A Lenda dos Rabos

Esta história aconteceu há muito tempo atrás, em uma época em que os animais ainda não tinham rabos, eram todos desrabados e, assim, viviam meio desequilibrados, como se lhes faltasse um pedaço.

Um dia apareceu uma linda fadinha trazendo um enorme saco cheio de rabos. Havia no saco tudo quanto é tipo de rabo. Rabos curtos ou compridos, grossos ou finos, esticados ou enrolados, rabos com penas, com pelos ou escamas, rabos de todas as cores e tamanhos que se possa imaginar. A fada pousou em uma clareira e chamou bem alto todos os animais:

-Atenção, atenção. Quero que formem uma fila com um animal de cada espécie para escolher um rabo. escolham com muito cuidado, pois todos da sua espécie terão que usar esses rabos para todo o sempre. Não precisam ficar alvoroçados, neste saco tem um rabo para cada um de vocês. Formem uma fila e que cada um escolha o rabo que mais combina com si.

Dizendo isso a fada virou o saco bem no meio da clareira, enquanto os animais formavam uma grande fileira. Logo todos os animais já haviam enviado um representante da sua espécie para escolher o rabo e todos eles já estavam enfileirados.

As aves que vieram voando eram as primeiras da fila, escolheram rabos feitos com penas, algumas como o pássaro Tesoura, escolheram penas bem compridas, o Pavão escolheu o maior rabo e com as penas mais coloridas, já o Tico-tico preferiu uma pequena e discreta pra que pudesse continuar pulando de lá pra cá, botando pra quebrar sem o rabo a lhe atrapalhar.

Depois vieram os mamíferos, o Elefante, apesar de ser muito grande, escolheu um rabo bem pequenino e todo enroladinho. O Rato quis um rabo fino e comprido, o Gato preferiu um peludo e alongado. Mas quando chegou a vez do Macaco ele não conseguia se decidir por um rabo, ficou dividido entre um rabo enrolado e um rabo comprido. Sem conseguir se decidir teve uma ideia egoísta, juntou os dois rabos em um só e vestiu os dois bem rápido, ficando assim com um rabo comprido e enrolado para poder se pendurar pelos galhos. E foi logo se pendurando em um galho, bem rápido, antes que alguém percebesse que o danado tinha pego dois rabos, subiu bem alto e ficou sentado em cima do rabo.

E assim foi seguindo a fila, cada animal escolhendo o rabo que mais lhe convinha.

Mas vocês lembram que no começo desta história a gente falou que a fada havia trazido um rabo pra cada bicho? Pois se o Macaco pegou dois rabos o que foi que aconteceu?

Pois é, quando chegou no fim da fila faltava a Cobra e o Sapo, mas só sobrara um rabo!

O Sapo olhou pra Cobra e a Cobra olhou pro Sapo, os dois olharam para o último rabo que havia sobrado, novamente se olharam e saíram correndo atrás do rabo. O Sapo puxou o pé da Cobra (porque naquele tempo a cobra ainda tinha patas, pés e mãos). A Cobra deu um chute no Sapo. O Sapo pulou em cima da Cobra e a Cobra rolou por cima do Sapo e os dois foram correndo aos papos e sopapos até que na última hora a Cobra se jogou com tudo no rabo que havia sobrado. Mas a cobra caiu tão desajeitada que acabou caindo dentro do rabo e ficando entalada, assim suas patas ficaram pra dentro do rabo e a coitada acabou sem mão, nem pé, nem nada, num grande rabo enfiada. E o Sapo, coitado, acabou ficando sem rabo.

Por isso até hoje a Cobra tem raiva do Sapo, pois acha que é por culpa dele que ela acabou sem as patas e pra andar tem que se arrastar de cá pra lá. E o Sapo tem raiva da Cobra porque acha que é culpa dela que ele acabou sem rabo (nem imagina que o verdadeiro culpado é o Macaco). E é por isso que até hoje, no meio do mato, o Sapo come a Cobra e a Cobra come o Sapo.

FIM

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A nova escola de Naninha

Esta história estou criando agora para a minha turminha do grupo 3 que está na última semana em nossa escola, se preparando para uma etapa nova.

Ainda está bem crua e com certeza trás alguns erros, mas volto em breve (no máximo um ano rsrs) pra cuidar melhor dessa historinha.

………………………………..A NOVA ESCOLA DE NANINHA………………… Taina Andere

A porquinha Naninha estava bem tristinha. Andava assim a dias. Estava nervosa e assustada porque estava deixando de ser tão porquinha. Não que ela estivesse virando outro animal, não, ela apenas estava perdendo o “inha” e por isso mesmo ia ter que mudar de escola, não podia mais ficar no jardim com a turma do lamaçal. Ela agora ia estudar com os porquinhos crescidos lá no barracão, com o professor Porquildo.

