A Árvore Generosa- Shel Silvertein

Esta história deve ser contada para acompanhar uma aula de educação ambiental, já que mostra dois lados de uma mesma moeda: se por um lado nos mostra o quanto a natureza “gosta” de servir, afinal a planta só fica saudável se estiver cumprindo o seu propósito natural, por outro lado nos mostra o quanto esse fator tornou o ser humano acostumado a tirar tudo da natureza esquecendo-se de trocar com a mesma ou seja, em um processo extrativista insustentável, como a própria natureza tem nos mostrado. As crianças gostam muito dessa história e ela abre caminho para um bate-papo super interessante sobre sustentabilidade, agroecologia e extrativismo sustentável.

Contei esta semana no dia da árvore e as minhas crianças adoraram.

Para a abertura da história usei a canção “A Árvore da Montanha”, que é ótima para trabalhar a memória e o raciocínio lógico, além de ser divertida e própria para o tema abordado.

A Árvore Generosa- Shel Silvertein (adaptação Taina Andere)

Era uma vez uma frondosa árvore que amava muito um menino.

Todos os dias o menino vinha visitá-la, recolhia suas folhas e com ela fazia coroas e brincava de rei da floresta. Depois sobia no seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos, comia seus frutos e, quando ficava cansado, descansava à sombra das suas folhas. E a árvore era muito feliz.

Mas o menino cresceu e passou muito tempo sem aparecer. Quando ele finalmente apareceu de novo a árvore ficou tão feliz que até tremeu:

-Ah, Menino! Que bom que você veio. Venha, suba no meu tronco, balance nos meus galhos, coma meus frutos e seja feliz!

-Ora dona Árvore, eu já estou muito crescido para brincar. Agora eu quero comprar coisas, quero me divertir. Mas para isso eu preciso de dinheiro. Você tem algum dinheiro  para me dar?

-Ah, Menino. Dinheiro eu não tenho, não preciso disso. Mas venha, suba no meu tronco, colha os meus frutos, leve-os para vender na cidade, ganhe dinheiro e seja feliz!

E foi o que o menino fez. Subiu no tronco da árvore, colheu todos os seus frutos e levou para vender na cidade. E a árvore ficou feliz.

Mas o menino passou mais um longo tempo sem aparecer. Quando mele voltou a árvore ficou tão feliz que até gemeu:

-Ai, Menino! Que bom que você voltou. Venha, suba no meu tronco, balance nos meus galhos e seja feliz!

-Ora dona Árvore eu agora sou um homem de negócios, ando muito ocupado, não tenho tempo para brincar. Eu quero casar, ter filhos. Mas para isso eu preciso de uma casa. Você por acaso tem uma casa para me dar?

-Ah, Menino. Minha casa é essa floresta. É aqui que eu vivo. Mas venha, corte meus galhos, construa com eles uma casa e seja feliz!

E foi o que o menino fez. colheu todos os galhos da árvore e, com eles, construiu uma bela casa. E a árvore ficou feliz.

Mas o menino passou mais um longo, longo tempo sem aparecer. Quando ele finalmente veio a árvore ficou tão feliz que mal conseguiu falar:

-Ahhhh, Menino! Que bom que você veio. Venha, suba no meu tronco e seja feliz!

-Ora dona Árvore, eu já estou muito velho para subir em troncos, e também estou muito triste. O que eu queria mesmo era um barco ligeiro que me levasse para longe. Você tem um barco para me dar?

-Ah, Menino. Um barco eu não tenho. Mas venha, corte meu tronco, construa com ele um barco e seja feliz!

Foi o que o menino fez. Cortou o tronco da árvore e com ele construiu um barco que o levou para longe. E a árvore ficou feliz, mas nem tanto, porque agora ela era apenas um toco.

E o menino passou um tempo muito, muito longo antes de reaparecer. Quando ele apareceu a árvore ficou feliz, mas não muito.

-Ah, Menino. Que bom que você veio. Mas já não tenho mais nada para te oferecer. Não tenho mais frutos para que você possa comer.

-Ora dona Árvore, eu também já estou muito velho, meus dentes estão muito fracos, mesmo que você ainda tivesse frutos eu não poderia comê-los.

-Ah, Menino. Também já não tenho galhos para que você possa se balançar.

-Ora dona Árvore, mesmo que você os tivesse eu estou velho e fraco, meus braços já não tem força para eu me balançar.

-Ah, Menino. Também já não tenho tronco para você subir. Queria tanto ter algo para lhe oferecer, mas sou apenas um toco, não tenho mais nada para lhe dar.

-Ora, dona Árvore, eu também já sou muito velho para subir em troncos. Para falar a verdade já estou tão velho que não quero mais nada da vida, apenas um lugar tranquilo onde eu possa sentar e descansar.

-Ah, Menino!- disse a árvore novamente contente- Mas para isso um toco serve perfeitamente. Venha Menino, sente no meu toco, descanse e seja feliz!!!

E foi o que o menino fez. Sentou no toco e descansou e a árvore ficou muito feliz.

……………………………………………………………….FIM…………………………………………………………..

Para ver mais flores deste jardim, minhas criações ou versões rimadas, clique no menu, são esses risquinhos mesmo no cantinho direito no alto da página.

Leve meus contos e brincadeiras para encantar seu evento ou para a sua escola. Entre em contato:

Telefone: 41 988210086  (vivo/whats)

Email: meujardimdehistorias@gmail.com

 

O Gato Pelado

Essa é a história de um gato. Um gato que vivia participando desses concursos de gato e era sempre premiado, porque era um gato muito diferente dos outros gatos, era um gato egípcio, um gato pelado. Pelado mesmo, não tinha nem um pelo, nem unzinho, nem mesmo no rabo. Por isso mesmo não tinha amigos, vivia sozinho desprezado pelos outros gatos.

-Sai daqui, você mais parece um rato.- dizia o gato malhado.

-Fique longe de nós, você não é um gato, deve ser um cachorro pequinês.- falava o gato siamês.

-Não sei que bicho você é, mas com certeza não é gato, nós gatos temos o corpo coberto de pelos macios e belos.- se gabava o gato amarelo.

