A Maior Flor do Mundo- José Saramago

Quando Saramago escreveu esta história ele começou pedindo que alguém a reescreve-se em palavras simples, como devem ser as histórias para crianças… e assim tentei fazer por aqui.

A MAIOR FLOR DO MUNDO – José Saramago

Era uma vez um menino. Esse menino era um menino muito curioso e não se contentava em ficar brincando no quintal como os outros, todos os dias ele pulava o muro e explorava o bosque dos fundos. Pulava de galho em galho como se fosse um macaco, se enfiava em cada cantinho como um passarinho. Conhecia cada árvore daquele bosque, cada flor e cada bicho. O menino conhecia cada canto daquela mata como se fossem as linhas da sua palma.

Mas o menino nunca passava do riacho. Do outro lado do pequeno rio era um mundo completamente desconhecido, para o qual o menino nunca havia ido. O que será que havia do lado de lá? Quais seriam as maravilhas e os perigos escondidos?

Um dia o menino estava como sempre brincando nos bosques nos fundos de casa quando chegou no riacho e começou a se perguntar sobre o que ele poderia encontrar do outro lado.

Será que haveriam monstros horrorosos? Piratas desalmados? Ou teriam animais fofinhos e campos perfumados?

O menino se encheu de coragem e resolveu atravessar o riacho pela primeira vez para explorar do outro lado.

E sabem o que foi que ele encontrou?

Um lindo campo florido, coberto por diversas flores, todo colorido. Era lindo. O menino explorou cada flor, desvendou cada cantinho escondido daquele campo florido e continuou a explorar. Até que chegou em um enorme descampado, onde não havia nenhuma alma viva, ali não crescia nem mato.

Com o coração batendo rápido o menino começou a explorar aquele descampado. Chegou até um morro que havia no meio daquele campo morto e subiu. No morro também não crescia nada. O menino subiu e subiu até chegar lá no alto. Onde ele achou uma pequena flor. A flor, coitada, estava murcha, tão inclinada… também pudera, no alto daquele morro não tinha nada de água.

O menino se apiedou da flor e resolveu ajudá-la. Desceu o morro, atravessou o descampado, atravessou o campo florido até chegar no riacho. Sem tem nada pra usar como jarro, usou as próprias mãos para pegar a água e começou o caminho de volta, atravessando o campo florido, atravessando o descampado e subindo o morro todo até chegar lá no alto. Quando chegou até a flor só lhe restavam nas mãos algumas poucas gotas, que o menino despejou na raiz da pequena flor. E não é que a flor pareceu ganhar até um pouco de vida, parecia agradecida. Tanto que o menino resolveu buscar mais água para a coitada. Desceu o morro, atravessou o descampado e atravessou o campo florido até chegar no riacho onde encheu as mãos de água como se fosse um jarro. E o menino voltou pelo campo florido, pelo descampado e subiu o morro até chegar lá no alto onde deu mais algumas gotinhas de água para a florzinha que ficou ainda mais cheia de vida. E o menino foi de novo e voltou, e foi, e voltou e foi, e voltou e foi e voltou muitas vezes naquele dia, até a flor parecer satisfeita. Quando terminou já estava cansado de tanto ir e voltar, deitou-se pra descansar….

Enquanto isso a mãe do menino começou a ficar preocupada, ele nunca tinha passado tanto tempo fora de casa.

-Menino! Menino!- ela chamava… e nada. A mãe do menino ficou desesperada.

Logo todos já estavam ajudando a procurar, amigos parentes e vizinhos, todo mundo a gritar:

-Menino! Menino!

Até que a mãe do menino olhou para o morro lá longe e viu um milagre: uma flor com o tamanho de uma árvore. Todos correram para o morro que ficava no meio do descampado e lá o menino encontraram. Ele estava deitado, dormindo, ao pé da maior árvore que já se tinha visto. Dormia protegido por uma de suas pétalas que a flor colocou sobre ele como se fosse uma coberta.

Hoje em dia o menino e sua flor ficaram famosos, conhecidos no mundo todo. Vivem dando entrevista para rádio, TV e revista. Vem gente do mundo inteiro para conhecer o menino e sua gigantesca flor.

E o menino, todos os dias, sai de casa bem cedinho armado com um regador, pula o muro do quintal. atravessa o bosque, enche o regador no riacho, atravessa o campo florido e o descampado e sobe o morro até chegar lá no alto, onde dá água e companhia para sua bela amiga.

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