A Joaninha que não tinha asas.

Era uma vez uma linda joaninha, seu nome era Joana e ela era como as outras joaninhas: vermelha com bolinhas pretas, uma gracinha. Mas a joaninha Joana nasceu com uma grande diferença, ela nasceu sem nenhuma asinha, coitadinha. Sem ter asas Joana, a joaninha, não podia voar.

Apesar de não poder voar Joana tinha um grande sonho, o sonho de ver o mundo bem lá de cima, lá das nuvens, onde voavam pássaros pequenos e grandes, onde nenhuma joaninha havia chegado antes. Joana acreditava que se ela quisesse muito, mas muito mesmo, ia conseguir voar até lá, mesmo sem ter asas. E assim todos os dias ela acordava e acreditava: “Hoje eu vou conseguir voar e vou voar até as nuvens porque é isso que eu quero com todas as forças do meu coração”. Mas os dias passavam e, mesmo querendo muito mesmo, a joaninha Joana não saía do chão.

Um dia sua amiga lagarta Tá estava passeando pela região onde morava a joaninha quando a viu sentada em uma folha com uma cara muito triste, era a cara mais triste que a lagarta já havia visto na vida. A lagarta Tá ficou preocupada com a joaninha:

-Que aconteceu Joana, porque toda essa tristeza na vida?

-Ah, minha amiga lagarta, eu sempre acreditei que se eu quisesse muito, mas muito mesmo, voar até as nuvens, eu conseguiria, mas agora eu entendi que não basta desejar… Eu não tenho asas, nunca vou conseguir voar…

-Hora minha amiga, não desista! Mas saiba que para conquistar nossos sonhos não basta querer, a gente tem que fazer acontecer e, principalmente, saber pedir ajuda para aquilo que a gente não sabe ou não consegue fazer. Fique bem minha amiga.

A lagarta se despediu e deixou a joaninha pensando em tudo aquilo que ela havia dito.

Depois de muito refletir a joaninha sentiu-se novamente animada e motivada e resolveu que ia pedir ajuda para o seu sonho realizar. Pois não é que bem nessa hora a dona Borbo Leta, mão da lagarta Tá, estava passando por lá.

-Bom dia Joana, tudo bem com você?

-Bom dia Borbo Leta, está tudo bem sim, mas será que você pode me ajudar a realizar o meu sonho de voar até lá em cima, pra ver o mundo lá das nuvens, era tudo que eu queria…

-Mas é claro que posso.- respondeu a Bobo Leta, e com toda a delicadeza pegou a joaninha e saiu a voar.

Voou com a joaninha até a altura das flores, mas quando chegou lá:

-Afff, aff, ufa! Joaninha você é muito pesada para mim, já não aguento mais te carregar, posso te deixar aqui nessa flor.

-Claro Borbo Leta, muito obrigada. Nossa quanta flor bonita, quanta cor, quantos perfumes.- a joaninha se encantava observando as flores que nunca tinha visto antes, pulava de flor em flor cheirando uma por uma- Ahh! Que maravilha! Não conseguiu chegar até as nuvens mas já estou feliz de ter chegado até aqui.

A joaninha Joana ficou brincando nas flores por uma semana inteirinha. Olhando para aquelas flores feliz da vida. Mas logo voltou a olhar pra cima, a sonhar com as nuvens e com tudo que ela veria lá de cima. Foi quando ela ouviu um barulhão:

-Zzzzzzzzzzzzzzzzzzuuuuuuummmmm.

Era o seu Bê, o besouro.

-Bom dia joaninha, que surpresa boa encontrá-la aqui em cima.

-Bom dia senhor Bê, será que o senhor podia me ajudar a voar ainda mais pro alto? Queria tanto chegar até as nuvens…

-Ora, posso tentar, venha cá.

E o besouro pegou a joaninha com todo cuidado e saiu a voar ainda mais para o alto. Mas quando chegou na altura das árvores ele falou:

-Ufa, ufa, puf, puf! Você é muito pesada pra mim joaninha, já não consigo ir mais alto, posso te deixar nesse galho?

