A Maior Flor do Mundo- José Saramago

Quando Saramago escreveu esta história ele começou pedindo que alguém a reescreve-se em palavras simples, como devem ser as histórias para crianças… e assim tentei fazer por aqui.

A MAIOR FLOR DO MUNDO – José Saramago

Era uma vez um menino. Esse menino era um menino muito curioso e não se contentava em ficar brincando no quintal como os outros, todos os dias ele pulava o muro e explorava o bosque dos fundos. Pulava de galho em galho como se fosse um macaco, se enfiava em cada cantinho como um passarinho. Conhecia cada árvore daquele bosque, cada flor e cada bicho. O menino conhecia cada canto daquela mata como se fossem as linhas da sua palma.

Mas o menino nunca passava do riacho. Do outro lado do pequeno rio era um mundo completamente desconhecido, para o qual o menino nunca havia ido. O que será que havia do lado de lá? Quais seriam as maravilhas e os perigos escondidos?

Um dia o menino estava como sempre brincando nos bosques nos fundos de casa quando chegou no riacho e começou a se perguntar sobre o que ele poderia encontrar do outro lado.

Será que haveriam monstros horrorosos? Piratas desalmados? Ou teriam animais fofinhos e campos perfumados?

O menino se encheu de coragem e resolveu atravessar o riacho pela primeira vez para explorar do outro lado.

E sabem o que foi que ele encontrou?

Um lindo campo florido, coberto por diversas flores, todo colorido. Era lindo. O menino explorou cada flor, desvendou cada cantinho escondido daquele campo florido e continuou a explorar. Até que chegou em um enorme descampado, onde não havia nenhuma alma viva, ali não crescia nem mato.

Com o coração batendo rápido o menino começou a explorar aquele descampado. Chegou até um morro que havia no meio daquele campo morto e subiu. No morro também não crescia nada. O menino subiu e subiu até chegar lá no alto. Onde ele achou uma pequena flor. A flor, coitada, estava murcha, tão inclinada… também pudera, no alto daquele morro não tinha nada de água.

O menino se apiedou da flor e resolveu ajudá-la. Desceu o morro, atravessou o descampado, atravessou o campo florido até chegar no riacho. Sem tem nada pra usar como jarro, usou as próprias mãos para pegar a água e começou o caminho de volta, atravessando o campo florido, atravessando o descampado e subindo o morro todo até chegar lá no alto. Quando chegou até a flor só lhe restavam nas mãos algumas poucas gotas, que o menino despejou na raiz da pequena flor. E não é que a flor pareceu ganhar até um pouco de vida, parecia agradecida. Tanto que o menino resolveu buscar mais água para a coitada. Desceu o morro, atravessou o descampado e atravessou o campo florido até chegar no riacho onde encheu as mãos de água como se fosse um jarro. E o menino voltou pelo campo florido, pelo descampado e subiu o morro até chegar lá no alto onde deu mais algumas gotinhas de água para a florzinha que ficou ainda mais cheia de vida. E o menino foi de novo e voltou, e foi, e voltou e foi, e voltou e foi e voltou muitas vezes naquele dia, até a flor parecer satisfeita. Quando terminou já estava cansado de tanto ir e voltar, deitou-se pra descansar….

Enquanto isso a mãe do menino começou a ficar preocupada, ele nunca tinha passado tanto tempo fora de casa.

-Menino! Menino!- ela chamava… e nada. A mãe do menino ficou desesperada.

Logo todos já estavam ajudando a procurar, amigos parentes e vizinhos, todo mundo a gritar:

-Menino! Menino!

Até que a mãe do menino olhou para o morro lá longe e viu um milagre: uma flor com o tamanho de uma árvore. Todos correram para o morro que ficava no meio do descampado e lá o menino encontraram. Ele estava deitado, dormindo, ao pé da maior árvore que já se tinha visto. Dormia protegido por uma de suas pétalas que a flor colocou sobre ele como se fosse uma coberta.

Hoje em dia o menino e sua flor ficaram famosos, conhecidos no mundo todo. Vivem dando entrevista para rádio, TV e revista. Vem gente do mundo inteiro para conhecer o menino e sua gigantesca flor.

E o menino, todos os dias, sai de casa bem cedinho armado com um regador, pula o muro do quintal. atravessa o bosque, enche o regador no riacho, atravessa o campo florido e o descampado e sobe o morro até chegar lá no alto, onde dá água e companhia para sua bela amiga.

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A Linda Rosa Juvenil

Esta é uma clássica história rítmica de roda que as crianças adoram tanto escutar quanto representar. Ela deve ser cantada diversas vezes até que todas as crianças tenha participado ao menos uma vez da encenação como um dos personagens principais. Para a representação eu uso uma coroa de princesa para a rosa juvenil, uma coroa de rei para o rei e um chapéu de bruxa.

A LINDA ROSA JUVENIL

A linda Rosa juvenil, juvenil, juvenil. A linda Rosa juvenil, juvenil.

Vivia alegre no seu lar, no seu lar, no seu lar. Vivia alegre no seu lar, no seu lar.

Um dia veio a Bruxa má, muito má, muito má. Um dia veio a Bruxa má, muito má.

E enfeitiçou a Rosa assim, bem assim, bem assim.  E enfeitiçou a Rosa assim, bem assim.

-Não há de acordar jamais, nunca mais, nunca mais. Não há de acordar jamais, nunca mais.

O tempo passou a correr, a correr, a correr. O tempo passou a correr, a correr.

O mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor. O mato cresceu ao redor, ao redor.

Um dia veio um lindo Rei. Lindo Rei, lindo Rei. Um dia veio um lindo Rei. Lindo Rei.

