Lenda do Amendoim

O grande guerreiro Mbeyu tinham uma irmã chamada Antoinka e ela tinha um filho que se chamava Doinmã.

Doinmã fazia um cocô durinho, vermelho por fora e  por dentro bem branquinho, pequenininho assim. Parecia com uma semente, e Antoinka chamou de amendoim.

Mas esse era o segredo deles. Todos os dias quando o menino dizia:

-Mamãe, quero fazer cocô.

A índia pegava uma panela e mandava o menino fazer cocô lá dentro, escondidinho. Depois assava no fogo e servia para todos os índios.

Todos adoravam aquela comidaa e queriam saber aonde Antoinka a colhia. Mas a índia nada dizia.

Um dia Antoinka teve que sair e deixou Doinmã com seu tio Mbeyu, mas esqueceu de dizer ao menino que ele deveria fazer cocô escondido.

Lá pelas tantas o menino chamou o tio e disse:

-Tio, quero fazer cocô!

E o índio respondeu:

-Vai fazer cocô no mato menino.

Mas o menino acostumado foi logo pegar a panela pra fazer cocô dentro dela. O tio que de nada sabia ficou muito bravo e botou o menino de castigo, amarrado em um galho.

O menino assim amarrado teve que fazer cocô no mato. E não é que o tal do amendoim era mesmo uma semente e no lugar onde ele fez cocô brotou um pé de planta diferente.

Acreditem em mim, assim nasceu o primeiro pé de amendoim.

A lenda da mandioca

A Lenda da Mandioca

Era uma índia muito bela chamada Mara que pela Lua era apaixonada. Todas as noites Mara saía de sua oca para a Lua admirar e dizia a todos da tribo que somente com o deus Lua era iria se casar.

Um dia ela dormiu e sonhou que um grande guerreiro de pele branca e longos cabelos loiros descia da Lua para com ela se casar. Passado certo tempo Mara, apesar de virgem, descobriu que estava grávida e depois de alguns meses deu aluz à uma linda menina, de pele branca como o luar.

A pequena indiazinha recebeu o nome de Mani, era graciosa e delicada e logo por toda a tribo passou a ser amada e admirada.

Mas quando estava com três anos Mani faleceu sem nem mesmo adoecer. Toda a tribo ficou muito triste, choraram a noite inteira, até o amanhecer.

O espírito da pequena índia foi morar junto com seu pai. Mas Mara, a mãe da menina, não conseguia se consolar. Enterrou a filha na sua própria oca pra dela não se separar… E chorou sobre o túmulo noite e dia, sem parar, derramando na terra o leite do seu seio, esperando que assim sua filha pudesse reavivar.

Passado um tempo surgiu ali um uma planta com folhas grandes e arroxeadas e com uma raíz muito branca, como a pele da filha de Mara.

Essa planta foi chamada de Manioca e considerada sagrada. Hoje em dia é conhecida como mandioca, uma raíz muito rica que serve pra fazer bebida ou pra ser comida cozida, frita ou assada.

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Os anõezinhos e o sapateiro

Este é um conto popular que consta na coletânea feita pelos irmãos Grimm. Como pertenceu ao tempo em que os contos só eram registrados na memória e transmitidos pela oralidade, através das gerações, esse é uma história que possui inúmeras versões. Acrescento esta minha versão rimada para me ajudar a decorá-la já que amanhã irei contá-la.

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OS ANÕEZINHOS E O SAPATEIRO

Era uma vez um sapateiro que gostava muito de ajudar os outros, dividia tudo o que tinha e fazia seus sapatos sempre muito baratos, isso quando não os vendia fiado. Acontece que naquele tempo houve uma grande seca, que resultou em uma grande crise financeira, como seus clientes eram somente seus mais simples amigos, o pobre sapateiro foi ficando cada vez mais sem serviço,  e o pior é que aqueles que lhe deviam não puderam pagá-lo.