-Pode sim seu Besouro, muito obrigada. Uau, quanta árvore linda, quantos frutos diferentes!- E a Joana viu maçãs, uvas, poncãs, pêras, mamão, caqui, mexerica, laranja, limão, pitanga, manga e muitas outras frutos, com cores e formatos diferentes.

Pulando de galho e, galho a joaninha experimentava cada uma das frutas.

-Hum, a ameixa é tão azeda, assim como o araçá e o maracujá. Hum, o mamão é tão docinho, como o caqui e o melão. Hum, como o Jatobá é amargo, assim como a fruta pão e o cacau…

A joaninha passou dias conhecendo frutos, provando seus sabores, admirando seus formatos e suas cores. pulava de galho em galho feliz da vida, mas logo voltou a olhar lá pra cima…

Foi quando ela ouviu um canto lindo:

-Piupiupiupiiiiiuupiuuuu!

-Olá seu passarinho, bom dia!

-Bom dia Joaninha, como vai a vida?

-A vida vai ótima, tenho conhecido uma porção de coisas novas… Mas será que você poderia me ajudar a realizar meu sonho e me levar pra voar lá em cima, nas nuvens?

-Claro que sim dona Joaninha, suba em cima de mim.

A joaninha Joana subiu nas costas do passarinho e ele saiu a voar, subindo, subindo… quando ele chegou nas nuvens a joaninha mal podia acreditar. Era tudo tão pequeno visto de lá. E tudo tão bonito… A joaninha se emocionou olhando todas aquelas paisagens e o passarinho a levou pra ver a floresta, o mar, o rio e a cidade. A Joana olhava pra tudo embasbacada, mal conseguia piscar. No fim do dia o passarinho levou a joaninha de volta pra casa.

A joaninha Joana continuava sem asas, ainda não podia voar, mas vivia feliz da vida, vivia a sorrir e cantar. Às vezes a joaninha Joana ainda olha sonhadora pra cima, mas já não sente nenhuma tristeza, quando olha pras nuvens lembra das suas viagens, de tudo que viu e conheceu, as flores, os frutos e as paisagens, lembra dos amigos que a ajudaram e das histórias que agora tem pra contar. E a Joana acredita que hoje em dia é a joaninha mais feliz que há.

FIM

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A Estrela Sujinha

Era uma vez uma grande nuvem onde todas as estrelinhas mais novas dormiam durante o dia esperando chegar sua hora de iluminar o céu noturno. Quando o Sol já estava quase se pondo a dona Lua as chamava e dizia:

– Estrelinhas, é hora de tomar um banho. Lavem-se bem direitinho para ficarem bem brilhantes e deixarem o céu da noite iluminado e cintilante.

E todas as estrelinhas tomavam um banho bem tomado até saírem radiantes para iluminar a noite escura juntos com a dona Lua. Menos na Lua Nova, quando a dona Lua ficava bem escondida e as estrelinhas iluminavam a noite sozinha. Nesses dias dona Lua fazia questão de que elas tomassem um banho ainda mais caprichado para que ficassem ainda mais brilhantes deixando o céu noturno bem iluminado.

Acontece que havia uma estrelinha que não gostava nada de ter que tomar banho todo dia, ela ficava com muita preguiça. E foi justamente em uma noite de Lua Nova que essa estrelinha resolveu que não ia tomar banho. Quando a dona Lua chamou e as outras estrelinhas foram correndo se banhar, a Estrelinha preguiçosa ficou bem escondida esperando a hora da saída. Só quando as outras estrelinhas limpas e cintilantes foram sair da grande nuvem para o céu iluminar é que a estrelinha saiu sujinha do seu esconderijo para as amigas acompanhar. Acontece que a estrelinha estava tão sujinha que não tinha luz suficiente nem mesmo pra iluminar seu próprio caminho. E, por isso mesmo, acabou se perdendo. Quando a noite acabou e chegou a hora das estrelinhas voltarem para a grande nuvem, a estrela encardida não consegui achar o caminho pra voltar, afinal ela estava tão suja que não tinha luz nenhuma para o caminho iluminar e, pra piorar, sendo noite de Lua Nova não havia nem ao menos a luz do Luar.