E despertou a Rosa assim, bem assim, bem assim. E despertou a Rosa assim, bem assim.

Batamos palma para o Rei, para o Rei, para o Rei. Batamos palamas para o Rei, para o Rei!!!

Fim

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O menino e a viola

Essa história foi adaptada de um LP muito antigo chamado Canções de Ninar que eu ouvia quando era criança, na história original tudo começa com uma folha de coca e era assim que eu contava a história. Até que um dia ouvi uma contadora que muito admiro, a Adriana do Malasartes, contando essa história usando a paçoca no lugar da folha de coca, o que facilitou muito o entendimento das crianças e evitou perguntas embaraçosas. Desde então quando conto este conto para crianças pequenas uso eu também a paçoca, deixando a folha de coca apenas para contar a história para crianças maiores como uma introdução para um bate papo sobre a cultura da América espanhola da qual faz parte o costume de mascar folhas de coca…

No conto original o menino começa tropeçando em uma folha de coca no meio do mato, leva a folha pra avó e vai brincar, depois sente fome, pensa na folha de coca e entra em casa cantando a música que é: “Minha vó me dê minha coca, torta ricota que o mato me deu”

O MENINO E A VIOLA

Era uma vez uma velha cozinheira que juntou em um pilão um pouco de amendoim torrado, açúcar mascavo e farinha caipira, moeu tudo bem moído e fez uma deliciosa paçoca. Quando estava pronta ela comeu um bocado e guardou outro pra seu neto.

Quando o menino chegou da escola a avó lhe ofereceu a paçoca, mas ele nem deu bola, foi correndo pro quintal jogar bola. Mais tarde o menino sentiu fome, lembrou da paçoca e entrou em casa cantando:

“Minha vó me dê minha paçoca, paçoca, soca, soca que o pilão moeu”

Acontece que a velha já havia comido toda a paçoca, deu então ao menino um pouco de angu que sobrara do almoço. Contrariado o menino tacou o angu na parede e seguiu o seu caminho. Mas logo adiante lembrou que tinha fome e voltou cantando:

“Parede me dê meu angu, angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha paçoca, paçoca, soca, soca que o pilão moeu”

Acontece que a parede já havia comido todo o angu, deu então ao menino um pedaço de sabão. Contrariado o menino guardou o sabão no bolso e seguiu o seu caminho.

Logo o menino chegou em um rio e encontrou uma lavadeira que lava suas roupas apenas com pedras e areia. Apiedado o menino deu-lhe o sabão e seguiu o seu caminho. Mas logo adiante o menino percebeu que estava sujo, fedido. Resolveu tomar um banho, lembrou do pedaço de sabão e voltou cantando:

“Lavadeira me dê meu sabão, sabão que a parede me deu. Parede comeu meu angu, angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha paçoca, paçoca, soca, soca que o pilão moeu”

Acontece que a lavadeira havia gastado todo o sabão lavando um grande lençol. Deu então ao menino uma navalha. O menino guardou a navalha no bolso e seguiu o seu caminho contrariado.

Logo o menino chegou na praia e encontrou um cesteiro que cortava a palha nos dentes pra fazer suas cestas. Apiedado o menino deu-lhe a navalha e seguiu o seu caminho.

Mais adiante o menino passou por uma vitrine, viu o seu reflexo e notou que sua barba já estava começando a crescer. Resolveu barbear-se, lembrou da navalha e voltou cantando:

“Cesteiro me dê minha navalha, navalha que a lavadeira me deu. Lavadeira gastou meu sabão, sabão que a parede me deu. Parede comeu meu angu, angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha paçoca, paçoca, soca, soca que o pilão moeu”

Acontece que o cesteiro havia quebrado a navalha cortando uma palha mais dura, Deu então ao menino o último cesto que havia feito. Contrariado o menino seguiu seu caminho levando o cesto na cabeça. Mais adiante encontrou um padeiro que servia seus pães direto no balcão. Apiedado o menino deu-lhe o cesto. Mas como sempre se arrependia de tudo, arrepende-se de ter dado o cesto ao padeiro e voltou cantando:

“Padeiro me dê meu cesto, cesto que o cesteiro me deu. Cesteiro quebrou minha navalha, navalha que a lavadeira me deu. Lavadeira gastou meu sabão, sabão que a parede me deu. Parede comeu meu angu, angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha paçoca, paçoca, soca, soca que o pilão moeu”

Acontece que o padeiro havia vendido a cesta junto com uma grande encomenda de pães, deu então ao menino o último pão da fornada.

Contrariado o menino seguiu o seu caminho, mas logo na primeira esquina encontrou uma mulher que tomava café puro, sem nada para comer. Apiedado o menino deu-lhe o pão e seguiu o seu caminho. Mas logo lembrou que tinha fome desde o começo da história, pensou no pão e voltou cantando:

“Moça me dê meu pão, pão que o padeiro me deu. Padeiro vendeu meu cesto, cesto que o cesteiro me deu. Cesteiro quebrou minha navalha, navalha que a lavadeira me deu. Lavadeira gastou meu sabão, sabão que a parede me deu. Parede comeu meu angu, angu que minha avó me deu. Minha avó comeu minha paçoca, paçoca, soca, soca que o pilão moeu”

Acontece que a moça já havia comido todo o pão, não sobrara nem uma migalha. Ela deu-lhe então uma viola, que era tudo o que tinha pra dar.

O menino sentiu-se satisfeito pela primeira vez na vida, pegou a viola, subiu no alto de uma árvore e pôs-se tocar e a cantar:

“De paçoca fiz angu, de angu fiz sabão, do sabão fiz uma navalha, de uma navalha fiz um cesto, de um cesto fiz um pão, de um pão fiz uma viola. Dinguiriding e eu vou pra Angola, dinguiriding acabou-se a história. Dinguiriding e acabou-se a história, dinguiriding que eu vou pra Angola.”