E assim o Gato Pelado viva sozinho, pobrezinho.

Um dia tomou uma decisão, resolveu sair por esse mundão e descobrir que bicho ele era, assim poderia fazer amigos e não ficaria mais sozinho.

Logo viu uma árvore cheia de passarinhos, tinha passarinhos de todos os tipos, tinham grandes gralhas e pequenos pintassilgos, todos piando e conversando alegremente, apesar de serem muito diferentes eram todos amigos, haja visto que eram todos passarinhos.

Mais que depressa o Gato Pelado subiu pelo tronco até chegar em um galho lá no alto onde vários passarinhos conversavam.

-Piu, piu, piu.- cantavam os passarinhos.

-Piu, piu, piu!- imitava o Gato Pelado.

-Piu, piu! Bom dia! Temos um novo amigo para nos fazer companhia, mas que tipo de passarinho você é  que eu nunca vi?- perguntou o Colibri.

-Sou um pássaro-gato a procura de amigos.- respondeu o gatinho.

– Seja muito bem-vindo!- responderam os passarinhos cantando em uníssono.

E assim o Gato Pelado achando que era um passarinho se divertiu com seus novos amigos pulando de galho em galho. Até que o Beija-flor falou.

-Estou com sede, preciso de água. Quem quer ir comigo até o lago da Araucárias.

-Piu,piu. Vamos todos.- responderam os passarinhos e logo levantaram voo.

E atrás do Papagaio, pulou nosso amigo Gato Pelado.

-Miauuuu!!!

O Gato pelado caiu no chão todo estatelado.

-Miau! Acho que afinal eu não sou um passarinho, não sei voar, não posso viver em um ninho.

E assim partiu novamente o nosso amigo. Decidido a encontrar novos amigos. O Gato Pelado viu uma porção de sapos coachando na beira do lago.

-Coach!- faziam os sapos.

-Coach!- imitou o Gato Pelado.

-Olá,- disse o sapo Cururu-  que tipo de sapo és tu?

-Olá, sou um sapo-gato a procura de amigos, posso cantar contigo?

-Claro!- responderam todos os outros sapos.

E saíram saltando e coachando e o Gato pelado imitando. Saltando e coachando junto com os outros sapos. Até que os sapos pularam nas folhas de vitória régia que ficavam em cima do lago.

-Miauuuuu!- miou o gato quase morrendo afogado- Cof, cof, miau. Pelo jeito eu também não sou sapo, não sei boiar nas folhas do lago…se eu não sou um pássaro e não sou um sapo, que bicho será que eu sou?

Foi quando ele viu um sapo na beira do rio.

-Quac, quac!- o pato grasnou.

-Quac, quac!- o Gato Pelado imitou.

-Olá!- disse o pato- você é um pato bem diferente dos que eu conheço, que tipo de pato você é?

-Sou um pato-gato a procura de amigos.- respondeu o Gato Pelado.

-Que legal, quer brincar comigo?

-Claro!- respondeu o Gato Pelado.

E o Pato saiu rebolando e grasnado:

-Quac, quac!

E atrás dele ia o Gato Pelado imitando:

-Quac, quac!

Estavam se divertindo a mil quando o pato foi rebolando pra nadar no rio.

-Miaaaaaau!- miou o gato se afogando.

-Não sou pato, não sou sapo, não sou passarinho. Pelo jeito meu destino é ser um gato sozinho…. Miau, miau.- o gatinho miava quase chorando, estava tão tristinho.

Foi quando ao seu lado foram chegando os passarinhos e começaram a imitar o seu novo amigo:

-Miau, miau!- miavam os passarinhos.

E foram chegando também os sapos e começaram a imitar o Gato Pelado e os passarinhos a miar.

-Miau, miau.- miavam os sapinhos.

E foi chegando o pato e também começou a miar imitando os passarinhos, os sapos e o Gato Pelado.

-Miau, miau.- miava o pato.

E assim o Gato Pelado nunca mais ficou sozinho pois vive rodeado por seus novos amigos, o pato, os sapos e os passarinhos, pois todos eles adoram brincar de ser gatinho.

Quem aí também quer brincar de imitar um gatinho?

………………………………………………………………………FIM………………………………………………………………..

Para ver mais flores deste jardim, minhas criações ou versões rimadas, clique no menu, são esses risquinhos mesmo no cantinho direito no alto da página.

Leve meus contos e brincadeiras para encantar seu evento ou para a sua escola. Entre em contato:

Telefone: 41 988210113  (vivo/whats)

Email: meujardimdehistorias@gmail.com

Pituchinha – Marieta Leite

Conto essa história já há alguns anos, as crianças adoram. Mas como já dizia o velho ditado, quem conta aumenta um ponto, e ao contá-la tantas vezes ela foi se transformando muito e se diferenciando muito da original, tanto que a boneca Pituchinha virou Neneca, que é o nome da minha personagem boneca, que muitas vezes uso na animação de festas infantis. Posto aqui essa minha versão, que mais uma vez não tem a intenção de ser melhor que a original, mas é como a história ficou no meu cabedal.

…………………………………………………………………………………………………………………

A BONECA NENECA – Versão da história Pituchinha, de Marieta Leite

Era uma vez uma grande loja de brinquedos, cheia prateleiras repletas de bolas, jogos, carrinhos de todos os tipos, tinha até petecas, mas o que mais tinha nessa loja eram bonecas, tinha uma porção delas: grandes e pequenas, de pano ou de plástico, tinha boneca de bailarina, de super herói e de palhaço.

Durante o dia a loja fica muito animada, com clientes andando pra todo lado e o grande rebuliço da criançada. Mas nas prateleiras as bonecas ficam todas bem paradas.

E quando chega a noite e a loja é fechada, em cima do balcão fica o soldadinho montando guarda para garantir que todas as bonecas fiquem bem quietinhas dentro das suas caixas. O soldadinho de chumbo é muito bravo e tem uma grande espada. As bonecas e bonecos tem muito medo do soldadinho, por isso ficam bem quietinhos, dormindo dentro de suas caixas.

