A lenda do Boi Bumbá

As lendas passadas de boca à boca através das gerações acabam com inúmeras versões, não é diferente com a lenda do bumba meu boi. Originária do Nordeste retrata a época da escravidão. Embora suas raízes ainda possam ser encontradas na Europa, é uma das versões da lenda nordestina que eu vou lhes contar agora:

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Era uma vez um casal de escravos, Mãe Catirina e Pai Francisco, que pertenciam a um grande criador de gado.

Mãe Catirina estava grávida e teve vontade de comer língua de boi, mas não de um boi qualquer. Queria a língua de um boi gordo que pertencia ao seu patrão, mas era o boi preferido do homem, pois sabia dançar e divertia a todos da região.

Mas vontade de grávida vocês sabem como é, não se pode ignorar. Com medo do que pudesse acontecer ao seu bebê, Pai Francisco resolveu o tal boi matar. Matou o coitado e deu a língua pra sua mulher cozinhar, Catirina comeu de se lambuzar e o restante do boi repartiu com os outros escravos que raramente podiam comer carne de gado. Sobrou só o chifre, o esqueleto e o rabo que Pai Francisco escondeu no meio do mato.

Pai Francisco ficou com medo do que o patrão pudesse lhe fazer e por isso ele e a esposa fugiram para outra cidade onde ficaram até o bebê nascer e crescer.

Acontece que o dono do boi logo deu por sua falta e saiu a procurar, acabou achando no meio do mato o rabo, o esqueleto e os chifres,  e ficou louco de triste. Mandou chamar pajés e curandeiros, padres e feiticeiros, prometendo rios de dinheiro pra quem fizesse seu boi voltar a viver e a dançar… Mas ninguém conseguia o tal boi ressuscitar.

Eis que o tempo passou e um dia chegou na cidade onde moravam agora o Pai Francisco e a mãe Catirina uma triste notícia. Seu antigo patrão estava morrendo, doente de saudade do boi Bumbá que Pai Francisco havia matado pra vontade de grávida da sua mulher saciar.

Eis Pai Francisco se sentia muito culpado e resolveu se entregar, seu filho que já era crescido então disse:

-Pai Francisco me leve lá que esse boi eu vou ressuscitar.

Vendo o filho tão decidido Pai Francisco e mãe Catirina levaram o filho pra casa do antigo patrão. O menino pegou o chifre do boi e soprou três vezes dentro dele e na mesma hora o boi Bumbá ressuscitou. Saiu dançando e chifrando quem lhe estivesse na frente. A festa foi tão grande e foi tão alta a gritaria que o patrão veio correndo ver o que estava acontecendo. Quando viu seu boi vivo e dançando se curou na mesma hora, perdoou Pai Francisco e Mãe Catirina que o boi agora tinha até uma língua nova. E mandou fazer uma festa como a muito tempo não se via.

E é por isso que desde então, quando chega a época da ressurreição do boi Bumbá, todo o nordeste entre em festa e o boi dança até o dia clarear.

………………………………………………….FIM………………………………………………

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A LENDA DO NOEL- Taina Andere

Era uma vez um velhinho muito bonzinho. Seu nome era Nicolau. Nicolau vivia em uma pequena vila onde todos estavam tristes e preocupados, é que naquele tempo estavam acontecendo guerras por todos os lados. E, por isso, as pessoas andavam sempre cabisbaixas e desanimadas, mal reparando na grande data que se aproximava.

“Se continuar desse jeito ninguém vai comemorar o aniversário do menino Jesus, no dia 25 de dezembro”, pensou o velho intrigado.

Foi aí que o Nicolau teve uma ideia: iria fabricar brinquedos para todas as crianças do vilarejo para espalhar alegria naquele tão importante dia.

Nicolau foi para sua marcenaria e trabalhou noite e dia fazendo tudo quanto é tipo de brinquedos. Terminou o último brinquedo para a última criança do vilarejo no dia 24 de dezembro. Botou todos os brinquedos no seu trenó, que era puxado por seis lindas renas, e saiu de casa em casa da vila, deixando presentes para todas as criancinhas.

No dia seguinte, quando as crianças acordaram e seus lindos brinquedos encontraram, ficaram na maior alegria e comemoraram o aniversário do menino Jesus espalhando sua alegria por toda a vila.

Foi um dia tão feliz que o Nicolau resolveu fazer presentes para todas as crianças do país. Preparou uma grande lista com o nome de todas as crianças boazinhas e começou seu trabalho na marcenaria. Mas quando chegou no fim do dia Nicolau percebeu que mesmo trabalhando noite e dia não conseguiria fazer brinquedos para todas as crianças da sua lista. Mesmo assim ele não desanimou, resolveu que ao menos ia tentar e continuou a trabalhar. Mas logo foi vencido pelo cansaço e acabou adormecendo sobre a sua bancada de trabalho.

Qual não foi a sua surpresa ao acordar no outro dia e encontrar uma porção de brinquedos montados sobre a sua mesa…

-Mas será possível que eu montei todos esses brinquedos dormindo?

Sem tem como responder sua pergunta, Nicolau voltou a trabalhar, mesmo com os brinquedos que durante a noite haviam sido montados, se ele quisesse fazer presentes para todas as crianças do país ainda haveria muito trabalho.

