Pituchinha – Marieta Leite

Conto essa história já há alguns anos, as crianças adoram. Mas como já dizia o velho ditado, quem conta aumenta um ponto, e ao contá-la tantas vezes ela foi se transformando muito e se diferenciando muito da original, tanto que a boneca Pituchinha virou Neneca, que é o nome da minha personagem boneca, que muitas vezes uso na animação de festas infantis. Posto aqui essa minha versão, que mais uma vez não tem a intenção de ser melhor que a original, mas é como a história ficou no meu cabedal.

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A BONECA NENECA – Versão da história Pituchinha, de Marieta Leite

Era uma vez uma grande loja de brinquedos, cheia prateleiras repletas de bolas, jogos, carrinhos de todos os tipos, tinha até petecas, mas o que mais tinha nessa loja eram bonecas, tinha uma porção delas: grandes e pequenas, de pano ou de plástico, tinha boneca de bailarina, de super herói e de palhaço.

Durante o dia a loja fica muito animada, com clientes andando pra todo lado e o grande rebuliço da criançada. Mas nas prateleiras as bonecas ficam todas bem paradas.

E quando chega a noite e a loja é fechada, em cima do balcão fica o soldadinho montando guarda para garantir que todas as bonecas fiquem bem quietinhas dentro das suas caixas. O soldadinho de chumbo é muito bravo e tem uma grande espada. As bonecas e bonecos tem muito medo do soldadinho, por isso ficam bem quietinhos, dormindo dentro de suas caixas.

Entre essas bonecas tinha uma muito especial chamada Neneca. Um dia Neneca viu a dona da loja passar carregando um grande pote de doce de leite para guardá-lo na cozinha.

Neneca adora doce de leite. Passou o dia, paradinha, pensando naquele pote enorme de doce guardado na cozinha.

Quando a noite chegou Neneca não conseguiu dormir, deitada na sua caixa no grande pote pensava. Neneca tomou uma decisão! Abriu seus olhinhos de botão:

-Shii! Está tão escuro! Não posso fazer barulho para não acordar o soldado de chumbo. Tenho que falar baixinho e andar bem devagarzinho. Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar… Aiii!

A boneca Neneca tropeçou na caixa da bonequinha Pom Pom. Pom Pom acordou:

-Quem está aí?

-Shhh! Sou eu Neneca. Fale baixo pro soldado de chumbo não acordar.- a boneca tinha medo do soldadinho de chumbo.

O Soldadinho de chumbo tinha uma grande espada. A boneca Pom Pom também tinha medo do soldadinho de chumbo.

– Nossa, que escuridão!- sussurou a bonequinha Pom Pom saindo de sua caixa marrom.

– Pom Pom, você gosta de doce de leite? – perguntou Neneca

– Uhm! Eu adoro!- a Boneca Pom Pom também gostava muito de doce de leite.

-Quer ir comigo até a cozinha para comer um pouco do doce que está lá?- sussurrou Neneca.

-Eu quero!- respondeu a boneca Pom Pom, já bem desperta.

-Então vamos! Mas temos que falar bem baixinho e ir bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…

Elá foram as duas juntinhas pra cozinha:

-Um pé pra lá, outro pra cá, bem devagarzinho pro soldadinho não acordar… Um pé pra lá, outro pra cá, bem devagarzinho pro soldadinho não… Aiii!

A boneca Neneca tropeçou na caixa do palhacinho Polichinelo. O palhacinho acordou:

-Quem esta aí?

-Shhh! Somos nós. A Neneca e a Pom Pom. Fale baixinho pra não acordar o soldadinho.

A Neneca tem medo do soldado de chumbo e da sua grande espada dourada. Pom Pom também tem medo do soldado. O palhaço Polichinelo também tem medo do soldado de chumbo de casaco amarelo.

– Nossa que escuridão!- sussurrou o boneco Polichinelo saindo da sua caixa.

– Polichinelo você gosta de doce de leite? – perguntou Neneca que adorava doce de leite.

-Uhm! Adoro!- o palhacinho Polichinelo também gostava muito de doce de leite.