Entre essas bonecas tinha uma muito especial chamada Neneca. Um dia Neneca viu a dona da loja passar carregando um grande pote de doce de leite para guardá-lo na cozinha.

Neneca adora doce de leite. Passou o dia, paradinha, pensando naquele pote enorme de doce guardado na cozinha.

Quando a noite chegou Neneca não conseguiu dormir, deitada na sua caixa no grande pote pensava. Neneca tomou uma decisão! Abriu seus olhinhos de botão:

-Shii! Está tão escuro! Não posso fazer barulho para não acordar o soldado de chumbo. Tenho que falar baixinho e andar bem devagarzinho. Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar… Aiii!

A boneca Neneca tropeçou na caixa da bonequinha Pom Pom. Pom Pom acordou:

-Quem está aí?

-Shhh! Sou eu Neneca. Fale baixo pro soldado de chumbo não acordar.- a boneca tinha medo do soldadinho de chumbo.

O Soldadinho de chumbo tinha uma grande espada. A boneca Pom Pom também tinha medo do soldadinho de chumbo.

– Nossa, que escuridão!- sussurou a bonequinha Pom Pom saindo de sua caixa marrom.

– Pom Pom, você gosta de doce de leite? – perguntou Neneca

– Uhm! Eu adoro!- a Boneca Pom Pom também gostava muito de doce de leite.

-Quer ir comigo até a cozinha para comer um pouco do doce que está lá?- sussurrou Neneca.

-Eu quero!- respondeu a boneca Pom Pom, já bem desperta.

-Então vamos! Mas temos que falar bem baixinho e ir bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…

Elá foram as duas juntinhas pra cozinha:

-Um pé pra lá, outro pra cá, bem devagarzinho pro soldadinho não acordar… Um pé pra lá, outro pra cá, bem devagarzinho pro soldadinho não… Aiii!

A boneca Neneca tropeçou na caixa do palhacinho Polichinelo. O palhacinho acordou:

-Quem esta aí?

-Shhh! Somos nós. A Neneca e a Pom Pom. Fale baixinho pra não acordar o soldadinho.

A Neneca tem medo do soldado de chumbo e da sua grande espada dourada. Pom Pom também tem medo do soldado. O palhaço Polichinelo também tem medo do soldado de chumbo de casaco amarelo.

– Nossa que escuridão!- sussurrou o boneco Polichinelo saindo da sua caixa.

– Polichinelo você gosta de doce de leite? – perguntou Neneca que adorava doce de leite.

-Uhm! Adoro!- o palhacinho Polichinelo também gostava muito de doce de leite.

– Estamos indo para cozinha comer um pouco do doce de leite que hoje cedo foi lá guardado. Quer ir conosco pra comer um pedaço?

–  Eu quero sim!- respondeu o palhaço já todo animado.

-Temos que falar baixinho e andar bem devagarzinho pra não acordar o soldadinho.

E lá foram o boneco palhacinho e as duas bonequinhas para cozinha:

– Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…

E chegaram na cozinha. Mas o pote de doce de leite estava na prateleira mais alta, lá em cima. Neneca era tão pequenina.

-Já sei!- a boneca Neneca teve uma ideia- Vamos subir um em cima do outro e assim alcançamos o pote lá em cima.

Os amigos adoraram a ideia da boneca. Primeiro foi o Polichinelo, que era o mais forte de todos. Ficou bem abaixo da prateleira. Mas Polichinelo era pequeno, a prateleira tão alta, ele não alcançava. Então veio a boneca Pom Pom, que também era bem fortinha e subiu nos ombros do palhaço Polichinelo. Mas a prateleira era muito alta, Pom Pom tão pequenina, mesmo os dois juntos não alcançavam o doce lá em cima.

Foi a vez da Neneca. Subiu no ombro do boneco Polichinelo, depois no ombro da boneca Pompom e ficou bem alta, bem longe do chão, quase alcançava a prateleira.

A boneca Neneca ficou nas pontas dos pés, alcançou a prateleira mas não conseguia pegar o pote.

A boneca Pom Pom também ficou nas pontas dos pés. Neneca conseguia agora tocar o pote, mas não conseguia pegar.

O boneco Polichinelo também ficou nas pontas dos pés. E a boneca Neneca finalmente conseguiu alcançar e pegar o pote lá no alto da prateleira.

Mas bem nessa hora o palhacinho perdeu o equilíbrio. Estava na ponta dos pés, não conseguiu aguentar e desmoronou no chão levando junto com ele o pote de doce de leite, a boneca Neneca e a boneca Pom Pom.

Fez um barulho danado. Acordou o soldado:

– Que barulho é esse? Quem está aí? Shiii, que escuridão.

O soldadinho de chumbo foi correndo pra cozinha e viu toda a confusão: tinha vidro quebrado e doce de leite pra todo lado. Só faltava um culpado. O soldadinho de chumbo olhou para os lados e não viu nada. Então olhou com mais atenção e, mesmo naquela escuridão percebeu três caixas destampadas. O soldadinho com a sua grande espada, resolveu ir até lá dar uma olhada. Chegou perto da primeira caixinha bem devagar e:

-Ahá!- gritou o soldado.

Mas não encontrou nada, só o polichinelo, o boneco palhaço que dormia bem sossegado.

-Zzzzzz…

O soldado não se deu por logrado, foi andando até a segunda caixa, bem devagarzinho pra não ser escutado, chegou perto da segunda caixa aberta quase sem respirar e:

-Ahá!

Mas só o que viu lá foi a boneca Pom Pom dormindo tranquila na sua caixa marrom.

-Zzzzzzzzzzzzzz…

Contudo o soldado de chumbo queria achar o culpado e castigá-lo por ter sujado tudo. Foi com todo cuidado espiar a terceira caixa aberta, andando bem devagar pra não ser escutado. Foi pé ante pé e…

-Ahá!- Mas uma vez o soldado gritou, mas só o que encontrou foi a boneca Neneca tirando sua soneca.

