A LENDA DO NOEL- Taina Andere

Era uma vez um velhinho muito bonzinho. Seu nome era Nicolau. Nicolau vivia em uma pequena vila onde todos estavam tristes e preocupados, é que naquele tempo estavam acontecendo guerras por todos os lados. E, por isso, as pessoas andavam sempre cabisbaixas e desanimadas, mal reparando na grande data que se aproximava.

“Se continuar desse jeito ninguém vai comemorar o aniversário do menino Jesus, no dia 25 de dezembro”, pensou o velho intrigado.

Foi aí que o Nicolau teve uma ideia: iria fabricar brinquedos para todas as crianças do vilarejo para espalhar alegria naquele tão importante dia.

Nicolau foi para sua marcenaria e trabalhou noite e dia fazendo tudo quanto é tipo de brinquedos. Terminou o último brinquedo para a última criança do vilarejo no dia 24 de dezembro. Botou todos os brinquedos no seu trenó, que era puxado por seis lindas renas, e saiu de casa em casa da vila, deixando presentes para todas as criancinhas.

No dia seguinte, quando as crianças acordaram e seus lindos brinquedos encontraram, ficaram na maior alegria e comemoraram o aniversário do menino Jesus espalhando sua alegria por toda a vila.

Foi um dia tão feliz que o Nicolau resolveu fazer presentes para todas as crianças do país. Preparou uma grande lista com o nome de todas as crianças boazinhas e começou seu trabalho na marcenaria. Mas quando chegou no fim do dia Nicolau percebeu que mesmo trabalhando noite e dia não conseguiria fazer brinquedos para todas as crianças da sua lista. Mesmo assim ele não desanimou, resolveu que ao menos ia tentar e continuou a trabalhar. Mas logo foi vencido pelo cansaço e acabou adormecendo sobre a sua bancada de trabalho.

Qual não foi a sua surpresa ao acordar no outro dia e encontrar uma porção de brinquedos montados sobre a sua mesa…

-Mas será possível que eu montei todos esses brinquedos dormindo?

Sem tem como responder sua pergunta, Nicolau voltou a trabalhar, mesmo com os brinquedos que durante a noite haviam sido montados, se ele quisesse fazer presentes para todas as crianças do país ainda haveria muito trabalho.

Trabalhou o dia inteiro e, de noite, acabou dormindo exausto, mais uma vez sobre sua bancada de trabalho. E quando acordou ficou abobado, pois mais uma vez havia uma porção de brinquedos montados.

Dessa vez o Nicolau resolveu que ia descobrir quem é que estava fazendo todos esses brinquedos, trabalhou o dia inteiro, mas a noite, ao invés de dormir ficou bem escondidinho espiando. [nessa hora eu brinco de “achou” escondida atrás de uma almofada quadrada- as crianças riem até não poder mais] E o que ele viu foi uma porção de duendes, de barbas longas e orelhas pontudas, com roupas vermelhas e toquinhas verdes. Trabalhavam cantando muito animados, fazendo os brinquedos mais variados.

Nicolau ficou feliz da vida, saiu do seu esconderijo e se mostrou para os seus novos amigos. Eles tomaram um susto danado e acabaram todos bem escondidinhos. [novamente brincamos de “achou”]

E assim eles tiveram uma grande ideia, fazer presentes para todas as crianças do planeta. Procuraram uma região desolada no meio do gelo para construir uma grande fábrica onde os duendes poderiam trabalhar em plena luz do dia sem serem vistos por nenhuma criancinha (afinal eles não queriam estragar a surpresa). Nicolau cuidava tanto dos duendes enquanto eles faziam os presentes que parecia ser seu pai, por  isso mesmo os duendes passaram a chamá-lo de Papai Noel. E eles trabalharam o ano inteiro, até o dia 24 de dezembro, quando finalmente terminaram de fabricar e embrulhar o último brinquedo.

Foi aí que o Papai Noel percebeu que não tinha como entregar toda aquela presentarada,  era tanto embrulho, tanto pacote que formava uma montanha maior que esta casa.

