A Joaninha que não tinha asas.

Era uma vez uma linda joaninha, seu nome era Joana e ela era como as outras joaninhas: vermelha com bolinhas pretas, uma gracinha. Mas a joaninha Joana nasceu com uma grande diferença, ela nasceu sem nenhuma asinha, coitadinha. Sem ter asas Joana, a joaninha, não podia voar.

Apesar de não poder voar Joana tinha um grande sonho, o sonho de ver o mundo bem lá de cima, lá das nuvens, onde voavam pássaros pequenos e grandes, onde nenhuma joaninha havia chegado antes. Joana acreditava que se ela quisesse muito, mas muito mesmo, ia conseguir voar até lá, mesmo sem ter asas. E assim todos os dias ela acordava e acreditava: “Hoje eu vou conseguir voar e vou voar até as nuvens porque é isso que eu quero com todas as forças do meu coração”. Mas os dias passavam e, mesmo querendo muito mesmo, a joaninha Joana não saía do chão.

Um dia sua amiga lagarta Tá estava passeando pela região onde morava a joaninha quando a viu sentada em uma folha com uma cara muito triste, era a cara mais triste que a lagarta já havia visto na vida. A lagarta Tá ficou preocupada com a joaninha:

-Que aconteceu Joana, porque toda essa tristeza na vida?

-Ah, minha amiga lagarta, eu sempre acreditei que se eu quisesse muito, mas muito mesmo, voar até as nuvens, eu conseguiria, mas agora eu entendi que não basta desejar… Eu não tenho asas, nunca vou conseguir voar…

-Hora minha amiga, não desista! Mas saiba que para conquistar nossos sonhos não basta querer, a gente tem que fazer acontecer e, principalmente, saber pedir ajuda para aquilo que a gente não sabe ou não consegue fazer. Fique bem minha amiga.

A lagarta se despediu e deixou a joaninha pensando em tudo aquilo que ela havia dito.

Depois de muito refletir a joaninha sentiu-se novamente animada e motivada e resolveu que ia pedir ajuda para o seu sonho realizar. Pois não é que bem nessa hora a dona Borbo Leta, mão da lagarta Tá, estava passando por lá.

-Bom dia Joana, tudo bem com você?

-Bom dia Borbo Leta, está tudo bem sim, mas será que você pode me ajudar a realizar o meu sonho de voar até lá em cima, pra ver o mundo lá das nuvens, era tudo que eu queria…

-Mas é claro que posso.- respondeu a Bobo Leta, e com toda a delicadeza pegou a joaninha e saiu a voar.

Voou com a joaninha até a altura das flores, mas quando chegou lá:

-Afff, aff, ufa! Joaninha você é muito pesada para mim, já não aguento mais te carregar, posso te deixar aqui nessa flor.

-Claro Borbo Leta, muito obrigada. Nossa quanta flor bonita, quanta cor, quantos perfumes.- a joaninha se encantava observando as flores que nunca tinha visto antes, pulava de flor em flor cheirando uma por uma- Ahh! Que maravilha! Não conseguiu chegar até as nuvens mas já estou feliz de ter chegado até aqui.

A joaninha Joana ficou brincando nas flores por uma semana inteirinha. Olhando para aquelas flores feliz da vida. Mas logo voltou a olhar pra cima, a sonhar com as nuvens e com tudo que ela veria lá de cima. Foi quando ela ouviu um barulhão:

-Zzzzzzzzzzzzzzzzzzuuuuuuummmmm.

Era o seu Bê, o besouro.

-Bom dia joaninha, que surpresa boa encontrá-la aqui em cima.

-Bom dia senhor Bê, será que o senhor podia me ajudar a voar ainda mais pro alto? Queria tanto chegar até as nuvens…

-Ora, posso tentar, venha cá.

E o besouro pegou a joaninha com todo cuidado e saiu a voar ainda mais para o alto. Mas quando chegou na altura das árvores ele falou:

-Ufa, ufa, puf, puf! Você é muito pesada pra mim joaninha, já não consigo ir mais alto, posso te deixar nesse galho?

-Pode sim seu Besouro, muito obrigada. Uau, quanta árvore linda, quantos frutos diferentes!- E a Joana viu maçãs, uvas, poncãs, pêras, mamão, caqui, mexerica, laranja, limão, pitanga, manga e muitas outras frutos, com cores e formatos diferentes.

Pulando de galho e, galho a joaninha experimentava cada uma das frutas.