Trabalhou o dia inteiro e, de noite, acabou dormindo exausto, mais uma vez sobre sua bancada de trabalho. E quando acordou ficou abobado, pois mais uma vez havia uma porção de brinquedos montados.

Dessa vez o Nicolau resolveu que ia descobrir quem é que estava fazendo todos esses brinquedos, trabalhou o dia inteiro, mas a noite, ao invés de dormir ficou bem escondidinho espiando. [nessa hora eu brinco de “achou” escondida atrás de uma almofada quadrada- as crianças riem até não poder mais] E o que ele viu foi uma porção de duendes, de barbas longas e orelhas pontudas, com roupas vermelhas e toquinhas verdes. Trabalhavam cantando muito animados, fazendo os brinquedos mais variados.

Nicolau ficou feliz da vida, saiu do seu esconderijo e se mostrou para os seus novos amigos. Eles tomaram um susto danado e acabaram todos bem escondidinhos. [novamente brincamos de “achou”]

E assim eles tiveram uma grande ideia, fazer presentes para todas as crianças do planeta. Procuraram uma região desolada no meio do gelo para construir uma grande fábrica onde os duendes poderiam trabalhar em plena luz do dia sem serem vistos por nenhuma criancinha (afinal eles não queriam estragar a surpresa). Nicolau cuidava tanto dos duendes enquanto eles faziam os presentes que parecia ser seu pai, por  isso mesmo os duendes passaram a chamá-lo de Papai Noel. E eles trabalharam o ano inteiro, até o dia 24 de dezembro, quando finalmente terminaram de fabricar e embrulhar o último brinquedo.

Foi aí que o Papai Noel percebeu que não tinha como entregar toda aquela presentarada,  era tanto embrulho, tanto pacote que formava uma montanha maior que esta casa.

-Nossa ideia foi muito boa, mas não terei como entregar todos esses presentes em uma noite só, eles nem ao menos cabem no meu trenó.

-Ora,- disse o duende mais velho e barbudo de todos- para isso basta esse saco e um pouco de pó mágico.

E o duende pegou um saco vermelho e nele jogou um pózinho brilhante  e assim, encantado, todos os brinquedos couberam dentro daquele saco e o trenó pode ser carregado.

-Genial!- disse o Papi Noel- Mas ainda assim minhas renas não conseguiram atravessar o mundo inteiro na noite de Natal.

Mais uma vez o duende barbudo tomou a dianteira:

-Isso também não é um problema, basta jogar um pouco de pó mágico nas suas renas.- e assim ele fez, jogou o pózinho nas renas que agora podiam voar, a rena Rudolf ficou até com o nariz brilhante e vermelho para o caminho iluminar.- Agora vocês podem voar pelo céu seguindo a meia noite e em cada chaminé deixar os presentes….

-Mas e nas casas que não tem chaminé?- quis saber o Papai Noel, mais uma vez preocupado.

-Basta você jogar sobre si mesmo um pouquinho do pó mágico, assim você vai ficar bem pequenininho e poderá passar pelo buraco da fechadura ou por debaixo da porta.

-Agora sim! Vamos logo ao que importa!

Feliz da vida o Noel subiu no trenó e saiu pelos céus a voar, deixou brinquedos em cada casa de cada criança do mundo inteiro. E quando chegou o dia 25 de dezembro todas as crianças que acordavam e o seu presente encontravam ficavam em uma tamanha felicidade que logo a alegria havia se espalhado por todas as cidades. E foi assim que em cada canto surgiu um canto de Natal, fazendo do aniversário do menino Jesus um dia muito especial.

…………………………………………………………………………..FIM…………………………………………………………………

 

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A Lenda dos Rabos

Esta história aconteceu há muito tempo atrás, em uma época em que os animais ainda não tinham rabos, eram todos desrabados e, assim, viviam meio desequilibrados, como se lhes faltasse um pedaço.

Um dia apareceu uma linda fadinha trazendo um enorme saco cheio de rabos. Havia no saco tudo quanto é tipo de rabo. Rabos curtos ou compridos, grossos ou finos, esticados ou enrolados, rabos com penas, com pelos ou escamas, rabos de todas as cores e tamanhos que se possa imaginar. A fada pousou em uma clareira e chamou bem alto todos os animais:

-Atenção, atenção. Quero que formem uma fila com um animal de cada espécie para escolher um rabo. escolham com muito cuidado, pois todos da sua espécie terão que usar esses rabos para todo o sempre. Não precisam ficar alvoroçados, neste saco tem um rabo para cada um de vocês. Formem uma fila e que cada um escolha o rabo que mais combina com si.

Dizendo isso a fada virou o saco bem no meio da clareira, enquanto os animais formavam uma grande fileira. Logo todos os animais já haviam enviado um representante da sua espécie para escolher o rabo e todos eles já estavam enfileirados.

As aves que vieram voando eram as primeiras da fila, escolheram rabos feitos com penas, algumas como o pássaro Tesoura, escolheram penas bem compridas, o Pavão escolheu o maior rabo e com as penas mais coloridas, já o Tico-tico preferiu uma pequena e discreta pra que pudesse continuar pulando de lá pra cá, botando pra quebrar sem o rabo a lhe atrapalhar.