-Nossa ideia foi muito boa, mas não terei como entregar todos esses presentes em uma noite só, eles nem ao menos cabem no meu trenó.

-Ora,- disse o duende mais velho e barbudo de todos- para isso basta esse saco e um pouco de pó mágico.

E o duende pegou um saco vermelho e nele jogou um pózinho brilhante  e assim, encantado, todos os brinquedos couberam dentro daquele saco e o trenó pode ser carregado.

-Genial!- disse o Papi Noel- Mas ainda assim minhas renas não conseguiram atravessar o mundo inteiro na noite de Natal.

Mais uma vez o duende barbudo tomou a dianteira:

-Isso também não é um problema, basta jogar um pouco de pó mágico nas suas renas.- e assim ele fez, jogou o pózinho nas renas que agora podiam voar, a rena Rudolf ficou até com o nariz brilhante e vermelho para o caminho iluminar.- Agora vocês podem voar pelo céu seguindo a meia noite e em cada chaminé deixar os presentes….

-Mas e nas casas que não tem chaminé?- quis saber o Papai Noel, mais uma vez preocupado.

-Basta você jogar sobre si mesmo um pouquinho do pó mágico, assim você vai ficar bem pequenininho e poderá passar pelo buraco da fechadura ou por debaixo da porta.

-Agora sim! Vamos logo ao que importa!

Feliz da vida o Noel subiu no trenó e saiu pelos céus a voar, deixou brinquedos em cada casa de cada criança do mundo inteiro. E quando chegou o dia 25 de dezembro todas as crianças que acordavam e o seu presente encontravam ficavam em uma tamanha felicidade que logo a alegria havia se espalhado por todas as cidades. E foi assim que em cada canto surgiu um canto de Natal, fazendo do aniversário do menino Jesus um dia muito especial.

…………………………………………………………………………..FIM…………………………………………………………………

 

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O Pirata Capa Preta

Essa é a história do Pirata Capa Preta. Um pirata que tinha cara de mau, mas que gostava mesmo era de brincar e tomar mingau. Ao invés de caçar tesouros como todo pirata, Capa Preta caçava as lendas brasileiras.

Quem aqui conhece uma lenda brasileira?

Tem a lenda do Boitatá. Uma cobra feita de fogo que vive no meio da mata e que assusta quem desrespeita a natureza.

Tem o Curupira, que tem corpo de menino, cabelo vermelho e os pés virados para trás para enganar os caçadores com as suas pegadas, pois quando parece que ele foi para um lado ele foi para o outro e, assim, pode chegar por trás e dar um baita susto no caçador, protegendo os animaizinhos. Dizem que se você precisar o Curupira chamar, basta três vezes assoviar.

Tem também a Mula-sem-cabeça. Reza a lenda que a muito tempo atrás uma mulher seduziu um padre e, como castigo, foi transformada em uma mula sem cabeça que solta fogo pelo pescoço e vive vagando por aí para assustar as moças que, como ela, se apaixonam por padres.

Mas a lenda que o pirata Capa Preta conseguiu capturar foi a mais bonita de todas. A sereia Iara que de tão bela, mas tão bela, transforme em pedra quem olha pra ela.

Mas pera aí! Como é que o Capa Preta conseguiu capturar a sereia sem poder olhar pra ela pra não virar pedra?

Ora, ele usou um espelho, é claro. E assim pode ver a sereia sem olhar diretamente pra ela e tirar uma foto dela. Sim, porque o pirata Capa Preta é um pirata bonzinho, não ia deixar a pobre sereia presa. Por isso capturou apenas a imagem da bela sereia.