– Estamos indo para cozinha comer um pouco do doce de leite que hoje cedo foi lá guardado. Quer ir conosco pra comer um pedaço?

–  Eu quero sim!- respondeu o palhaço já todo animado.

-Temos que falar baixinho e andar bem devagarzinho pra não acordar o soldadinho.

E lá foram o boneco palhacinho e as duas bonequinhas para cozinha:

– Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…Um pé pra lá e outro pra cá. Bem devagarzinho pro soldadinho não acordar…

E chegaram na cozinha. Mas o pote de doce de leite estava na prateleira mais alta, lá em cima. Neneca era tão pequenina.

-Já sei!- a boneca Neneca teve uma ideia- Vamos subir um em cima do outro e assim alcançamos o pote lá em cima.

Os amigos adoraram a ideia da boneca. Primeiro foi o Polichinelo, que era o mais forte de todos. Ficou bem abaixo da prateleira. Mas Polichinelo era pequeno, a prateleira tão alta, ele não alcançava. Então veio a boneca Pom Pom, que também era bem fortinha e subiu nos ombros do palhaço Polichinelo. Mas a prateleira era muito alta, Pom Pom tão pequenina, mesmo os dois juntos não alcançavam o doce lá em cima.

Foi a vez da Neneca. Subiu no ombro do boneco Polichinelo, depois no ombro da boneca Pompom e ficou bem alta, bem longe do chão, quase alcançava a prateleira.

A boneca Neneca ficou nas pontas dos pés, alcançou a prateleira mas não conseguia pegar o pote.

A boneca Pom Pom também ficou nas pontas dos pés. Neneca conseguia agora tocar o pote, mas não conseguia pegar.

O boneco Polichinelo também ficou nas pontas dos pés. E a boneca Neneca finalmente conseguiu alcançar e pegar o pote lá no alto da prateleira.

Mas bem nessa hora o palhacinho perdeu o equilíbrio. Estava na ponta dos pés, não conseguiu aguentar e desmoronou no chão levando junto com ele o pote de doce de leite, a boneca Neneca e a boneca Pom Pom.

Fez um barulho danado. Acordou o soldado:

– Que barulho é esse? Quem está aí? Shiii, que escuridão.

O soldadinho de chumbo foi correndo pra cozinha e viu toda a confusão: tinha vidro quebrado e doce de leite pra todo lado. Só faltava um culpado. O soldadinho de chumbo olhou para os lados e não viu nada. Então olhou com mais atenção e, mesmo naquela escuridão percebeu três caixas destampadas. O soldadinho com a sua grande espada, resolveu ir até lá dar uma olhada. Chegou perto da primeira caixinha bem devagar e:

-Ahá!- gritou o soldado.

Mas não encontrou nada, só o polichinelo, o boneco palhaço que dormia bem sossegado.

-Zzzzzz…

O soldado não se deu por logrado, foi andando até a segunda caixa, bem devagarzinho pra não ser escutado, chegou perto da segunda caixa aberta quase sem respirar e:

-Ahá!

Mas só o que viu lá foi a boneca Pom Pom dormindo tranquila na sua caixa marrom.

-Zzzzzzzzzzzzzz…

Contudo o soldado de chumbo queria achar o culpado e castigá-lo por ter sujado tudo. Foi com todo cuidado espiar a terceira caixa aberta, andando bem devagar pra não ser escutado. Foi pé ante pé e…

-Ahá!- Mas uma vez o soldado gritou, mas só o que encontrou foi a boneca Neneca tirando sua soneca.

-Zzzzzzzzzzzzzzz…

Mas o soldado de chumbo não podia sair vencido, se não as bonecas não iriam mais querer passar as noites em suas caixas, podiam acabar quebrando, sujando ou rasgando e as crianças não iriam mais querer comprá-las. Foi aí que o soldado teve uma grande ideia pegou um rolo de barbante e amarrou todas as bonecas. Princesas e heróis, palhaços e bailarinas. Foram todos bem amarradinhos, cada um em sua caixinha. E assim o soldadinho de chumbo pode voltar a dormir sossegado.

E é por isso que até hoje, quando você compra um boneco ou boneca nova, vindo da loja,  dentro da caixa ela está toda amarrada.