Ela estava tão nervosa, tinha ouvido que lá os porquinhos já grandinhos não podiam mais brincar, só estudar lições difíceis e complicadas, que era tão difícil que tinha até que levar dever pra casa… Naninha sentia borboletas na barriga, estava desesperada. Foi quando apareceu uma linda fada, a fadinha olhou pra Naninha sem dizer nada, encostou no nariz de tomada da porquinha e Naninha virou uma abelhinha. Naninha saiu a voar feliz da vida.

Assim todos os seus problemas tinham chegado ao fim, não precisava mais estudar, podia viver a voar de flor em flor, apenas colhendo pólem, bebendo néctar e comendo mel até se empanturrar.. E lá se foi Naninha a voar.

Chegou no quintal bem na hora que deu o sinal. Era a aula dos porquinhos maiores que já ia começar e de todos os cantos os porquinhos  grandes e assustadores começaram a chegar. Naninha que era bem ligeira se escondeu embaixo de uma carteira. Estava pronta pra ver os porquinhos chegarem tristes e desesperados e se sentarem quietinhos olhando para o quadro por horas e horas até a aula terminar.

Mas o que ela viu foi uma porção de porquinhos sorridentes e contentes chegaram correndo e brincando e se reuniram no pátio em uma porção de filas, depois cada fila foi pra sua sala cantando uma musiquinha.

Lá dentro da sala que estava Naninha entraram os alunos mais novos abraçando a professora cheios de alegria.

E durante a aula Naninha viu que eles estavam fazendo quadrinhas e rimas para aprender a ler e escrever. Naninha ficou cheia de vontade de sair do seu esconderijo pra ir lá ver. Queria tanto ser uma porquinha naquela sala. Ficou feliz da vida ao pensar em quão pouco faltava pra ela ir estudar lá.

Ainda mais quando chegou a hora do recreio e depois de comer todos os porquinhos foram brincar no lamaçal, brincar com os porquinhos mais velhos parecia tão mais legal…

Foi daí que Naninha percebeu que não ia mais estudar lá porque tinha virado uma abelhinha e aquela escola era só para porquinhas. Naninha só não chorou porque abelhas não choram, mas já estava voltando a ficar desesperada quando apareceu a fada, dessa vez ela deu um sobro bem forte na abelha Naninha e ela se “destransformou” e voltou a ser uma linda porquinha.

Mas agora Naninha era uma porquinha cheia de alegria. Ia para o jardim sempre feliz pra brincar na lama com seus amigos e amigas, mas quando pensava que ia ter que mudar de escola… contava os dias com euforia!

……………………………………………………FIM…………………………………………………….

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O Natal de Natalik

Esta é uma história rimada que eu estou criando para a entrada desta época de Natal. Ainda é uma planta nova neste meu jardim, futuramente volto para podar ou adubar, conforme precisar. Mas com a correria deste fim de ano, não estranhem se eu só voltar em novembro do ano que vem…

…E eis que eu voltei, fiz umas correções ortográficas, mas a verdade é que antes de voltar eu já havia recontado essa história e, no processo, ela acabou ficando completamente diferente. Portanto segue a primeira versão corrigida e depois vem a versão final, minha preferida…

O NATAL DE NATALIK – Taina Andere

Natalik era uma duende da floresta, mas não suportava o calor e não gostava de trabalhar no jardim como os outros duendes da sua vila.

Natalik era uma duende diferente e nunca se sentia contente, por isso os outros duendes viviam tentando alegrar Natalik, mas Natalik vivia triste.

Foi na noite de Natal que Natalik ganhou um sonho, um sonho no qual ela estava feliz da vida, já não vivia no meio da floresta quente, mas em uma cidade muito fria que o ano inteiro era coberto de neve. Ah! Uma neve tão branquinha, parecia uma terra de algodão, a coisa mais linda. E Natalik também não trabalhava na terra, trabalhava em uma linda fábrica toda enfeitada. Natalik, pela primeira vez na vida, acordou feliz e decidida. Se despediu dos seus amigos duendes agradecendo por todo o carinho e cuidado que eles sempre haviam lhe dado e ganhou deles sorrisos contentes e caridosos abraços, embora estivessem todos preocupados era a primeira vez que viam Natalik com um sorriso nos lábios, decidiram que era melhor encorajá-la a seguir os próprios passos.

E Natalik no dia seguinte ao Natal partiu pra uma aventura fenomenal.

Atravessar florestas foi moleza, Natalik fora crida em meio a natureza.