-Hum, a ameixa é tão azeda, assim como o araçá e o maracujá. Hum, o mamão é tão docinho, como o caqui e o melão. Hum, como o Jatobá é amargo, assim como a fruta pão e o cacau…

A joaninha passou dias conhecendo frutos, provando seus sabores, admirando seus formatos e suas cores. pulava de galho em galho feliz da vida, mas logo voltou a olhar lá pra cima…

Foi quando ela ouviu um canto lindo:

-Piupiupiupiiiiiuupiuuuu!

-Olá seu passarinho, bom dia!

-Bom dia Joaninha, como vai a vida?

-A vida vai ótima, tenho conhecido uma porção de coisas novas… Mas será que você poderia me ajudar a realizar meu sonho e me levar pra voar lá em cima, nas nuvens?

-Claro que sim dona Joaninha, suba em cima de mim.

A joaninha Joana subiu nas costas do passarinho e ele saiu a voar, subindo, subindo… quando ele chegou nas nuvens a joaninha mal podia acreditar. Era tudo tão pequeno visto de lá. E tudo tão bonito… A joaninha se emocionou olhando todas aquelas paisagens e o passarinho a levou pra ver a floresta, o mar, o rio e a cidade. A Joana olhava pra tudo embasbacada, mal conseguia piscar. No fim do dia o passarinho levou a joaninha de volta pra casa.

A joaninha Joana continuava sem asas, ainda não podia voar, mas vivia feliz da vida, vivia a sorrir e cantar. Às vezes a joaninha Joana ainda olha sonhadora pra cima, mas já não sente nenhuma tristeza, quando olha pras nuvens lembra das suas viagens, de tudo que viu e conheceu, as flores, os frutos e as paisagens, lembra dos amigos que a ajudaram e das histórias que agora tem pra contar. E a Joana acredita que hoje em dia é a joaninha mais feliz que há.

FIM

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A lenda do Boi Bumbá

As lendas passadas de boca à boca através das gerações acabam com inúmeras versões, não é diferente com a lenda do bumba meu boi. Originária do Nordeste retrata a época da escravidão. Embora suas raízes ainda possam ser encontradas na Europa, é uma das versões da lenda nordestina que eu vou lhes contar agora:

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Era uma vez um casal de escravos, Mãe Catirina e Pai Francisco, que pertenciam a um grande criador de gado.

Mãe Catirina estava grávida e teve vontade de comer língua de boi, mas não de um boi qualquer. Queria a língua de um boi gordo que pertencia ao seu patrão, mas era o boi preferido do homem, pois sabia dançar e divertia a todos da região.

Mas vontade de grávida vocês sabem como é, não se pode ignorar. Com medo do que pudesse acontecer ao seu bebê, Pai Francisco resolveu o tal boi matar. Matou o coitado e deu a língua pra sua mulher cozinhar, Catirina comeu de se lambuzar e o restante do boi repartiu com os outros escravos que raramente podiam comer carne de gado. Sobrou só o chifre, o esqueleto e o rabo que Pai Francisco escondeu no meio do mato.

Pai Francisco ficou com medo do que o patrão pudesse lhe fazer e por isso ele e a esposa fugiram para outra cidade onde ficaram até o bebê nascer e crescer.

Acontece que o dono do boi logo deu por sua falta e saiu a procurar, acabou achando no meio do mato o rabo, o esqueleto e os chifres,  e ficou louco de triste. Mandou chamar pajés e curandeiros, padres e feiticeiros, prometendo rios de dinheiro pra quem fizesse seu boi voltar a viver e a dançar… Mas ninguém conseguia o tal boi ressuscitar.

Eis que o tempo passou e um dia chegou na cidade onde moravam agora o Pai Francisco e a mãe Catirina uma triste notícia. Seu antigo patrão estava morrendo, doente de saudade do boi Bumbá que Pai Francisco havia matado pra vontade de grávida da sua mulher saciar.

Eis Pai Francisco se sentia muito culpado e resolveu se entregar, seu filho que já era crescido então disse:

-Pai Francisco me leve lá que esse boi eu vou ressuscitar.

Vendo o filho tão decidido Pai Francisco e mãe Catirina levaram o filho pra casa do antigo patrão. O menino pegou o chifre do boi e soprou três vezes dentro dele e na mesma hora o boi Bumbá ressuscitou. Saiu dançando e chifrando quem lhe estivesse na frente. A festa foi tão grande e foi tão alta a gritaria que o patrão veio correndo ver o que estava acontecendo. Quando viu seu boi vivo e dançando se curou na mesma hora, perdoou Pai Francisco e Mãe Catirina que o boi agora tinha até uma língua nova. E mandou fazer uma festa como a muito tempo não se via.

E é por isso que desde então, quando chega a época da ressurreição do boi Bumbá, todo o nordeste entre em festa e o boi dança até o dia clarear.

