A nova escola de Naninha

Esta história estou criando agora para a minha turminha do grupo 3 que está na última semana em nossa escola, se preparando para uma etapa nova.

Ainda está bem crua e com certeza trás alguns erros, mas volto em breve (no máximo um ano rsrs) pra cuidar melhor dessa historinha.

………………………………..A NOVA ESCOLA DE NANINHA………………… Taina Andere

A porquinha Naninha estava bem tristinha. Andava assim a dias. Estava nervosa e assustada porque estava deixando de ser tão porquinha. Não que ela estivesse virando outro animal, não, ela apenas estava perdendo o “inha” e por isso mesmo ia ter que mudar de escola, não podia mais ficar no jardim com a turma do lamaçal. Ela agora ia estudar com os porquinhos crescidos lá no barracão, com o professor Porquildo.

Ela estava tão nervosa, tinha ouvido que lá os porquinhos já grandinhos não podiam mais brincar, só estudar lições difíceis e complicadas, que era tão difícil que tinha até que levar dever pra casa… Naninha sentia borboletas na barriga, estava desesperada. Foi quando apareceu uma linda fada, a fadinha olhou pra Naninha sem dizer nada, encostou no nariz de tomada da porquinha e Naninha virou uma abelhinha. Naninha saiu a voar feliz da vida.

Assim todos os seus problemas tinham chegado ao fim, não precisava mais estudar, podia viver a voar de flor em flor, apenas colhendo pólem, bebendo néctar e comendo mel até se empanturrar.. E lá se foi Naninha a voar.

Chegou no quintal bem na hora que deu o sinal. Era a aula dos porquinhos maiores que já ia começar e de todos os cantos os porquinhos  grandes e assustadores começaram a chegar. Naninha que era bem ligeira se escondeu embaixo de uma carteira. Estava pronta pra ver os porquinhos chegarem tristes e desesperados e se sentarem quietinhos olhando para o quadro por horas e horas até a aula terminar.

Mas o que ela viu foi uma porção de porquinhos sorridentes e contentes chegaram correndo e brincando e se reuniram no pátio em uma porção de filas, depois cada fila foi pra sua sala cantando uma musiquinha.

Lá dentro da sala que estava Naninha entraram os alunos mais novos abraçando a professora cheios de alegria.

E durante a aula Naninha viu que eles estavam fazendo quadrinhas e rimas para aprender a ler e escrever. Naninha ficou cheia de vontade de sair do seu esconderijo pra ir lá ver. Queria tanto ser uma porquinha naquela sala. Ficou feliz da vida ao pensar em quão pouco faltava pra ela ir estudar lá.

Ainda mais quando chegou a hora do recreio e depois de comer todos os porquinhos foram brincar no lamaçal, brincar com os porquinhos mais velhos parecia tão mais legal…

Foi daí que Naninha percebeu que não ia mais estudar lá porque tinha virado uma abelhinha e aquela escola era só para porquinhas. Naninha só não chorou porque abelhas não choram, mas já estava voltando a ficar desesperada quando apareceu a fada, dessa vez ela deu um sobro bem forte na abelha Naninha e ela se “destransformou” e voltou a ser uma linda porquinha.

Mas agora Naninha era uma porquinha cheia de alegria. Ia para o jardim sempre feliz pra brincar na lama com seus amigos e amigas, mas quando pensava que ia ter que mudar de escola… contava os dias com euforia!

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Traquinagens do Pererê – Taina Andere

Estou criando essa história nova. Se ela der certo e, ano que vem, vier a ser recontada eu certamente volto aqui para podá-la. Se não voltar até o final do ano que vem vão saber que é porque desta vez eu não acertei, não dá pra acertar sempre, né! (rsrs).

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TRAQUINAGENS DO PERERÊ

A vaca Mimosa era uma vaca muito curiosa, gostava de descobrir os porquês das coisas. Por isso mesmo estava sempre fuçando e perguntando.