O sapateiro já não tinha mais nenhum dinheiro, ele e sua mulher já estavam passando por maus bocados, e iria piorar, porque agora o sapateiro só tinha couro para fazer um último par de sapatos…

O sapateiro cortou aquele último pedaço de couro com todo cuidado para fazer seu último par de sapatos. Iria costurá-lo no dia seguinte e tentar vender para comprar mais couro e quem sabe algo pra comer. Assim ele e sua mulher dividiram o último bocado de pão embolorado e foram para a cama pensando em quem iria comprar aquele último par de sapatos…

Mas qual não foi a surpresa do sapateiro quando acordou no dia seguinte e aquele par de sapatos estava completamente costurado… o sapateiro olhou mais de perto e ficou admirado com a qualidade do trabalho. Estava perfeito, sem nenhum pontinho errado…

O sapateiro mal teve tempo de mostrar pra sua esposa, que também se espantou, e já lhe bateram à porta. Era um nobre senhor pedindo ajuda pra consertar a roda da sua carroça. O jovem sapateiro se pôs à disposição na mesma hora, pegou suas ferramentas e logo consertou a roda. Quando o nobre senhor viu aquele par de sapatos tão bem costurado pagou por ele um bom bocado. O sapateiro e sua mulher ficaram felizes da vida pois além de comprar comida puderam comprar couro para fazer mais três pares de sapato. O sapateiro deixou os três pares de sapato bem cortados e, como já era tarde, foi dormir para no outro dia terminar o trabalho. Mas novamente quando acordou encontrou os três pares de sapato prontos e muito bem costurados. Mal podia acreditar no que via. Ele e sua mulher ficaram cheios de alegria. E pra melhorar apareceram novos clientes indicados pelo nobre senhor que havia comprado o primeiro par de sapatos.

O sapateiro comprou mais material pra fazer sapatos e ainda comprou comida para ajudar seus vizinhos que também passavam maus bocados.

E dia após dia o mesmo se repetia, o sapateiro cortava os sapatos de dia, tantos quanto precisava, e de noite alguém os costurava. O sapateiro enriquecia e toda sua vila prosperava. Mas depois de algum tempo ele e sua mulher resolveram passar a noite toda acordados para ver quem é que estava a ajudá-los.

Então como sempre ele cortou o couro e as solas e os dois se esconderam embaixo da escada depois de fingirem terem ido embora e viram chegando dois anõezinhos completamente nus, pelados, que costuraram os sapatos com rapidez e habilidade admirável, e foram embora assim que terminaram.

-Pobre anõezinhos- disse o bom sapateiro- tão dedicados e vivem sem ter o que vestir, devem passar tanto frio, coitados.

-Não se preocupe marido, hoje, ao invés de cortar couro pros sapatos, vamos costurar lindas roupas para esses anõezinhos que tanto nos ajudaram.

E assim os dois compraram ótimos tecidos e a mulher costurou duas calças, duas camisas, dois coletes, dois casacos e dois pares de meia, muito bem costurados, enquanto o homem cortou e costurou dois pequenos pares de sapatos.

Quando a noite chegou os dois resolveram ficar a cordados pra ver como os anõezinhos receberiam aqueles presentes.

Logo os dois chegaram e subiram na mesa prontos para o trabalho. Ficaram loucos de contentes quando encontraram os presentes. E juntos os dois cantaram:

“Nós somos rapazes elegantes e faceiros, pra que sermos ainda sapateiros?”

Dançando de braços dados foram embora e nunca mais voltaram.

Mas o sapateiro e a sua mulher não ficaram entristecidos, pelo contrário, ficaram muito contentes de poder ajudar quem os havia enriquecido.

E viveram muito prósperos e felizes, pois nunca mais faltaram clientes e nem material pro serviço, pois a boa sorte continuou a companhá-los e eles continuaram sempre ajudando os necessitados.

 FIM

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