Mas quando foi para atravessar o mar… Natalik mal sabia nadar, morria de medo do barco afundar e ainda por cima foi só o barco zarpar pra ela começar a enjoar….

Mas a duende estava decidida, queria realizar o melhor sonho da sua vida. Não desistiu de viajar e conseguiu atravessar o mar.

E essa não foi a única aventura que ela teve que enfrentar… Natalik viajou por quase um ano inteiro, passou fome e frio, dormia ao relento. Cruzou cidades e vales, atravessou altas montanhas e um pântano com um cheiro tão fedido que revirava as entranhas.

Até chegar na Finlândia. Lá ela encontrou um lugar onde a neve caía mesmo  no verão, um lugar onde era sempre a mesma estação. Ela chegou em um ponto onde havia um longo caminho descoberto, era neve à perder de vista, parecia um deserto, ninguém se aventurava a tentar atravessar aquela região. Natalik não sabia onde ficava a fábrica com a qual sonhara, mas sentia que estava no caminho certo. Foi por aquele caminho de gelo, andou tanto quanto pode aguentar, depois sentou no gelo e começou a chorar. Mas ao tocarem o gelo do chão, as lágrimas dela,  fizeram aparecer uma enorme porta aberta. Cheia de esperança Natalik atravessou a porta e encontrou uma fábrica como a que ela procurava. Lá dentro tinha uma porção de duendes trabalhando, havia uma porção de presentes e havia duendes que os estavam embrulhando e outros num grande saco vermelho os embrulhos iam colocando.

-Vamos logo, estamos atrasados.

Era um duende com uma longa barba branca quem estava gritando.

-Estamos trabalhando o mais depressa que podemos, mas é que tem um duende faltando, se não chegar logo um duende novo para trabalhar não estará tudo pronto quando  o Natal chegar.

Os duendes pareciam desesperados.

-Vejam! – gritou um duende de vermelho – Chegou o novo ajudante. É uma linda duende menina, veio da floresta para se tornar uma duende natalina.

Natalik não podia acreditar, era pra ela que ele estava a apontar. E logo todos os duendes começaram a festejar. Era tanta alegria, agora o natal estava a salvo, teriam presentes prontos e embrulhados para todas as criancinhas. E mais feliz ainda estava Natalik que sempre quis ser uma duende natalina.

FIM

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VERSÃO 2.0

Era uma vez uma linda duende. Seu nome era Natalik e ela vivia em uma pequena vila no meio da floresta. Acontece que na vila onde ela vivia cada duende tinha uma habilidade diferente, alguns eram bem fortes e com as suas picaretas quebravam as pedras fazendo grandes cavernas e encontrando lindas pedras preciosas, outros tinham as mãos habilidosas e transformavam as belas pedras em lindíssimas jóias, e ainda haviam os duendes jardineiros, com muita paciência cuidavam das sementes recolhidas no fundo da terra, cuidando delas para que dormissem em segurança até a chegada da primavera, quando finalmente poderiam brotar e virar flores das mais belas…, mas a pobre Natalik não conseguia fazer nenhuma dessas tarefas, não tinha força para trabalhar fazendo caverna, nem mãos habilidosas para lapidar as pedras e nem paciência para ficar quietinha cuidando das sementes adormecidas até a chegada da primavera. E assim, os outros duendes da floresta viviam tirando sarro dela.

Um dia Natalik estava muito triste quando ouviu um duende reclamar:

-Para que serve essa duende afinal? Não sabe fazer nada direito, ela é muito diferente, é uma vergonha para nós duendes.

Natalik ficou muito envergonhada e resolveu fugir de casa. Juntou suas coisas em uma pequena trouxa e saiu da vila de noite, escondida. Não sabia para onde ir, por isso saiu andando a esmo por aí. Andou por muitos e muitos dias, já estava bem longe da sua vila quando chegou em um lugar aonde nevava sem parar. Era um lugar lindo, para onde quer que ela olhasse via tudo bem branquinho…

Natalik se encheu de coragem e resolveu explorar aquele lugar. Ela andava, andava e andava, mas aquele deserto branco nunca acabava. Natalik não viu nenhuma casa, nenhuma floresta, nada. Só neve que nunca mais acabava. Sem saber ao certo porque Natalik continuou a andar por aquele lugar, andou três dias e três noites sem parar. Não sabia para onde estava indo, mas sentia que devia continuar a andar. Até que ela ficou sem forças, com frio e cansada. Parou no meio do nada naquela terra gelada e desolada, ajoelhou na neve e começou a chorar. Não tinha mais forças para prosseguir e nem para voltar. Iria morrer sozinha naquele lugar.