-Zzzzzzzzzzzzzzz…

Mas o soldado de chumbo não podia sair vencido, se não as bonecas não iriam mais querer passar as noites em suas caixas, podiam acabar quebrando, sujando ou rasgando e as crianças não iriam mais querer comprá-las. Foi aí que o soldado teve uma grande ideia pegou um rolo de barbante e amarrou todas as bonecas. Princesas e heróis, palhaços e bailarinas. Foram todos bem amarradinhos, cada um em sua caixinha. E assim o soldadinho de chumbo pode voltar a dormir sossegado.

E é por isso que até hoje, quando você compra um boneco ou boneca nova, vindo da loja,  dentro da caixa ela está toda amarrada.

…………………………………………………………..FIM……………………………………..

Essa história é contada sem nenhum recurso visual, apenas a entonação de voz, mas com várias nuances de volume, para criar o suspense, dando maior ou menor intensidade aos pequenos sustos conforme a idade dos ouvintes.

Assim, sempre antes dos gritos do soldado ou dos tropeços da boneca nas caixas dos amigos, eu falo com a voz mais baixa, chegando mesmo a sussurrar, para depois falar mais alto na hora do grito (com os alunos do ensino fundamental chego mesmo a gritar causando altos sustos, mas eles adoram).

De todas as histórias sem recursos visuais que já contei essa foi a que meus alunos a partir do nível V mais pediram pra repetir. (Embora ela nem se compare com as histórias “O Caminho da Estrela” ou da “Borboleta de uma asa só”, sempre pedidas, mas essas eu conto com uso de recursos lúdicos quase mágicos…)

…………………………………………………………………………………………………………………

Para ver outras histórias do meu jardim, minhas criações ou versões rimadas, clique no menu, são esses risquinhos mesmo no canto direito, no alto da página.

Leve minhas histórias e brincadeiras para encantar seu evento. Leve minhas histórias para sua escola.

Entre em contato pelo email meujardimdehistorias@gmail.com

ou pelo tel (41) 98821 0113 (whats/ vivo)

Deixe seus comentários e sugestões.

Agradeço pela visita, até outro dia!

 

 

Contos da Escócia

Todo mundo sabe que a Inglaterra é uma ilha, o que muitos não sabem é que nessa ilha tem um outro país, um país cheio de antigos castelos que lhe dão um ar de filme de terror e por isso, talvez, seu folclore seja tão cheio de bruxas, vampiros e monstros assustadores. É um país conhecido porque lá os homens usam kilt, o que para nós parece uma saia. Sim, estou falando da Escócia. Mas em meio a tantos seres assustadores, encontrei dois mais “bonzinhos” e resolvi dar a eles histórias mais infantis, que trago para cá e levo para meus alunos nesta semana.

………………………………………………………………………………………………………….

MIÚCHA E A FADA PÚCA

Miúcha estava muito ansiosa, era a primeira vez que viajava sozinha, iria para a Escócia visitar a sua tia Olívia. Quando chegou no aeroporto viu seu primo acenando. Eles tinham a mesma idade, oito, embora Olívia adorasse dizer que Otávio era 15 dias mais novo. Enquanto sua tia Olívia assinava os papéis com a aeromoça que a havia acompanhado Miúcha foi cumprimentar seu primo Otávio. Ele estava muito animado, não deixou nem o abraço terminar e já começou a falar:

-Miúcha, hoje mesmo lá no castelo, acho que vi uma Púca!!!

-Castelo? Piruca? Do que é que você está falando Otávio?- quis saber Miúcha.

-Você não sabia que estamos morando em um castelo? Foi por isso que mudamos pra cá, meu pai e minha mãe estão ajudando a restaurar e durante esse tempo que eles trabalham estamos morando lá. No castelo tem um jardim enorme e hoje, enquanto esperava você chegar vi uma Púca por lá. Presta atenção é Púca, não Piruca.

-E o que é uma Púca?

O Otávio foi explicando em voz baixa durante todo o caminho pra casa, ou melhor castelo, onde o primo morava:

-Púca é uma fada levada que vive no meio da mata. Pode se transformar em qualquer animal, o que é muito legal. Vira pássaro e sai a voar, vira peixe se mergulhar no mar, mas se chegar na areia vira cavalo e sai a cavalgar. Mas vire o que virar será sempre um escuro exemplar de olhos grandes e vermelhos. Seja escama, couro ou pena, a cor será sempre negra. Seu animal preferido é o cavalo negro, mas Púca também é muitas vezes vista na forma de um coelho preto. Ela fala a língua dos animais, mas mesmo se estiver transformada, falar a língua humana ela também é capaz. Por isso quando vi no meu quintal um coelho preto falar, sabia que não estava ficando louco mas que a Púca eu acabei de encontrar. A Púca dá bons conselhos, mas também adora pregar peças, depende de como você vai responder as charadas dela.

 -Mas qual foi a charada que ela te deu? -quis saber Miúcha já louca de curiosidade.

-Eu sei lá! Fui correndo pra dentro do castelo. Sei lá se eu ia acertar a charada, e se eu erro a fada me prega uma peça danada.

-Era só o que me faltava. você tem uma oportunidade dessas e deixa escapar…

A essa altura eles já haviam chegado no castelo e Miúcha quis ver onde seu primo havia visto a fada e os dois saíram juntos pra procurá-la.

E lá estava o coelho, parado.

-Pro meu enigma desvendar primeiro tem que me encontrar.

Otávio não tinha mentido, o coelho falava. Ele falou e saiu correndo. Dessa vez com a prima ao seu lado Otávio não podia ficar com medo, tinha que se corajoso como a prima. E Miúcha, embora tremesse por dentro queria parecer corajosa pro primo, por isso fingia que nenhum medo sentia e os dois saíram correndo atrás do coelho.

Passaram correndo pelo milharal, depois correndo atravessaram o riacho, atravessaram correndo o descampado onde o vento soprava e entraram correndo dentro de uma caverna onde o coelho entrara. Dentro da caverna estava tudo escuro, não se via nem se ouvia nada, mas de repente uma voz que vinha do meio do nada disse a charada:

-Posso ser fofinho e de pelúcia e vocês vão me adorar, ou posso ser grande e peludo pra vocês eu assustar. Gosto muito de comer mel e também de hibernar. Que animal sou eu? Vocês devem adivinhar…

-Já sei! Uma abelha.