………………………………………………….FIM………………………………………………

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A Estrela Sujinha

Era uma vez uma grande nuvem onde todas as estrelinhas mais novas dormiam durante o dia esperando chegar sua hora de iluminar o céu noturno. Quando o Sol já estava quase se pondo a dona Lua as chamava e dizia:

– Estrelinhas, é hora de tomar um banho. Lavem-se bem direitinho para ficarem bem brilhantes e deixarem o céu da noite iluminado e cintilante.

E todas as estrelinhas tomavam um banho bem tomado até saírem radiantes para iluminar a noite escura juntos com a dona Lua. Menos na Lua Nova, quando a dona Lua ficava bem escondida e as estrelinhas iluminavam a noite sozinha. Nesses dias dona Lua fazia questão de que elas tomassem um banho ainda mais caprichado para que ficassem ainda mais brilhantes deixando o céu noturno bem iluminado.

Acontece que havia uma estrelinha que não gostava nada de ter que tomar banho todo dia, ela ficava com muita preguiça. E foi justamente em uma noite de Lua Nova que essa estrelinha resolveu que não ia tomar banho. Quando a dona Lua chamou e as outras estrelinhas foram correndo se banhar, a Estrelinha preguiçosa ficou bem escondida esperando a hora da saída. Só quando as outras estrelinhas limpas e cintilantes foram sair da grande nuvem para o céu iluminar é que a estrelinha saiu sujinha do seu esconderijo para as amigas acompanhar. Acontece que a estrelinha estava tão sujinha que não tinha luz suficiente nem mesmo pra iluminar seu próprio caminho. E, por isso mesmo, acabou se perdendo. Quando a noite acabou e chegou a hora das estrelinhas voltarem para a grande nuvem, a estrela encardida não consegui achar o caminho pra voltar, afinal ela estava tão suja que não tinha luz nenhuma para o caminho iluminar e, pra piorar, sendo noite de Lua Nova não havia nem ao menos a luz do Luar.

Dona Lua logo percebeu que uma das suas estrelinhas não havia voltado para casa e ficou preocupada. Mas preocupada ainda ela ficou quando olhou para o céu e a pequena estrela ela não avistou. É que a estrelinha estava tão suja que dona Lua nem a conseguiu enxergar.

Mas a dona Lua e uma mãe cuidadosa e não ia deixar uma de suas estrelinhas passarem o dia fora. Ainda bem, porque a estrelinha perdida já estava desesperada, achando que ia ficar para sempre perdida, fora de casa, cada vez mais encardida e mais difícil de enxergar e de ser enxergada.

Por sorte dona Lua teve uma ideia, sabe qual era? Foi falar com a dona Nuvem Carregada e pedir uma boa chuva.

Dona Nuvem Carregada mandou aquela chuvarada e a água que caía foi lavando a estrelinha, tirando toda a sujeira e deixando-a cada vez mais brilhante, até que a dona Lua conseguiu enxergá-la, e ela também conseguiu achar o caminho de casa.

A pequena estrelinha nunca mais ficou um dia sem tomar banho, pelo contrário, é só a dona Lua chamar pra ela correr e tomar um banho bem caprichado e hoje em dia, ou melhor, de noite, ela é conhecida como a estrelinha mais brilhante.

FIM

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O Coelhinho Duro de Roer

Essa história foi criada sob encomenda para a escola PP, para os alunos do NIV, para tentar resolver o problema das mordidas que eventualmente acontecem em sala entre os coleguinhas. É uma história com uma moral mais direto do que o que eu costumo usar, mas vamos testar pra ver no que é que dá….

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O COELHINHO DURO DE ROER

Era uma vez um lindo coelhinho, bem pequenininho. Um belo dia ele aprendeu a pular bem alto: “Tóim, tóim, tóim”

Quando a mamãe coelha chegou na toca e viu seu filho pulando pela primeira vez ficou muito contente e disse:

-Que bom meu filho que você já sabe pular sozinho, agora é hora de sair da toca para fazer novos amigos.

O coelhinho saiu da toca saltando to faceiro: “Tóim, tóim, tóim”, até que encontrou um peixinho:

-Bom dia peixinho- disse o coelhinho- quer ser meu amigo?

-Glub, glub. Eu quero sim- respondeu o peixinho.

Mas antes que eles começassem a brincar o coelhinho deu uma mordida no peixinho: “Nhoc”.

-Gluuuuub! Ai! Eu não quero mais ser seu amigo coelhinho. Sai fora!