Dona Lua logo percebeu que uma das suas estrelinhas não havia voltado para casa e ficou preocupada. Mas preocupada ainda ela ficou quando olhou para o céu e a pequena estrela ela não avistou. É que a estrelinha estava tão suja que dona Lua nem a conseguiu enxergar.

Mas a dona Lua e uma mãe cuidadosa e não ia deixar uma de suas estrelinhas passarem o dia fora. Ainda bem, porque a estrelinha perdida já estava desesperada, achando que ia ficar para sempre perdida, fora de casa, cada vez mais encardida e mais difícil de enxergar e de ser enxergada.

Por sorte dona Lua teve uma ideia, sabe qual era? Foi falar com a dona Nuvem Carregada e pedir uma boa chuva.

Dona Nuvem Carregada mandou aquela chuvarada e a água que caía foi lavando a estrelinha, tirando toda a sujeira e deixando-a cada vez mais brilhante, até que a dona Lua conseguiu enxergá-la, e ela também conseguiu achar o caminho de casa.

A pequena estrelinha nunca mais ficou um dia sem tomar banho, pelo contrário, é só a dona Lua chamar pra ela correr e tomar um banho bem caprichado e hoje em dia, ou melhor, de noite, ela é conhecida como a estrelinha mais brilhante.

FIM

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O HOMEM QUE SONHAVA EM SER RIBEIRINHO

Era uma vez um menino que vivia em uma grande cidade. Era um menino alegre, disposto e divertido, do tipo que tem muitos amigos, mas seus dias preferidos eram os domingos. Embora fosse um dia que ele não passasse com os amigos, era o dia em que seu pai o levava pra percar no ribeirinho.

Lá era tão tranquilo. Ao invés do barulho dos carros o menino ouvia a cantoria dos passarinhos e o barulho das águas do rio, correndo pelo seu caminho. Não tinha seus amigos para brincar mas tinha uma porção de animais que eram super divertidos, como tatus e esquilos. Ao invés do cheiro de fumaça e do ar poluído, lá ele respirava o ar puro e o campo de flores, perfumado e colorido.

Isso sem falar das árvores pra escalar,  dos frutos colhidos direto do pé, e do rio pra nadar. O que o menino menos fazia era pescar, ainda assim ele não via a hora de chegar o domingo pra poder ir pra lá…

Esse menino cresceu, trabalhou duro e pesado, ganhou dinheiro e tomou uma grande decisão: ia morar na beira daquele riacho onde por tantos domingo ele e seu pai haviam pescado.

O menino conseguiu comprar aquele mesmo terreno, bem na beira do rio, e logo se pôs a trabalhar. Cortou quase todas as árvores da margem e construiu uma bela casa e uma grande roça de milho, para vender e se sustentar. Deu um trabalhão danado, mas a casa e a roça ficaram lindas ao lado do riacho. Agora era só aproveitar.

Mas quando sentou na varanda pra descansar e admirar seu lindo retiro o menino se deu conta de que já não ouvia o canto dos passarinhos… e pra piorar, sem mais nem menos o ribeirão começou a secar… o menino já não encontrava mais nenhum animal, nenhum tatu, nenhum esquilo. Isso sem contar que a plantação começou a ser atacada por pragas e o menino precisava por cada vez mais venenos e aditivos que eram caríssimos. E o rio quase seco começou a ficar cada vez mais poluído. O menino se sentia totalmente infeliz, entristecido, teu sonho tão bonito tinha se destruído.

Até que um dia o menino estava caminhando pela beirada do que restara do rio, ia rio abaixo, triste e cabisbaixo. Quando viu uma menininha sentada em uma pedra, chorando desconsolada.

-Por que chora menininha? Posso ajudá-la?- perguntou o menino tentando consolá-la.

-Ah, eu choro pelo meu rio que foi todo destruído.

-Bem, acho que nesse caso vou me sentar ao seu lado e chorar junto com você…

-Eu queria tanto saber quem foi o desalmado que construiu aquela casa no alto do riacho e destruiu tudo rio abaixo…

-Como assim?- quis saber o menino intrigado com o que disse a tal menina- O que a casa lá de cima tem a ver com toda essa destruição do rio e da mata ribeirinha?

