Os Anõezinhos e o Gigante

Era uma vez uma grande família de anõezinhos que vivia no interior de uma enorme caverna. Mas não era uma caverna sombria, não era escura e nem fria, era uma caverna brilhante cheia de pedras preciosas e diamantes e esses anõezinhos viviam trabalhando embaixo da terra, deixando sua caverna ainda mais bela.

Todos os dias um dos anõezinhos tinha que ir lá em cima colher frutas, legumes, verduras e cereais, para fazer comida. É que essas coisas, pra crescer, precisam de luz do sol e os anõezinhos não podiam cultivá-las na caverna iluminada apenas por velas e pelo brilho das pedras…

Era um trabalho tranquilo e assim, sem problemas, todos os anõezinhos se dividiam ficando um cada dia com esse ofício.

Um dia estava indo o anão Benrur com seus passinhos pequenininhos:

“Bim, bim, bim.”

Quando ouviu um barulho bem alto:

“Bam, bam, bam.”

O anãozinho tomou um baita susto, largou no chão seu cesto já cheio de frutos e voltou pra caverna correndo aos pulos:

-Socorro! Socorro! Tem lá fora um monstro horroroso!

-Do que está falando? Cadê nossa comida? – disse desconfiado o anãozinho Caete.

E o Benrur respondeu:

-Eu estava lá em cima caminhando bem assim:”Bim, bim bim”. Quando ouvi o monstro pisando forte: “Bam, bam, bam!” Não acredita? Pois vai lá ver.

-Eu acho que você está é com preguiça. Mas eu estou com fome então vou lá buscar nossa cesta de comida…

E lá se foi Caete, pra fora da caverna, lá pra cima. Saiu com seus passinhos pequeninhos:

“Bim, bim, bim.”

Chegou até o cesto e estava pronto para voltar quando ouviu um barulho bem alto:

“Bam, bam, bam!”

O anãozinho ficou tão assustado, voltou para a caverna correndo e gritando, aos saltos:

-Socorro, socorro! Um monstro!

-Como assim? – quiseram saber os outros.

E Caete explicou:

-Eu estava lá em cima caminhando bem assim:”Bim, bim bim”. Quando ouvi o monstro pisando forte: “Bam, bam, bam!” Ah! Que má sorte, vamos morrer de fome.

Começou uma grande confusão, alguns queriam fugir para longe dali, outros se esconder no fundo mais profundo da caverna. Mas a fome falava mais alto, e os anõezinhos são corajosos e fortes… resolveram subir e enfrentar o monstro horroroso.

Lá se foram os anõezinhos subindo com seus passinhos bem assim:

“Bim, bim, bim.” Bim, bim, bim”

Quando ouviram o som do monstro assustador:

“Bam, bam, bam.”

Os anõezinhos quase saíram correndo, mas o corajoso Dundum falou:

-Fiquem anõezinhos, temos que pegar nosso cesto de comida, vamos enfrentar o monstro horroroso.

E como os anõezinhos são fortes e corajosos foram  em direção ao som assustador com seus passinhos assim:

“Bim, bim, bim.”

E logo ouviram mais perto o som do monstro horroroso:

“Bam, bam, bam”

Os anõezinhos quase correram de novo. Mas Dundum lembrou do cesto de comida. Das frutas legumes e cereais que deveriam estar bem gostosos. E eles como eram fortes e corajosos, resolveram enfrentar o monstro horroroso. E lá se foram com seus passinhos que faziam assim:

“Bim, bim, bim.”

Ouviram o barulho horroroso vindo ao seu encontro:

“Bam, bam, bam.”

Deram de cara com o monstro. Era um gigante, enorme, mas não era horroroso, era até bem jeitoso, tinha cara de ser bondoso, o que de fato era. E o gigante trazia pros anõezinhos uma enorme cesta cheia das mais deliciosas comidas. É que o gigante se sentia muito sozinho. Morava na montanha ao lado dos anõezinhos e sempre ouvia o barulho dos seus passinhos e pensava consigo: “Será que se eu for até lá não consigo fazer amigos?” Mas os passos eram tão baixinhos que o gigante tinha medo de ir até lá e assustar os anõezinhos. Mas aquele dia tinha tomado coragem. E os anõezinhos estavam com tanta fome que quando viram o grande cesto cheio de deliciosos alimentos, esqueceram dos seus medos e juntos com o gigante fizeram um grande piquenique. Estavam todos tão felizes que depois de comer foram juntos dançar, em roda a girar:

“Bim, bim bim. Bam, bam bam. Quem caminha com pequenos passinhos? Somos os anãozinho e andamos assim: Bim, bim bim. Bam, bam, bam. Bim, bim, bim. Quem conosco vem girar? Sou o gigante Firamfar, faço muito barulho pra caminhar, assusto quem escutar: Bam, bam, bam”.