FIM

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A BORBOLETA DE UMA ASA SÓ

Essa história eu costumo contar usando uma cartolina dobrada ao meio e cola colorida. Começo fazendo uma bolinha que é o ovinho, depois quando o ovo se abre e de lá sai a lagarta faço o corpinho, quando a lagarta sai do casulo e vira borboleta faço a asa (uma só, porque a Leta tem só uma asa). Tudo isso em metade da cartolina. Continuo contando a história usando a borboleta pintada como personagem. Quando a Leta e o Leto se abraçam prontos para virar comida de sapo eu dobro a cartolina deixando a borboleta para dentro. Quando a Leta bate a asa direita eu abro um lado da cartolina, quando o Leto bate a asa esquerda eu abro o restante e então o desenho espelhado forma uma borboleta inteira. Depois da contação faço com as crianças uma oficina de desenhos espelhados (pintados em meia folha com cola colorida e depois carimbados na outra metade). É, com certeza, uma das histórias preferidas da minha turminha…

A BORBOLETA DE UMA ASA SÓ

Era uma vez um pequeno ovinho, bem pequenininho que, quando de abriu, lá de dentro uma lagarta saiu. Saiu com fome e comeu a casca do ovo e saiu comendo, e comendo, e achando tudo gostoso. Quando cansou, se dependurou num galho e ficou toda encolhidinha dentro de um casulo. Veio a chuva, veio o Sol e, como diz o jogador de futebol: O tempo passa. E o tempo passou. Até que de dentro do casulo saiu uma linda borboleta. Era a borboleta Leta.

Mas a Leta não era como as outras borboletas, porque a Leta tinha uma asa só e, sendo assim, não podia voar. Mas a Leta tinha um grande sonho, conhecer a Sempre-viva, que de todas as flores é a mais bonita. Mesmo sem poder voar a Leta resolveu sair e procurar a sempre viva. Por isso foi caminhando, caminhando e procurando, caminhando e perguntando:

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

Para todo bichinho que a Leta encontrava ela perguntava:

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

Mas só quem tinha visto eram os bichos que sabiam voar. É que a Sempre-viva só nascia lá no alto. Sem asas para voar a Leta não as podia alcançar. Mas ela não desistiu. Continuou procurando e perguntando, perguntando e procurando.

Até que viu uma moita se mexendo e foi pra moita perguntar:

-Oi, bom dia! Você viu a Sempre-viva?

E adivinha quem saiu de detrás da moita? Foi o Leto, um borboleto que também tinha uma asa só.

A Leta olhou pro Leto, o Leto olhou pra Leta e os dois ficaram encantados por se verem iguais. E resolveram sair juntos à procura da Sempre-viva.

Mas o que eles encontraram foi um sapo. Um sapo gordo, enorme, com uma língua nojenta gigantesca pronta pra engolir os dois. E o pior é que sem poder voar eles não tinham como escapar. O Leto e a Leta se abraçaram prontos para virar jantar. Mas foi aí que a mágica aconteceu: a Leta bateu a asa direita e o Leto bateu a asa esquerda e eles descobriram que os dois juntos formavam uma borboleta inteira. E assim, juntinhos, saíram voando, escaparam do sapo gordo e foram pousar justamente em cima da Sempre-viva, a flor que de todas é a mais bonita.

FIM

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A lenda da mandioca

A Lenda da Mandioca

Era uma índia muito bela chamada Mara que pela Lua era apaixonada. Todas as noites Mara saía de sua oca para a Lua admirar e dizia a todos da tribo que somente com o deus Lua era iria se casar.

Um dia ela dormiu e sonhou que um grande guerreiro de pele branca e longos cabelos loiros descia da Lua para com ela se casar. Passado certo tempo Mara, apesar de virgem, descobriu que estava grávida e depois de alguns meses deu aluz à uma linda menina, de pele branca como o luar.

A pequena indiazinha recebeu o nome de Mani, era graciosa e delicada e logo por toda a tribo passou a ser amada e admirada.

Mas quando estava com três anos Mani faleceu sem nem mesmo adoecer. Toda a tribo ficou muito triste, choraram a noite inteira, até o amanhecer.

O espírito da pequena índia foi morar junto com seu pai. Mas Mara, a mãe da menina, não conseguia se consolar. Enterrou a filha na sua própria oca pra dela não se separar… E chorou sobre o túmulo noite e dia, sem parar, derramando na terra o leite do seu seio, esperando que assim sua filha pudesse reavivar.

Passado um tempo surgiu ali um uma planta com folhas grandes e arroxeadas e com uma raíz muito branca, como a pele da filha de Mara.

Essa planta foi chamada de Manioca e considerada sagrada. Hoje em dia é conhecida como mandioca, uma raíz muito rica que serve pra fazer bebida ou pra ser comida cozida, frita ou assada.

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Malasartes e o criador de porcos

Era uma vez um cabra chamado Malasartes, ele era um cabra do campo, mas era muito, muito malandro. Vivia viajando e aprontando das suas pelos quatro cantos.

Um dia chegou em uma cidade pequena e como estava sem dinheiro, foi atrás de um emprego, acabou sendo contratado pelo dono do chiqueiro. Mas acontece que o hóme era um senhor muito malvado, trapaceiro, que gostava de enganar os outros só por dinheiro.

E assim depois de trabalhar o mês inteiro, quando chegou a hora do pagamento, o patrão veio com uma história de que tinha que descontar o aluguel da casa que ele tinha dormido e da comida que ele tinha comido e pelas contas que ele tinha feito era o Malasartes quem tava lhe devendo.