Disse Miúcha sem hesitar.

-Errou! – respondeu a voz grossa- é melhor se mandar.

Os dois foram sair correndo, mas deram de cara com a Púca e ela estava enorme.

-Estou sentindo uma coisa peluda! -gritou Miúcha.

-Eu sinto um nariz gelado!- gritou Otávio

-É um urso!- gritaram os dois juntos.

Como os dois a charada haviam errado, a Púca ao invés de bons conselhos deu-lhes um susto danado. E transformou-se num Urso negro enorme e com cara de bravo. Os dois saíram correndo, mas quando saíram da caverna descobriram que já estava anoitecendo, como é que eles iam acertar o caminho pra casa sem enxergar nada?

-Ouça o vento Otávio- disse Miúcha- estamos no descampado.

 E assim os dois atravessaram o descampado.

-E agora Miúcha, vamos pra que lado? Já sei! Vamos cruzar o riacho!

-Agora é só atravessar o Milharal e chegaremos no nosso quintal.

Os dois chegaram em casa bem a tempo do jantar e decidiram que a Púca nunca mais iriam procurar.

………………………………………………………………………………………………………………

WULVER- O Lobisomem Bom

Essa é a história de um Lobisomem bonzinho que pescava peixe no lago e deixava de presente na janela dos mais pobrezinhos.

O seu nome era Wulver e ele era grande e peludo com uma cara de lobo de dar medo no mais carrancudo.

Quando o pobre ferreiro não tinha mais ferro pra malhar, estava muito preocupado pois sua família já não havia almoçado e não tinha nada pro jantar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o ferreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre marceneiro não tinha nenhuma madeira pra serrar, sua mulher estava com fome, sua filha a chorar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o marceneiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre pedreiro não tinha obras pra trabalhar, já lhe faltava comida pra família alimentar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o pedreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o inverno veio forte e o lavrador ficou sem lida. Toda a vila teve falta de comida.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. E em cada janela deixou um bom peixe para todos alimentar.

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

A Bonequinha Preta (Alaide Lisboa de Oliveira)

Esta versão não tem a menor intensão de ser melhor que o original, que eu adoro, mas é como a historia ficou na minha memória, com as minhas rimas, como ela ficou nas minhas contações de história, com contação direta, sem recursos cênicos, seguida de uma música de boneca para cantar e dançar junto com elas (minhas crianças sapecas).

…………………………………………………………………………………………………………………

A BONEQUINHA PRETA – adaptação do texto de Alaide Lisboa de Oliveira

Mariazinha tem uma boneca, uma boneca preta como carvão. A boneca de Mariazinha é muito bonita! Ela tem duas trancinhas, os lábios bem vermelhos, os olhos redondos e um vestido de borboleta. Mariazinha gosta muito da sua bonequinha Preta.

Mariazinha tem muito cuidado com a sua bonequinha Preta. Elá dá banho na sua bonequinha Preta, penteia a sua bonequinha Preta, prepara a comidinha pra ela e fica segurando sua bonequinha Preta pra ela poder espiar a rua pela janela. As duas sempre brincam juntas, trocam segredos e fazem estripulias e, na hora de dormir, a bonequinha Preta vai pra cama da Mariazinha e as duas dormem bem juntinhas.

De manhã Mariazinha pergunta para a sua bonequinha:

-Bonequinha Preta, você gosta muito de mim?

E a bonequinha Preta responde:

-É claro que sim!

Depois é a vez da bonequinha Preta perguntar:

-E você Mariazinha? Gosta muito da sua bonequinha Preta?

-Gosto muito bonequinha Preta, mais do que sobremesa….

E as duas se abraçam felizes e satisfeitas.

Mas hoje Mariazinha vai passear com a sua mãe e não pode levar a bonequinha Preta. O passeio é muito longo e a boneca muito pequena, boneca não pode andar muito…

Mariazinha chama a Bonequinha Preta e fala:

-Bonequinha Preta vou passear com a mamãe e você não pode ir, vai ter que ficar aqui. Fique bem quietinha, nada de ser sapeca, fique sentada na cadeira amarela e não chegue perto da janela, pois sozinha você pode cair. Fique comportada até eu voltar que depois eu te levo pra brincar.

A bonequinha Preta prometeu a Mariazinha que ia ficar quietinha, bem na dela, sentada na cadeira amarela e que não ia chegar perto da janela:

-Pode ir passear sossegada Mariazinha, eu vou ficar aqui bem paradinha, igual uma bonequinha…

Mariazinha foi passear com a sua mãe a a bonequinha Preta ficou na cadeira bem sentadinha olhando para os lados. Foi quando ouviu um miado: -Miau! Miau!

Ah, a bonequinha Preta gosta tanto dos gatinhos, eles são tão fofinhos. A bonequinha Preta queria muito ver como ele era. Queria tanto poder dar só uma espiadinha na janela.

E o gatinho lá fora continuou a miar: Miau, miau.

Miava tão afinado o danado. Seria pretinho como ela? Seria branco? Malhado? Ou seria da cor da cadeira, amarelado?

A bonequinha Preta resolveu dar só uma espiadinha na janela, ia ver o gatinho, de que cor ele era e depois voltava a ficar bem sentadinha na sua cadeira amarela.

A bonequinha Preta chegou bem perto da janela e deu um pulo: – Upa! – Mas não conseguiu alcançar. A janela era muito alta, a bonequinha Preta muito pequena. Pulou ainda mais alto: -Upa, upa! – mas não conseguiu olhar. A janela era mesmo muito alta e a bonequinha Preta tão pequena. E, lá fora, o gatinho continuava a cantar: Miau, miau.

A bonequinha preta gostava tanto de gatinhos, eles eram tão fofinhos e ela queria muito saber como esse gatinho era. A bonequinha Preta teve uma ideia. Arrastou sua cadeira amarela até chegar bem perto da janela e subiu na cadeira amarela, mas não conseguiu alcançar, a janela era muito alta e a bonequinha Preta muito pequena. E lá fora o gatinho miava: Miau, miau.