Depois vieram os mamíferos, o Elefante, apesar de ser muito grande, escolheu um rabo bem pequenino e todo enroladinho. O Rato quis um rabo fino e comprido, o Gato preferiu um peludo e alongado. Mas quando chegou a vez do Macaco ele não conseguia se decidir por um rabo, ficou dividido entre um rabo enrolado e um rabo comprido. Sem conseguir se decidir teve uma ideia egoísta, juntou os dois rabos em um só e vestiu os dois bem rápido, ficando assim com um rabo comprido e enrolado para poder se pendurar pelos galhos. E foi logo se pendurando em um galho, bem rápido, antes que alguém percebesse que o danado tinha pego dois rabos, subiu bem alto e ficou sentado em cima do rabo.

E assim foi seguindo a fila, cada animal escolhendo o rabo que mais lhe convinha.

Mas vocês lembram que no começo desta história a gente falou que a fada havia trazido um rabo pra cada bicho? Pois se o Macaco pegou dois rabos o que foi que aconteceu?

Pois é, quando chegou no fim da fila faltava a Cobra e o Sapo, mas só sobrara um rabo!

O Sapo olhou pra Cobra e a Cobra olhou pro Sapo, os dois olharam para o último rabo que havia sobrado, novamente se olharam e saíram correndo atrás do rabo. O Sapo puxou o pé da Cobra (porque naquele tempo a cobra ainda tinha patas, pés e mãos). A Cobra deu um chute no Sapo. O Sapo pulou em cima da Cobra e a Cobra rolou por cima do Sapo e os dois foram correndo aos papos e sopapos até que na última hora a Cobra se jogou com tudo no rabo que havia sobrado. Mas a cobra caiu tão desajeitada que acabou caindo dentro do rabo e ficando entalada, assim suas patas ficaram pra dentro do rabo e a coitada acabou sem mão, nem pé, nem nada, num grande rabo enfiada. E o Sapo, coitado, acabou ficando sem rabo.

Por isso até hoje a Cobra tem raiva do Sapo, pois acha que é por culpa dele que ela acabou sem as patas e pra andar tem que se arrastar de cá pra lá. E o Sapo tem raiva da Cobra porque acha que é culpa dela que ele acabou sem rabo (nem imagina que o verdadeiro culpado é o Macaco). E é por isso que até hoje, no meio do mato, o Sapo come a Cobra e a Cobra come o Sapo.

FIM

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O Pirata Capa Preta

Essa é a história do Pirata Capa Preta. Um pirata que tinha cara de mau, mas que gostava mesmo era de brincar e tomar mingau. Ao invés de caçar tesouros como todo pirata, Capa Preta caçava as lendas brasileiras.

Quem aqui conhece uma lenda brasileira?

Tem a lenda do Boitatá. Uma cobra feita de fogo que vive no meio da mata e que assusta quem desrespeita a natureza.

Tem o Curupira, que tem corpo de menino, cabelo vermelho e os pés virados para trás para enganar os caçadores com as suas pegadas, pois quando parece que ele foi para um lado ele foi para o outro e, assim, pode chegar por trás e dar um baita susto no caçador, protegendo os animaizinhos. Dizem que se você precisar o Curupira chamar, basta três vezes assoviar.

Tem também a Mula-sem-cabeça. Reza a lenda que a muito tempo atrás uma mulher seduziu um padre e, como castigo, foi transformada em uma mula sem cabeça que solta fogo pelo pescoço e vive vagando por aí para assustar as moças que, como ela, se apaixonam por padres.

Mas a lenda que o pirata Capa Preta conseguiu capturar foi a mais bonita de todas. A sereia Iara que de tão bela, mas tão bela, transforme em pedra quem olha pra ela.

Mas pera aí! Como é que o Capa Preta conseguiu capturar a sereia sem poder olhar pra ela pra não virar pedra?

Ora, ele usou um espelho, é claro. E assim pode ver a sereia sem olhar diretamente pra ela e tirar uma foto dela. Sim, porque o pirata Capa Preta é um pirata bonzinho, não ia deixar a pobre sereia presa. Por isso capturou apenas a imagem da bela sereia.

Todavia teve uma lenda que o pirata Capa Preta capturou de verdade, em carne e osso. E ele está aqui, preso dentro desta garrafa. Não estão vendo? É porque o Saci Pererê  é louco de esperto e, quado você captura ele dentro de uma garrafa de vidro o danado fica invisível porque assim, achando que a garrafa está vazia, a gente tira a rolha da garrafa e o danado escapa. Agora segura um pouquinho pra mim a garrafa do Saci. (nessa hora a garrafa deve ser entregue para a criança mais serelepe para que ela abra a garrafa e, nesse momento, aparece o fantoche do saci levando as crianças ao delírio.)

“Saci Pererê, duende encantado.

Mãozinha furada, gorrinho encarnado.

Do redemoinho, do meio do pó,

Surgiu o negrinho de uma perna só.

Com cachimbo na boca, olhando o brejeiro,

pulou minha cerca entrou no terreiro.

Puxou bem o rabo de todos os bois,

juntou em um só nó e fugiu depois.

Saci Pererê só faz confusão.

Apagou o meu fogo, azedou meu feijão,

fez trança na cauda do meu alazão.

Saci Pererê só faz confusão,

puxou minha banqueta e eu caí no chão.”