Ora essa, depois de trabalhar de sol à sol, o mês inteiro, o pobre do Malasartes ainda terminou devendo?

Decidiu que naquele mês ele ia dar um jeito de economizar dinheiro pra voltar a viajar. Ao invés de dormir na casa que o patrão lhe arrumara, montou uma barraca no meio da mata e, pra não comer  a comida que o patrão lhe dava ele fez uma plantação, e assim só comia a comida  da horta que ele plantava nas suas horas de folga.

Mas quando o mês acabou, na hora de pagar, o dono do chiqueiro veio com uma história que ele ainda estava lhe devendo, afinal a horta que ele plantara ficava nas terras do patrão logo ele devia pagar a comida colhida no seu chão. E a mata onde ele montou a barraca também ficava dentro das suas terras e sob o seu céu, logo ele tinha também que pagar aluguel. E pelas contas que o patrão tinha feito Malasartes ainda tava lhe devendo. Vê se pode trabalhar e economizar o mês inteiro e ainda terminar devendo.

Malasartes pediu demissão. Mas o patrão falou que não, enquanto ele não pagasse o que estava “devendo” ia trabalhar pra ele cuidando do chiqueiro…

No dia seguinte Malasartes estava contrariado passeando com os porcos no pasto, quando passou um moço num caminhão e vendo aqueles porcos quis comprá-los.

Malasartes disse então que pudia vender os porcos por um preço bem negociado, mas que precisaria ficar com os rabos pra poder prestar contas ao patrão.

-Ora, os rabos não me servem pra nada, pode ficar com eles, não tem problema não. Tire os rabos dos porquinhos e me ajude a botá-los no caminhão.

Assim que o caminhão foi embora Malasartes escondeu o dinheiro que ele havia ganhado e pegou os rabos e colocou eles bem colocados espetados no banhado com as pontinhas pra fora.

Assim feito voltou gritando e correndo:

-Acuda! Acuda! Alguém me ajuda, os porcos estão afundando no lamaçal. Me ajudem a tirar os porcos de lá antes que não nos sobre nenhum animal.

O povo foi todo correndo, patrão, vizinhos e empregados, chegaram todos juntos no banhado.

-Mas que desgraça, já afundaram tanto nesse banhado que de fora só ficou o rabo!!! Me ajuda a puxar os bichos pelo rabo, mas puxa com cuidado pra não arrancar o rabo.

Mas quando os cabras puxaram, só saiu os rabos.

O patrão ficou tão bravo achando que o Malasartes tinha deixado todos os seus porcos afundarem no banhado que mandou o pobre embora:

-Ponha-se daqui pra fora. Eu não sou mais seu patrão e pode esquecer que não lhe pago nem um tostão.

Assim Malasartes pode ir embora e voltar a viajar levando ainda o dinheiro que do caminhoneiro ele havia ganhado como paga pelos dois meses de trabalho.

Afinal o que é devido não é roubado….

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Histórias da Carochinha

Histórias da Carochinha foi o primeiro livro infantil publicado no Brasil, em 1920. Trata-se de uma coletânea de 61 contos populares recolhida por Figueiredo Pimentel da tradição oral. Por isso hoje este termo serve para indicar histórias tradicionais diversas. Esta semana vou de carochinha pra contar duas dessas histórias que aqui escrevo em minhas versões rimadas:

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Os Compadres Corcundas

Numa certa vila pra lá de esquecida, depois da curva do bigode, vivam dois compadres corcundas, um rico e outro pobre.

Como o povo não é mole e de justiça ninguém se gaba, viviam tirando sarro da corcunda do pobre, mas na corcunda do rico ninguém reparava…

A situação do pobre andava bem complicada, ele era caçador, mas ultimamente não conseguia caçar nada. Um dia na mata resolveu que não voltava pra casa enquanto não encontrasse ao menos uma caça e como não encontrasse nada, acabou passando a noite na mata.

A lua já ia alta quando o caçador começou a escutar uma cantoria ritmada. Resolveu ir atrás da musica pra dar uma espiada. Logo encontrou uma porção de homenzinhos que cantavam e dançavam muito animados:

“Segunda. Terça-feira. Vai, vem.”. “Segunda. Terça-feira. Vai, vem.”

 Tremendo de medo escondeu-se atrás de uma moita e ficou escutando aquela cantoria que era a mesma durante horas.

Depois ficou mais calmo e foi se animando, e como era metido a improvisador, logo se meteu no meio da cantoria entoando:

“Segunda. Terça-feira. Vai, vem.”.”E quarta e quinta-feira, também meu bem.”

Calou-se tudo imediatamente e todos olharam para todos os lados procurando quem havia cantado. Acharam o velho corcunda e o levaram para o meio da roda onde foi interrogado:

-Foi você quem cantou o verso novo da cantiga?

-Fui eu, sim senhor!- respondeu o velho com honestidade.

-Quer vender seu verso?- perguntou o velho duende educado.

-Vende não precisa não. Eu dou de bom grado, pois gostei muito da cantoria desse povo animado.

O velho duende achou graça e o seu povo também deu risada.

-Então fique assim, eu fico com a sua corcunda e te dou este gibão em troca ficamos com o novo verso pra nossa canção.

Assim o velho passou a mão nas costas do corcunda e a corcunda desapareceu.

-Só abra esse gibão ao alvorecer.- disse o velho ao outrora corcunda enquanto sumia com seu povo na floresta escura.

Quando o sol raiou e o mendigo abriu a sacola descobriu que estava cheia de ouro e das mais ricas pedras preciosas.