Todavia teve uma lenda que o pirata Capa Preta capturou de verdade, em carne e osso. E ele está aqui, preso dentro desta garrafa. Não estão vendo? É porque o Saci Pererê  é louco de esperto e, quado você captura ele dentro de uma garrafa de vidro o danado fica invisível porque assim, achando que a garrafa está vazia, a gente tira a rolha da garrafa e o danado escapa. Agora segura um pouquinho pra mim a garrafa do Saci. (nessa hora a garrafa deve ser entregue para a criança mais serelepe para que ela abra a garrafa e, nesse momento, aparece o fantoche do saci levando as crianças ao delírio.)

“Saci Pererê, duende encantado.

Mãozinha furada, gorrinho encarnado.

Do redemoinho, do meio do pó,

Surgiu o negrinho de uma perna só.

Com cachimbo na boca, olhando o brejeiro,

pulou minha cerca entrou no terreiro.

Puxou bem o rabo de todos os bois,

juntou em um só nó e fugiu depois.

Saci Pererê só faz confusão.

Apagou o meu fogo, azedou meu feijão,

fez trança na cauda do meu alazão.

Saci Pererê só faz confusão,

puxou minha banqueta e eu caí no chão.”

E para prender o Saci Pererê sabe como fez nosso destemido pirata? Ele pegou uma garrafa de rolha e uma peneira que tinha ao centro uma cruz de madeira, e ficou de guarda na encruzilhada. Quando apareceu um redemoinho de pó nosso pirata sabia que lá dentro estava o Saci escondido. Sem dó ele jogou a peneira por cima do redemoinho, pegou a garrafa de vidro e jogou lá dentro o pobrezinho, que aliás de pobrezinho não tem é nada que o saci é danado que nem um Diabo. (nessa hora o fantoche é jogado dentro de uma caixa e a garrafa vazia novamente fechada com a rolha)

Viu que o danado já ficou invisível pra gente pensar que não tem nada dentro da garrafa?

Mas como eu havia dito no começo da história, o Capa Preta, apesar da cara de mau, gostava mesmo era de comer mingau. Um dia ele acordou bem cedinho pronto pra fazer o seu mingau, mas na hora que ele abriu a dispensa, nada, não tinha nem leite, nem banana e nem aveia. O Capa Preta fez a maior cara de mau, mas logo depois, vendo que não adiantava nada, resolveu sair em busca dos ingredientes para o seu mingau.

Primeiro ele foi atrás da aveia. Mas a plantação de aveia ficava no alto de uma montanha coberta de lava. Pra chegar lá só voando e o navio do pirata não tinha asas. Sabe o que ele fez? Foi pedir ajuda aos passarinhos.

-Ei, passarinhos! Vocês podem me ajudar a pegar aveia no alto da montanha de lava para eu fazer um delicioso mingau?

-Nós pegamos pra você, mas só se você cantar para nós uma música com passarinho…

-Uma música de passarinho? Será crianças, que vocês podem me ajudar?

(as crianças cantam uma música de passarinho)

Os passarinhos gostaram tanto dessa musiquinha que foram voando buscar a aveia no alto da montanha de lava para o pirata Capa Preta.

Agora o Capa Preta já tinha a aveia. O que é mesmo que faltava para ele completar a sua receita?

Isso mesmo, leite e banana. Pra quem vocês acham que ele foi pedir o leite? Para a vaquinha Mimosa que morava no pasto.

-Bom dia vaca Mimosa, tem um pouco de leite para me arrumar?

-Ter eu tenho, mas só vou te dar se uma musiquinha com vaca você cantar.

-E agora? Quem pode me ajudar? Quem conhece uma musica com vaca?

(As crianças cantam uma música com vaca. Muitas vezes nessa hora alguém diz a parlenda da vaca amarela, mas a Mimosa gosta tanto que aceita a parlenda no lugar da música)

A Mimosa gostou tanto da tal musica que deu para o pirata um litro de leite de vaca.

Dessa vez o Capa Preta já tinha o leite e a aveia. Qual era mesmo o ingrediente que faltava?

Isso, a banana. Pra quem será que o pirata foi pedir banana?

Claro, pro macaco.

E o que foi que o macaco falou?

-Só te dou uma banana se uma música com macaco você cantar.