E para prender o Saci Pererê sabe como fez nosso destemido pirata? Ele pegou uma garrafa de rolha e uma peneira que tinha ao centro uma cruz de madeira, e ficou de guarda na encruzilhada. Quando apareceu um redemoinho de pó nosso pirata sabia que lá dentro estava o Saci escondido. Sem dó ele jogou a peneira por cima do redemoinho, pegou a garrafa de vidro e jogou lá dentro o pobrezinho, que aliás de pobrezinho não tem é nada que o saci é danado que nem um Diabo. (nessa hora o fantoche é jogado dentro de uma caixa e a garrafa vazia novamente fechada com a rolha)

Viu que o danado já ficou invisível pra gente pensar que não tem nada dentro da garrafa?

Mas como eu havia dito no começo da história, o Capa Preta, apesar da cara de mau, gostava mesmo era de comer mingau. Um dia ele acordou bem cedinho pronto pra fazer o seu mingau, mas na hora que ele abriu a dispensa, nada, não tinha nem leite, nem banana e nem aveia. O Capa Preta fez a maior cara de mau, mas logo depois, vendo que não adiantava nada, resolveu sair em busca dos ingredientes para o seu mingau.

Primeiro ele foi atrás da aveia. Mas a plantação de aveia ficava no alto de uma montanha coberta de lava. Pra chegar lá só voando e o navio do pirata não tinha asas. Sabe o que ele fez? Foi pedir ajuda aos passarinhos.

-Ei, passarinhos! Vocês podem me ajudar a pegar aveia no alto da montanha de lava para eu fazer um delicioso mingau?

-Nós pegamos pra você, mas só se você cantar para nós uma música com passarinho…

-Uma música de passarinho? Será crianças, que vocês podem me ajudar?

(as crianças cantam uma música de passarinho)

Os passarinhos gostaram tanto dessa musiquinha que foram voando buscar a aveia no alto da montanha de lava para o pirata Capa Preta.

Agora o Capa Preta já tinha a aveia. O que é mesmo que faltava para ele completar a sua receita?

Isso mesmo, leite e banana. Pra quem vocês acham que ele foi pedir o leite? Para a vaquinha Mimosa que morava no pasto.

-Bom dia vaca Mimosa, tem um pouco de leite para me arrumar?

-Ter eu tenho, mas só vou te dar se uma musiquinha com vaca você cantar.

-E agora? Quem pode me ajudar? Quem conhece uma musica com vaca?

(As crianças cantam uma música com vaca. Muitas vezes nessa hora alguém diz a parlenda da vaca amarela, mas a Mimosa gosta tanto que aceita a parlenda no lugar da música)

A Mimosa gostou tanto da tal musica que deu para o pirata um litro de leite de vaca.

Dessa vez o Capa Preta já tinha o leite e a aveia. Qual era mesmo o ingrediente que faltava?

Isso, a banana. Pra quem será que o pirata foi pedir banana?

Claro, pro macaco.

E o que foi que o macaco falou?

-Só te dou uma banana se uma música com macaco você cantar.

-Música com macaco? Mas eu não conheço nenhuma…. Será que vocês podem me ajudar?

(As crianças cantam uma música com macaco)

O macaco gostou tanto desta musica que deu pro Capa Preta um cacho inteiro de bananas bem maduras.

Finalmente o Capa Preta tinha todos os ingredientes da sua receita e pode fazer um delicioso mingau que ele ainda dividiu com o passarinho, com a vaca Mimosa e até com o macaco. E o mingau estava mesmo delicioso.

FIM

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Lenda do Amendoim

O grande guerreiro Mbeyu tinham uma irmã chamada Antoinka e ela tinha um filho que se chamava Doinmã.

Doinmã fazia um cocô durinho, vermelho por fora e  por dentro bem branquinho, pequenininho assim. Parecia com uma semente, e Antoinka chamou de amendoim.

Mas esse era o segredo deles. Todos os dias quando o menino dizia:

-Mamãe, quero fazer cocô.

A índia pegava uma panela e mandava o menino fazer cocô lá dentro, escondidinho. Depois assava no fogo e servia para todos os índios.

Todos adoravam aquela comidaa e queriam saber aonde Antoinka a colhia. Mas a índia nada dizia.

Um dia Antoinka teve que sair e deixou Doinmã com seu tio Mbeyu, mas esqueceu de dizer ao menino que ele deveria fazer cocô escondido.

Lá pelas tantas o menino chamou o tio e disse:

-Tio, quero fazer cocô!

E o índio respondeu:

-Vai fazer cocô no mato menino.

Mas o menino acostumado foi logo pegar a panela pra fazer cocô dentro dela. O tio que de nada sabia ficou muito bravo e botou o menino de castigo, amarrado em um galho.

O menino assim amarrado teve que fazer cocô no mato. E não é que o tal do amendoim era mesmo uma semente e no lugar onde ele fez cocô brotou um pé de planta diferente.

Acreditem em mim, assim nasceu o primeiro pé de amendoim.

A lenda da mandioca

A Lenda da Mandioca

Era uma índia muito bela chamada Mara que pela Lua era apaixonada. Todas as noites Mara saía de sua oca para a Lua admirar e dizia a todos da tribo que somente com o deus Lua era iria se casar.

Um dia ela dormiu e sonhou que um grande guerreiro de pele branca e longos cabelos loiros descia da Lua para com ela se casar. Passado certo tempo Mara, apesar de virgem, descobriu que estava grávida e depois de alguns meses deu aluz à uma linda menina, de pele branca como o luar.