-Ora, tem tudo a ver, você não consegue perceber? Quando cortaram todas aquelas árvores da beira do rio, as árvores que formavam a mata ciliar, para construir a casa e fazer a plantação de milho, cortaram as árvores que este rio protegiam e, por isso, o rio começou a assorear. Aquelas árvores eram também a morada dos pássaros e de diversos outros animais, que tiveram que ir embora por já não ter onde morar, além da falta de água, já que o rio estava assoreando deixando a água suja e escassa. Além disso tudo a plantação leva veneno e aditivos químicos que envenenaram o rio que já estava diminuindo. Com isso as flores secaram acabando com o alimento dos poucos animaizinhos que restavam… Como você pode ver, a falta de cuidado com a natureza de quem construiu aquela casa la de cima foi o que destruiu o rio e acabou com a mata ribeirinha…

Quando a menina terminou de falar o menino chorava desesperado, soluçando e se engasgando, mal conseguiu se desculpar…

-Eu sinto muito.- ele disse entre soluços- Não imaginava que a construção da minha casa fosse causar tanto mal pra esse recanto de que eu tanto gostava…

A menina entendendo que era ele que morava lá em cima começou a sorrir, felicíssima:

-Então é você que mora lá em cima!

O menino não entendeu aquela alegria repentina:

-Por que você está sorrindo? não percebe que o que eu fiz foi terrível?

-Percebo, mas a verdade é que antes de te conhecer eu achava que você nem se importava, agora, sabendo que você se importa e que gostava da mata como era antes, sei que podemos resolver esse problema num instante…

-Como?- quis saber o menino enxugando as lágrimas- Vamos destruir a minha casa?

-Não precisa- respondeu a menina- é só a gente replantar a mata ciliar (que fica na margem dos rios e protege nossas águas). Depois vamos transformar sua plantação em uma horta agroecológica. Assim, com as coisas plantadas com grande variedade e imitando os mecanismos da natureza, as próprias plantas garantiriam seus nutrientes e suas defesas, sem precisar de agrotóxicos e nem de aditivos químicos. O menino também aprendeu a tratar o próprio esgoto e a cuidar do próprio lixo. Em pouco tempo as árvores cresceram, o rio voltou a encher e a água a jorrar, os animais e os passarinhos logo apareceram por lá e voltaram a morar nas árvores e fazer suas tocas entre as flores que cresciam mais fortes e bonitas que nunca.

E logo o menino morava no paraíso, o ribeirão onde tantas vezes ele tinha ido quando era apenas um pequeno menino, havia se transformado em um lugar ainda mais bonito do que aquele com o qual ele havia sonhado. E além de tudo isso o menino ainda ganhou uma grande amiga, a menina que o havia ensinado a viver na natureza mas em plena harmonia com toda a vida.

FIM

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A Maior Flor do Mundo- José Saramago

Quando Saramago escreveu esta história ele começou pedindo que alguém a reescreve-se em palavras simples, como devem ser as histórias para crianças… e assim tentei fazer por aqui.

A MAIOR FLOR DO MUNDO – José Saramago

Era uma vez um menino. Esse menino era um menino muito curioso e não se contentava em ficar brincando no quintal como os outros, todos os dias ele pulava o muro e explorava o bosque dos fundos. Pulava de galho em galho como se fosse um macaco, se enfiava em cada cantinho como um passarinho. Conhecia cada árvore daquele bosque, cada flor e cada bicho. O menino conhecia cada canto daquela mata como se fossem as linhas da sua palma.

Mas o menino nunca passava do riacho. Do outro lado do pequeno rio era um mundo completamente desconhecido, para o qual o menino nunca havia ido. O que será que havia do lado de lá? Quais seriam as maravilhas e os perigos escondidos?

Um dia o menino estava como sempre brincando nos bosques nos fundos de casa quando chegou no riacho e começou a se perguntar sobre o que ele poderia encontrar do outro lado.

Será que haveriam monstros horrorosos? Piratas desalmados? Ou teriam animais fofinhos e campos perfumados?