E o coelhinho foi embora. Foi pulando sem parar: “Tóim, tóim, tóim”. Logo adiante o coelhinho encontrou um passarinho:

-Bom dia passarinho, quer ser meu novo amiguinho?

-Piu! Claro coelhinho, vamos brincar muito juntinhos…

Mas antes que o passarinho começasse a brincar o coelhinho deu uma mordida no passarinho: “Nhoc”.

-Piiiiiiu! Ai! Eu não quero mais ser seu amigo coelhinho. Sai fora!

E o coelhinho foi embora. Mesmo já nem tão animado ele continuou pulando e procurando: “Tóim, tóim, tóim”. No caminho ele encontrou um gatinho:

-Olá gatinho, quer ser meu mais novo amiguinho?

-Miau. Eu quero coelhinho, vai ser muito divertido.

Mas antes que eles começassem a brincar o coelhinho foi lá e deu uma mordida no gatinho: “Nhoc”.

-Miiiiiaaauuuuu! Ai! Eu não quero mais ser seu amigo coelhinho. Sai fora!

E o coelhinho foi embora. Ele já estava ficando desanimado, mas continuou pulando e procurando. “Tóim, tóim, tóim”. No caminho ele encontrou um cachorrinho:

-Bom dia cachorrinho, quer ser meu amigo?

-Au, au. Eu quero coelhinho, vamos ser melhores amigos.

Mas antes que eles começassem a brincar o coelhinho deu uma mordida no cachorrinho:

-Aaaauuuuu! Ai! Eu não quero mais ser seu amigo coelhinho. Sai fora!

E o coelhinho foi embora. O coelhinho estava triste e desanimado, desistiu de tentar fazer um amigo e voltou pra casa, estava tão infeliz que já nem queria pular…

Quando ele chegou na toca sua mãe vei logo perguntar:

-O que foi meu filho? Por que está tão tristinho?

-Ah, mamãe. Ninguém quer ser meu amigo, nem o peixinho, nem o passarinho, nem o gatinho e nem o cachorrinho…

-Ora filho, mas o que foi que você fez para eles não quererem mais ser seus amigos?

-Nada de mais mamãe. Eu só dei uma mordidinha neles pra mostrar o quanto eu gosto dos meus novos amigos, mas eles não gostaram de brincar comigo.

-Mas filho, a gente não pode morder nossos amigos, senão acabamos sozinhos. Ninguém gosta de ser mordido. Os amigos servem pra pular e brincar com a gente, mas sem morder e nem bater…

A mamãe coelha chamou o peixinho, o passarinho, o gatinho e o cachorrinho, o coelhinho pediu desculpas a todos eles e prometeu nunca mais morder nem bater e todos juntos foram logo tratar de brincar. E pularam, pularam e pularam até cansar.

FIM

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A Lenda dos Rabos

Esta história aconteceu há muito tempo atrás, em uma época em que os animais ainda não tinham rabos, eram todos desrabados e, assim, viviam meio desequilibrados, como se lhes faltasse um pedaço.

Um dia apareceu uma linda fadinha trazendo um enorme saco cheio de rabos. Havia no saco tudo quanto é tipo de rabo. Rabos curtos ou compridos, grossos ou finos, esticados ou enrolados, rabos com penas, com pelos ou escamas, rabos de todas as cores e tamanhos que se possa imaginar. A fada pousou em uma clareira e chamou bem alto todos os animais:

-Atenção, atenção. Quero que formem uma fila com um animal de cada espécie para escolher um rabo. escolham com muito cuidado, pois todos da sua espécie terão que usar esses rabos para todo o sempre. Não precisam ficar alvoroçados, neste saco tem um rabo para cada um de vocês. Formem uma fila e que cada um escolha o rabo que mais combina com si.

Dizendo isso a fada virou o saco bem no meio da clareira, enquanto os animais formavam uma grande fileira. Logo todos os animais já haviam enviado um representante da sua espécie para escolher o rabo e todos eles já estavam enfileirados.

As aves que vieram voando eram as primeiras da fila, escolheram rabos feitos com penas, algumas como o pássaro Tesoura, escolheram penas bem compridas, o Pavão escolheu o maior rabo e com as penas mais coloridas, já o Tico-tico preferiu uma pequena e discreta pra que pudesse continuar pulando de lá pra cá, botando pra quebrar sem o rabo a lhe atrapalhar.

