O Gato Pelado

Essa é a história de um gato. Um gato que vivia participando desses concursos de gato e era sempre premiado, porque era um gato muito diferente dos outros gatos, era um gato egípcio, um gato pelado. Pelado mesmo, não tinha nem um pelo, nem unzinho, nem mesmo no rabo. Por isso mesmo não tinha amigos, vivia sozinho desprezado pelos outros gatos.

-Sai daqui, você mais parece um rato.- dizia o gato malhado.

-Fique longe de nós, você não é um gato, deve ser um cachorro pequinês.- falava o gato siamês.

-Não sei que bicho você é, mas com certeza não é gato, nós gatos temos o corpo coberto de pelos macios e belos.- se gabava o gato amarelo.

E assim o Gato Pelado viva sozinho, pobrezinho.

Um dia tomou uma decisão, resolveu sair por esse mundão e descobrir que bicho ele era, assim poderia fazer amigos e não ficaria mais sozinho.

Logo viu uma árvore cheia de passarinhos, tinha passarinhos de todos os tipos, tinham grandes gralhas e pequenos pintassilgos, todos piando e conversando alegremente, apesar de serem muito diferentes eram todos amigos, haja visto que eram todos passarinhos.

Mais que depressa o Gato Pelado subiu pelo tronco até chegar em um galho lá no alto onde vários passarinhos conversavam.

-Piu, piu, piu.- cantavam os passarinhos.

-Piu, piu, piu!- imitava o Gato Pelado.

-Piu, piu! Bom dia! Temos um novo amigo para nos fazer companhia, mas que tipo de passarinho você é  que eu nunca vi?- perguntou o Colibri.

-Sou um pássaro-gato a procura de amigos.- respondeu o gatinho.

– Seja muito bem-vindo!- responderam os passarinhos cantando em uníssono.

E assim o Gato Pelado achando que era um passarinho se divertiu com seus novos amigos pulando de galho em galho. Até que o Beija-flor falou.

-Estou com sede, preciso de água. Quem quer ir comigo até o lago da Araucárias.

-Piu,piu. Vamos todos.- responderam os passarinhos e logo levantaram voo.

E atrás do Papagaio, pulou nosso amigo Gato Pelado.

-Miauuuu!!!

O Gato pelado caiu no chão todo estatelado.

-Miau! Acho que afinal eu não sou um passarinho, não sei voar, não posso viver em um ninho.

E assim partiu novamente o nosso amigo. Decidido a encontrar novos amigos. O Gato Pelado viu uma porção de sapos coachando na beira do lago.

-Coach!- faziam os sapos.

-Coach!- imitou o Gato Pelado.

-Olá,- disse o sapo Cururu-  que tipo de sapo és tu?

-Olá, sou um sapo-gato a procura de amigos, posso cantar contigo?

-Claro!- responderam todos os outros sapos.

E saíram saltando e coachando e o Gato pelado imitando. Saltando e coachando junto com os outros sapos. Até que os sapos pularam nas folhas de vitória régia que ficavam em cima do lago.

-Miauuuuu!- miou o gato quase morrendo afogado- Cof, cof, miau. Pelo jeito eu também não sou sapo, não sei boiar nas folhas do lago…se eu não sou um pássaro e não sou um sapo, que bicho será que eu sou?

Foi quando ele viu um sapo na beira do rio.

-Quac, quac!- o pato grasnou.

-Quac, quac!- o Gato Pelado imitou.

-Olá!- disse o pato- você é um pato bem diferente dos que eu conheço, que tipo de pato você é?

-Sou um pato-gato a procura de amigos.- respondeu o Gato Pelado.

-Que legal, quer brincar comigo?

-Claro!- respondeu o Gato Pelado.

E o Pato saiu rebolando e grasnado:

-Quac, quac!

E atrás dele ia o Gato Pelado imitando:

-Quac, quac!

Estavam se divertindo a mil quando o pato foi rebolando pra nadar no rio.

-Miaaaaaau!- miou o gato se afogando.

-Não sou pato, não sou sapo, não sou passarinho. Pelo jeito meu destino é ser um gato sozinho…. Miau, miau.- o gatinho miava quase chorando, estava tão tristinho.

Foi quando ao seu lado foram chegando os passarinhos e começaram a imitar o seu novo amigo:

-Miau, miau!- miavam os passarinhos.