-Música com macaco? Mas eu não conheço nenhuma…. Será que vocês podem me ajudar?

(As crianças cantam uma música com macaco)

O macaco gostou tanto desta musica que deu pro Capa Preta um cacho inteiro de bananas bem maduras.

Finalmente o Capa Preta tinha todos os ingredientes da sua receita e pode fazer um delicioso mingau que ele ainda dividiu com o passarinho, com a vaca Mimosa e até com o macaco. E o mingau estava mesmo delicioso.

FIM

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O Gato Pelado

Essa é a história de um gato. Um gato que vivia participando desses concursos de gato e era sempre premiado, porque era um gato muito diferente dos outros gatos, era um gato egípcio, um gato pelado. Pelado mesmo, não tinha nem um pelo, nem unzinho, nem mesmo no rabo. Por isso mesmo não tinha amigos, vivia sozinho desprezado pelos outros gatos.

-Sai daqui, você mais parece um rato.- dizia o gato malhado.

-Fique longe de nós, você não é um gato, deve ser um cachorro pequinês.- falava o gato siamês.

-Não sei que bicho você é, mas com certeza não é gato, nós gatos temos o corpo coberto de pelos macios e belos.- se gabava o gato amarelo.

E assim o Gato Pelado viva sozinho, pobrezinho.

Um dia tomou uma decisão, resolveu sair por esse mundão e descobrir que bicho ele era, assim poderia fazer amigos e não ficaria mais sozinho.

Logo viu uma árvore cheia de passarinhos, tinha passarinhos de todos os tipos, tinham grandes gralhas e pequenos pintassilgos, todos piando e conversando alegremente, apesar de serem muito diferentes eram todos amigos, haja visto que eram todos passarinhos.

Mais que depressa o Gato Pelado subiu pelo tronco até chegar em um galho lá no alto onde vários passarinhos conversavam.

-Piu, piu, piu.- cantavam os passarinhos.

-Piu, piu, piu!- imitava o Gato Pelado.

-Piu, piu! Bom dia! Temos um novo amigo para nos fazer companhia, mas que tipo de passarinho você é  que eu nunca vi?- perguntou o Colibri.

-Sou um pássaro-gato a procura de amigos.- respondeu o gatinho.

– Seja muito bem-vindo!- responderam os passarinhos cantando em uníssono.

E assim o Gato Pelado achando que era um passarinho se divertiu com seus novos amigos pulando de galho em galho. Até que o Beija-flor falou.

-Estou com sede, preciso de água. Quem quer ir comigo até o lago da Araucárias.

-Piu,piu. Vamos todos.- responderam os passarinhos e logo levantaram voo.

E atrás do Papagaio, pulou nosso amigo Gato Pelado.

-Miauuuu!!!

O Gato pelado caiu no chão todo estatelado.

-Miau! Acho que afinal eu não sou um passarinho, não sei voar, não posso viver em um ninho.

E assim partiu novamente o nosso amigo. Decidido a encontrar novos amigos. O Gato Pelado viu uma porção de sapos coachando na beira do lago.

-Coach!- faziam os sapos.

-Coach!- imitou o Gato Pelado.

-Olá,- disse o sapo Cururu-  que tipo de sapo és tu?

-Olá, sou um sapo-gato a procura de amigos, posso cantar contigo?

-Claro!- responderam todos os outros sapos.

E saíram saltando e coachando e o Gato pelado imitando. Saltando e coachando junto com os outros sapos. Até que os sapos pularam nas folhas de vitória régia que ficavam em cima do lago.

-Miauuuuu!- miou o gato quase morrendo afogado- Cof, cof, miau. Pelo jeito eu também não sou sapo, não sei boiar nas folhas do lago…se eu não sou um pássaro e não sou um sapo, que bicho será que eu sou?

Foi quando ele viu um sapo na beira do rio.

-Quac, quac!- o pato grasnou.

-Quac, quac!- o Gato Pelado imitou.