Depois vieram os mamíferos, o Elefante, apesar de ser muito grande, escolheu um rabo bem pequenino e todo enroladinho. O Rato quis um rabo fino e comprido, o Gato preferiu um peludo e alongado. Mas quando chegou a vez do Macaco ele não conseguia se decidir por um rabo, ficou dividido entre um rabo enrolado e um rabo comprido. Sem conseguir se decidir teve uma ideia egoísta, juntou os dois rabos em um só e vestiu os dois bem rápido, ficando assim com um rabo comprido e enrolado para poder se pendurar pelos galhos. E foi logo se pendurando em um galho, bem rápido, antes que alguém percebesse que o danado tinha pego dois rabos, subiu bem alto e ficou sentado em cima do rabo.

E assim foi seguindo a fila, cada animal escolhendo o rabo que mais lhe convinha.

Mas vocês lembram que no começo desta história a gente falou que a fada havia trazido um rabo pra cada bicho? Pois se o Macaco pegou dois rabos o que foi que aconteceu?

Pois é, quando chegou no fim da fila faltava a Cobra e o Sapo, mas só sobrara um rabo!

O Sapo olhou pra Cobra e a Cobra olhou pro Sapo, os dois olharam para o último rabo que havia sobrado, novamente se olharam e saíram correndo atrás do rabo. O Sapo puxou o pé da Cobra (porque naquele tempo a cobra ainda tinha patas, pés e mãos). A Cobra deu um chute no Sapo. O Sapo pulou em cima da Cobra e a Cobra rolou por cima do Sapo e os dois foram correndo aos papos e sopapos até que na última hora a Cobra se jogou com tudo no rabo que havia sobrado. Mas a cobra caiu tão desajeitada que acabou caindo dentro do rabo e ficando entalada, assim suas patas ficaram pra dentro do rabo e a coitada acabou sem mão, nem pé, nem nada, num grande rabo enfiada. E o Sapo, coitado, acabou ficando sem rabo.

Por isso até hoje a Cobra tem raiva do Sapo, pois acha que é por culpa dele que ela acabou sem as patas e pra andar tem que se arrastar de cá pra lá. E o Sapo tem raiva da Cobra porque acha que é culpa dela que ele acabou sem rabo (nem imagina que o verdadeiro culpado é o Macaco). E é por isso que até hoje, no meio do mato, o Sapo come a Cobra e a Cobra come o Sapo.

FIM

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A BORBOLETA DE UMA ASA SÓ

Essa história eu costumo contar usando uma cartolina dobrada ao meio e cola colorida. Começo fazendo uma bolinha que é o ovinho, depois quando o ovo se abre e de lá sai a lagarta faço o corpinho, quando a lagarta sai do casulo e vira borboleta faço a asa (uma só, porque a Leta tem só uma asa). Tudo isso em metade da cartolina. Continuo contando a história usando a borboleta pintada como personagem. Quando a Leta e o Leto se abraçam prontos para virar comida de sapo eu dobro a cartolina deixando a borboleta para dentro. Quando a Leta bate a asa direita eu abro um lado da cartolina, quando o Leto bate a asa esquerda eu abro o restante e então o desenho espelhado forma uma borboleta inteira. Depois da contação faço com as crianças uma oficina de desenhos espelhados (pintados em meia folha com cola colorida e depois carimbados na outra metade). É, com certeza, uma das histórias preferidas da minha turminha…

A BORBOLETA DE UMA ASA SÓ

Era uma vez um pequeno ovinho, bem pequenininho que, quando de abriu, lá de dentro uma lagarta saiu. Saiu com fome e comeu a casca do ovo e saiu comendo, e comendo, e achando tudo gostoso. Quando cansou, se dependurou num galho e ficou toda encolhidinha dentro de um casulo. Veio a chuva, veio o Sol e, como diz o jogador de futebol: O tempo passa. E o tempo passou. Até que de dentro do casulo saiu uma linda borboleta. Era a borboleta Leta.

Mas a Leta não era como as outras borboletas, porque a Leta tinha uma asa só e, sendo assim, não podia voar. Mas a Leta tinha um grande sonho, conhecer a Sempre-viva, que de todas as flores é a mais bonita. Mesmo sem poder voar a Leta resolveu sair e procurar a sempre viva. Por isso foi caminhando, caminhando e procurando, caminhando e perguntando:

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

Para todo bichinho que a Leta encontrava ela perguntava:

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

Mas só quem tinha visto eram os bichos que sabiam voar. É que a Sempre-viva só nascia lá no alto. Sem asas para voar a Leta não as podia alcançar. Mas ela não desistiu. Continuou procurando e perguntando, perguntando e procurando.

Até que viu uma moita se mexendo e foi pra moita perguntar:

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

E adivinha quem saiu de detrás da moita? Foi o Leto, um borboleto que também tinha uma asa só.

A Leta olhou pro Leto, o Leto olhou pra Leta e os dois ficaram encantados por se verem iguais. E resolveram sair juntos à procura da Sempre-viva.