Rico e sem corcunda o homem tratou logo de comprar roupas respeitáveis e se dirigir à missa, afinal era domingo e ele queria ainda agradecer o grande presente recebido.

Vendo-o tão mudado seu compadre corcunda rico não conseguiu acreditar e pode crer menos ainda quando seu compadre agora belo e rico lhe contou o que lhe havia acontecido.

Sem poder mais esperar o ambicioso corcunda tratou de correr pra floresta pensando em se desfazer da sua incômoda corcunda e ainda aumentar mais sua enorme fortuna.

Ao chegar na floresta esperou anoitecer e procurou até encontrar o povo miúdo a cantar:

“Segunda. Terça-feira. Vai, vem.”.”E quarta e quinta-feira, também meu bem.”

O rico não se conteve. Sem mais esperar já se meteu a entoar:

“Sexta, sábado e domingo, também.”

Calou-se tudo novamente. O povo miúdo tratou de trazê-lo ao meio da roda onde o velho gritou furioso:

-Quem mandou se meter aonde não era chamado, criatura besta? Por acaso não sabes que o povo encantado não quer saber de sexta, dia que morreu o filho do Alto, sábado, dia que morreu o filho do pecado e nem domingo, dia que ressuscitou quem nunca morre? Não sabia? Pois agora vai aprender pra nunca mais esquecer, pois a corcunda que deixaram aqui vai levar com você.

Depois de dizer estas palavras passou a mão sobre o peito do corcunda e lá apareceu a corcunda do seu compadre. E logo desapareceu na mata escura o velho e sua estranha turma.

E o Corcunda aprendeu sua lição. Continuou rico, mas teve que carregar mais uma corcunda pra aprender a controlar sua ambição.

FIM

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A MENINA DOS BRINCOS DE OURO

Era uma vez uma menina muito delicada e bonita. Sua mãe era uma viúva sempre severa e rude com suas filhas.

Um dia a menina ganhou um brinco de ouro. Sempre que ia nadar no rio cuidava para não perder seu brinco, por isso os tirava e deixava em uma pedra na beirada da água.

Certo dia a menina esqueceu dos brincos na pedra e voltou pra casa, quando chegou lembrou que os havia deixado à margem, temia ser castigada, nem ligou que era tarde, voltou ao rio para buscar seus brincos.

Quando lá chegou um velho feio encontrou. O velho pegou a menina, pôs dentro de um grande saco de couro e levou-a nas costas. Depois costurou a boca do saco com a menina dentro e disse:

-Agora vou ganhar dinheiro. Quando eu te mandar cantar tu canta se não quiser apanhar.

Assim o velho levava a menina no saco costurado e bem alto dizia:

-Quer ver um sapo cantar que nem gente? Canta sapo se não quiser levar sopapo!

E a menina cantava dentro do saco:

“Nesse saco me puseram, nesse saco hei de morrer. Por causa dos brincos de ouro que na pedra não devia esquecer.”

Todo mundo ficava admirado e dava dinheiro ao velho que foi ficando enricado.

Até que um dia o velho chegou em uma casa da vila onde a tristeza era tão grande que só de ver doía.

-Deixa eu te alegrar vendo meu sapo cantar. Canta sapo se não quiser levar sopapo!

E a menina cantou dentro do saco:

“Nesse saco me puseram, nesse saco hei de morrer. Por causa dos brincos de ouro que na pedra não devia esquecer.”

Mas essa era justamente a casa da mãe da menina que logo que ouviu o canto reconheceu a voz da filha. Não podendo ela enfrentar a força do velho, ainda mais armado de seu cajado a mulher fingiu estar encantada com o canto do sapo e convidou-o pra ficar pra dormir e jantar.

Como já era tarde o velho viajante aceitou, comeu e se embebedou e logo pregou num sono profundo. A mãe então libertou sua filha do saco e encheu o saco novamente com esterco ainda molhado, costurando novamente a boca do saco.

A menina coitada estava quase morta de tão fraca, há dias sem comida nem água. Sua mãe cuidou dela com muito amor e carinho. Logo ela estava recuperada.

E o velho saiu de manhã cedo levando o saco cheio de coco de carneiro fresco. Chegando em outra casa foi logo falando.

-Quer ver um sapo que canta como gente? Canta sapo pra não levar sopapo!

E nenhum barulho veio de dentro do saco.

-Tá dormindo seu sapo?- gritou o velho enfezado dando um chute no saco- Canta ou vai apanhar com o cajado!

E como no saco só tinha esterco e não menina, não veio a cantoria. O velho ficou ainda mais bravo e bateu com o cajado no saco espalhando esterco pra todo lado. O velho ficou coberto de coco de carneiro e dizem que até hoje ele ainda está com o cheiro.

FIM

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A Bonequinha Preta (Alaide Lisboa de Oliveira)

Esta versão não tem a menor intensão de ser melhor que o original, que eu adoro, mas é como a historia ficou na minha memória, com as minhas rimas, como ela ficou nas minhas contações de história, com contação direta, sem recursos cênicos, seguida de uma música de boneca para cantar e dançar junto com elas (minhas crianças sapecas).

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A BONEQUINHA PRETA – adaptação do texto de Alaide Lisboa de Oliveira

Mariazinha tem uma boneca, uma boneca preta como carvão. A boneca de Mariazinha é muito bonita! Ela tem duas trancinhas, os lábios bem vermelhos, os olhos redondos e um vestido de borboleta. Mariazinha gosta muito da sua bonequinha Preta.

