A Estrela Sujinha

Era uma vez uma grande nuvem onde todas as estrelinhas mais novas dormiam durante o dia esperando chegar sua hora de iluminar o céu noturno. Quando o Sol já estava quase se pondo a dona Lua as chamava e dizia:

– Estrelinhas, é hora de tomar um banho. Lavem-se bem direitinho para ficarem bem brilhantes e deixarem o céu da noite iluminado e cintilante.

E todas as estrelinhas tomavam um banho bem tomado até saírem radiantes para iluminar a noite escura juntos com a dona Lua. Menos na Lua Nova, quando a dona Lua ficava bem escondida e as estrelinhas iluminavam a noite sozinha. Nesses dias dona Lua fazia questão de que elas tomassem um banho ainda mais caprichado para que ficassem ainda mais brilhantes deixando o céu noturno bem iluminado.

Acontece que havia uma estrelinha que não gostava nada de ter que tomar banho todo dia, ela ficava com muita preguiça. E foi justamente em uma noite de Lua Nova que essa estrelinha resolveu que não ia tomar banho. Quando a dona Lua chamou e as outras estrelinhas foram correndo se banhar, a Estrelinha preguiçosa ficou bem escondida esperando a hora da saída. Só quando as outras estrelinhas limpas e cintilantes foram sair da grande nuvem para o céu iluminar é que a estrelinha saiu sujinha do seu esconderijo para as amigas acompanhar. Acontece que a estrelinha estava tão sujinha que não tinha luz suficiente nem mesmo pra iluminar seu próprio caminho. E, por isso mesmo, acabou se perdendo. Quando a noite acabou e chegou a hora das estrelinhas voltarem para a grande nuvem, a estrela encardida não consegui achar o caminho pra voltar, afinal ela estava tão suja que não tinha luz nenhuma para o caminho iluminar e, pra piorar, sendo noite de Lua Nova não havia nem ao menos a luz do Luar.

Dona Lua logo percebeu que uma das suas estrelinhas não havia voltado para casa e ficou preocupada. Mas preocupada ainda ela ficou quando olhou para o céu e a pequena estrela ela não avistou. É que a estrelinha estava tão suja que dona Lua nem a conseguiu enxergar.

Mas a dona Lua e uma mãe cuidadosa e não ia deixar uma de suas estrelinhas passarem o dia fora. Ainda bem, porque a estrelinha perdida já estava desesperada, achando que ia ficar para sempre perdida, fora de casa, cada vez mais encardida e mais difícil de enxergar e de ser enxergada.

Por sorte dona Lua teve uma ideia, sabe qual era? Foi falar com a dona Nuvem Carregada e pedir uma boa chuva.

Dona Nuvem Carregada mandou aquela chuvarada e a água que caía foi lavando a estrelinha, tirando toda a sujeira e deixando-a cada vez mais brilhante, até que a dona Lua conseguiu enxergá-la, e ela também conseguiu achar o caminho de casa.

A pequena estrelinha nunca mais ficou um dia sem tomar banho, pelo contrário, é só a dona Lua chamar pra ela correr e tomar um banho bem caprichado e hoje em dia, ou melhor, de noite, ela é conhecida como a estrelinha mais brilhante.

FIM

……………………………………………………………………………………………………….

Para ver mais contos desse jardim clique no menu no canto direito, no alto da página (são esses risquinhos mesmo).

Se quiser entrar em contato mande um whats para (41) 98821-0113 (Taina Andere)

Encante suas festas com os contos e as brincadeiras do Jardim de Histórias. Leve nossas histórias e oficinas para a sua escola!

 

Banho Bom

Esta história brota inspirada por dois eventos: em primeiro lugar um pau-de-chuva que eu fabriquei semana passada e que me fez querer escolher uma história onde eu pudesse usá-lo;

Em segundo lugar um acontecimento familiar, pois esses dias meu filho mais novo não queria entrar no banho de jeito nenhum, embora estivesse imundo e, para convence-lo comecei a cantar a música que habitualmente canto, “Hora do Banho”do livro de poesias musicado chamado ‘Amigos do Peito’ do Claudio Thebas (esta música em especial musicada pelo Zeca Balero). Foi quando minha filha mais velha relembrou que eu cantava outra música para o banho dela: “A refrescante sensação” do quadro dos porquinhos tomando banho no programa Rá-tim-bum. Lembramos que tinha outra ainda para o banho da minha filha do meio: “Ratinho tomando banho” do Castelo Rá-tim-bum.

Relembrar e cantar juntas todas essas ótimas músicas feitas para esta tão clássica hora onde há sempre briga pra entrar e pra sair, me fez ter vontade de criar uma história sobre o banho onde eu pudesse encaixar estas músicas e ainda usar o pau-de-chuva…

…………………………………………………………………………………………………………………

BANHO BOM

Beto era um menino esperto e muito belo. Mas desde pequeno Beto dava um trabalho tamanho na hora de tomar banho.

“-Entrar no banho, puxa vida,+ é acabar com a brincadeira.

-Já pro banho não se enrola, olha só quanta sujeira.”(2x)

Todo dia era a mesa história, era só entrar no banheiro pra começar o berreiro. A mãe do Beto já entrava em desespero… e quando chegou a idade do menino tomar banho sozinho… Beto logo descobriu os truques mais variados pra fingir que o banho já estava tomado. Entrava no banheiro, ligava o chuveiro e depois saía com o cabelo molhado, quando na verdade no chuveiro mesmo ele não tinha nem entrado.