-Olá!- disse o pato- você é um pato bem diferente dos que eu conheço, que tipo de pato você é?

-Sou um pato-gato a procura de amigos.- respondeu o Gato Pelado.

-Que legal, quer brincar comigo?

-Claro!- respondeu o Gato Pelado.

E o Pato saiu rebolando e grasnado:

-Quac, quac!

E atrás dele ia o Gato Pelado imitando:

-Quac, quac!

Estavam se divertindo a mil quando o pato foi rebolando pra nadar no rio.

-Miaaaaaau!- miou o gato se afogando.

-Não sou pato, não sou sapo, não sou passarinho. Pelo jeito meu destino é ser um gato sozinho…. Miau, miau.- o gatinho miava quase chorando, estava tão tristinho.

Foi quando ao seu lado foram chegando os passarinhos e começaram a imitar o seu novo amigo:

-Miau, miau!- miavam os passarinhos.

E foram chegando também os sapos e começaram a imitar o Gato Pelado e os passarinhos a miar.

-Miau, miau.- miavam os sapinhos.

E foi chegando o pato e também começou a miar imitando os passarinhos, os sapos e o Gato Pelado.

-Miau, miau.- miava o pato.

E assim o Gato Pelado nunca mais ficou sozinho pois vive rodeado por seus novos amigos, o pato, os sapos e os passarinhos, pois todos eles adoram brincar de ser gatinho.

Quem aí também quer brincar de imitar um gatinho?

………………………………………………………………………FIM………………………………………………………………..

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O Natal de Natalik

Esta é uma história rimada que eu estou criando para a entrada desta época de Natal. Ainda é uma planta nova neste meu jardim, futuramente volto para podar ou adubar, conforme precisar. Mas com a correria deste fim de ano, não estranhem se eu só voltar em novembro do ano que vem…

…E eis que eu voltei, fiz umas correções ortográficas, mas a verdade é que antes de voltar eu já havia recontado essa história e, no processo, ela acabou ficando completamente diferente. Portanto segue a primeira versão corrigida e depois vem a versão final, minha preferida…

O NATAL DE NATALIK – Taina Andere

Natalik era uma duende da floresta, mas não suportava o calor e não gostava de trabalhar no jardim como os outros duendes da sua vila.

Natalik era uma duende diferente e nunca se sentia contente, por isso os outros duendes viviam tentando alegrar Natalik, mas Natalik vivia triste.

Foi na noite de Natal que Natalik ganhou um sonho, um sonho no qual ela estava feliz da vida, já não vivia no meio da floresta quente, mas em uma cidade muito fria que o ano inteiro era coberto de neve. Ah! Uma neve tão branquinha, parecia uma terra de algodão, a coisa mais linda. E Natalik também não trabalhava na terra, trabalhava em uma linda fábrica toda enfeitada. Natalik, pela primeira vez na vida, acordou feliz e decidida. Se despediu dos seus amigos duendes agradecendo por todo o carinho e cuidado que eles sempre haviam lhe dado e ganhou deles sorrisos contentes e caridosos abraços, embora estivessem todos preocupados era a primeira vez que viam Natalik com um sorriso nos lábios, decidiram que era melhor encorajá-la a seguir os próprios passos.

E Natalik no dia seguinte ao Natal partiu pra uma aventura fenomenal.

Atravessar florestas foi moleza, Natalik fora crida em meio a natureza.

Mas quando foi para atravessar o mar… Natalik mal sabia nadar, morria de medo do barco afundar e ainda por cima foi só o barco zarpar pra ela começar a enjoar….

Mas a duende estava decidida, queria realizar o melhor sonho da sua vida. Não desistiu de viajar e conseguiu atravessar o mar.

E essa não foi a única aventura que ela teve que enfrentar… Natalik viajou por quase um ano inteiro, passou fome e frio, dormia ao relento. Cruzou cidades e vales, atravessou altas montanhas e um pântano com um cheiro tão fedido que revirava as entranhas.