Mas o que eles encontraram foi um sapo. Um sapo gordo, enorme, com uma língua nojenta gigantesca pronta pra engolir os dois. E o pior é que sem poder voar eles não tinham como escapar. O Leto e a Leta se abraçaram prontos para virar jantar. Mas foi aí que a mágica aconteceu: a Leta bateu a asa direita e o Leto bateu a asa esquerda e eles descobriram que os dois juntos formavam uma borboleta inteira. E assim, juntinhos, saíram voando, escaparam do sapo gordo e foram pousar justamente em cima da Sempre-viva, a flor que de todas é a mais bonita.

FIM

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O Pirata Capa Preta

Essa é a história do Pirata Capa Preta. Um pirata que tinha cara de mau, mas que gostava mesmo era de brincar e tomar mingau. Ao invés de caçar tesouros como todo pirata, Capa Preta caçava as lendas brasileiras.

Quem aqui conhece uma lenda brasileira?

Tem a lenda do Boitatá. Uma cobra feita de fogo que vive no meio da mata e que assusta quem desrespeita a natureza.

Tem o Curupira, que tem corpo de menino, cabelo vermelho e os pés virados para trás para enganar os caçadores com as suas pegadas, pois quando parece que ele foi para um lado ele foi para o outro e, assim, pode chegar por trás e dar um baita susto no caçador, protegendo os animaizinhos. Dizem que se você precisar o Curupira chamar, basta três vezes assoviar.

Tem também a Mula-sem-cabeça. Reza a lenda que a muito tempo atrás uma mulher seduziu um padre e, como castigo, foi transformada em uma mula sem cabeça que solta fogo pelo pescoço e vive vagando por aí para assustar as moças que, como ela, se apaixonam por padres.

Mas a lenda que o pirata Capa Preta conseguiu capturar foi a mais bonita de todas. A sereia Iara que de tão bela, mas tão bela, transforme em pedra quem olha pra ela.

Mas pera aí! Como é que o Capa Preta conseguiu capturar a sereia sem poder olhar pra ela pra não virar pedra?

Ora, ele usou um espelho, é claro. E assim pode ver a sereia sem olhar diretamente pra ela e tirar uma foto dela. Sim, porque o pirata Capa Preta é um pirata bonzinho, não ia deixar a pobre sereia presa. Por isso capturou apenas a imagem da bela sereia.

Todavia teve uma lenda que o pirata Capa Preta capturou de verdade, em carne e osso. E ele está aqui, preso dentro desta garrafa. Não estão vendo? É porque o Saci Pererê  é louco de esperto e, quado você captura ele dentro de uma garrafa de vidro o danado fica invisível porque assim, achando que a garrafa está vazia, a gente tira a rolha da garrafa e o danado escapa. Agora segura um pouquinho pra mim a garrafa do Saci. (nessa hora a garrafa deve ser entregue para a criança mais serelepe para que ela abra a garrafa e, nesse momento, aparece o fantoche do saci levando as crianças ao delírio.)

“Saci Pererê, duende encantado.

Mãozinha furada, gorrinho encarnado.

Do redemoinho, do meio do pó,

Surgiu o negrinho de uma perna só.

Com cachimbo na boca, olhando o brejeiro,

pulou minha cerca entrou no terreiro.

Puxou bem o rabo de todos os bois,

juntou em um só nó e fugiu depois.

Saci Pererê só faz confusão.

Apagou o meu fogo, azedou meu feijão,

fez trança na cauda do meu alazão.

Saci Pererê só faz confusão,

puxou minha banqueta e eu caí no chão.”

E para prender o Saci Pererê sabe como fez nosso destemido pirata? Ele pegou uma garrafa de rolha e uma peneira que tinha ao centro uma cruz de madeira, e ficou de guarda na encruzilhada. Quando apareceu um redemoinho de pó nosso pirata sabia que lá dentro estava o Saci escondido. Sem dó ele jogou a peneira por cima do redemoinho, pegou a garrafa de vidro e jogou lá dentro o pobrezinho, que aliás de pobrezinho não tem é nada que o saci é danado que nem um Diabo. (nessa hora o fantoche é jogado dentro de uma caixa e a garrafa vazia novamente fechada com a rolha)

Viu que o danado já ficou invisível pra gente pensar que não tem nada dentro da garrafa?

Mas como eu havia dito no começo da história, o Capa Preta, apesar da cara de mau, gostava mesmo era de comer mingau. Um dia ele acordou bem cedinho pronto pra fazer o seu mingau, mas na hora que ele abriu a dispensa, nada, não tinha nem leite, nem banana e nem aveia. O Capa Preta fez a maior cara de mau, mas logo depois, vendo que não adiantava nada, resolveu sair em busca dos ingredientes para o seu mingau.