Um dia viu que os cavalos estavam relinchando alto, pareciam assustados, alvoraçados. Mimosa foi lá correndo e encontrou os cavalos com os rabos todos amarrados. Cada um tentava correr para um lado, era um furdúncio danado.

Mimosa, toda cuidadosa, acalmou os cavalos e ajudou a desamarrar todos os rabos, mas queria saber quem é que tinha feito esse malfeito, acontece que os cavalos não tinham visto nada e só diziam que aconteceu desse jeito:

Todos eles estavam bem tranquilos, comendo beterrabas e quando viram já estavam com o nó nas caudas.

Mimosa começou a investigar a cena do crime e percebeu que havia na cerca um pedacinho de uma roupa vermelha. Seja lá quem fosse que tivesse aprontado a pirraça, a Mimosa já sabia que alguma peça de roupa vermelha o danado usava.

Mimosa ainda estava a investigar quando ouviu a dona Nona gritar:

-Ah, mai num é possíver, quem pôis açúcar no meu feijão? Foi ocê João?

-Eu não muié, tô aqui passando mar porque arguém ponhô sar no meu café.

E lá foi Mimosa sem hesitação pra investigar a nova confusão. Viu que na porta da casa, bem debaixo do caixilho alguém tinha derrubado um pouco de fumo de cachimbo.

Mimosa ainda estava examinando quando ouviu  a vizinha gritando:

-Corre aqui véio Clemente que algum atentado azedou todo nosso leite.

Dessa vez Mimosa não precisou nem chegar lá pra saber quem era que estava a aprontar, poi ainda no caminho viu as pegadas que estavam indo para a casa do vizinho e aquelas eram pegadas que seriam reconhecidas até por um bocoió, porque aquelas pegadas eram de um menino com uma perna só.

Ora, quem é que usa uma roupa vermelha, pra não dizer uma touca. Fuma cachimbo e tem uma perna só? Você sabe me dizer?

É ele mesmo, nosso amigo espevitado, o Saci Pererê.

E para achá-lo Mimosa sabia muito bem o que fazer. Mas antes foi pedir a ajuda do galo Cocó, e pegar as armas de que iriam precisar: uma peneira que por uma cruz era entrecortada e uma garrafa.

E lá foram os dois assim armados pra encruzilhada, Mimosa com a peneira e Cocó com a garrafa.

Chegaram e esperaram aparecer um redemoinho levantando pó então Mimosa com a peneira empurrou o Saci para dentro da garrafa que estava na mão do Cocó. E antes de fechar a garrafa arrancaram sua touca encarnada.

É verdade que assim o Saci ficava invisível, mas era obrigado a fazer tudo que a Mimosa e o Cocó mandavam. E assim passou a ajudar todos aqueles que precisassem e não conseguiu mais aprontam suas traquinagens.

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Contos da Escócia

Todo mundo sabe que a Inglaterra é uma ilha, o que muitos não sabem é que nessa ilha tem um outro país, um país cheio de antigos castelos que lhe dão um ar de filme de terror e por isso, talvez, seu folclore seja tão cheio de bruxas, vampiros e monstros assustadores. É um país conhecido porque lá os homens usam kilt, o que para nós parece uma saia. Sim, estou falando da Escócia. Mas em meio a tantos seres assustadores, encontrei dois mais “bonzinhos” e resolvi dar a eles histórias mais infantis, que trago para cá e levo para meus alunos nesta semana.

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MIÚCHA E A FADA PÚCA

Miúcha estava muito ansiosa, era a primeira vez que viajava sozinha, iria para a Escócia visitar a sua tia Olívia. Quando chegou no aeroporto viu seu primo acenando. Eles tinham a mesma idade, oito, embora Olívia adorasse dizer que Otávio era 15 dias mais novo. Enquanto sua tia Olívia assinava os papéis com a aeromoça que a havia acompanhado Miúcha foi cumprimentar seu primo Otávio. Ele estava muito animado, não deixou nem o abraço terminar e já começou a falar:

-Miúcha, hoje mesmo lá no castelo, acho que vi uma Púca!!!