A bonequinha preta gostava tanto de gatinhos, queria tanto poder espiar… resolveu pular: -Upa! – mas mesmo pulando em cima da cadeira amarela a bonequinha Preta não conseguiu alcançar a janela. É que a janela é muito alta e a bonequinha Preta é tão pequena. Mas ela queria muito ver o gatinho e ele continuava a miar: -Miau, miau!- a bonequinha Preta resolveu pular ainda mais alto pra conseguir espiar: -Upa, upa! Aiiii!

A bonequinha Preta pulou tão alto que caiu da janela. Bem que a Mariazinha falou pra ela não sair da cadeira amarela…

Por sorte o verdureiro passava bem nessa hora, trazendo seu grande cesto cheio de verduras frescas da horta. E a boneca Preta caiu dentro da cesta do verdureiro e não se machucou nem um pouco.

Mas o verdureiro tomou um baita susto: -Ah!

A bonequinha preta também tomou um baita susto: -Ah!

E o gatinho, que por um acaso também era preto e bem fofinho, também tomou um baita susto: -Miaaau!

O verdureiro parou, tirou da cabeça e pôs no chão seu grande cesto, pra ver o que havia caído lá dentro. E o verdureiro tomou um susto maior ainda: -Ahh!!!

É que no momento em que ele pôs no chão seu cesto, o gatinho preto pulou lá dentro, pegou a bonequinha Preta com os dentes, pulou de novo e saiu correndo feito o vento, levando a bonequinha Preta, arrastando-a pelo vestido amarelo, tão belo. A bonequinha foi levada aos berros:

-Socorro! Socorro!- a bonequinha Preta gritava e pensava:

“Ai, porque fui desobedecer Mariazinha?”

Quando a Mariazinha chegou em casa já entrou a gritar:

-Bonequinha Preta, eu cheguei! Venha logo, vamos brincar!

Mas ninguém respondeu.

-Bonequinha Preta eu já cheguei! Cade você? Venha logo, vamos brincar.

Mas de novo ninguém respondeu e a Mariazinha começou a se preocupar. Procurou por toda a casa. Olhou pela janela desesperada, e nada.

Mariazinha se pôs a chorar, chorava de soluçar. Foi quando bateram na porta. Quem será que estava lá?

Mariazinha foi atender chorando, chorava sem parar. Abriu a porta, era o verdureiro com seu grande cesto.

-Não chore Mariazinha, eu vi sua bonequinha Preta quando ela caiu da janela, caiu no meu cesto, mas foi levada pelo gatinho preto. Mas não precisa se preocupar, eu sei onde esse gatinho mora. Vou lá agora e trago sua bonequinha Preta de volta.

Mariazinha ficou tão feliz, ficou tomando conta do grande cesto enquanto o verdureiro ia até a ponte onde morava o gatinho preto. Ele foi até o fim da rua, virou à direita, andou várias quadras e virou à esquerda e ainda andou mais um monte, é que o gatinho preto morava bem longe, lá embaixo da ponte.

Quando chega perto da casa do gatinho preto o verdureiro dá uma espiadinha e vê a bonequinha Preta bem sentadinha, e o gatinho preto na sua frente está cantando e fazendo estripulias. O gatinho preto não é mau, ele esta fazendo o maior carnaval tentando fazer a bonequinha rir. Mas a bonequinha Preta não ri, ela tem saudades da Mariazinha. O gatinho preto não é mau, ele só quer sem amigo da bonequinha Preta, ela é tão bonita. O verdureiro sabe que o gatinho preto é bonzinho, ele vai até o gatinho.

-Gatinho, a bonequinha chora porque tem saudade da Mariazinha, e a Mariazinha, lá na sua casinha, também chora, triste de saudade da sua bonequinha.

O gatinho é bonzinho, não quer ver a bonequinha triste, por isso deixa o verdureiro levar a bonequinha embora. Mas o gatinho fica tão triste, ele gostou tanto de ser amigo da bonequinha Preta. O verdureiro tem uma ideia.

-Ei, gatinho! Porque você não vem junto com a bonequinha Preta pra morar na casa dela? Mariazinha gosta tanto de gatinhos, aposto que vai adorar a ideia.

O gatinho miou todo feliz: -Miau, miau

A bonequinha Preta também ficou muito feliz, ter um amigo gatinho é tudo que ela sempre quis.

E os dois vão junto com o verdureiro pra casa da Mariazinha. Quando Mariazinha vê sua bonequinha Preta sã e salva e inteirinha a Mariazinha fica tão feliz. Mariazinha nem zanga com a bonequinha Preta. E ela gostou tanto do gatinho preto e de ter ele como seu novo amigo… E a bonequinha Preta nunca mais desobedeceu a Mariazinha, nunca mais chegou sozinha perto da janela e agora, quando a Mariazinha tem que sair, a bonequinha Preta fica bem sentadinha na cadeira amarela com o seu novo amigo, o gatinho preto, sentado pertinho dela.

FIM

………………………………………………………………………………….

Para ver mais contos desse jardim clique no menu  (são esses risquinhos mesmo no alto da página, canto direito).

Deixe suas sugestões e comentários, ajude a divulgar este jardim e espalhar suas sementes.

Encante suas festas com os contos e as brincadeiras do Jardim de Histórias, leve nossas contações de história para a sua escola!!!

Entre em contato pelo telefone ou whats: 98821-0113 (Taina Andere)

A Sereia

Esta história eu estou criando sob encomenda para um aniversário neste sábado. O tema é Sereia e espero que a Valentina e sua turminha gostem muito.

…………………………………………………………………………………………………………………..

Era uma vez uma linda sereia que vivia feliz no fundo do mar, ela gostava de subir na superfície pra cantar e se pentear, mas se sentia muito sozinha, queria alguém para brincar… Um dia ela estava sentada em uma pedra a se pentear quando achou uma bolacha do mar.