O menino se encheu de coragem e resolveu atravessar o riacho pela primeira vez para explorar do outro lado.

E sabem o que foi que ele encontrou?

Um lindo campo florido, coberto por diversas flores, todo colorido. Era lindo. O menino explorou cada flor, desvendou cada cantinho escondido daquele campo florido e continuou a explorar. Até que chegou em um enorme descampado, onde não havia nenhuma alma viva, ali não crescia nem mato.

Com o coração batendo rápido o menino começou a explorar aquele descampado. Chegou até um morro que havia no meio daquele campo morto e subiu. No morro também não crescia nada. O menino subiu e subiu até chegar lá no alto. Onde ele achou uma pequena flor. A flor, coitada, estava murcha, tão inclinada… também pudera, no alto daquele morro não tinha nada de água.

O menino se apiedou da flor e resolveu ajudá-la. Desceu o morro, atravessou o descampado, atravessou o campo florido até chegar no riacho. Sem tem nada pra usar como jarro, usou as próprias mãos para pegar a água e começou o caminho de volta, atravessando o campo florido, atravessando o descampado e subindo o morro todo até chegar lá no alto. Quando chegou até a flor só lhe restavam nas mãos algumas poucas gotas, que o menino despejou na raiz da pequena flor. E não é que a flor pareceu ganhar até um pouco de vida, parecia agradecida. Tanto que o menino resolveu buscar mais água para a coitada. Desceu o morro, atravessou o descampado e atravessou o campo florido até chegar no riacho onde encheu as mãos de água como se fosse um jarro. E o menino voltou pelo campo florido, pelo descampado e subiu o morro até chegar lá no alto onde deu mais algumas gotinhas de água para a florzinha que ficou ainda mais cheia de vida. E o menino foi de novo e voltou, e foi, e voltou e foi, e voltou e foi e voltou muitas vezes naquele dia, até a flor parecer satisfeita. Quando terminou já estava cansado de tanto ir e voltar, deitou-se pra descansar….

Enquanto isso a mãe do menino começou a ficar preocupada, ele nunca tinha passado tanto tempo fora de casa.

-Menino! Menino!- ela chamava… e nada. A mãe do menino ficou desesperada.

Logo todos já estavam ajudando a procurar, amigos parentes e vizinhos, todo mundo a gritar:

-Menino! Menino!

Até que a mãe do menino olhou para o morro lá longe e viu um milagre: uma flor com o tamanho de uma árvore. Todos correram para o morro que ficava no meio do descampado e lá o menino encontraram. Ele estava deitado, dormindo, ao pé da maior árvore que já se tinha visto. Dormia protegido por uma de suas pétalas que a flor colocou sobre ele como se fosse uma coberta.

Hoje em dia o menino e sua flor ficaram famosos, conhecidos no mundo todo. Vivem dando entrevista para rádio, TV e revista. Vem gente do mundo inteiro para conhecer o menino e sua gigantesca flor.

E o menino, todos os dias, sai de casa bem cedinho armado com um regador, pula o muro do quintal. atravessa o bosque, enche o regador no riacho, atravessa o campo florido e o descampado e sobe o morro até chegar lá no alto, onde dá água e companhia para sua bela amiga.

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A Lenda dos Rabos

Esta história aconteceu há muito tempo atrás, em uma época em que os animais ainda não tinham rabos, eram todos desrabados e, assim, viviam meio desequilibrados, como se lhes faltasse um pedaço.

Um dia apareceu uma linda fadinha trazendo um enorme saco cheio de rabos. Havia no saco tudo quanto é tipo de rabo. Rabos curtos ou compridos, grossos ou finos, esticados ou enrolados, rabos com penas, com pelos ou escamas, rabos de todas as cores e tamanhos que se possa imaginar. A fada pousou em uma clareira e chamou bem alto todos os animais:

-Atenção, atenção. Quero que formem uma fila com um animal de cada espécie para escolher um rabo. escolham com muito cuidado, pois todos da sua espécie terão que usar esses rabos para todo o sempre. Não precisam ficar alvoroçados, neste saco tem um rabo para cada um de vocês. Formem uma fila e que cada um escolha o rabo que mais combina com si.

