A LENDA DO NOEL- Taina Andere

Era uma vez um velhinho muito bonzinho. Seu nome era Nicolau. Nicolau vivia em uma pequena vila onde todos estavam tristes e preocupados, é que naquele tempo estavam acontecendo guerras por todos os lados. E, por isso, as pessoas andavam sempre cabisbaixas e desanimadas, mal reparando na grande data que se aproximava.

“Se continuar desse jeito ninguém vai comemorar o aniversário do menino Jesus, no dia 25 de dezembro”, pensou o velho intrigado.

Foi aí que o Nicolau teve uma ideia: iria fabricar brinquedos para todas as crianças do vilarejo para espalhar alegria naquele tão importante dia.

Nicolau foi para sua marcenaria e trabalhou noite e dia fazendo tudo quanto é tipo de brinquedos. Terminou o último brinquedo para a última criança do vilarejo no dia 24 de dezembro. Botou todos os brinquedos no seu trenó, que era puxado por seis lindas renas, e saiu de casa em casa da vila, deixando presentes para todas as criancinhas.

No dia seguinte, quando as crianças acordaram e seus lindos brinquedos encontraram, ficaram na maior alegria e comemoraram o aniversário do menino Jesus espalhando sua alegria por toda a vila.

Foi um dia tão feliz que o Nicolau resolveu fazer presentes para todas as crianças do país. Preparou uma grande lista com o nome de todas as crianças boazinhas e começou seu trabalho na marcenaria. Mas quando chegou no fim do dia Nicolau percebeu que mesmo trabalhando noite e dia não conseguiria fazer brinquedos para todas as crianças da sua lista. Mesmo assim ele não desanimou, resolveu que ao menos ia tentar e continuou a trabalhar. Mas logo foi vencido pelo cansaço e acabou adormecendo sobre a sua bancada de trabalho.

Qual não foi a sua surpresa ao acordar no outro dia e encontrar uma porção de brinquedos montados sobre a sua mesa…

-Mas será possível que eu montei todos esses brinquedos dormindo?

Sem tem como responder sua pergunta, Nicolau voltou a trabalhar, mesmo com os brinquedos que durante a noite haviam sido montados, se ele quisesse fazer presentes para todas as crianças do país ainda haveria muito trabalho.

Trabalhou o dia inteiro e, de noite, acabou dormindo exausto, mais uma vez sobre sua bancada de trabalho. E quando acordou ficou abobado, pois mais uma vez havia uma porção de brinquedos montados.

Dessa vez o Nicolau resolveu que ia descobrir quem é que estava fazendo todos esses brinquedos, trabalhou o dia inteiro, mas a noite, ao invés de dormir ficou bem escondidinho espiando. [nessa hora eu brinco de “achou” escondida atrás de uma almofada quadrada- as crianças riem até não poder mais] E o que ele viu foi uma porção de duendes, de barbas longas e orelhas pontudas, com roupas vermelhas e toquinhas verdes. Trabalhavam cantando muito animados, fazendo os brinquedos mais variados.

Nicolau ficou feliz da vida, saiu do seu esconderijo e se mostrou para os seus novos amigos. Eles tomaram um susto danado e acabaram todos bem escondidinhos. [novamente brincamos de “achou”]

E assim eles tiveram uma grande ideia, fazer presentes para todas as crianças do planeta. Procuraram uma região desolada no meio do gelo para construir uma grande fábrica onde os duendes poderiam trabalhar em plena luz do dia sem serem vistos por nenhuma criancinha (afinal eles não queriam estragar a surpresa). Nicolau cuidava tanto dos duendes enquanto eles faziam os presentes que parecia ser seu pai, por  isso mesmo os duendes passaram a chamá-lo de Papai Noel. E eles trabalharam o ano inteiro, até o dia 24 de dezembro, quando finalmente terminaram de fabricar e embrulhar o último brinquedo.

Foi aí que o Papai Noel percebeu que não tinha como entregar toda aquela presentarada,  era tanto embrulho, tanto pacote que formava uma montanha maior que esta casa.

-Nossa ideia foi muito boa, mas não terei como entregar todos esses presentes em uma noite só, eles nem ao menos cabem no meu trenó.

-Ora,- disse o duende mais velho e barbudo de todos- para isso basta esse saco e um pouco de pó mágico.

E o duende pegou um saco vermelho e nele jogou um pózinho brilhante  e assim, encantado, todos os brinquedos couberam dentro daquele saco e o trenó pode ser carregado.

-Genial!- disse o Papi Noel- Mas ainda assim minhas renas não conseguiram atravessar o mundo inteiro na noite de Natal.

Mais uma vez o duende barbudo tomou a dianteira:

-Isso também não é um problema, basta jogar um pouco de pó mágico nas suas renas.- e assim ele fez, jogou o pózinho nas renas que agora podiam voar, a rena Rudolf ficou até com o nariz brilhante e vermelho para o caminho iluminar.- Agora vocês podem voar pelo céu seguindo a meia noite e em cada chaminé deixar os presentes….

-Mas e nas casas que não tem chaminé?- quis saber o Papai Noel, mais uma vez preocupado.

-Basta você jogar sobre si mesmo um pouquinho do pó mágico, assim você vai ficar bem pequenininho e poderá passar pelo buraco da fechadura ou por debaixo da porta.

-Agora sim! Vamos logo ao que importa!

Feliz da vida o Noel subiu no trenó e saiu pelos céus a voar, deixou brinquedos em cada casa de cada criança do mundo inteiro. E quando chegou o dia 25 de dezembro todas as crianças que acordavam e o seu presente encontravam ficavam em uma tamanha felicidade que logo a alegria havia se espalhado por todas as cidades. E foi assim que em cada canto surgiu um canto de Natal, fazendo do aniversário do menino Jesus um dia muito especial.