-Olá dona Bolacha, vou te levar para casa, você será minha amiga e nós vamos sempre brincar.

A sereia pegou a bolacha e levou-a para casa. Chegando lá colocou-a em uma casinha de boneca perto da janela e foi chamar a sua mãe.

-Mãe, mamãe, adivinha o que eu tenho aqui? Uma  linda bolachinha.

-Uhm! Que delícia! Posso dar uma mordida?
-Não mãe, não é bolacha de comer, é uma bolacha do mar, pra ser minha amiga.

Mas quando a sereia explicou já era tarde. É que a bolacha, ouvindo a mãe da sereia falar em dar uma mordida, pulou a janela e saiu rolando na maior corrida.

-Pare bolachinha, você será a minha amiga.

-O quê? Pra você me dar uma mordida? Sai pra lá sua fedida! “Ninguém vai me segurar, tralalalalalalá, não sei correr, não sei pular, mas rapidinho eu sei rodar.”

E a bolacha do mar saiu rolando e atrás dela vinha a pequena sereia, e atrás dela a mamãe sereia. A bolacha passou rodando pelo Sr Tritão que estava no portão. E a sereia gritou:

-Papai, papai! Pegue essa bolacha!

E o tritão, pensando que era uma bolacha de comer já se pôs a gritar e a correr:

-Vem aqui bolacha danada, deixa eu dar uma dentada!

-O quê? Quer me dar uma dentada? Sai pra lá seu goiaba!”Ninguém vai me segurar, tralalalalalalá, não sei correr, não sei pular, mas rapidinho eu sei rodar.”

E lá se foi a bolacha do mar a rodar, e atrás dela vinha o senhor Tritão e atrás dele a pequena sereia, e atrás dela a mamãe sereia.  A bolacha do mar passou pelo peixe-palhaço rolando sem parar. E a sereia gritou:

-Peixe-palhaço pegue a bolacha pra mim?

-Uma bolacha?- disse o peixe-palhaço- Vem cá pra eu comer um pedaço!

-O quê? Comer um pedaço? Sai pra lá seu bagaço! “Ninguém vai me segurar, tralalalalalalá, não sei correr, não sei pular, mas rapidinho eu sei rodar.”

E lá se foi a bolacha do mar a rodar, e atrás dela vinha o peixe palhaço, e atras dele o senhor Tritão e atrás dele a pequena sereia, e atrás dela a mamãe sereia. E a bolacha passou por uma água-viva e a sereia gritou:

-Dona água-viva, pegue a minha bolachinha…

-Bolachinha venha cá- disse a Dona água-viva- deixe eu dar uma lambidinha!

-O quê? Uma lambidinha? Sai pra lá sua fuinha! “Ninguém vai me segurar, tralalalalalalá, não sei correr, não sei pular, mas rapidinho eu sei rodar.”

E lá se foi a bolacha do mar a rodar, e atrás dela vinha a água-viva e atrás dela o peixe palhaço, depois o senhor Tritão e atrás dele a pequena sereia, e por último a mamãe sereia. E a bolacha, sempre correndo, passou por um caranguejo. E a sereia gritou:

-Seu caranguejo, pegue a minha bolacha.

-Bolacha venha cá- disse o seu caranguejo – deixa eu te provar com queijo!

-O quê? Quer me comer com queijo? Sai pra lá seu percevejo! “Ninguém vai me segurar, tralalalalalalá, não sei correr, não sei pular, mas rapidinho eu sei rodar.”

E lá se foi a bolacha do mar a rodar, e atrás dela vinha o caranguejo correndo e atrás vinha a água-viva e atrás dela o peixe palhaço, depois o senhor Tritão e atrás dele a pequena sereia, e por último a mamãe sereia.E a bolacha passou por um tubarão. E a sereia gritou:

-Tubarão pegue a minha bolacha.

-Bolacha venha cá- disse o tubarão- não adianta fugir porque eu vou te alcançar.

E o tubarão era mesmo muito rápido e já estava pronto pra em uma dentada comer toda a bolacha quando a pequena sereia mais que depressa pegou a bolacha do mar e pro tubarão morder ela jogou uma pedra. Era um tubarão martelo que tinha a cabeça tão chata que nem percebeu a diferença entre a pedra e a bolacha.

E a bolacha do mar ao ser salva pela pequena sereia finalmente percebeu que a sereia não queria comê-la e sim ser sua amiga, e as duas foram ótimas amigas, felizes por toda vida.

FIM

………………………………………………………………………………….

Para ver mais contos desse jardim clique no menu  (são esses risquinhos mesmo no alto da página, canto direito).

Entre em contato pelo telefone ou whats: 8821-0113 ou 88664004 (Taina Andere)

Encante suas festas com os contos e as brincadeiras do Jardim de Histórias, leve nossas contações de história para a sua escola!!!

 

 

Natal na Cabana

Essa história é uma versão bastante modificada de uma história Waldorf para a época de natal. Vou faze-la com a participação dos meus alunos, algo que não acontece na original.

…………………………………………………………….

NATAL NA CABANA

Era uma vez uma pequena pastorinha que naquele natal ia ficar sozinha cuidando das ovelhas da fazenda.

Resolveu subir a montanha para passar a noite de natal com a suas ovelhas lá no alto, na cabana.

No caminho encontrou um porco-espinho:

– Aonde vai pastorinha, sozinha com as suas ovelhinhas, em um dia tão especial?

– Vou subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

– Posso ir com você? Com meus espinhos eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seu novo amigo, o porco-espinho.

No caminho eles passaram por um gato-do-mato.

-Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com minhas garras afiadas eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por um cachorro.

-Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com meus dentes afiados eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o cachorro, o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por um cavalo.

-Aonde vai seu cachorro? Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com os meus coices eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o cavalo, o cachorro, o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por um zangão, que é o macho da abelha.

-Aonde vai seu cavalo? Aonde vai seu cachorro? Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com o meu ferrão eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o zangão, o cavalo, o cachorro, o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por uma pedra.

-Aonde vai seu zangão? Aonde vai seu cavalo? Aonde vai seu cachorro? Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês?