A pequena indiazinha recebeu o nome de Mani, era graciosa e delicada e logo por toda a tribo passou a ser amada e admirada.

Mas quando estava com três anos Mani faleceu sem nem mesmo adoecer. Toda a tribo ficou muito triste, choraram a noite inteira, até o amanhecer.

O espírito da pequena índia foi morar junto com seu pai. Mas Mara, a mãe da menina, não conseguia se consolar. Enterrou a filha na sua própria oca pra dela não se separar… E chorou sobre o túmulo noite e dia, sem parar, derramando na terra o leite do seu seio, esperando que assim sua filha pudesse reavivar.

Passado um tempo surgiu ali um uma planta com folhas grandes e arroxeadas e com uma raíz muito branca, como a pele da filha de Mara.

Essa planta foi chamada de Manioca e considerada sagrada. Hoje em dia é conhecida como mandioca, uma raíz muito rica que serve pra fazer bebida ou pra ser comida cozida, frita ou assada.

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Traquinagens do Pererê – Taina Andere

Estou criando essa história nova. Se ela der certo e, ano que vem, vier a ser recontada eu certamente volto aqui para podá-la. Se não voltar até o final do ano que vem vão saber que é porque desta vez eu não acertei, não dá pra acertar sempre, né! (rsrs).

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TRAQUINAGENS DO PERERÊ

A vaca Mimosa era uma vaca muito curiosa, gostava de descobrir os porquês das coisas. Por isso mesmo estava sempre fuçando e perguntando.

Um dia viu que os cavalos estavam relinchando alto, pareciam assustados, alvoraçados. Mimosa foi lá correndo e encontrou os cavalos com os rabos todos amarrados. Cada um tentava correr para um lado, era um furdúncio danado.

Mimosa, toda cuidadosa, acalmou os cavalos e ajudou a desamarrar todos os rabos, mas queria saber quem é que tinha feito esse malfeito, acontece que os cavalos não tinham visto nada e só diziam que aconteceu desse jeito:

Todos eles estavam bem tranquilos, comendo beterrabas e quando viram já estavam com o nó nas caudas.

Mimosa começou a investigar a cena do crime e percebeu que havia na cerca um pedacinho de uma roupa vermelha. Seja lá quem fosse que tivesse aprontado a pirraça, a Mimosa já sabia que alguma peça de roupa vermelha o danado usava.

Mimosa ainda estava a investigar quando ouviu a dona Nona gritar:

-Ah, mai num é possíver, quem pôis açúcar no meu feijão? Foi ocê João?

-Eu não muié, tô aqui passando mar porque arguém ponhô sar no meu café.

E lá foi Mimosa sem hesitação pra investigar a nova confusão. Viu que na porta da casa, bem debaixo do caixilho alguém tinha derrubado um pouco de fumo de cachimbo.

Mimosa ainda estava examinando quando ouviu  a vizinha gritando:

-Corre aqui véio Clemente que algum atentado azedou todo nosso leite.

Dessa vez Mimosa não precisou nem chegar lá pra saber quem era que estava a aprontar, poi ainda no caminho viu as pegadas que estavam indo para a casa do vizinho e aquelas eram pegadas que seriam reconhecidas até por um bocoió, porque aquelas pegadas eram de um menino com uma perna só.

Ora, quem é que usa uma roupa vermelha, pra não dizer uma touca. Fuma cachimbo e tem uma perna só? Você sabe me dizer?

É ele mesmo, nosso amigo espevitado, o Saci Pererê.

E para achá-lo Mimosa sabia muito bem o que fazer. Mas antes foi pedir a ajuda do galo Cocó, e pegar as armas de que iriam precisar: uma peneira que por uma cruz era entrecortada e uma garrafa.

E lá foram os dois assim armados pra encruzilhada, Mimosa com a peneira e Cocó com a garrafa.

Chegaram e esperaram aparecer um redemoinho levantando pó então Mimosa com a peneira empurrou o Saci para dentro da garrafa que estava na mão do Cocó. E antes de fechar a garrafa arrancaram sua touca encarnada.

É verdade que assim o Saci ficava invisível, mas era obrigado a fazer tudo que a Mimosa e o Cocó mandavam. E assim passou a ajudar todos aqueles que precisassem e não conseguiu mais aprontam suas traquinagens.

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Contos da Escócia

Todo mundo sabe que a Inglaterra é uma ilha, o que muitos não sabem é que nessa ilha tem um outro país, um país cheio de antigos castelos que lhe dão um ar de filme de terror e por isso, talvez, seu folclore seja tão cheio de bruxas, vampiros e monstros assustadores. É um país conhecido porque lá os homens usam kilt, o que para nós parece uma saia. Sim, estou falando da Escócia. Mas em meio a tantos seres assustadores, encontrei dois mais “bonzinhos” e resolvi dar a eles histórias mais infantis, que trago para cá e levo para meus alunos nesta semana.

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MIÚCHA E A FADA PÚCA

Miúcha estava muito ansiosa, era a primeira vez que viajava sozinha, iria para a Escócia visitar a sua tia Olívia. Quando chegou no aeroporto viu seu primo acenando. Eles tinham a mesma idade, oito, embora Olívia adorasse dizer que Otávio era 15 dias mais novo. Enquanto sua tia Olívia assinava os papéis com a aeromoça que a havia acompanhado Miúcha foi cumprimentar seu primo Otávio. Ele estava muito animado, não deixou nem o abraço terminar e já começou a falar:

-Miúcha, hoje mesmo lá no castelo, acho que vi uma Púca!!!