Mas quando suas lágrimas tocaram o chão gelado aconteceu uma mágica: surgiu uma grande porta toda enfeitada. Natalik que era muito corajosa foi logo abrindo a tal porta e encontrou uma grande fábrica.

Agora, quem é que tem uma fábrica no meio do nada?

Isso mesmo, o Papai Noel.

E era bem la´que a Natalik estava. Era uma linda fábrica, cheia de duendes correndo para tudo quanto é lado, mas esses duendes não eram nem um pouco alegres e felizes como ela havia imaginado, pelo contrário, estavam todos muitos nervosos, pareciam desesperados. Um duende com uma barba muito comprida gritava, inconsolável:

-Vamos, vamos, mais rápido, mais rápido. Os brinquedos não ficarão prontos a tempo, o Natal vai ter que ser cancelado. É um desastre. Sem uma duende costureira para fazer as bonecas o nosso Natal já era.

-Temos que arranjar uma nova duende pra trabalhar na nossa fábrica.

-E como é que uma duende vai conseguir chegar a tempo e encontrar nossa fábrica escondida no meio do nada?

-Vejam!- disse um duende ficando todo animado, de repente- Chegou uma nova duende para nos ajudar.

E o duende apontava para Natalik, ela mal podia acreditar.

-Desculpe.- disse logo a Natalik- Eu adoraria ajudar, mas sou uma duende incompetente. Não faço nada direito, tenho um grande defeito.

-Ora, não diga besteira, você tem cara de uma duende costureira, aposto que suas bonecas ficariam uma beleza…- disse logo o duende mais velho e com a maior barba.

-Será?- Natalik não podia acreditar.

-Você só vai saber se tentar.

E foi o que ela fez, pegou tecidos e começou a costurar. E não é que sua boneca ficou mesmo uma gracinha… e ela costurava tão rápido e seus pontos eram tão bem feitos que as bonecas ficaram prontas bem a tempo.

-Pronto!- disse o duende feliz- Agora todas as crianças poderão ganhar um brinquedo. Obrigada Natalik, você salvou o Natal!

E foi assim que a duende menina descobriu que era uma duende natalina sua missão de vida, salvou o Natal e passou a viver na maior alegria.

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Contos da Escócia

Todo mundo sabe que a Inglaterra é uma ilha, o que muitos não sabem é que nessa ilha tem um outro país, um país cheio de antigos castelos que lhe dão um ar de filme de terror e por isso, talvez, seu folclore seja tão cheio de bruxas, vampiros e monstros assustadores. É um país conhecido porque lá os homens usam kilt, o que para nós parece uma saia. Sim, estou falando da Escócia. Mas em meio a tantos seres assustadores, encontrei dois mais “bonzinhos” e resolvi dar a eles histórias mais infantis, que trago para cá e levo para meus alunos nesta semana.

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MIÚCHA E A FADA PÚCA

Miúcha estava muito ansiosa, era a primeira vez que viajava sozinha, iria para a Escócia visitar a sua tia Olívia. Quando chegou no aeroporto viu seu primo acenando. Eles tinham a mesma idade, oito, embora Olívia adorasse dizer que Otávio era 15 dias mais novo. Enquanto sua tia Olívia assinava os papéis com a aeromoça que a havia acompanhado Miúcha foi cumprimentar seu primo Otávio. Ele estava muito animado, não deixou nem o abraço terminar e já começou a falar:

-Miúcha, hoje mesmo lá no castelo, acho que vi uma Púca!!!

-Castelo? Piruca? Do que é que você está falando Otávio?- quis saber Miúcha.

-Você não sabia que estamos morando em um castelo? Foi por isso que mudamos pra cá, meu pai e minha mãe estão ajudando a restaurar e durante esse tempo que eles trabalham estamos morando lá. No castelo tem um jardim enorme e hoje, enquanto esperava você chegar vi uma Púca por lá. Presta atenção é Púca, não Piruca.

-E o que é uma Púca?

O Otávio foi explicando em voz baixa durante todo o caminho pra casa, ou melhor castelo, onde o primo morava:

-Púca é uma fada levada que vive no meio da mata. Pode se transformar em qualquer animal, o que é muito legal. Vira pássaro e sai a voar, vira peixe se mergulhar no mar, mas se chegar na areia vira cavalo e sai a cavalgar. Mas vire o que virar será sempre um escuro exemplar de olhos grandes e vermelhos. Seja escama, couro ou pena, a cor será sempre negra. Seu animal preferido é o cavalo negro, mas Púca também é muitas vezes vista na forma de um coelho preto. Ela fala a língua dos animais, mas mesmo se estiver transformada, falar a língua humana ela também é capaz. Por isso quando vi no meu quintal um coelho preto falar, sabia que não estava ficando louco mas que a Púca eu acabei de encontrar. A Púca dá bons conselhos, mas também adora pregar peças, depende de como você vai responder as charadas dela.