E foram chegando também os sapos e começaram a imitar o Gato Pelado e os passarinhos a miar.

-Miau, miau.- miavam os sapinhos.

E foi chegando o pato e também começou a miar imitando os passarinhos, os sapos e o Gato Pelado.

-Miau, miau.- miava o pato.

E assim o Gato Pelado nunca mais ficou sozinho pois vive rodeado por seus novos amigos, o pato, os sapos e os passarinhos, pois todos eles adoram brincar de ser gatinho.

Quem aí também quer brincar de imitar um gatinho?

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Malasartes e o criador de porcos

Era uma vez um cabra chamado Malasartes, ele era um cabra do campo, mas era muito, muito malandro. Vivia viajando e aprontando das suas pelos quatro cantos.

Um dia chegou em uma cidade pequena e como estava sem dinheiro, foi atrás de um emprego, acabou sendo contratado pelo dono do chiqueiro. Mas acontece que o hóme era um senhor muito malvado, trapaceiro, que gostava de enganar os outros só por dinheiro.

E assim depois de trabalhar o mês inteiro, quando chegou a hora do pagamento, o patrão veio com uma história de que tinha que descontar o aluguel da casa que ele tinha dormido e da comida que ele tinha comido e pelas contas que ele tinha feito era o Malasartes quem tava lhe devendo.

Ora essa, depois de trabalhar de sol à sol, o mês inteiro, o pobre do Malasartes ainda terminou devendo?

Decidiu que naquele mês ele ia dar um jeito de economizar dinheiro pra voltar a viajar. Ao invés de dormir na casa que o patrão lhe arrumara, montou uma barraca no meio da mata e, pra não comer  a comida que o patrão lhe dava ele fez uma plantação, e assim só comia a comida  da horta que ele plantava nas suas horas de folga.

Mas quando o mês acabou, na hora de pagar, o dono do chiqueiro veio com uma história que ele ainda estava lhe devendo, afinal a horta que ele plantara ficava nas terras do patrão logo ele devia pagar a comida colhida no seu chão. E a mata onde ele montou a barraca também ficava dentro das suas terras e sob o seu céu, logo ele tinha também que pagar aluguel. E pelas contas que o patrão tinha feito Malasartes ainda tava lhe devendo. Vê se pode trabalhar e economizar o mês inteiro e ainda terminar devendo.

Malasartes pediu demissão. Mas o patrão falou que não, enquanto ele não pagasse o que estava “devendo” ia trabalhar pra ele cuidando do chiqueiro…

No dia seguinte Malasartes estava contrariado passeando com os porcos no pasto, quando passou um moço num caminhão e vendo aqueles porcos quis comprá-los.

Malasartes disse então que pudia vender os porcos por um preço bem negociado, mas que precisaria ficar com os rabos pra poder prestar contas ao patrão.

-Ora, os rabos não me servem pra nada, pode ficar com eles, não tem problema não. Tire os rabos dos porquinhos e me ajude a botá-los no caminhão.

Assim que o caminhão foi embora Malasartes escondeu o dinheiro que ele havia ganhado e pegou os rabos e colocou eles bem colocados espetados no banhado com as pontinhas pra fora.

Assim feito voltou gritando e correndo:

-Acuda! Acuda! Alguém me ajuda, os porcos estão afundando no lamaçal. Me ajudem a tirar os porcos de lá antes que não nos sobre nenhum animal.

O povo foi todo correndo, patrão, vizinhos e empregados, chegaram todos juntos no banhado.

-Mas que desgraça, já afundaram tanto nesse banhado que de fora só ficou o rabo!!! Me ajuda a puxar os bichos pelo rabo, mas puxa com cuidado pra não arrancar o rabo.

Mas quando os cabras puxaram, só saiu os rabos.

O patrão ficou tão bravo achando que o Malasartes tinha deixado todos os seus porcos afundarem no banhado que mandou o pobre embora:

-Ponha-se daqui pra fora. Eu não sou mais seu patrão e pode esquecer que não lhe pago nem um tostão.

Assim Malasartes pode ir embora e voltar a viajar levando ainda o dinheiro que do caminhoneiro ele havia ganhado como paga pelos dois meses de trabalho.

Afinal o que é devido não é roubado….

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