-Castelo? Piruca? Do que é que você está falando Otávio?- quis saber Miúcha.

-Você não sabia que estamos morando em um castelo? Foi por isso que mudamos pra cá, meu pai e minha mãe estão ajudando a restaurar e durante esse tempo que eles trabalham estamos morando lá. No castelo tem um jardim enorme e hoje, enquanto esperava você chegar vi uma Púca por lá. Presta atenção é Púca, não Piruca.

-E o que é uma Púca?

O Otávio foi explicando em voz baixa durante todo o caminho pra casa, ou melhor castelo, onde o primo morava:

-Púca é uma fada levada que vive no meio da mata. Pode se transformar em qualquer animal, o que é muito legal. Vira pássaro e sai a voar, vira peixe se mergulhar no mar, mas se chegar na areia vira cavalo e sai a cavalgar. Mas vire o que virar será sempre um escuro exemplar de olhos grandes e vermelhos. Seja escama, couro ou pena, a cor será sempre negra. Seu animal preferido é o cavalo negro, mas Púca também é muitas vezes vista na forma de um coelho preto. Ela fala a língua dos animais, mas mesmo se estiver transformada, falar a língua humana ela também é capaz. Por isso quando vi no meu quintal um coelho preto falar, sabia que não estava ficando louco mas que a Púca eu acabei de encontrar. A Púca dá bons conselhos, mas também adora pregar peças, depende de como você vai responder as charadas dela.

 -Mas qual foi a charada que ela te deu? -quis saber Miúcha já louca de curiosidade.

-Eu sei lá! Fui correndo pra dentro do castelo. Sei lá se eu ia acertar a charada, e se eu erro a fada me prega uma peça danada.

-Era só o que me faltava. você tem uma oportunidade dessas e deixa escapar…

A essa altura eles já haviam chegado no castelo e Miúcha quis ver onde seu primo havia visto a fada e os dois saíram juntos pra procurá-la.

E lá estava o coelho, parado.

-Pro meu enigma desvendar primeiro tem que me encontrar.

Otávio não tinha mentido, o coelho falava. Ele falou e saiu correndo. Dessa vez com a prima ao seu lado Otávio não podia ficar com medo, tinha que se corajoso como a prima. E Miúcha, embora tremesse por dentro queria parecer corajosa pro primo, por isso fingia que nenhum medo sentia e os dois saíram correndo atrás do coelho.

Passaram correndo pelo milharal, depois correndo atravessaram o riacho, atravessaram correndo o descampado onde o vento soprava e entraram correndo dentro de uma caverna onde o coelho entrara. Dentro da caverna estava tudo escuro, não se via nem se ouvia nada, mas de repente uma voz que vinha do meio do nada disse a charada:

-Posso ser fofinho e de pelúcia e vocês vão me adorar, ou posso ser grande e peludo pra vocês eu assustar. Gosto muito de comer mel e também de hibernar. Que animal sou eu? Vocês devem adivinhar…

-Já sei! Uma abelha.

Disse Miúcha sem hesitar.

-Errou! – respondeu a voz grossa- é melhor se mandar.

Os dois foram sair correndo, mas deram de cara com a Púca e ela estava enorme.

-Estou sentindo uma coisa peluda! -gritou Miúcha.

-Eu sinto um nariz gelado!- gritou Otávio

-É um urso!- gritaram os dois juntos.

Como os dois a charada haviam errado, a Púca ao invés de bons conselhos deu-lhes um susto danado. E transformou-se num Urso negro enorme e com cara de bravo. Os dois saíram correndo, mas quando saíram da caverna descobriram que já estava anoitecendo, como é que eles iam acertar o caminho pra casa sem enxergar nada?

-Ouça o vento Otávio- disse Miúcha- estamos no descampado.

 E assim os dois atravessaram o descampado.

-E agora Miúcha, vamos pra que lado? Já sei! Vamos cruzar o riacho!

-Agora é só atravessar o Milharal e chegaremos no nosso quintal.

Os dois chegaram em casa bem a tempo do jantar e decidiram que a Púca nunca mais iriam procurar.

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WULVER- O Lobisomem Bom

Essa é a história de um Lobisomem bonzinho que pescava peixe no lago e deixava de presente na janela dos mais pobrezinhos.

O seu nome era Wulver e ele era grande e peludo com uma cara de lobo de dar medo no mais carrancudo.

Quando o pobre ferreiro não tinha mais ferro pra malhar, estava muito preocupado pois sua família já não havia almoçado e não tinha nada pro jantar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o ferreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre marceneiro não tinha nenhuma madeira pra serrar, sua mulher estava com fome, sua filha a chorar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o marceneiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre pedreiro não tinha obras pra trabalhar, já lhe faltava comida pra família alimentar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o pedreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o inverno veio forte e o lavrador ficou sem lida. Toda a vila teve falta de comida.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. E em cada janela deixou um bom peixe para todos alimentar.

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Contos Japoneses

Ao procurar histórias japonesas encontrei um blog:

http://fernandosantiago.com.br/hisjapo.htm

E qual não foi minha surpresa ao encontrar nele contos bastante conhecidos mas que eu não fazia ideia de que tinham origem japonesa. Escolhi dois que trarei para o meu jardim com as minhas versões rimadas.