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A lenda da mandioca

A Lenda da Mandioca

Era uma índia muito bela chamada Mara que pela Lua era apaixonada. Todas as noites Mara saía de sua oca para a Lua admirar e dizia a todos da tribo que somente com o deus Lua era iria se casar.

Um dia ela dormiu e sonhou que um grande guerreiro de pele branca e longos cabelos loiros descia da Lua para com ela se casar. Passado certo tempo Mara, apesar de virgem, descobriu que estava grávida e depois de alguns meses deu aluz à uma linda menina, de pele branca como o luar.

A pequena indiazinha recebeu o nome de Mani, era graciosa e delicada e logo por toda a tribo passou a ser amada e admirada.

Mas quando estava com três anos Mani faleceu sem nem mesmo adoecer. Toda a tribo ficou muito triste, choraram a noite inteira, até o amanhecer.

O espírito da pequena índia foi morar junto com seu pai. Mas Mara, a mãe da menina, não conseguia se consolar. Enterrou a filha na sua própria oca pra dela não se separar… E chorou sobre o túmulo noite e dia, sem parar, derramando na terra o leite do seu seio, esperando que assim sua filha pudesse reavivar.

Passado um tempo surgiu ali um uma planta com folhas grandes e arroxeadas e com uma raíz muito branca, como a pele da filha de Mara.

Essa planta foi chamada de Manioca e considerada sagrada. Hoje em dia é conhecida como mandioca, uma raíz muito rica que serve pra fazer bebida ou pra ser comida cozida, frita ou assada.

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Natal na Cabana

Essa história é uma versão bastante modificada de uma história Waldorf para a época de natal. Vou faze-la com a participação dos meus alunos, algo que não acontece na original.

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NATAL NA CABANA

Era uma vez uma pequena pastorinha que naquele natal ia ficar sozinha cuidando das ovelhas da fazenda.

Resolveu subir a montanha para passar a noite de natal com a suas ovelhas lá no alto, na cabana.

No caminho encontrou um porco-espinho:

– Aonde vai pastorinha, sozinha com as suas ovelhinhas, em um dia tão especial?

– Vou subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

– Posso ir com você? Com meus espinhos eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seu novo amigo, o porco-espinho.

No caminho eles passaram por um gato-do-mato.

-Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com minhas garras afiadas eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por um cachorro.

-Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com meus dentes afiados eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o cachorro, o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por um cavalo.

-Aonde vai seu cachorro? Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com os meus coices eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o cavalo, o cachorro, o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por um zangão, que é o macho da abelha.

-Aonde vai seu cavalo? Aonde vai seu cachorro? Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês? Com o meu ferrão eu posso lhes proteger.

E assim seguiu a pastorinha com as suas ovelhinhas e seus novos amigos: o zangão, o cavalo, o cachorro, o gato-do-mato e o porco-espinho.

Logo adiante passaram por uma pedra.

-Aonde vai seu zangão? Aonde vai seu cavalo? Aonde vai seu cachorro? Aonde vai gato-do-mato? Aonde vai porco-espinho? Aonde vai pastorinha? Em um dia tão especial!

– Vamos subir a montanha para passar na cabana a noite de natal.

-Posso ir com vocês?

E o zangão pensou: “Ela não tem ferrão, como poderá nos proteger?”

E o cavalo pensou: “Ela não pode nem dar coices para nos proteger…”

E o cachorro pensou: “Mas nem dentes ela tem para nos proteger.”

E o gato pensou: “Ela não tem nem garras para nos defender.”

E o porco-espinho pensou: “Para que servirá uma pedra se ela nem tem espinhos?”

E a pastorinha pensou: “Ela não será útil, mas não posso deixá-lá sozinha, ainda mais em um dia tão especial”

E assim seguiram todos juntos: a pastorinha, as ovelhinhas, o porco-espinho, o gato-do-mato, o cachorro, o cavalo e a pedra, para a cabana no alto da montanha.

Prepararam uma ceia simples, mas muito apetitosa, com alimentos para todos (até para a pedra tinha um pouquinho de limo). Já iam se preparar pra cear quando ouviram um ladrão chegar.

Todos se esconderam, mas o ladrão logo de cara achou uma ovelha e a agarrou e já ia escapar quando o porco espinho soltou-lhe uma saravaiada de espinhos na perna do indivíduo. Ele soltou um gemido doído mas não largou a ovelha. O gato-do-mato pulou com as garras na sua cara enquanto o cachorro lhe mordia os fundilhos, o ladrão deu um berro dolorido, mas não largou a ovelha e já ia pular a cerca quando o cavalo lhe deu um coice danado e o zangão lhe acertou o ferrão bem na ponta do nariz. O ladrão deu um salto e um grito de dor bem alto, mas caiu de pé e não soltou a ovelha.

Já estava prestes a escapar dali quando tropeçou na pedra, que havia se posto bem no caminho, soltou a ovelha e se estatelou no chão, levantou, saiu correndo montanha abaixo e nunca mais se viu o ladrão por aqueles lados, dizem que o sujeito tomou jeito naquele natal…

E na cabana, lá no alto da montanha, todos salvos se reuniram para uma linda celebração. Tamanha era a alegria da pastorinha com os seus novos amigos e as suas ovelhinhas. E enorme era a alegria da pedra que tinha virado heroína numa noite tão especial quanto a noite de Natal!!!

FIM

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