Dizendo isso a fada virou o saco bem no meio da clareira, enquanto os animais formavam uma grande fileira. Logo todos os animais já haviam enviado um representante da sua espécie para escolher o rabo e todos eles já estavam enfileirados.

As aves que vieram voando eram as primeiras da fila, escolheram rabos feitos com penas, algumas como o pássaro Tesoura, escolheram penas bem compridas, o Pavão escolheu o maior rabo e com as penas mais coloridas, já o Tico-tico preferiu uma pequena e discreta pra que pudesse continuar pulando de lá pra cá, botando pra quebrar sem o rabo a lhe atrapalhar.

Depois vieram os mamíferos, o Elefante, apesar de ser muito grande, escolheu um rabo bem pequenino e todo enroladinho. O Rato quis um rabo fino e comprido, o Gato preferiu um peludo e alongado. Mas quando chegou a vez do Macaco ele não conseguia se decidir por um rabo, ficou dividido entre um rabo enrolado e um rabo comprido. Sem conseguir se decidir teve uma ideia egoísta, juntou os dois rabos em um só e vestiu os dois bem rápido, ficando assim com um rabo comprido e enrolado para poder se pendurar pelos galhos. E foi logo se pendurando em um galho, bem rápido, antes que alguém percebesse que o danado tinha pego dois rabos, subiu bem alto e ficou sentado em cima do rabo.

E assim foi seguindo a fila, cada animal escolhendo o rabo que mais lhe convinha.

Mas vocês lembram que no começo desta história a gente falou que a fada havia trazido um rabo pra cada bicho? Pois se o Macaco pegou dois rabos o que foi que aconteceu?

Pois é, quando chegou no fim da fila faltava a Cobra e o Sapo, mas só sobrara um rabo!

O Sapo olhou pra Cobra e a Cobra olhou pro Sapo, os dois olharam para o último rabo que havia sobrado, novamente se olharam e saíram correndo atrás do rabo. O Sapo puxou o pé da Cobra (porque naquele tempo a cobra ainda tinha patas, pés e mãos). A Cobra deu um chute no Sapo. O Sapo pulou em cima da Cobra e a Cobra rolou por cima do Sapo e os dois foram correndo aos papos e sopapos até que na última hora a Cobra se jogou com tudo no rabo que havia sobrado. Mas a cobra caiu tão desajeitada que acabou caindo dentro do rabo e ficando entalada, assim suas patas ficaram pra dentro do rabo e a coitada acabou sem mão, nem pé, nem nada, num grande rabo enfiada. E o Sapo, coitado, acabou ficando sem rabo.

Por isso até hoje a Cobra tem raiva do Sapo, pois acha que é por culpa dele que ela acabou sem as patas e pra andar tem que se arrastar de cá pra lá. E o Sapo tem raiva da Cobra porque acha que é culpa dela que ele acabou sem rabo (nem imagina que o verdadeiro culpado é o Macaco). E é por isso que até hoje, no meio do mato, o Sapo come a Cobra e a Cobra come o Sapo.

FIM

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A Árvore Generosa- Shel Silvertein

Esta história deve ser contada para acompanhar uma aula de educação ambiental, já que mostra dois lados de uma mesma moeda: se por um lado nos mostra o quanto a natureza “gosta” de servir, afinal a planta só fica saudável se estiver cumprindo o seu propósito natural, por outro lado nos mostra o quanto esse fator tornou o ser humano acostumado a tirar tudo da natureza esquecendo-se de trocar com a mesma ou seja, em um processo extrativista insustentável, como a própria natureza tem nos mostrado. As crianças gostam muito dessa história e ela abre caminho para um bate-papo super interessante sobre sustentabilidade, agroecologia e extrativismo sustentável.

Contei esta semana no dia da árvore e as minhas crianças adoraram.

Para a abertura da história usei a canção “A Árvore da Montanha”, que é ótima para trabalhar a memória e o raciocínio lógico, além de ser divertida e própria para o tema abordado.