Mariazinha tem muito cuidado com a sua bonequinha Preta. Elá dá banho na sua bonequinha Preta, penteia a sua bonequinha Preta, prepara a comidinha pra ela e fica segurando sua bonequinha Preta pra ela poder espiar a rua pela janela. As duas sempre brincam juntas, trocam segredos e fazem estripulias e, na hora de dormir, a bonequinha Preta vai pra cama da Mariazinha e as duas dormem bem juntinhas.

De manhã Mariazinha pergunta para a sua bonequinha:

-Bonequinha Preta, você gosta muito de mim?

E a bonequinha Preta responde:

-É claro que sim!

Depois é a vez da bonequinha Preta perguntar:

-E você Mariazinha? Gosta muito da sua bonequinha Preta?

-Gosto muito bonequinha Preta, mais do que sobremesa….

E as duas se abraçam felizes e satisfeitas.

Mas hoje Mariazinha vai passear com a sua mãe e não pode levar a bonequinha Preta. O passeio é muito longo e a boneca muito pequena, boneca não pode andar muito…

Mariazinha chama a Bonequinha Preta e fala:

-Bonequinha Preta vou passear com a mamãe e você não pode ir, vai ter que ficar aqui. Fique bem quietinha, nada de ser sapeca, fique sentada na cadeira amarela e não chegue perto da janela, pois sozinha você pode cair. Fique comportada até eu voltar que depois eu te levo pra brincar.

A bonequinha Preta prometeu a Mariazinha que ia ficar quietinha, bem na dela, sentada na cadeira amarela e que não ia chegar perto da janela:

-Pode ir passear sossegada Mariazinha, eu vou ficar aqui bem paradinha, igual uma bonequinha…

Mariazinha foi passear com a sua mãe a a bonequinha Preta ficou na cadeira bem sentadinha olhando para os lados. Foi quando ouviu um miado: -Miau! Miau!

Ah, a bonequinha Preta gosta tanto dos gatinhos, eles são tão fofinhos. A bonequinha Preta queria muito ver como ele era. Queria tanto poder dar só uma espiadinha na janela.

E o gatinho lá fora continuou a miar: Miau, miau.

Miava tão afinado o danado. Seria pretinho como ela? Seria branco? Malhado? Ou seria da cor da cadeira, amarelado?

A bonequinha Preta resolveu dar só uma espiadinha na janela, ia ver o gatinho, de que cor ele era e depois voltava a ficar bem sentadinha na sua cadeira amarela.

A bonequinha Preta chegou bem perto da janela e deu um pulo: – Upa! – Mas não conseguiu alcançar. A janela era muito alta, a bonequinha Preta muito pequena. Pulou ainda mais alto: -Upa, upa! – mas não conseguiu olhar. A janela era mesmo muito alta e a bonequinha Preta tão pequena. E, lá fora, o gatinho continuava a cantar: Miau, miau.

A bonequinha preta gostava tanto de gatinhos, eles eram tão fofinhos e ela queria muito saber como esse gatinho era. A bonequinha Preta teve uma ideia. Arrastou sua cadeira amarela até chegar bem perto da janela e subiu na cadeira amarela, mas não conseguiu alcançar, a janela era muito alta e a bonequinha Preta muito pequena. E lá fora o gatinho miava: Miau, miau.

A bonequinha preta gostava tanto de gatinhos, queria tanto poder espiar… resolveu pular: -Upa! – mas mesmo pulando em cima da cadeira amarela a bonequinha Preta não conseguiu alcançar a janela. É que a janela é muito alta e a bonequinha Preta é tão pequena. Mas ela queria muito ver o gatinho e ele continuava a miar: -Miau, miau!- a bonequinha Preta resolveu pular ainda mais alto pra conseguir espiar: -Upa, upa! Aiiii!

A bonequinha Preta pulou tão alto que caiu da janela. Bem que a Mariazinha falou pra ela não sair da cadeira amarela…

Por sorte o verdureiro passava bem nessa hora, trazendo seu grande cesto cheio de verduras frescas da horta. E a boneca Preta caiu dentro da cesta do verdureiro e não se machucou nem um pouco.

Mas o verdureiro tomou um baita susto: -Ah!

A bonequinha preta também tomou um baita susto: -Ah!

E o gatinho, que por um acaso também era preto e bem fofinho, também tomou um baita susto: -Miaaau!

O verdureiro parou, tirou da cabeça e pôs no chão seu grande cesto, pra ver o que havia caído lá dentro. E o verdureiro tomou um susto maior ainda: -Ahh!!!

É que no momento em que ele pôs no chão seu cesto, o gatinho preto pulou lá dentro, pegou a bonequinha Preta com os dentes, pulou de novo e saiu correndo feito o vento, levando a bonequinha Preta, arrastando-a pelo vestido amarelo, tão belo. A bonequinha foi levada aos berros:

-Socorro! Socorro!- a bonequinha Preta gritava e pensava:

“Ai, porque fui desobedecer Mariazinha?”

Quando a Mariazinha chegou em casa já entrou a gritar:

-Bonequinha Preta, eu cheguei! Venha logo, vamos brincar!

Mas ninguém respondeu.

-Bonequinha Preta eu já cheguei! Cade você? Venha logo, vamos brincar.

Mas de novo ninguém respondeu e a Mariazinha começou a se preocupar. Procurou por toda a casa. Olhou pela janela desesperada, e nada.

Mariazinha se pôs a chorar, chorava de soluçar. Foi quando bateram na porta. Quem será que estava lá?

Mariazinha foi atender chorando, chorava sem parar. Abriu a porta, era o verdureiro com seu grande cesto.

-Não chore Mariazinha, eu vi sua bonequinha Preta quando ela caiu da janela, caiu no meu cesto, mas foi levada pelo gatinho preto. Mas não precisa se preocupar, eu sei onde esse gatinho mora. Vou lá agora e trago sua bonequinha Preta de volta.