-Castelo? Piruca? Do que é que você está falando Otávio?- quis saber Miúcha.

-Você não sabia que estamos morando em um castelo? Foi por isso que mudamos pra cá, meu pai e minha mãe estão ajudando a restaurar e durante esse tempo que eles trabalham estamos morando lá. No castelo tem um jardim enorme e hoje, enquanto esperava você chegar vi uma Púca por lá. Presta atenção é Púca, não Piruca.

-E o que é uma Púca?

O Otávio foi explicando em voz baixa durante todo o caminho pra casa, ou melhor castelo, onde o primo morava:

-Púca é uma fada levada que vive no meio da mata. Pode se transformar em qualquer animal, o que é muito legal. Vira pássaro e sai a voar, vira peixe se mergulhar no mar, mas se chegar na areia vira cavalo e sai a cavalgar. Mas vire o que virar será sempre um escuro exemplar de olhos grandes e vermelhos. Seja escama, couro ou pena, a cor será sempre negra. Seu animal preferido é o cavalo negro, mas Púca também é muitas vezes vista na forma de um coelho preto. Ela fala a língua dos animais, mas mesmo se estiver transformada, falar a língua humana ela também é capaz. Por isso quando vi no meu quintal um coelho preto falar, sabia que não estava ficando louco mas que a Púca eu acabei de encontrar. A Púca dá bons conselhos, mas também adora pregar peças, depende de como você vai responder as charadas dela.

 -Mas qual foi a charada que ela te deu? -quis saber Miúcha já louca de curiosidade.

-Eu sei lá! Fui correndo pra dentro do castelo. Sei lá se eu ia acertar a charada, e se eu erro a fada me prega uma peça danada.

-Era só o que me faltava. você tem uma oportunidade dessas e deixa escapar…

A essa altura eles já haviam chegado no castelo e Miúcha quis ver onde seu primo havia visto a fada e os dois saíram juntos pra procurá-la.

E lá estava o coelho, parado.

-Pro meu enigma desvendar primeiro tem que me encontrar.

Otávio não tinha mentido, o coelho falava. Ele falou e saiu correndo. Dessa vez com a prima ao seu lado Otávio não podia ficar com medo, tinha que se corajoso como a prima. E Miúcha, embora tremesse por dentro queria parecer corajosa pro primo, por isso fingia que nenhum medo sentia e os dois saíram correndo atrás do coelho.

Passaram correndo pelo milharal, depois correndo atravessaram o riacho, atravessaram correndo o descampado onde o vento soprava e entraram correndo dentro de uma caverna onde o coelho entrara. Dentro da caverna estava tudo escuro, não se via nem se ouvia nada, mas de repente uma voz que vinha do meio do nada disse a charada:

-Posso ser fofinho e de pelúcia e vocês vão me adorar, ou posso ser grande e peludo pra vocês eu assustar. Gosto muito de comer mel e também de hibernar. Que animal sou eu? Vocês devem adivinhar…

-Já sei! Uma abelha.

Disse Miúcha sem hesitar.

-Errou! – respondeu a voz grossa- é melhor se mandar.

Os dois foram sair correndo, mas deram de cara com a Púca e ela estava enorme.

-Estou sentindo uma coisa peluda! -gritou Miúcha.

-Eu sinto um nariz gelado!- gritou Otávio

-É um urso!- gritaram os dois juntos.

Como os dois a charada haviam errado, a Púca ao invés de bons conselhos deu-lhes um susto danado. E transformou-se num Urso negro enorme e com cara de bravo. Os dois saíram correndo, mas quando saíram da caverna descobriram que já estava anoitecendo, como é que eles iam acertar o caminho pra casa sem enxergar nada?