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Essa história é contada sem nenhum recurso visual, apenas a entonação de voz, mas com várias nuances de volume, para criar o suspense, dando maior ou menor intensidade aos pequenos sustos conforme a idade dos ouvintes.

Assim, sempre antes dos gritos do soldado ou dos tropeços da boneca nas caixas dos amigos, eu falo com a voz mais baixa, chegando mesmo a sussurrar, para depois falar mais alto na hora do grito (com os alunos do ensino fundamental chego mesmo a gritar causando altos sustos, mas eles adoram).

De todas as histórias sem recursos visuais que já contei essa foi a que meus alunos a partir do nível V mais pediram pra repetir. (Embora ela nem se compare com as histórias “O Caminho da Estrela” ou da “Borboleta de uma asa só”, sempre pedidas, mas essas eu conto com uso de recursos lúdicos quase mágicos…)

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Agradeço pela visita, até outro dia!

 

 

A Bonequinha Preta (Alaide Lisboa de Oliveira)

Esta versão não tem a menor intensão de ser melhor que o original, que eu adoro, mas é como a historia ficou na minha memória, com as minhas rimas, como ela ficou nas minhas contações de história, com contação direta, sem recursos cênicos, seguida de uma música de boneca para cantar e dançar junto com elas (minhas crianças sapecas).

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A BONEQUINHA PRETA – adaptação do texto de Alaide Lisboa de Oliveira

Mariazinha tem uma boneca, uma boneca preta como carvão. A boneca de Mariazinha é muito bonita! Ela tem duas trancinhas, os lábios bem vermelhos, os olhos redondos e um vestido de borboleta. Mariazinha gosta muito da sua bonequinha Preta.

Mariazinha tem muito cuidado com a sua bonequinha Preta. Elá dá banho na sua bonequinha Preta, penteia a sua bonequinha Preta, prepara a comidinha pra ela e fica segurando sua bonequinha Preta pra ela poder espiar a rua pela janela. As duas sempre brincam juntas, trocam segredos e fazem estripulias e, na hora de dormir, a bonequinha Preta vai pra cama da Mariazinha e as duas dormem bem juntinhas.

De manhã Mariazinha pergunta para a sua bonequinha:

-Bonequinha Preta, você gosta muito de mim?

E a bonequinha Preta responde:

-É claro que sim!

Depois é a vez da bonequinha Preta perguntar:

-E você Mariazinha? Gosta muito da sua bonequinha Preta?

-Gosto muito bonequinha Preta, mais do que sobremesa….

E as duas se abraçam felizes e satisfeitas.

Mas hoje Mariazinha vai passear com a sua mãe e não pode levar a bonequinha Preta. O passeio é muito longo e a boneca muito pequena, boneca não pode andar muito…

Mariazinha chama a Bonequinha Preta e fala:

-Bonequinha Preta vou passear com a mamãe e você não pode ir, vai ter que ficar aqui. Fique bem quietinha, nada de ser sapeca, fique sentada na cadeira amarela e não chegue perto da janela, pois sozinha você pode cair. Fique comportada até eu voltar que depois eu te levo pra brincar.

A bonequinha Preta prometeu a Mariazinha que ia ficar quietinha, bem na dela, sentada na cadeira amarela e que não ia chegar perto da janela:

-Pode ir passear sossegada Mariazinha, eu vou ficar aqui bem paradinha, igual uma bonequinha…

Mariazinha foi passear com a sua mãe a a bonequinha Preta ficou na cadeira bem sentadinha olhando para os lados. Foi quando ouviu um miado: -Miau! Miau!

Ah, a bonequinha Preta gosta tanto dos gatinhos, eles são tão fofinhos. A bonequinha Preta queria muito ver como ele era. Queria tanto poder dar só uma espiadinha na janela.

E o gatinho lá fora continuou a miar: Miau, miau.

Miava tão afinado o danado. Seria pretinho como ela? Seria branco? Malhado? Ou seria da cor da cadeira, amarelado?

A bonequinha Preta resolveu dar só uma espiadinha na janela, ia ver o gatinho, de que cor ele era e depois voltava a ficar bem sentadinha na sua cadeira amarela.