E o zangão pensou: “Ela não tem ferrão, como poderá nos proteger?”

E o cavalo pensou: “Ela não pode nem dar coices para nos proteger…”

E o cachorro pensou: “Mas nem dentes ela tem para nos proteger.”

E o gato pensou: “Ela não tem nem garras para nos defender.”

E o porco-espinho pensou: “Para que servirá uma pedra se ela nem tem espinhos?”

E a pastorinha pensou: “Ela não será útil, mas não posso deixá-lá sozinha, ainda mais em um dia tão especial”

E assim seguiram todos juntos: a pastorinha, as ovelhinhas, o porco-espinho, o gato-do-mato, o cachorro, o cavalo e a pedra, para a cabana no alto da montanha.

Prepararam uma ceia simples, mas muito apetitosa, com alimentos para todos (até para a pedra tinha um pouquinho de limo). Já iam se preparar pra cear quando ouviram um ladrão chegar.

Todos se esconderam, mas o ladrão logo de cara achou uma ovelha e a agarrou e já ia escapar quando o porco espinho soltou-lhe uma saravaiada de espinhos na perna do indivíduo. Ele soltou um gemido doído mas não largou a ovelha. O gato-do-mato pulou com as garras na sua cara enquanto o cachorro lhe mordia os fundilhos, o ladrão deu um berro dolorido, mas não largou a ovelha e já ia pular a cerca quando o cavalo lhe deu um coice danado e o zangão lhe acertou o ferrão bem na ponta do nariz. O ladrão deu um salto e um grito de dor bem alto, mas caiu de pé e não soltou a ovelha.

Já estava prestes a escapar dali quando tropeçou na pedra, que havia se posto bem no caminho, soltou a ovelha e se estatelou no chão, levantou, saiu correndo montanha abaixo e nunca mais se viu o ladrão por aqueles lados, dizem que o sujeito tomou jeito naquele natal…

E na cabana, lá no alto da montanha, todos salvos se reuniram para uma linda celebração. Tamanha era a alegria da pastorinha com os seus novos amigos e as suas ovelhinhas. E enorme era a alegria da pedra que tinha virado heroína numa noite tão especial quanto a noite de Natal!!!

FIM

………………………………………………………………………………….

Para ver mais contos desse jardim, minhas criações uou versões rimadas, clique no menu  (são esses risquinhos mesmo no alto da página, canto direito).

Entre em contato pelo telefone ou whats: 41 98821 0113 (Taina Andere)

Encante suas festas com os contos e as brincadeiras do Jardim de Histórias, leve nossas contações de história para a sua escola!!!

O Cucuruto do galo e o fim do mundo.

Esta história também é própria para a educação infantil. É a história de um livro que eu li quando ainda estava aprendendo a ler (há mais tempo do que eu queria admitir). Eu não me lembro o nome da história e nem como ela era realmente, então esta é uma releitura do que a minha memória pode se lembrar e a minha imaginação inventar.

…………………………………………………………………………………………………………….

O Cucuruto do Galo e o Fim do Mundo

O galo e a galinha estavam ciscando na horta quando um chuchu caiu no cucuruto do galo. O galo, desesperado, saiu gritando sem nem ao menos ouvir o que a galinha dizia ao seu lado:

-Cócorico! O mundo vai se acabar! Cócorico! O mundo vai se acabar!

O pato ouviu o galo e foi correndo perguntar:

– Quac, quac! Mas que história é essa seu galo?

E o galo respondeu:

– Foi um pedaço do céu que caiu no meu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Cócorico! O mundo vai se acabar! Cócorico! O mundo vai se acabar!

O pato, desesperado, também se pôs a gritar:

– Quac, quac! O mundo vai se acabar! Quac, quac! O mundo vai se acabar!

O ganso ouviu o pato e foi correndo perguntar:

– Uaaaah! Mas que história é esta seu pato?

– Foi o galo quem avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Quac, quac! O mundo vai se acabar! Quac, quac! O mundo vai se acabar!

O ganso, desesperado, também se pôs a gritar:

– Uaaaah! O mundo vai se acabaaar! Uaaaah! O mundo vai se acabaaar!

O Peru ouviu o ganso e foi correndo perguntar:

– Gluglu! Mas que história é essa seu ganso?

– Foi o pato quem contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu o seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Uaaaah! O mundo vai se acabaaar! Uaaaah! O mundo vai se acabaaar!

O peru desesperado também se pôs a gritar:

– Gluglu! O mundo vai se acabar! Gluglu! O mundo vai se acabar!

O pavão ouviu o peru e foi rebolando perguntar:

– Uauac! Mas que história é essa seu peru?

– Foi o ganso quem falou que o pato contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Gluglu! O mundo vai se acabar! Gluglu! O mundo vai se acabar!

E o pavão desesperado também se pôs a gritar

– Uauac! O mundo vai se acabar! Uauac! O mundo vai se acabar!

A arara ouviu o pavão e foi logo perguntar:

-Arara! Mas que história é essa seu pavão?

– Foi o peru quem me disse que o ganso falou que o pato contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Uauac! O mundo vai se acabar! Uauac! O mundo vai se acabar!

A arara desesperada também se pôs a gritar:

-Arara! Arara! O mundo vai se acabar! Arara! Arara! O mundo vai se acabar!

A galinha (aquela do começo da nossa história) viu todo aquele rebuliço e foi logo perguntar:

– Cocó! Mas que confusão é essa dona arara?

– Foi o pavão quem relatou que o peru disse que o ganso falou que o pato contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar.

Mas antes que a arara voltasse a gritar a galinha disse bem alto para todo mundo escutar…

-Cocóóó! Quanta besteira. O que caiu na cabeça do galo foi este chuchu e a única coisa que ele anunciou foi que o chuchu está bem maduro e o galo, coitado, já tá caduco. Quem quer comer comigo?

E foi assim que a galinha acabou com a confusão e todos eles comeram aquele delicioso chuchu que estava mesmo bem maduro e gostoso.

………………………………………………………………………………………………………………..

Revisada e editada em 25/04/2016, para apresentação na escola Brincantes.