. Mas aquele dia tinha tomado coragem. E os anõezinhos estavam com tanta fome que quando viram o grande cesto cheio de deliciosos alimentos, esqueceram dos seus medos e juntos com o gigante fizeram um grande piquenique. Estavam todos tão felizes que depois de comer foram juntos dançar, em roda a girar:

“Bim, bim bim. Bam, bam bam. Quem caminha com pequenos passinhos? Somos os anãozinho e andamos assim: Bim, bim bim. Bam, bam, bam. Bim, bim, bim. Quem conosco vem girar? Sou o gigante Firamfar, faço muito barulho pra caminhar, assusto quem escutar: Bam, bam, bam”.

FIM

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Os anõezinhos e o sapateiro

Este é um conto popular que consta na coletânea feita pelos irmãos Grimm. Como pertenceu ao tempo em que os contos só eram registrados na memória e transmitidos pela oralidade, através das gerações, esse é uma história que possui inúmeras versões. Acrescento esta minha versão rimada para me ajudar a decorá-la já que amanhã irei contá-la.

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OS ANÕEZINHOS E O SAPATEIRO

Era uma vez um sapateiro que gostava muito de ajudar os outros, dividia tudo o que tinha e fazia seus sapatos sempre muito baratos, isso quando não os vendia fiado. Acontece que naquele tempo houve uma grande seca, que resultou em uma grande crise financeira, como seus clientes eram somente seus mais simples amigos, o pobre sapateiro foi ficando cada vez mais sem serviço,  e o pior é que aqueles que lhe deviam não puderam pagá-lo.

O sapateiro já não tinha mais nenhum dinheiro, ele e sua mulher já estavam passando por maus bocados, e iria piorar, porque agora o sapateiro só tinha couro para fazer um último par de sapatos…

O sapateiro cortou aquele último pedaço de couro com todo cuidado para fazer seu último par de sapatos. Iria costurá-lo no dia seguinte e tentar vender para comprar mais couro e quem sabe algo pra comer. Assim ele e sua mulher dividiram o último bocado de pão embolorado e foram para a cama pensando em quem iria comprar aquele último par de sapatos…

Mas qual não foi a surpresa do sapateiro quando acordou no dia seguinte e aquele par de sapatos estava completamente costurado… o sapateiro olhou mais de perto e ficou admirado com a qualidade do trabalho. Estava perfeito, sem nenhum pontinho errado…

O sapateiro mal teve tempo de mostrar pra sua esposa, que também se espantou, e já lhe bateram à porta. Era um nobre senhor pedindo ajuda pra consertar a roda da sua carroça. O jovem sapateiro se pôs à disposição na mesma hora, pegou suas ferramentas e logo consertou a roda. Quando o nobre senhor viu aquele par de sapatos tão bem costurado pagou por ele um bom bocado. O sapateiro e sua mulher ficaram felizes da vida pois além de comprar comida puderam comprar couro para fazer mais três pares de sapato. O sapateiro deixou os três pares de sapato bem cortados e, como já era tarde, foi dormir para no outro dia terminar o trabalho. Mas novamente quando acordou encontrou os três pares de sapato prontos e muito bem costurados. Mal podia acreditar no que via. Ele e sua mulher ficaram cheios de alegria. E pra melhorar apareceram novos clientes indicados pelo nobre senhor que havia comprado o primeiro par de sapatos.

O sapateiro comprou mais material pra fazer sapatos e ainda comprou comida para ajudar seus vizinhos que também passavam maus bocados.

E dia após dia o mesmo se repetia, o sapateiro cortava os sapatos de dia, tantos quanto precisava, e de noite alguém os costurava. O sapateiro enriquecia e toda sua vila prosperava. Mas depois de algum tempo ele e sua mulher resolveram passar a noite toda acordados para ver quem é que estava a ajudá-los.

Então como sempre ele cortou o couro e as solas e os dois se esconderam embaixo da escada depois de fingirem terem ido embora e viram chegando dois anõezinhos completamente nus, pelados, que costuraram os sapatos com rapidez e habilidade admirável, e foram embora assim que terminaram.

-Pobre anõezinhos- disse o bom sapateiro- tão dedicados e vivem sem ter o que vestir, devem passar tanto frio, coitados.

-Não se preocupe marido, hoje, ao invés de cortar couro pros sapatos, vamos costurar lindas roupas para esses anõezinhos que tanto nos ajudaram.

E assim os dois compraram ótimos tecidos e a mulher costurou duas calças, duas camisas, dois coletes, dois casacos e dois pares de meia, muito bem costurados, enquanto o homem cortou e costurou dois pequenos pares de sapatos.

Quando a noite chegou os dois resolveram ficar a cordados pra ver como os anõezinhos receberiam aqueles presentes.

Logo os dois chegaram e subiram na mesa prontos para o trabalho. Ficaram loucos de contentes quando encontraram os presentes. E juntos os dois cantaram:

“Nós somos rapazes elegantes e faceiros, pra que sermos ainda sapateiros?”

Dançando de braços dados foram embora e nunca mais voltaram.

Mas o sapateiro e a sua mulher não ficaram entristecidos, pelo contrário, ficaram muito contentes de poder ajudar quem os havia enriquecido.

E viveram muito prósperos e felizes, pois nunca mais faltaram clientes e nem material pro serviço, pois a boa sorte continuou a companhá-los e eles continuaram sempre ajudando os necessitados.

 FIM

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