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AS BODAS DA RATINHA

Era uma vez um Ratinho muito, mas muito bonito. Ele era o ratinho mais forte e bonito já visto. Por isso mesmo, quando chegou na idade de se casar, ele resolveu que a melhor esposa do mundo ela iria encontrar. Queria a mais poderosa de todas e depois de muito pensar resolveu que a Lua era a noiva ideal para levar ao altar. Sem mais rodeios para a Lua o belo Ratinho foi se declarar:

-Oh! Lua brilhante que ilumina a noite e faz a água brilhar, você que é a mais poderosa, transforma a luz do Sol em luar, com você eu quero me casar fazer da noite escura o nosso altar.

-Fico honrada Sr. Rato, mas não sou a mais poderosa já vista. Minha luz é tão bonita, mas está sempre por um triz, mesmo quando eu estou cheia, vem a Nuvem me cobrir. Ela sim Nuvem macia é que te fará feliz.

O Senhor Ratinho cheio de coragem e ousadia foi falar com a dona Nuvem poderosa e macia.

-Oh! Nuvem tão branquinha, tu que és a mais poderosa, que cobre a Lua e esconde o luar, com você eu quero me casar fazer do céu imenso o nosso altar.

-Fico honrada senhor rato, mas não sou a mais poderosa. A Brisa que me desfaz, mesmo soprando morna, é bem mais poderosa. Ela sim Brisa faceira saberá como te amar.

O senhor Ratinho sem hesitar para a Brisa foi se declarar:

-Brisa faceira que desfaz a Nuvem que cobre o luar, tu que és a mais poderosa e vive no céu a voar, com você eu quero me casar, fazer da natureza o nosso altar.

-Fico honrada senhor rato, mas não sou a mais poderosa já vista. A Parede que me barra e me impede de soprar é bem mais forte, dura, altiva. Com ela você deve se casar, ela sim dura parede saberá como te amar.

O Senhor Rato firme se manteve e foi falar com a Parede:
-Parede Parada, que barra a brisa, que desfaz a Nuvem, que cobre o luar, tu que és a mais poderosa já vista, com você eu quero me casar, fazer da Terra o nosso altar.

-Fico honrada Senhor Rato e adoraria lhe ter como esposo, mas não sou a mais poderosa do mundo todo. A Bela Ratinha que rói os meus tijolos e me deixa toda esburacada, é bem mais poderosa, forte e ousada.

E foi assim que depois de muito procurar o Senhor Rato decidiu que com uma Ratinha ele devia se casar.

-Ratinha dentuça, que rói a Parede, que barra a Brisa, que desfaz a Nuvem que cobre o luar, declaro ser o seu mais lindo amante. Com você eu quero me casar fazer da Terra inteira o nosso altar.

-Rato, meu querido Rato, eu sou mesmo assim de fino trato pra selar este contrato. Mesmo não sendo perfeita, eu sou a ratinha eleita. fico aqui toda sem jeito esperando um grande queijo… ops… um grande beijo.

Casaram-se naquele outono e dizem que são os ratinhos mais felizes do mundo todo.

…………………………………………….. FIM………………………………………………………..

(Na versão original é um Rato que procura marido pra sua linda filha. Por uma questão óbvia ideológica preferi a versão do grupo musical Palavra Cantada…)

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O OMOSUBI ROLANTE

Era uma vez um velho servo feudal que foi às montanhas catar lenha. Quando o Sol já estava a pino parou para descansar e comer um dos seus bolinhos (omosubi) que trazia no bornal. Mas o bolinho escorregou de suas mãos, rolou morro abaixo e acabou caindo em um buraco. E lá de dentro uma voz saiu:

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi que tá muito bom!”

O velho achou aquilo curioso e engraçado, resolveu jogar mais um omosubi no buraco pra ver se ouvia a voz de novo vindo lá de baixo. Jogou o bolinho e de novo escutou:

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi que tá muito bom!”

O velho caiu na risada e resolveu mais um omosubi jogar só pra novamente escutar. Jogou e escutou:

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais omusubi que tá muito bom!”

-Engraçado, engraçado.- repetia o velhinho rindo de rolar no chão- se eu rolar lá pra dentro o que será que eles cantarão?

 O velhinho era muito ousado por isso se jogou no buraco.

-“Omusubi kororin sutonton… envie-nos mais um velhinho que tá muito bom!”

O velho mal acreditava no que via, o interior do buraco era um palácio que reluzia, era enorme e suas paredes brilhavam encrustadas de pedras e jóias magníficas.

O velho estava atônito, estupefato, maravilhado olhava para todos os lados. E para melhorar haviam muitos, mas muitos coelhos no buraco.

-Vovô, seja bem vindo.- cumprimentavam o velho todos os coelhos do castelo do buraco.

E lá fizeram uma festa, havia um banquete, todos cantavam e dançavam. E o velho banqueteou-se como um rei, cantou e dançou e se divertiu o dia inteiro.

A noite já despontava no céu quando o velho disse. Tenho que ir. Agradeço muito o banquete, mas é hora de partir.

Os coelhos se despediram e trouxeram uma trouxa cheia de omosubis para dar de presente como lembrança do seu país, o país dos coelhos.