A Árvore Generosa- Shel Silvertein (adaptação Taina Andere)

Era uma vez uma frondosa árvore que amava muito um menino.

Todos os dias o menino vinha visitá-la, recolhia suas folhas e com ela fazia coroas e brincava de rei da floresta. Depois sobia no seu grosso tronco, balançava-se em seus galhos, comia seus frutos e, quando ficava cansado, descansava à sombra das suas folhas. E a árvore era muito feliz.

Mas o menino cresceu e passou muito tempo sem aparecer. Quando ele finalmente apareceu de novo a árvore ficou tão feliz que até tremeu:

-Ah, Menino! Que bom que você veio. Venha, suba no meu tronco, balance nos meus galhos, coma meus frutos e seja feliz!

-Ora dona Árvore, eu já estou muito crescido para brincar. Agora eu quero comprar coisas, quero me divertir. Mas para isso eu preciso de dinheiro. Você tem algum dinheiro  para me dar?

-Ah, Menino. Dinheiro eu não tenho, não preciso disso. Mas venha, suba no meu tronco, colha os meus frutos, leve-os para vender na cidade, ganhe dinheiro e seja feliz!

E foi o que o menino fez. Subiu no tronco da árvore, colheu todos os seus frutos e levou para vender na cidade. E a árvore ficou feliz.

Mas o menino passou mais um longo tempo sem aparecer. Quando mele voltou a árvore ficou tão feliz que até gemeu:

-Ai, Menino! Que bom que você voltou. Venha, suba no meu tronco, balance nos meus galhos e seja feliz!

-Ora dona Árvore eu agora sou um homem de negócios, ando muito ocupado, não tenho tempo para brincar. Eu quero casar, ter filhos. Mas para isso eu preciso de uma casa. Você por acaso tem uma casa para me dar?

-Ah, Menino. Minha casa é essa floresta. É aqui que eu vivo. Mas venha, corte meus galhos, construa com eles uma casa e seja feliz!

E foi o que o menino fez. colheu todos os galhos da árvore e, com eles, construiu uma bela casa. E a árvore ficou feliz.

Mas o menino passou mais um longo, longo tempo sem aparecer. Quando ele finalmente veio a árvore ficou tão feliz que mal conseguiu falar:

-Ahhhh, Menino! Que bom que você veio. Venha, suba no meu tronco e seja feliz!

-Ora dona Árvore, eu já estou muito velho para subir em troncos, e também estou muito triste. O que eu queria mesmo era um barco ligeiro que me levasse para longe. Você tem um barco para me dar?

-Ah, Menino. Um barco eu não tenho. Mas venha, corte meu tronco, construa com ele um barco e seja feliz!

Foi o que o menino fez. Cortou o tronco da árvore e com ele construiu um barco que o levou para longe. E a árvore ficou feliz, mas nem tanto, porque agora ela era apenas um toco.

E o menino passou um tempo muito, muito longo antes de reaparecer. Quando ele apareceu a árvore ficou feliz, mas não muito.

-Ah, Menino. Que bom que você veio. Mas já não tenho mais nada para te oferecer. Não tenho mais frutos para que você possa comer.

-Ora dona Árvore, eu também já estou muito velho, meus dentes estão muito fracos, mesmo que você ainda tivesse frutos eu não poderia comê-los.

-Ah, Menino. Também já não tenho galhos para que você possa se balançar.

-Ora dona Árvore, mesmo que você os tivesse eu estou velho e fraco, meus braços já não tem força para eu me balançar.

-Ah, Menino. Também já não tenho tronco para você subir. Queria tanto ter algo para lhe oferecer, mas sou apenas um toco, não tenho mais nada para lhe dar.

-Ora, dona Árvore, eu também já sou muito velho para subir em troncos. Para falar a verdade já estou tão velho que não quero mais nada da vida, apenas um lugar tranquilo onde eu possa sentar e descansar.

-Ah, Menino!- disse a árvore novamente contente- Mas para isso um toco serve perfeitamente. Venha Menino, sente no meu toco, descanse e seja feliz!!!

E foi o que o menino fez. Sentou no toco e descansou e a árvore ficou muito feliz.

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