 -Mas qual foi a charada que ela te deu? -quis saber Miúcha já louca de curiosidade.

-Eu sei lá! Fui correndo pra dentro do castelo. Sei lá se eu ia acertar a charada, e se eu erro a fada me prega uma peça danada.

-Era só o que me faltava. você tem uma oportunidade dessas e deixa escapar…

A essa altura eles já haviam chegado no castelo e Miúcha quis ver onde seu primo havia visto a fada e os dois saíram juntos pra procurá-la.

E lá estava o coelho, parado.

-Pro meu enigma desvendar primeiro tem que me encontrar.

Otávio não tinha mentido, o coelho falava. Ele falou e saiu correndo. Dessa vez com a prima ao seu lado Otávio não podia ficar com medo, tinha que se corajoso como a prima. E Miúcha, embora tremesse por dentro queria parecer corajosa pro primo, por isso fingia que nenhum medo sentia e os dois saíram correndo atrás do coelho.

Passaram correndo pelo milharal, depois correndo atravessaram o riacho, atravessaram correndo o descampado onde o vento soprava e entraram correndo dentro de uma caverna onde o coelho entrara. Dentro da caverna estava tudo escuro, não se via nem se ouvia nada, mas de repente uma voz que vinha do meio do nada disse a charada:

-Posso ser fofinho e de pelúcia e vocês vão me adorar, ou posso ser grande e peludo pra vocês eu assustar. Gosto muito de comer mel e também de hibernar. Que animal sou eu? Vocês devem adivinhar…

-Já sei! Uma abelha.

Disse Miúcha sem hesitar.

-Errou! – respondeu a voz grossa- é melhor se mandar.

Os dois foram sair correndo, mas deram de cara com a Púca e ela estava enorme.

-Estou sentindo uma coisa peluda! -gritou Miúcha.

-Eu sinto um nariz gelado!- gritou Otávio

-É um urso!- gritaram os dois juntos.

Como os dois a charada haviam errado, a Púca ao invés de bons conselhos deu-lhes um susto danado. E transformou-se num Urso negro enorme e com cara de bravo. Os dois saíram correndo, mas quando saíram da caverna descobriram que já estava anoitecendo, como é que eles iam acertar o caminho pra casa sem enxergar nada?

-Ouça o vento Otávio- disse Miúcha- estamos no descampado.

 E assim os dois atravessaram o descampado.

-E agora Miúcha, vamos pra que lado? Já sei! Vamos cruzar o riacho!

-Agora é só atravessar o Milharal e chegaremos no nosso quintal.

Os dois chegaram em casa bem a tempo do jantar e decidiram que a Púca nunca mais iriam procurar.

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WULVER- O Lobisomem Bom

Essa é a história de um Lobisomem bonzinho que pescava peixe no lago e deixava de presente na janela dos mais pobrezinhos.

O seu nome era Wulver e ele era grande e peludo com uma cara de lobo de dar medo no mais carrancudo.

Quando o pobre ferreiro não tinha mais ferro pra malhar, estava muito preocupado pois sua família já não havia almoçado e não tinha nada pro jantar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o ferreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre marceneiro não tinha nenhuma madeira pra serrar, sua mulher estava com fome, sua filha a chorar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o marceneiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre pedreiro não tinha obras pra trabalhar, já lhe faltava comida pra família alimentar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o pedreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o inverno veio forte e o lavrador ficou sem lida. Toda a vila teve falta de comida.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. E em cada janela deixou um bom peixe para todos alimentar.

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Contos Japoneses

Ao procurar histórias japonesas encontrei um blog:

http://fernandosantiago.com.br/hisjapo.htm

E qual não foi minha surpresa ao encontrar nele contos bastante conhecidos mas que eu não fazia ideia de que tinham origem japonesa. Escolhi dois que trarei para o meu jardim com as minhas versões rimadas.

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AS BODAS DA RATINHA

Era uma vez um Ratinho muito, mas muito bonito. Ele era o ratinho mais forte e bonito já visto. Por isso mesmo, quando chegou na idade de se casar, ele resolveu que a melhor esposa do mundo ela iria encontrar. Queria a mais poderosa de todas e depois de muito pensar resolveu que a Lua era a noiva ideal para levar ao altar. Sem mais rodeios para a Lua o belo Ratinho foi se declarar:

-Oh! Lua brilhante que ilumina a noite e faz a água brilhar, você que é a mais poderosa, transforma a luz do Sol em luar, com você eu quero me casar fazer da noite escura o nosso altar.