E aqueles eram os melhores omosubis que o velho já comera.

………………………………………………………….FIM……………………………………………….

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Leve meus contos e brincadeiras para encantar seu evento. Entre em contato pelo

tel 41 8821 0113 (vivo/whats) ou email meujardimdehistorias@gmail.com

E a história de hoje entrou por uma porta e saiu pela outra, quem quiser que conte outra…

O Pirata Pirado

Pirado era um pirata mas não tinha perna-de-pau, nem olho de vidro e nem cara de mau. Pra falar bem a verdade, branca como mingau, Pirado era um pirata engraçado, não era perneta mas era um pirata com cara de pau…

Usava tapa-olho, embora enxergasse muito bem com os dois, porque pirata que é pirata usa tapa-olho. Tinha uma cicatriz na cara, mas era desenhada, é que não tinha graça ser pirata e não ter cicatriz na cara.

Pirado tinha um navio, mas não navegava pelo mar, só no rio. É que o pirado sentia enjoo em alto mar, por isso preferia navegar no rio Paraná. Subia e descia o rio, sempre de lá para cá, só não chegava até as cascatas que era pra não despencar. Vivia procurando um tesouro porque afinal não se é pirata se não se tem um tesouro pra procurar.

Um dia ele estava lá, saindo do rio Paraná entrou no Iguaçu, navegava bem pertinho de Curitiba quando viu uma garrafa de náufrago correndo rio abaixo enquanto ele seguia rio acima.  Sem pensar duas vezes o destemido pirata Pirado subiu na prancha e pulou no riu Iguaçu para pegar a garrafa de náufrago.

Seria um pedido de socorro? Um mapa para a ilha do tesouro? O pirata pirado não podia adivinhar, abriu rapidamente a garrafa para ver o que havia lá. Mas quando conseguiu tirar a tampa, que decepção, não tinha nem mapa nem carta, só desenhos de montão.

O pirata Pirado ficou tão desanimado, resolveu ao menos usar o desenho pra fazer um quadro. Foi quando ele prestou atenção no que estava desenhado: tinha o numero um, depois tinha uma pá, uma tesoura de bigode, um X e o desenho bem feito do lugar onde o riu Iguaçu vai desaguar no rio Paraná.

-Ora vejam só, como eu não consegui enxergar, diz aqui que tem um mapa do tesouro onde o rio Iguaçu encontra o rio Paraná. Marujo Cara-de-Caramujo, vamos fazer a volta e navegar para lá.

Na mesma hora deram meia volta e foram navegando pra lá.

– Remem, remem marujos, estamos quase lá.

E os marujos remaram e rapidinho lá chegaram. E sabe o que foi que encontraram?

Um pássaro dourado carregando um papel dobrado.

-Se vocês querem esta pista, foi logo dizendo o pássaro, vão ter antes que imitar o canto de três pássaros.

-Imitar passarinhos? Mas isso é muito difícil, será que vocês podem me ajudar?

E os marujos ajudaram, cada um imitou um pássaro e o pássaro dourado deu pro pirata Pirado o tal papel dobrado.

E lá dentro tinha a pista, mas uma vez desenhada, era o desenho das cataratas e de uma bela capivara.

-Vamos marujos depressa, voltem pro remo, vamos pra lá, pra foz do Iguaçu nós devemos chegar.

E os marujos remaram e logo chegaram lá. Bem perto das cataratas tinha uma enorme capivara, carregando um papel nas patas.

-Lá está a capivara, igual a que estava desenhada.

-Se vocês querem essa pista- foi dizendo a capivara- antes terão que imitar essa minha dança engraçada.

“Se você é um pirata bata palma. Se você é um pirata bata palma. Se você é um pirata e gosta de navegar, se você é um pirata bata palmas. Se você é um pirata bata os pés. Se você é um pirata bata os pés. Se você é um pirata e gosta de navegar, se você é um pirata bata os pés. Bata palmas, bata os pés. Se você é um pirata dá uma voltinha. Se você é um pirata dá uma voltinha. Se você é um pirata e gosta de navegar, se você é um pirata dá uma voltinha. Bata palma, bata os pés, dá uma voltinha… manda um beijinho e diga legal: legal!”

Depois de dançarem todos, os marujos e o pirata, receberam a próxima pista da bela capivara. E a pista dessa vez era uma grande charada.

“Posso ser bravo ou posso ser calmo, posso ser azul ou verde claro, quando o sol vem me beijar posso mesmo alaranjar. Quando a noite está clara vem a lua se espelhar é aqui que todo rio acaba e o meu nome é?”

-Mar!- responderam todos, sem nem parar pra pensar.

Assim o barco pirata do pirata Pirado, pela primeira vez, foi em direção ao mar e quando chegou na praia nem puderam acreditar: a praia era tão bonita, tão imenso era o mar. E o tesouro o que seria? Onde será que ele está?

-Vejam lá no fim da praia- gritou o pirata pirado- um X eu consigo enxergar.

Foram todos correndo pela beira do mar e quando lá chegaram o maior tesouro encontraram: um monte de piratas pirados que queriam fazer amigos e formavam um X sentados.

Hora o pirata Pirado adorou fazer amigos que como ele eram piratas piradinhos. Afinal nessa vida não existe tesouro maior do que uma porção de amigos.

……………………………………………..FIM……………………………………………………………

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