Mariazinha ficou tão feliz, ficou tomando conta do grande cesto enquanto o verdureiro ia até a ponte onde morava o gatinho preto. Ele foi até o fim da rua, virou à direita, andou várias quadras e virou à esquerda e ainda andou mais um monte, é que o gatinho preto morava bem longe, lá embaixo da ponte.

Quando chega perto da casa do gatinho preto o verdureiro dá uma espiadinha e vê a bonequinha Preta bem sentadinha, e o gatinho preto na sua frente está cantando e fazendo estripulias. O gatinho preto não é mau, ele esta fazendo o maior carnaval tentando fazer a bonequinha rir. Mas a bonequinha Preta não ri, ela tem saudades da Mariazinha. O gatinho preto não é mau, ele só quer sem amigo da bonequinha Preta, ela é tão bonita. O verdureiro sabe que o gatinho preto é bonzinho, ele vai até o gatinho.

-Gatinho, a bonequinha chora porque tem saudade da Mariazinha, e a Mariazinha, lá na sua casinha, também chora, triste de saudade da sua bonequinha.

O gatinho é bonzinho, não quer ver a bonequinha triste, por isso deixa o verdureiro levar a bonequinha embora. Mas o gatinho fica tão triste, ele gostou tanto de ser amigo da bonequinha Preta. O verdureiro tem uma ideia.

-Ei, gatinho! Porque você não vem junto com a bonequinha Preta pra morar na casa dela? Mariazinha gosta tanto de gatinhos, aposto que vai adorar a ideia.

O gatinho miou todo feliz: -Miau, miau

A bonequinha Preta também ficou muito feliz, ter um amigo gatinho é tudo que ela sempre quis.

E os dois vão junto com o verdureiro pra casa da Mariazinha. Quando Mariazinha vê sua bonequinha Preta sã e salva e inteirinha a Mariazinha fica tão feliz. Mariazinha nem zanga com a bonequinha Preta. E ela gostou tanto do gatinho preto e de ter ele como seu novo amigo… E a bonequinha Preta nunca mais desobedeceu a Mariazinha, nunca mais chegou sozinha perto da janela e agora, quando a Mariazinha tem que sair, a bonequinha Preta fica bem sentadinha na cadeira amarela com o seu novo amigo, o gatinho preto, sentado pertinho dela.

FIM

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O Casamento de Dona Baratinha

Esta também é uma história clássica, das mais conhecidas, aqui escrita para que eu possa memorizá-la com as minhas rimas.

Também muito conhecida como história da Carochinha. Foi uma das primeiras histórias infantis publicada no Brasil no livro Contos da Carochinha.

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O CASAMENTO DA DONA BARATINHA

Era uma vez uma barata chamada Dona Baratinha. Dona baratinha era uma barata das mais limpinhas, que gostava de tudo bem ajeitadinho. Por isso vivia limpando e arrumando a sua casinha.

E limpa que limpa, arruma que arruma, achou uma moeda de ouro. Dona Baratinha ficou felicíssima. Pensou que estava rica e já podia se casar.

Colocou um vestido branco, arrumou um belo laço de fita na cabeça e foi se debruçar na janela, onde pôs-se a cantar:

“Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha. Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha.”

Olhou para um lado e não viu ninguém. Olhou para o outro e nada também. Olhou para a frente… e viu chegando um boi elegante que disse todo galante:

-Muuuu! Eu caso com a senhorinha, Dona Baratinha.

-Hum, você daria um bom partido. Só preciso saber de uma coisa se quiseres casar comigo. Quando dorme, como é o seu mugido?

E o boi respondeu:

-Meu mugido quando estou dormindo? Acho que é mais ou menos assim: Muuuuu! Muuuuu!

Dona baratinha levou um baita susto.

-Ai! Assim eu não caso não. Nunca mais iria dormir com todo este barulhão. Sai fora!

E o boi foi embora. Mas Dona Baratinha não se deu por vencida. Recuperou-se do susto, arrumou seu laço de fita e foi para a janela cantar:

“Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha. Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha.”

Olhou para um lado e não viu ninguém. Olhou para o outro e nada também. Olhou para a frente… e viu chegando um cavalo esbelto, que foi falando e chegando mais perto:

-Brrrrrrrf! Eu caso com a senhorinha Dona Baratinha.

-Hum! Com você eu bem poderia me casar, mas antes de aceitar, tenho algo para lhe perguntar: como você vai relinchar quando estiver a sonhar?

-Quando eu estiver sonhando vou relinchar mais ou menos assim: Riiiiiiiiiiiiiiinch! Riiiiiiiiinch!

Dona Baratinha levou um baita susto!

-Ai, assim não caso não! Nunca mais ia dormir com todo esse barulhão. Sai fora.

E o cavalo foi embora. Mas Dona Baratinha não se deu por vencida. Recuperou-se do susto, arrumou seu laço de fita e foi para a janela cantar:

“Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha. Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha.”

Olhou para um lado e não viu ninguém. Olhou para o outro e nada também. Olhou para a frente… e viu chegando um carneiro que disse faceiro:

-Méééé! Eu caso com a senhorinha, Dona Baratinha.

-Hum, o senhor daria um marido maneiro, seu carneiro. Tenho apenas uma pergunta antes de decidir a nossa sorte: como é o seu balido quando o senhor dorme?

-Meu balido dormindo é mais ou menos assim: Méééééé! Méeééééé!

Dona Baratinha levou um baita susto.

-Ai! Assim eu não caso não. Nunca mais ia dormir com todo este barulhão. Sai fora!