-Fico honrada Sr. Rato, mas não sou a mais poderosa já vista. Minha luz é tão bonita, mas está sempre por um triz, mesmo quando eu estou cheia, vem a Nuvem me cobrir. Ela sim Nuvem macia é que te fará feliz.

O Senhor Ratinho cheio de coragem e ousadia foi falar com a dona Nuvem poderosa e macia.

-Oh! Nuvem tão branquinha, tu que és a mais poderosa, que cobre a Lua e esconde o luar, com você eu quero me casar fazer do céu imenso o nosso altar.

-Fico honrada senhor rato, mas não sou a mais poderosa. A Brisa que me desfaz, mesmo soprando morna, é bem mais poderosa. Ela sim Brisa faceira saberá como te amar.

O senhor Ratinho sem hesitar para a Brisa foi se declarar:

-Brisa faceira que desfaz a Nuvem que cobre o luar, tu que és a mais poderosa e vive no céu a voar, com você eu quero me casar, fazer da natureza o nosso altar.

-Fico honrada senhor rato, mas não sou a mais poderosa já vista. A Parede que me barra e me impede de soprar é bem mais forte, dura, altiva. Com ela você deve se casar, ela sim dura parede saberá como te amar.

O Senhor Rato firme se manteve e foi falar com a Parede:
-Parede Parada, que barra a brisa, que desfaz a Nuvem, que cobre o luar, tu que és a mais poderosa já vista, com você eu quero me casar, fazer da Terra o nosso altar.

-Fico honrada Senhor Rato e adoraria lhe ter como esposo, mas não sou a mais poderosa do mundo todo. A Bela Ratinha que rói os meus tijolos e me deixa toda esburacada, é bem mais poderosa, forte e ousada.

E foi assim que depois de muito procurar o Senhor Rato decidiu que com uma Ratinha ele devia se casar.

-Ratinha dentuça, que rói a Parede, que barra a Brisa, que desfaz a Nuvem que cobre o luar, declaro ser o seu mais lindo amante. Com você eu quero me casar fazer da Terra inteira o nosso altar.

-Rato, meu querido Rato, eu sou mesmo assim de fino trato pra selar este contrato. Mesmo não sendo perfeita, eu sou a ratinha eleita. fico aqui toda sem jeito esperando um grande queijo… ops… um grande beijo.

Casaram-se naquele outono e dizem que são os ratinhos mais felizes do mundo todo.

…………………………………………….. FIM………………………………………………………..

(Na versão original é um Rato que procura marido pra sua linda filha. Por uma questão óbvia ideológica preferi a versão do grupo musical Palavra Cantada…)

…………………………………………………………………………………………………………….

O OMOSUBI ROLANTE

Era uma vez um velho servo feudal que foi às montanhas catar lenha. Quando o Sol já estava a pino parou para descansar e comer um dos seus bolinhos (omosubi) que trazia no bornal. Mas o bolinho escorregou de suas mãos, rolou morro abaixo e acabou caindo em um buraco. E lá de dentro uma voz saiu:

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi que tá muito bom!”

O velho achou aquilo curioso e engraçado, resolveu jogar mais um omosubi no buraco pra ver se ouvia a voz de novo vindo lá de baixo. Jogou o bolinho e de novo escutou:

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi que tá muito bom!”

O velho caiu na risada e resolveu mais um omosubi jogar só pra novamente escutar. Jogou e escutou:

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi que tá muito bom!”

-Engraçado, engraçado.- repetia o velhinho rindo de rolar no chão- se eu rolar lá pra dentro o que será que eles cantarão?

 O velhinho era muito ousado por isso se jogou no buraco.

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais um velhinho que tá muito bom!”

O velho mal acreditava no que via, o interior do buraco era um palácio que reluzia, era enorme e suas paredes brilhavam encrustadas de pedras e jóias magníficas.

O velho estava atônito, estupefato, maravilhado olhava para todos os lados. E para melhorar haviam muitos, mas muitos coelhos no buraco.

-Vovô, seja bem vindo.- cumprimentavam o velho todos os coelhos do castelo do buraco.

E lá fizeram uma festa, havia um banquete, todos cantavam e dançavam. E o velho banqueteou-se como um rei, cantou e dançou e se divertiu o dia inteiro.

A noite já despontava no céu quando o velho disse. Tenho que ir. Agradeço muito o banquete, mas é hora de partir.

Os coelhos se despediram e trouxeram uma trouxa cheia de omosubis para dar de presente como lembrança do seu país, o país dos coelhos.

E aqueles eram os melhores omosubis que o velho já comera.