-Ouça o vento Otávio- disse Miúcha- estamos no descampado.

 E assim os dois atravessaram o descampado.

-E agora Miúcha, vamos pra que lado? Já sei! Vamos cruzar o riacho!

-Agora é só atravessar o Milharal e chegaremos no nosso quintal.

Os dois chegaram em casa bem a tempo do jantar e decidiram que a Púca nunca mais iriam procurar.

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WULVER- O Lobisomem Bom

Essa é a história de um Lobisomem bonzinho que pescava peixe no lago e deixava de presente na janela dos mais pobrezinhos.

O seu nome era Wulver e ele era grande e peludo com uma cara de lobo de dar medo no mais carrancudo.

Quando o pobre ferreiro não tinha mais ferro pra malhar, estava muito preocupado pois sua família já não havia almoçado e não tinha nada pro jantar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o ferreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre marceneiro não tinha nenhuma madeira pra serrar, sua mulher estava com fome, sua filha a chorar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o marceneiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o pobre pedreiro não tinha obras pra trabalhar, já lhe faltava comida pra família alimentar.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. Quando o pedreiro achou os peixes foi pra casa festejar:

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

Quando o inverno veio forte e o lavrador ficou sem lida. Toda a vila teve falta de comida.

Wulver vei sorrateiro, sem ninguém notar. E em cada janela deixou um bom peixe para todos alimentar.

-Viva Wulver o lobisomem bonzinho que veio pra nos salvar.

O Pirata Pirado

Pirado era um pirata mas não tinha perna-de-pau, nem olho de vidro e nem cara de mau. Pra falar bem a verdade, branca como mingau, Pirado era um pirata engraçado, não era perneta mas era um pirata com cara de pau…

Usava tapa-olho, embora enxergasse muito bem com os dois, porque pirata que é pirata usa tapa-olho. Tinha uma cicatriz na cara, mas era desenhada, é que não tinha graça ser pirata e não ter cicatriz na cara.

Pirado tinha um navio, mas não navegava pelo mar, só no rio. É que o pirado sentia enjoo em alto mar, por isso preferia navegar no rio Paraná. Subia e descia o rio, sempre de lá para cá, só não chegava até as cascatas que era pra não despencar. Vivia procurando um tesouro porque afinal não se é pirata se não se tem um tesouro pra procurar.

Um dia ele estava lá, saindo do rio Paraná entrou no Iguaçu, navegava bem pertinho de Curitiba quando viu uma garrafa de náufrago correndo rio abaixo enquanto ele seguia rio acima.  Sem pensar duas vezes o destemido pirata Pirado subiu na prancha e pulou no riu Iguaçu para pegar a garrafa de náufrago.

Seria um pedido de socorro? Um mapa para a ilha do tesouro? O pirata pirado não podia adivinhar, abriu rapidamente a garrafa para ver o que havia lá. Mas quando conseguiu tirar a tampa, que decepção, não tinha nem mapa nem carta, só desenhos de montão.

O pirata Pirado ficou tão desanimado, resolveu ao menos usar o desenho pra fazer um quadro. Foi quando ele prestou atenção no que estava desenhado: tinha o numero um, depois tinha uma pá, uma tesoura de bigode, um X e o desenho bem feito do lugar onde o riu Iguaçu vai desaguar no rio Paraná.

-Ora vejam só, como eu não consegui enxergar, diz aqui que tem um mapa do tesouro onde o rio Iguaçu encontra o rio Paraná. Marujo Cara-de-Caramujo, vamos fazer a volta e navegar para lá.

Na mesma hora deram meia volta e foram navegando pra lá.

– Remem, remem marujos, estamos quase lá.

E os marujos remaram e rapidinho lá chegaram. E sabe o que foi que encontraram?

Um pássaro dourado carregando um papel dobrado.