Primeiro ele foi atrás da aveia. Mas a plantação de aveia ficava no alto de uma montanha coberta de lava. Pra chegar lá só voando e o navio do pirata não tinha asas. Sabe o que ele fez? Foi pedir ajuda aos passarinhos.

-Ei, passarinhos! Vocês podem me ajudar a pegar aveia no alto da montanha de lava para eu fazer um delicioso mingau?

-Nós pegamos pra você, mas só se você cantar para nós uma música com passarinho…

-Uma música de passarinho? Será crianças, que vocês podem me ajudar?

(as crianças cantam uma música de passarinho)

Os passarinhos gostaram tanto dessa musiquinha que foram voando buscar a aveia no alto da montanha de lava para o pirata Capa Preta.

Agora o Capa Preta já tinha a aveia. O que é mesmo que faltava para ele completar a sua receita?

Isso mesmo, leite e banana. Pra quem vocês acham que ele foi pedir o leite? Para a vaquinha Mimosa que morava no pasto.

-Bom dia vaca Mimosa, tem um pouco de leite para me arrumar?

-Ter eu tenho, mas só vou te dar se uma musiquinha com vaca você cantar.

-E agora? Quem pode me ajudar? Quem conhece uma musica com vaca?

(As crianças cantam uma música com vaca. Muitas vezes nessa hora alguém diz a parlenda da vaca amarela, mas a Mimosa gosta tanto que aceita a parlenda no lugar da música)

A Mimosa gostou tanto da tal musica que deu para o pirata um litro de leite de vaca.

Dessa vez o Capa Preta já tinha o leite e a aveia. Qual era mesmo o ingrediente que faltava?

Isso, a banana. Pra quem será que o pirata foi pedir banana?

Claro, pro macaco.

E o que foi que o macaco falou?

-Só te dou uma banana se uma música com macaco você cantar.

-Música com macaco? Mas eu não conheço nenhuma…. Será que vocês podem me ajudar?

(As crianças cantam uma música com macaco)

O macaco gostou tanto desta musica que deu pro Capa Preta um cacho inteiro de bananas bem maduras.

Finalmente o Capa Preta tinha todos os ingredientes da sua receita e pode fazer um delicioso mingau que ele ainda dividiu com o passarinho, com a vaca Mimosa e até com o macaco. E o mingau estava mesmo delicioso.

FIM

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Lenda do Amendoim

O grande guerreiro Mbeyu tinham uma irmã chamada Antoinka e ela tinha um filho que se chamava Doinmã.

Doinmã fazia um cocô durinho, vermelho por fora e  por dentro bem branquinho, pequenininho assim. Parecia com uma semente, e Antoinka chamou de amendoim.

Mas esse era o segredo deles. Todos os dias quando o menino dizia:

-Mamãe, quero fazer cocô.

A índia pegava uma panela e mandava o menino fazer cocô lá dentro, escondidinho. Depois assava no fogo e servia para todos os índios.

Todos adoravam aquela comidaa e queriam saber aonde Antoinka a colhia. Mas a índia nada dizia.

Um dia Antoinka teve que sair e deixou Doinmã com seu tio Mbeyu, mas esqueceu de dizer ao menino que ele deveria fazer cocô escondido.

Lá pelas tantas o menino chamou o tio e disse:

-Tio, quero fazer cocô!

E o índio respondeu:

-Vai fazer cocô no mato menino.

Mas o menino acostumado foi logo pegar a panela pra fazer cocô dentro dela. O tio que de nada sabia ficou muito bravo e botou o menino de castigo, amarrado em um galho.

O menino assim amarrado teve que fazer cocô no mato. E não é que o tal do amendoim era mesmo uma semente e no lugar onde ele fez cocô brotou um pé de planta diferente.

Acreditem em mim, assim nasceu o primeiro pé de amendoim.

A lenda da mandioca

A Lenda da Mandioca

Era uma índia muito bela chamada Mara que pela Lua era apaixonada. Todas as noites Mara saía de sua oca para a Lua admirar e dizia a todos da tribo que somente com o deus Lua era iria se casar.

Um dia ela dormiu e sonhou que um grande guerreiro de pele branca e longos cabelos loiros descia da Lua para com ela se casar. Passado certo tempo Mara, apesar de virgem, descobriu que estava grávida e depois de alguns meses deu aluz à uma linda menina, de pele branca como o luar.