Até chegar na Finlândia. Lá ela encontrou um lugar onde a neve caía mesmo  no verão, um lugar onde era sempre a mesma estação. Ela chegou em um ponto onde havia um longo caminho descoberto, era neve à perder de vista, parecia um deserto, ninguém se aventurava a tentar atravessar aquela região. Natalik não sabia onde ficava a fábrica com a qual sonhara, mas sentia que estava no caminho certo. Foi por aquele caminho de gelo, andou tanto quanto pode aguentar, depois sentou no gelo e começou a chorar. Mas ao tocarem o gelo do chão, as lágrimas dela,  fizeram aparecer uma enorme porta aberta. Cheia de esperança Natalik atravessou a porta e encontrou uma fábrica como a que ela procurava. Lá dentro tinha uma porção de duendes trabalhando, havia uma porção de presentes e havia duendes que os estavam embrulhando e outros num grande saco vermelho os embrulhos iam colocando.

-Vamos logo, estamos atrasados.

Era um duende com uma longa barba branca quem estava gritando.

-Estamos trabalhando o mais depressa que podemos, mas é que tem um duende faltando, se não chegar logo um duende novo para trabalhar não estará tudo pronto quando  o Natal chegar.

Os duendes pareciam desesperados.

-Vejam! – gritou um duende de vermelho – Chegou o novo ajudante. É uma linda duende menina, veio da floresta para se tornar uma duende natalina.

Natalik não podia acreditar, era pra ela que ele estava a apontar. E logo todos os duendes começaram a festejar. Era tanta alegria, agora o natal estava a salvo, teriam presentes prontos e embrulhados para todas as criancinhas. E mais feliz ainda estava Natalik que sempre quis ser uma duende natalina.

FIM

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VERSÃO 2.0

Era uma vez uma linda duende. Seu nome era Natalik e ela vivia em uma pequena vila no meio da floresta. Acontece que na vila onde ela vivia cada duende tinha uma habilidade diferente, alguns eram bem fortes e com as suas picaretas quebravam as pedras fazendo grandes cavernas e encontrando lindas pedras preciosas, outros tinham as mãos habilidosas e transformavam as belas pedras em lindíssimas jóias, e ainda haviam os duendes jardineiros, com muita paciência cuidavam das sementes recolhidas no fundo da terra, cuidando delas para que dormissem em segurança até a chegada da primavera, quando finalmente poderiam brotar e virar flores das mais belas…, mas a pobre Natalik não conseguia fazer nenhuma dessas tarefas, não tinha força para trabalhar fazendo caverna, nem mãos habilidosas para lapidar as pedras e nem paciência para ficar quietinha cuidando das sementes adormecidas até a chegada da primavera. E assim, os outros duendes da floresta viviam tirando sarro dela.

Um dia Natalik estava muito triste quando ouviu um duende reclamar:

-Para que serve essa duende afinal? Não sabe fazer nada direito, ela é muito diferente, é uma vergonha para nós duendes.

Natalik ficou muito envergonhada e resolveu fugir de casa. Juntou suas coisas em uma pequena trouxa e saiu da vila de noite, escondida. Não sabia para onde ir, por isso saiu andando a esmo por aí. Andou por muitos e muitos dias, já estava bem longe da sua vila quando chegou em um lugar aonde nevava sem parar. Era um lugar lindo, para onde quer que ela olhasse via tudo bem branquinho…

Natalik se encheu de coragem e resolveu explorar aquele lugar. Ela andava, andava e andava, mas aquele deserto branco nunca acabava. Natalik não viu nenhuma casa, nenhuma floresta, nada. Só neve que nunca mais acabava. Sem saber ao certo porque Natalik continuou a andar por aquele lugar, andou três dias e três noites sem parar. Não sabia para onde estava indo, mas sentia que devia continuar a andar. Até que ela ficou sem forças, com frio e cansada. Parou no meio do nada naquela terra gelada e desolada, ajoelhou na neve e começou a chorar. Não tinha mais forças para prosseguir e nem para voltar. Iria morrer sozinha naquele lugar.