………………………………………………………….FIM……………………………………………….

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E a história de hoje entrou por uma porta e saiu pela outra, quem quiser que conte outra…

A bola do Bilu

Bilu era um menino levado que só. Quando ele foi batizado o padre chamou ele de Breno Lucas, mas, dali pra frente, todo mundo só chamava ele de Bilu. Adultos são assim mesmo, adoram por nomes compridos nos filhos pra depois chamar pelo apelido…

Logo cedo Bilu aprendeu que quando a mãe chamava ele de Breno, podia esperar bronca, e não era pouca. Mas se chamava de Breno Lucas, aí é porque a coisa tava feia, era melhor correr do que ficar pra ver… mas mãe é mãe, não adianta se esconder, parece até que elas têm super poder, acham a gente nos nossos melhores esconderijos e descobrem os nossos segredos mais bem escondidos.

O Bilu adorava jogar futebol. Acontece que ele morava em um prédio de condomínio onde tinha mais doze crianças: o Pedrinho, o João, a Maria, o Miguel, a Luiza, o Matheus, a Ana, a Julia, o Lorenzo, o Marcos, o Junior e a Ceci e adivinha o que é que eles faziam todos os dias? Desciam pra jogar bola na quadra de futebol. Mas eles eram em treze, logo ficavam seis em cada time e sobrava um de fora, então tinha sempre um revezamento, cada hora um ficava de fora correndo pra pegar a bola quando ela escapava da quadra. Ou seja, cada hora um fazia o papel de gandula da turma.

Acontece que no Natal o Bilu ganhou uma bola de futsal original.

Quando chegou na quadra no dia 26, adivinhem vocês… Todo mundo queria jogar com a bola nova do Bilu.

E o Bilu resolveu aproveitar que era o dono da bola pra não ter mais que ficar de fora de nenhuma partida sendo o gandula da turma. Ninguém gostou, mas no fim todo mundo aceitou porque ninguém queria jogar com a bola velha e jogar com uma bola original fazia a partida parecer mais séria.

E assim naquele dia o Bilu foi dormir feliz da vida, se sentindo o maioral, achando que era o tal…

Acontece que no dia seguinte chegou o Juca, que morava lá em Rio Negrinho e ia passar as férias na casa do seu primo, o Pedrinho. Antes da primeira partida ele fez a pergunta:

-Ei quem é que quer começar sendo o gandula?

O Bilu foi o primeiro a responder:

-Eu é que não vou ser. Ontem todo mundo concordou que como eu sou o dono da bola nova eu não ia passar nem uma jogada de fora sendo gandula.

-Ih, não seja bobo, aposto que depois desse jogo você vai estar louco pra ser o gandula. – falou o Juca, primo do Pedro e novo amigo da turma.

-Pois eu aposto que não e eu não vou ser o gandula nem se vocês pedirem muito, se não eu vou embora e levo a minha bola junto!

-Ih! Relaxa, todo mundo já entendeu, você é um menino mimado e não vai ser gandula. Só que óh, perdeu! Eu tenho uma ideia que faz todo mundo ficar sempre feliz, quem for ser o gandula será também o juiz!

E falando isso tirou do bolso dois cartões e um apito.

Todo mundo adorou a ideia e dessa vez todos eles queriam começar sendo o gandula-juiz, afinal quem não quer ter o controle do apito, dizer o que vale ou não vale, dar falta e cartão pros amigos?

O Bilu, é claro. Quer dizer, querer ele até queria, e queria era muito pra falar a verdade, mas não ia dar o braço a torcer e deixar o Juca vencer. Sim, porque pra ele aquilo já era uma disputa. Fingiu que não dava mínima pra ser juiz e ficou se remoendo de inveja, o jogo inteiro, vendo todo mundo se divertir.

E o Bilu era tão teimoso que nem no dia seguinte ele mudou de ideia, e assim passou a semana e depois o mês, com tanta vontade de ser o gandula-juiz que teve até diarreia, depois de um mês ele já não aguentava mais, resolveu voltar atrás, pediu desculpa pro Juca e pediu pra voltar pro revezamento de gandulas.

O Juca aceitou na mesma hora, mas, dessa vez, foi a mãe do Bilu que não deixou ele jogar bola, é que como ele tinha ficado doente não podia ir brincar lá fora, né?

Assim Bilu ainda passou mais um dia inteirinho no quarto, praticamente de castigo.

Só no outro dia é que ele pode jogar bola e revezar com a turma pra ser o juiz-gandula. E era mesmo tão divertido poder apitar e dar cartão pros amigos…

Mas no dia seguinte o Juca já veio se despedir, ia voltar pra casa.