FIM

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A Tartaruga Medrosa

Eu não sei de quem é essa história, aprendi ela com amigo meu que tem 3 filhas/o que são uns amores e que são criados dentro dos princípios da pedagogia Waldorf (muita história, muita música e muita arte). Provavelmente está um pouco diferente da que ele contou, mas sabe como é, né? Quem conta aumenta um ponto e eu já contei ela um montão de vezes… então devo ter aumentado e trocado alguns ………

Esta história é para ser contada na hora do lanche quando se vai servir uma manga (isso mesmo, já vou explicar). minhas filhas adoram e meus alunos da escola O Pequeno Polegar também estão adorando.

A gente pega uma manga e, quando começa a contar a história (no “Era uma vez”) corta um pedaço da manga como se fosse cortá-la ao meio, mas não ficará ao meio por conta do caroço, teremos dois pedaços de manga que, se forem virados com a casca para cima lembrarão uma tartaruga. Pegamos apenas o pedaço menor (sem o caroço) e contamos a história como se ele fosse o Seu Tortugo, quando o Seu Tortugo entra pelos caminhos da Floresta nós viramos o pedaço de manga que temos na mão e fazemos cortes verticais e horizontais quadriculando a manga mas sem cortar a casca, apenas a polpa. Quando ela chega na Fada temos na mão a “tartaruga” e fazemos o papel da Fada falando com ela. Quando a Fada o transforma em porco espinho é só virar o pedaço de manga do avesso e a polpa cortada em quadrados viram os espinhos do porco espinho. Quando o porco-espinho Tortugo encontra Dona Tortuga ela é a outra metade da manga e quando ele resolve tirar seus espinhos tiramos um a um, com a faca, os quadradinhos de manga e temos novamente uma tartaruga.

Minhas filhas gostam tanto dessa história que sempre me pedem pra contar quando tem manga, e me fazem repetir na hora de servir a outra metade…

Espero que tenham entendido e que gostem da história. Um dia ainda faço vídeos…

………………………………………………………………………………………………………………….Seu Tortugo, a tartaruga que tinha medo de tudo

Era uma vez uma tartaruga chamada Tortugo. Seu Tortugo tinha um grande sonho, viajar e conhecer o mundo. Só tinha um problema: ele tinha medo de tudo. E assim, mesmo quando viajava, não conhecia nada. Ficava todo encolhidinho, escondido dentro da sua casca.

– De que adianta ter uma casa que viaja junto comigo se eu não tenho nada para me proteger dos perigos? Não tenho dentes, nem garras, nem nada. E assim tenho que ficar dentro da casca e, nas minhas viagens, mal vejo as paisagens…

Um dia o Seu Tortugo tomou uma decisão: iria procurar a fada da primavera e pedir a ela que lhe concedesse alguma forma de proteção.

Seu Tortugo atravessou longos caminhos por dentro de uma floresta escura. Enfrentou muitos perigos, teve fome, sentiu frio e tomou chuva. Atravessou atalhos tenebrosos cheio de animais perigosos, até chegar ao coração da floresta onde morava a Fada da Primavera. Logo que ele chegou, nem se apresentou e a Fada já falou:

– Seu Tortugo, grandioso é o seu sonho de conhecer o mundo assim como grande é o medo que você tem de tudo. Contudo foi preciso muita coragem para enfrentar os grandes perigos da viagem que te trouxe até mim. Por isso ao seu desejo eu digo sim. Não precisarás mais ter medo para seguir por seus caminhos pois de hoje em diante serás um porco-espinho.

E o Seu Tortugo, em um belo porco-espinho transformado ganhou o mundo e viajou para tudo quanto é lado, viu flores de todas as cores, campos, colinas e mares. Fez inúmeras viagens e viu belíssimas paisagens.