Acontece que em pouco tempo Beto já estava começando a ficar com mau cheiro. Logo ninguém mais queria brincar com ele na hora do recreio, na sala as carteiras iam ficando cada vez mais afastadas e sua mãe logo soube que alguma coisa estava errada. Mas já estava tão cansada de brigar que resolveu não obrigar o Beto a tomar banho e ver aonde aquilo ia dar.

Assim os dias se passaram e Beto já nem precisava fingir que tomava banho, parecia um porquinho, mas vivia sozinho porque ninguém mais aguentava aquele cheirinho.

Sua mãe então teve uma ideia, costurou na sua cueca um rabo de porquinho pro menino pensar que estava se transformando e resolver tomar logo um bom banho. Mas quando ele viu aquilo, ficou feliz e tranquilo pois agora podia aproveitar que não era mais menino para brincar com outros porquinhos e, assim, não ficaria mais sozinho. Foi para o lamaçal e se chafurdou na lama como um animal. Aquilo era tão divertido, nem queria mais voltar a ser menino. Mas na hora do almoço… ugh, os porcos foram comer lavagem, que é um monte de legumes e verduras que não foram comprados por estarem meio estragados, tudo misturado. Além de feio é fedido, comida de porco parece lixo. Beto resolveu que mesmo sendo um porquinho ia comer comida de menino.

Mas no caminho de casa começou a sentir uma coceira danada, coçava tudo, era terrível. E quando chegou em casa não conseguiu lanchar, o cheiro tava tão ruim que ele começou a enjoar.

Resolveu ir brincar mais um pouco, pra esquecer da fome, da coceira  e do enjoo. Mas era tanta coceira que ele nem conseguiu brincar e sua barriga não parava de roncar.

E pra piorar, de repente, começou a chover , o Beto até tentou se correr, mas ele estava no meio do campinho, não tinha como se esconder. Logo já estava todo molhado, encharcado.

Mas não é que chuva foi tirando o grosso da sujeira e a sensação era tão boa, até diminuiu a coceira, Beto pensou em como seria bom tomar um banho de chuveiro, só de pensar no sabonete ele já lembrou do cheiro, hum.

“Sujeira dá coceira, cheiro ruim muito chulé. Um banho de banheira ou de chuveiro é o que é. Experimente a refrescante sensação de bem estar, tome um bainho já! A refrescante sensação de bem estar. Chuá, chuá! Tome um bainho já.”(2x)

Foi assim que beto resolveu ir para o banho, mesmo que não voltasse a ser um menino e fosse ser pra sempre um porquinho, seria um porquinho limpinho.

Chegou em casa e foi direto pro banheiro tomar um belo banho no chuveiro, se lavou por inteiro.

“Tchau preguiça, tchau sujeira. Adeus cheirinho de suor. Oh…
Lava, lava, lava. Lava, lava, lava. Uma orelha uma orelha, outra orelha outra orelha.
Lava, lava, lava, lava, lava, lava a testa, a bochecha, lava o queixo, lava a coxa e lava até…
Meu pé, meu querido pé, que me agüenta o dia inteiro. Ooh!
E o meu nariz, meu pescoço, meu tórax, o meu bumbum e também o fazedor de xixi. Oh…
Lala, laia laia la, laia la la la, laia la, la la la la la.
Hum… Ainda não acabou não. Vem cá vem toalhinha… vem! Uma enxugadinha aqui, uma coçadinha ali, faz a volta e põe a roupa de paxá. Ahh!
Banho é bom. Banho é bom. Banho é muito bom.
Agora acabou!”

Beto estava gostando tanto do banho, estava se divertindo, por isso mesmo ficou uma arara quando sua mãe veio dizer que era hora de sair porque estava gastando muita água, e sem falar na luz que tava custando os olhos da  cara. O menino ainda tentou ficar mais um pouquinho, gastou todos seus argumentos, mas não teve jeito, teve que sair do chuveiro antes que o negócio ficasse feio.
“-Sair do banho puxa vida, é acabar com a brincadeira.
-Sai do banho, não se enrola, vai ficar a vida inteira?
-Sair do banho, puxa vida, é acabar com a brincadeira.
-Sai do banho, não se enrola, olha só que molhadeira…”

E qual não foi sua surpresa ao sair do banho e perceber que seu rabo de porquinho já havia sumido. Na escola todos gostaram de ter de volta seu amigo e não mais aquele menino tão sujo e fedido. E o Beto nunca mais deixou de tomar banho nem um diazinho. Mesmo que esteja frio e que o chuveiro esteja queimado, ele toma um banho gelado. Por isso hoje é conhecido como o mais cheiroso de todos os meninos do bairro. Quem quer dar um cheirinho?

FIM

………………………………………………………………………………………………….

Para ver mais flores deste jardim, minhas criações ou versões rimadas, clique no menu, são esses risquinhos mesmo no cantinho direito no alto da página.

Leve meus contos e brincadeiras para encantar seu evento ou para a sua escola. Entre em contato:

Telefone: 41 988210086  (vivo/whats)

Email: meujardimdehistorias@gmail.com