-Mas você não pode ir, logo agora que eu estava gostando tanto de ser juiz…

-Pode ficar tranquilo, você virou um bom amigo. Se me prometer que nunca mais vai deixar de dividir as coisas e nem fazer chantagem, eu deixo meu apito e meus cartões pra vocês poderem continuar jogando com um juiz-gandula…

E foi assim que o Juca foi embora. Mas os amigos, até hoje, todos os dias saem pra jogar bola e se revezam pra serem o juiz-gandula. E não veem a hora de chegar de novo as férias pro Juca voltar trazendo novas ideias.

FIM

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O Menino e a Bola

Esta terceira história eu criei no início de 2015 para a escola O Pequeno Polegar, a partir de uma sugestão dada pela minha irmã Shandra Andere, grande artista (e arteira) de Salvador – BA, que também conta histórias para crianças e adultos.

Montei esta história para uma interação ativa com as crianças, pois para cada personagem eu assumo uma postura de mãos e braços, incentivando-os a fazer o mesmo. A partir da segunda vez que o personagem entra na história eu faço apenas a postura e deixo que eles anunciem qual personagem está participando no momento.

As crianças adoram contribuir e, embora no começo apenas as mais extrovertidas participem, as outras logo se juntam ao coro e, na segurança da coletividade, até as mais introvertidas acabam extravasando e participando.

O Menino e a Bola

Era uma vez um menino que morava no alto de um grande morro.

Este menino tinha uma grande e linda bola, com a qual brincava todos os dias. Ele levava sua bola para o quintal e jogava ela no chão e a bola pulava, para cima e para baixo: tóim, toím, tóim.

Um dia ele estava brincando com a sua bola quando ela saiu pulando morro a baixo: tóim, toím, tóim.

O menino saiu correndo atrás da bola. Era o menino atrás da bola e a bola: tóim, toím, tóim!

A bola passou por um rato. E quem vinha atrás da bola? O menino.

O menino pisou no rabo do rato! E o rato saiu correndo atrás do menino.

Era o rato atrás do menino, o menino atrás da bola e a bola: tóim, toím, tóim!

A bola passou pelo gato. E quem vinha atrás da bola? O menino. E atrás do menino? O rato.

O gato viu o rato e saiu correndo atrás do rato.

Era o gato atrás do rato,  o rato atrás do menino, o menino atrás da bola e a bola: tóim, toím, tóim!

A bola passou por um cachorro. E quem é que vinha atrás da bola? O menino. E atrás do menino? O rato. E atrás do rato? O gato.

O cachorro viu o gato e saiu correndo atrás do gato.

Era o cachorro atrás do gato, o gato atrás do rato,  o rato atrás do menino, o menino atrás da bola e a bola: tóim, toím, tóim!

A bola passou pelo pato.  E quem é que vinha atrás da bola? O menino. E atrás do menino? O rato. E atrás do rato? O gato. E atrás do gato? O cachorro.

E o o pato viu todo mundo correndo atrás de todo mundo e achou que era uma brincadeira de pega-pega e quis brincar também… E o pato saiu correndo atrás do cachorro.

Era o pato atrás do cachorro, o cachorro atrás do gato, o gato atrás do rato,  o rato atrás do menino, o menino atrás da bola e a bola: tóim, toím, tóim.

A bola passou pelo galo. E quem é que vinha atrás da bola? O menino. E atrás do menino? O rato. E atrás do rato? O gato. E atrás do gato? O cachorro. E atrás do cachorro? O pato.

E o galo viu todo mundo correndo atrás de todo mundo, achou que era pega-pega e saiu correndo atrás do pato também.

Era o galo atrás do pato, o pato atrás do cachorro, o cachorro atrás do gato, o gato atrás do rato,  o rato atrás do menino, o menino atrás da bola e a bola: tóim, toím, tóim.

A bola bateu na parede. E quem é que vinha atras da bola? O menino. E o menino bateu na bola. E quem é que vinha atrás do menino? O rato. E o rato bateu no menino. E quem é que vinha atrás do rato? O gato. E o gato bateu no rato. E quem e que vinha atrás do gato? O cachorro. E o cachorro bateu no gato. E quem é que vinha atrás do cachorro? O pato. E o pato bateu no cachorro. E quem é que vinha atrás do pato? O galo. E o galo bateu o pato.

E os animais bateram um no outro,  bateram na parede e cairam no chão. E foi a maior confusão…

E a solução foi que todos levantaram e, juntos, jogaram bola até se cansar!

Quem quer jogar?

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E a história termina com a bola sendo jogada para cada um deles, principalmente com os menores essa brincadeira do final pode ir longe, e eles adoram tanto quanto a história.