A bonequinha Preta chegou bem perto da janela e deu um pulo: – Upa! – Mas não conseguiu alcançar. A janela era muito alta, a bonequinha Preta muito pequena. Pulou ainda mais alto: -Upa, upa! – mas não conseguiu olhar. A janela era mesmo muito alta e a bonequinha Preta tão pequena. E, lá fora, o gatinho continuava a cantar: Miau, miau.

A bonequinha preta gostava tanto de gatinhos, eles eram tão fofinhos e ela queria muito saber como esse gatinho era. A bonequinha Preta teve uma ideia. Arrastou sua cadeira amarela até chegar bem perto da janela e subiu na cadeira amarela, mas não conseguiu alcançar, a janela era muito alta e a bonequinha Preta muito pequena. E lá fora o gatinho miava: Miau, miau.

A bonequinha preta gostava tanto de gatinhos, queria tanto poder espiar… resolveu pular: -Upa! – mas mesmo pulando em cima da cadeira amarela a bonequinha Preta não conseguiu alcançar a janela. É que a janela é muito alta e a bonequinha Preta é tão pequena. Mas ela queria muito ver o gatinho e ele continuava a miar: -Miau, miau!- a bonequinha Preta resolveu pular ainda mais alto pra conseguir espiar: -Upa, upa! Aiiii!

A bonequinha Preta pulou tão alto que caiu da janela. Bem que a Mariazinha falou pra ela não sair da cadeira amarela…

Por sorte o verdureiro passava bem nessa hora, trazendo seu grande cesto cheio de verduras frescas da horta. E a boneca Preta caiu dentro da cesta do verdureiro e não se machucou nem um pouco.

Mas o verdureiro tomou um baita susto: -Ah!

A bonequinha preta também tomou um baita susto: -Ah!

E o gatinho, que por um acaso também era preto e bem fofinho, também tomou um baita susto: -Miaaau!

O verdureiro parou, tirou da cabeça e pôs no chão seu grande cesto, pra ver o que havia caído lá dentro. E o verdureiro tomou um susto maior ainda: -Ahh!!!

É que no momento em que ele pôs no chão seu cesto, o gatinho preto pulou lá dentro, pegou a bonequinha Preta com os dentes, pulou de novo e saiu correndo feito o vento, levando a bonequinha Preta, arrastando-a pelo vestido amarelo, tão belo. A bonequinha foi levada aos berros:

-Socorro! Socorro!- a bonequinha Preta gritava e pensava:

“Ai, porque fui desobedecer Mariazinha?”

Quando a Mariazinha chegou em casa já entrou a gritar:

-Bonequinha Preta, eu cheguei! Venha logo, vamos brincar!

Mas ninguém respondeu.

-Bonequinha Preta eu já cheguei! Cade você? Venha logo, vamos brincar.

Mas de novo ninguém respondeu e a Mariazinha começou a se preocupar. Procurou por toda a casa. Olhou pela janela desesperada, e nada.

Mariazinha se pôs a chorar, chorava de soluçar. Foi quando bateram na porta. Quem será que estava lá?

Mariazinha foi atender chorando, chorava sem parar. Abriu a porta, era o verdureiro com seu grande cesto.

-Não chore Mariazinha, eu vi sua bonequinha Preta quando ela caiu da janela, caiu no meu cesto, mas foi levada pelo gatinho preto. Mas não precisa se preocupar, eu sei onde esse gatinho mora. Vou lá agora e trago sua bonequinha Preta de volta.

Mariazinha ficou tão feliz, ficou tomando conta do grande cesto enquanto o verdureiro ia até a ponte onde morava o gatinho preto. Ele foi até o fim da rua, virou à direita, andou várias quadras e virou à esquerda e ainda andou mais um monte, é que o gatinho preto morava bem longe, lá embaixo da ponte.

Quando chega perto da casa do gatinho preto o verdureiro dá uma espiadinha e vê a bonequinha Preta bem sentadinha, e o gatinho preto na sua frente está cantando e fazendo estripulias. O gatinho preto não é mau, ele esta fazendo o maior carnaval tentando fazer a bonequinha rir. Mas a bonequinha Preta não ri, ela tem saudades da Mariazinha. O gatinho preto não é mau, ele só quer sem amigo da bonequinha Preta, ela é tão bonita. O verdureiro sabe que o gatinho preto é bonzinho, ele vai até o gatinho.