A pequena indiazinha recebeu o nome de Mani, era graciosa e delicada e logo por toda a tribo passou a ser amada e admirada.

Mas quando estava com três anos Mani faleceu sem nem mesmo adoecer. Toda a tribo ficou muito triste, choraram a noite inteira, até o amanhecer.

O espírito da pequena índia foi morar junto com seu pai. Mas Mara, a mãe da menina, não conseguia se consolar. Enterrou a filha na sua própria oca pra dela não se separar… E chorou sobre o túmulo noite e dia, sem parar, derramando na terra o leite do seu seio, esperando que assim sua filha pudesse reavivar.

Passado um tempo surgiu ali um uma planta com folhas grandes e arroxeadas e com uma raíz muito branca, como a pele da filha de Mara.

Essa planta foi chamada de Manioca e considerada sagrada. Hoje em dia é conhecida como mandioca, uma raíz muito rica que serve pra fazer bebida ou pra ser comida cozida, frita ou assada.

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Malasartes e o criador de porcos

Era uma vez um cabra chamado Malasartes, ele era um cabra do campo, mas era muito, muito malandro. Vivia viajando e aprontando das suas pelos quatro cantos.

Um dia chegou em uma cidade pequena e como estava sem dinheiro, foi atrás de um emprego, acabou sendo contratado pelo dono do chiqueiro. Mas acontece que o hóme era um senhor muito malvado, trapaceiro, que gostava de enganar os outros só por dinheiro.

E assim depois de trabalhar o mês inteiro, quando chegou a hora do pagamento, o patrão veio com uma história de que tinha que descontar o aluguel da casa que ele tinha dormido e da comida que ele tinha comido e pelas contas que ele tinha feito era o Malasartes quem tava lhe devendo.

Ora essa, depois de trabalhar de sol à sol, o mês inteiro, o pobre do Malasartes ainda terminou devendo?

Decidiu que naquele mês ele ia dar um jeito de economizar dinheiro pra voltar a viajar. Ao invés de dormir na casa que o patrão lhe arrumara, montou uma barraca no meio da mata e, pra não comer  a comida que o patrão lhe dava ele fez uma plantação, e assim só comia a comida  da horta que ele plantava nas suas horas de folga.

Mas quando o mês acabou, na hora de pagar, o dono do chiqueiro veio com uma história que ele ainda estava lhe devendo, afinal a horta que ele plantara ficava nas terras do patrão logo ele devia pagar a comida colhida no seu chão. E a mata onde ele montou a barraca também ficava dentro das suas terras e sob o seu céu, logo ele tinha também que pagar aluguel. E pelas contas que o patrão tinha feito Malasartes ainda tava lhe devendo. Vê se pode trabalhar e economizar o mês inteiro e ainda terminar devendo.

Malasartes pediu demissão. Mas o patrão falou que não, enquanto ele não pagasse o que estava “devendo” ia trabalhar pra ele cuidando do chiqueiro…

No dia seguinte Malasartes estava contrariado passeando com os porcos no pasto, quando passou um moço num caminhão e vendo aqueles porcos quis comprá-los.

Malasartes disse então que pudia vender os porcos por um preço bem negociado, mas que precisaria ficar com os rabos pra poder prestar contas ao patrão.

-Ora, os rabos não me servem pra nada, pode ficar com eles, não tem problema não. Tire os rabos dos porquinhos e me ajude a botá-los no caminhão.

Assim que o caminhão foi embora Malasartes escondeu o dinheiro que ele havia ganhado e pegou os rabos e colocou eles bem colocados espetados no banhado com as pontinhas pra fora.

Assim feito voltou gritando e correndo:

-Acuda! Acuda! Alguém me ajuda, os porcos estão afundando no lamaçal. Me ajudem a tirar os porcos de lá antes que não nos sobre nenhum animal.

O povo foi todo correndo, patrão, vizinhos e empregados, chegaram todos juntos no banhado.

-Mas que desgraça, já afundaram tanto nesse banhado que de fora só ficou o rabo!!! Me ajuda a puxar os bichos pelo rabo, mas puxa com cuidado pra não arrancar o rabo.

Mas quando os cabras puxaram, só saiu os rabos.

O patrão ficou tão bravo achando que o Malasartes tinha deixado todos os seus porcos afundarem no banhado que mandou o pobre embora:

-Ponha-se daqui pra fora. Eu não sou mais seu patrão e pode esquecer que não lhe pago nem um tostão.

Assim Malasartes pode ir embora e voltar a viajar levando ainda o dinheiro que do caminhoneiro ele havia ganhado como paga pelos dois meses de trabalho.

Afinal o que é devido não é roubado….

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