E o carneiro foi embora. Mas Dona Baratinha não se deu por vencida. Recuperou-se do susto, arrumou seu laço de fita e foi para a janela cantar:

“Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha. Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha.”

Olhou para um lado e não viu ninguém. Olhou para o outro e nada também. Olhou para a frente… e viu chegando um cachorro latindo e sorrindo:

-Auau! Eu caso com a senhorinha, Dona Baratinha!

– Hum, o senhor seria um marido fiel e dedicado. Tenho apenas uma pergunta antes de me decidir: como o senhor vai latir quando estiver a dormir?

-Meu latido dormindo? Acho que é mais ou menos assim: Aufauf! Aufauf!

Dona Baratinha levou um baita susto.

-Ai! Assim eu não caso não. Nunca mais ia dormir com todo este barulhão. Sai fora!

E o cachorro foi embora. Mas nem mesmo assim Dona Baratinha se deu por vencida. Mais uma vez ela recuperou-se do susto, arrumou seu laço de fita e foi para a janela cantar:

“Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha. Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha.”

Olhou para um lado e não viu ninguém. Olhou para o outro e nada também. Olhou para a frente… e viu chegando de um gato. Chegou e soltou o papo:

-Miau! Eu caso com a senhorinha Dona Baratinha.

-Hum, o senhor eu levaria para o altar. Só tenho uma pergunta pra fazer antes de aceitar: como o senhor vai miar quando estiver a sonhar?

-Meu miado quando chega a lua cheia é uma verdadeira beleza: Miaaaaauuuuu! Miiiiaaaauuuuu!

Dona Baratinha levou um baita susto.

-Ai! Assim eu não caso não. Nunca mais ia dormir com todo este barulhão. Sai fora!

E o gato foi embora. Mas Dona Baratinha tinha a casca grossa e ainda não foi dessa vez que ela se deu por vencida. Não! Pela última vez ela recuperou-se do susto, arrumou seu laço de fita e foi para a janela cantar:

“Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha. Quem quer casar com a Dona Baratinha que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha.”

Olhou para um lado e não viu ninguém. Olhou para o outro e nada também. Olhou para a frente… e viu chegando de mansinho o senhor Ratinho:

-Eu caso com a senhorinha, Dona Baratinha.

-Hum! Você é um par ideal, formaríamos um belíssimo casal. Mas diga-me enfim, para que eu possa dizer sim: qual barulho eu vou ouvir quando formos dormir?

-O barulho que eu faço pra dormir? É mais ou menos assim: iiiic, iiiic!

Mas foi tão baixinho que Dona Baratinha teve que pedir para que fizesse mais duas vezes antes que ela conseguisse ouvi-lo.

-Ah, que maravilha! Com este barulhinho eu posso dormir a noite inteirinha. O senhor seu ratinho será o meu marido. Já está decidido.

E assim toda a floresta começou a organizar a grande festa.

As abelhas fizeram os mais deliciosos docinhos e as aranhas teceram belos vestidos. Os gatos se reuniram para limpar o salão onde seria a celebração e os passarinhos, o sapo e o pato formaram uma banda só para a ocasião. Os passarinhos flauteando, o sapo cantando e o pato na percussão. E vieram as borboletas pra deixar a festa enfeitada e chegaram as cozinheiras pra fazer a feijoada. Traziam feijão macio, couve colhida a pouco e as mais variadas partes da carne de porco. Tinha orelha e tinha rabo, tinha pé, paio e focinho. E para deixar mais gostoso tinha toicinho, linguiça e lombinho.

E já era a hora do seu Ratinho ir pro altar quando a tal feijoada começou a cheirar. E o cheiro de toicinho era tão gostoso que o ratinho não se segurou. Aproveitou que as cozinheiras tinham ido assistir ao casamento e deu uma corrida bem rapidinha na cozinha, para sentir de perto aquele suculento cheiro. E subiu na beirada do fogão e abriu a panela pra melhor cheirar e resolveu roubar só um toicinho, que ninguém ia notar. Mas quando se debruçou pra pegar, acabou perdendo o equilíbrio e poft. A tragédia estava armada. Com o casamento todo pronto perdeu-se o noivo e a feijoada.

E a Dona Baratinha então… deve ter ficado arrasada.

Na verdade não muito. Quer dizer, no começo ela ficou muito triste e chorou até cansar, afinal onde já se viu, ficar viúva antes mesmo de se casar. Mas depois ela pensou bem e concluiu que tinha sido o melhor. Ter um marido que gostava menos dela do que de feijoada, no fim ia ser a maior roubada. E assim ela decidiu aproveitar sua moeda de ouro viajando pelo mundo. E não é que em suas viagens ela conheceu o senhor Baratão? Pois foi o que aconteceu. E mesmo sem ter mais a moeda os dois se apaixonaram e se casaram. E até hoje a dona Baratinha vive muito feliz na sua casa ajeitadinha e cheia de baratinhas bem limpinhas…

FIM

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Essa história será contada na forma de teatro, eu como a Dona Baratinha e os meus alunos como os pretendentes.

Depois da história nós cantaremos e dançaremos a música “O Sono dos Bichos” do MPB4. (https://www.vagalume.com.br/mpb4/o-sono-dos-bichos.html )

Essa música nos leva  explorar os planos alto, médio e baixo, além da diferença entre os sonos dos bichos, o que nos levará a um rápido bate-papo sobre curiosidades referentes ao sono dos animais.

Em seguida faremos uma brincadeira na qual eu falo o nome de um dos animais da música e eles imitam o seu sono.  Nessa atividade posso avaliar o quanto os alunos gravaram da música que nós dançamos e também a criatividade e a expressão corporal deles ao imitarem os diversos animais dormindo.