-Gatinho, a bonequinha chora porque tem saudade da Mariazinha, e a Mariazinha, lá na sua casinha, também chora, triste de saudade da sua bonequinha.

O gatinho é bonzinho, não quer ver a bonequinha triste, por isso deixa o verdureiro levar a bonequinha embora. Mas o gatinho fica tão triste, ele gostou tanto de ser amigo da bonequinha Preta. O verdureiro tem uma ideia.

-Ei, gatinho! Porque você não vem junto com a bonequinha Preta pra morar na casa dela? Mariazinha gosta tanto de gatinhos, aposto que vai adorar a ideia.

O gatinho miou todo feliz: -Miau, miau

A bonequinha Preta também ficou muito feliz, ter um amigo gatinho é tudo que ela sempre quis.

E os dois vão junto com o verdureiro pra casa da Mariazinha. Quando Mariazinha vê sua bonequinha Preta sã e salva e inteirinha a Mariazinha fica tão feliz. Mariazinha nem zanga com a bonequinha Preta. E ela gostou tanto do gatinho preto e de ter ele como seu novo amigo… E a bonequinha Preta nunca mais desobedeceu a Mariazinha, nunca mais chegou sozinha perto da janela e agora, quando a Mariazinha tem que sair, a bonequinha Preta fica bem sentadinha na cadeira amarela com o seu novo amigo, o gatinho preto, sentado pertinho dela.

FIM

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A Flor e o Cactus

Aquela pequena flor brotou bem no meio da praça de uma pequena cidade, ninguém sabe bem ao certo como uma flor tão bonita nasceu em um jardim tão esquecido, mas o fato é que ela nasceu, e nasceu tão formosa e tão cheirosa, que perfumava toda a pracinha.

Mas as pessoas, na correria do dia a dia, nem notavam a bela florzinha e ninguém percebia o quanto ela estava desprotegida. Suas cores e seus odores atraíam muitos insetos e pequenos bichos e a pobre flor estava aos poucos sendo destruída, por isso vivia triste e nunca sorria.

Um grande cactus que vivia ao seu lado notou a tristeza da flor e resolveu falar:

-Como pode, você tão linda e perfumada viver tão triste e desanimada, enquanto eu que sou feio e cheio de espinhos vivo de braços abertos e sorrindo?…

-Ah seu Cactus! – respondeu a pequena flor – Posso até ser bonita, mas estou muito desprotegida. Você tem seus espinhos para lhe proteger e, por isso, tranquilo pode viver. Já eu, toda vez que vejo um salto afiado, um tênis chutando mato ou uma sandália distraída, fico tremendo de medo, toda encolhida, temendo pela minha vida. Como posso ser feliz assim?

O cactus comovido, resolveu que iria ajudar e estendeu ainda mais os seus braços para poder sua nova amiga ajudar. Mas a flor estava muito longe, seus espinhos não conseguiam alcançar, e assim ele não conseguia protegê-la.

Foi então que o cactus teve uma grande ideia, foi pedir ajuda para a fada da primavera:

-Dona Fada, eu que nunca lhe peço nada, venho desta vez lhe pedir, ajude-me a conseguir proteger minha linda amiga?

A fada da primavera veio voando como uma borboleta azul e pousou em cima da flor. Depois voltou a voar levando a flor junto consigo, e foi pousar no braço mais aberto do Cactus. E lá a flor passou a viver, pelo Cactus amada e protegida.

E foi assim que o Cactus, tentando ajudar sua amiga, ganhou uma dádiva divina, pois agora toda primavera ele se abre nas flores mais belas, que além de lhe enfeitar lhe fazem companhia. E a flor que vive no braço mais aberto do Cactus é tão feliz que até brilha.

E hoje em dia, quem passa pela praça da pequena cidade, até se esquece da correria do dia à dia e pára para admirar a beleza desse amor que irradia.

FIM

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