Mas quando suas lágrimas tocaram o chão gelado aconteceu uma mágica: surgiu uma grande porta toda enfeitada. Natalik que era muito corajosa foi logo abrindo a tal porta e encontrou uma grande fábrica.

Agora, quem é que tem uma fábrica no meio do nada?

Isso mesmo, o Papai Noel.

E era bem la´que a Natalik estava. Era uma linda fábrica, cheia de duendes correndo para tudo quanto é lado, mas esses duendes não eram nem um pouco alegres e felizes como ela havia imaginado, pelo contrário, estavam todos muitos nervosos, pareciam desesperados. Um duende com uma barba muito comprida gritava, inconsolável:

-Vamos, vamos, mais rápido, mais rápido. Os brinquedos não ficarão prontos a tempo, o Natal vai ter que ser cancelado. É um desastre. Sem uma duende costureira para fazer as bonecas o nosso Natal já era.

-Temos que arranjar uma nova duende pra trabalhar na nossa fábrica.

-E como é que uma duende vai conseguir chegar a tempo e encontrar nossa fábrica escondida no meio do nada?

-Vejam!- disse um duende ficando todo animado, de repente- Chegou uma nova duende para nos ajudar.

E o duende apontava para Natalik, ela mal podia acreditar.

-Desculpe.- disse logo a Natalik- Eu adoraria ajudar, mas sou uma duende incompetente. Não faço nada direito, tenho um grande defeito.

-Ora, não diga besteira, você tem cara de uma duende costureira, aposto que suas bonecas ficariam uma beleza…- disse logo o duende mais velho e com a maior barba.

-Será?- Natalik não podia acreditar.

-Você só vai saber se tentar.

E foi o que ela fez, pegou tecidos e começou a costurar. E não é que sua boneca ficou mesmo uma gracinha… e ela costurava tão rápido e seus pontos eram tão bem feitos que as bonecas ficaram prontas bem a tempo.

-Pronto!- disse o duende feliz- Agora todas as crianças poderão ganhar um brinquedo. Obrigada Natalik, você salvou o Natal!

E foi assim que a duende menina descobriu que era uma duende natalina sua missão de vida, salvou o Natal e passou a viver na maior alegria.

…………………………………………………FIM………………………………………………………………………………….

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O Duende Mais Querido -História rítmica de Natal

Esta é uma história rítmica que eu estou criando para a entrada desta época de Natal. Ainda é uma planta nova neste meu jardim, futuramente volto para podar ou adubar, conforme precisar. Mas com a correria deste fim de ano, não estranhem se eu só voltar em novembro do ano que vem…

O DUENDE MAIS QUERIDO – Taina Andere

Um duende eu estou vendo em seu lugar a trabalhar, o que será que está fazendo, quem consegue adivinhar?

Será que é um duende de jardim? Será que está trazendo lindas flores para mim?

Ele trás enxada ou ancinho? Ele está carregando terra em um carrinho?

Não trás enxada e nem ancinho. E não carrega nem terra, nem carrinho.

Então não é duende de jardim, que será enfim?

Será que é um duende das cavernas que trabalha com lindas pedras?

Trás ele picareta nas costas ou carrega pedras preciosas? Está a fabricar as mais lindas jóias?

Ele não trás picareta, nemas valiosas pedras preciosas. Nem fabrica jóias.

Se ele não é um duende das pedras, então quais são suas tarefas?

Será este o duende do pote de ouro que vive no fim do arco-íris guardando esse tesouro?

Ou é um duende da floresta que vive nos cogumelos ou sob as pedras?

Será um daqueles duendes atrevidos que gostam de pregar peças ou atender pedidos?

Não, este duende é daqueles que carrega e fabrica presentes. De todos os duendes estou vendo justamente o duende mais legal, que ajuda o Papai Noel o ano inteiro preparando tudo para fazer das noites de Natal um momento esperado, único e especial.

FIM

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