Até que um dia conheceu uma tartaruga linda, que também adorava viajar, os dois se apaixonaram e resolveram se casar, mas na hora de se beijar…

– Assim não dá, com todos esses espinhos você vai me espetar. Desse jeito não podemos casar!

Dessa vez o Seu Tortugo não teve dúvida, tirou um a um os seus espinhos e voltou a ser uma tartaruga. E os perigos do caminho ele já não mais temia, pois com tudo o que ele havia aprendido agora ele sabia que o seu amor pela Dona Tortuga sempre o protegeria.

FIM

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O Cucuruto do galo e o fim do mundo.

Esta história também é própria para a educação infantil. É a história de um livro que eu li quando ainda estava aprendendo a ler (há mais tempo do que eu queria admitir). Eu não me lembro o nome da história e nem como ela era realmente, então esta é uma releitura do que a minha memória pode se lembrar e a minha imaginação inventar.

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O Cucuruto do Galo e o Fim do Mundo

O galo e a galinha estavam ciscando na horta quando um chuchu caiu no cucuruto do galo. O galo, desesperado, saiu gritando sem nem ao menos ouvir o que a galinha dizia ao seu lado:

-Cócorico! O mundo vai se acabar! Cócorico! O mundo vai se acabar!

O pato ouviu o galo e foi correndo perguntar:

– Quac, quac! Mas que história é essa seu galo?

E o galo respondeu:

– Foi um pedaço do céu que caiu no meu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Cócorico! O mundo vai se acabar! Cócorico! O mundo vai se acabar!

O pato, desesperado, também se pôs a gritar:

– Quac, quac! O mundo vai se acabar! Quac, quac! O mundo vai se acabar!

O ganso ouviu o pato e foi correndo perguntar:

– Uaaaah! Mas que história é esta seu pato?

– Foi o galo quem avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Quac, quac! O mundo vai se acabar! Quac, quac! O mundo vai se acabar!

O ganso, desesperado, também se pôs a gritar:

– Uaaaah! O mundo vai se acabaaar! Uaaaah! O mundo vai se acabaaar!

O Peru ouviu o ganso e foi correndo perguntar:

– Gluglu! Mas que história é essa seu ganso?

– Foi o pato quem contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu o seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Uaaaah! O mundo vai se acabaaar! Uaaaah! O mundo vai se acabaaar!

O peru desesperado também se pôs a gritar:

– Gluglu! O mundo vai se acabar! Gluglu! O mundo vai se acabar!

O pavão ouviu o peru e foi rebolando perguntar:

– Uauac! Mas que história é essa seu peru?

– Foi o ganso quem falou que o pato contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Gluglu! O mundo vai se acabar! Gluglu! O mundo vai se acabar!

E o pavão desesperado também se pôs a gritar

– Uauac! O mundo vai se acabar! Uauac! O mundo vai se acabar!

A arara ouviu o pavão e foi logo perguntar:

-Arara! Mas que história é essa seu pavão?

– Foi o peru quem me disse que o ganso falou que o pato contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar. Uauac! O mundo vai se acabar! Uauac! O mundo vai se acabar!

A arara desesperada também se pôs a gritar:

-Arara! Arara! O mundo vai se acabar! Arara! Arara! O mundo vai se acabar!

A galinha (aquela do começo da nossa história) viu todo aquele rebuliço e foi logo perguntar:

– Cocó! Mas que confusão é essa dona arara?

– Foi o pavão quem relatou que o peru disse que o ganso falou que o pato contou que o galo avisou que um pedaço do céu caiu no seu cucuruto anunciando que o mundo vai se acabar.

Mas antes que a arara voltasse a gritar a galinha disse bem alto para todo mundo escutar…

-Cocóóó! Quanta besteira. O que caiu na cabeça do galo foi este chuchu e a única coisa que ele anunciou foi que o chuchu está bem maduro e o galo, coitado, já tá caduco. Quem quer comer comigo?

E foi assim que a galinha acabou com a confusão e todos eles comeram aquele delicioso chuchu que estava mesmo bem maduro e gostoso.

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Revisada e editada em 25/04/2016, para apresentação na escola Brincantes.