-Se vocês querem esta pista, foi logo dizendo o pássaro, vão ter antes que imitar o canto de três pássaros.

-Imitar passarinhos? Mas isso é muito difícil, será que vocês podem me ajudar?

E os marujos ajudaram, cada um imitou um pássaro e o pássaro dourado deu pro pirata Pirado o tal papel dobrado.

E lá dentro tinha a pista, mas uma vez desenhada, era o desenho das cataratas e de uma bela capivara.

-Vamos marujos depressa, voltem pro remo, vamos pra lá, pra foz do Iguaçu nós devemos chegar.

E os marujos remaram e logo chegaram lá. Bem perto das cataratas tinha uma enorme capivara, carregando um papel nas patas.

-Lá está a capivara, igual a que estava desenhada.

-Se vocês querem essa pista- foi dizendo a capivara- antes terão que imitar essa minha dança engraçada.

“Se você é um pirata bata palma. Se você é um pirata bata palma. Se você é um pirata e gosta de navegar, se você é um pirata bata palmas. Se você é um pirata bata os pés. Se você é um pirata bata os pés. Se você é um pirata e gosta de navegar, se você é um pirata bata os pés. Bata palmas, bata os pés. Se você é um pirata dá uma voltinha. Se você é um pirata dá uma voltinha. Se você é um pirata e gosta de navegar, se você é um pirata dá uma voltinha. Bata palma, bata os pés, dá uma voltinha… manda um beijinho e diga legal: legal!”

Depois de dançarem todos, os marujos e o pirata, receberam a próxima pista da bela capivara. E a pista dessa vez era uma grande charada.

“Posso ser bravo ou posso ser calmo, posso ser azul ou verde claro, quando o sol vem me beijar posso mesmo alaranjar. Quando a noite está clara vem a lua se espelhar é aqui que todo rio acaba e o meu nome é?”

-Mar!- responderam todos, sem nem parar pra pensar.

Assim o barco pirata do pirata Pirado, pela primeira vez, foi em direção ao mar e quando chegou na praia nem puderam acreditar: a praia era tão bonita, tão imenso era o mar. E o tesouro o que seria? Onde será que ele está?

-Vejam lá no fim da praia- gritou o pirata pirado- um X eu consigo enxergar.

Foram todos correndo pela beira do mar e quando lá chegaram o maior tesouro encontraram: um monte de piratas pirados que queriam fazer amigos e formavam um X sentados.

Hora o pirata Pirado adorou fazer amigos que como ele eram piratas piradinhos. Afinal nessa vida não existe tesouro maior do que uma porção de amigos.

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A Fuga da Felícia

Essa semana eu ia apresentar uma história  ótima de um escritor fantástico chamado Emílio Carlos: “A Menina e o Vampiro”. Mas enquanto eu a decorava esse outro conto surgiu na minha cabeça e acabei optando por trocar minha apresentação. Meu conto ficou bem diferente, mas foi obviamente influenciado pelo conto do Emílio Carlos.  Essa é uma primeira versão, desculpem-me os eventuais erros de português ou digitação, fazem parte do meu processo sanguíneo de criação, volto logo para uma revisão…

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A FUGA DA FELÍCIA

Felícia era uma menina muito bonita, mas tinha um grande defeito, Felícia sempre desobedecia.

Se sua mãe mandasse ela ficar parada, aí é que ela se mexia. Se mandasse a menina ficar calada, Felícia falava ou até gritava. Se mandavam ela descer, subia. Ficava de pé se a ordem era ficar sentada. Se era para estudar, brincava. Se era para brincar, brigava. Até uma hora que ninguém mais aguentava.

Brigavam com ela o tempo inteiro, até quando ela não estava errada, afinal era só acontecer alguma trapalhada pra todo mundo pensar que a Felícia era a culpada. E o pior é que a Felícia se sentia super injustiçada… até o dia que ela resolveu fugir de casa.

-Claro, se eu fugir de casa, minha mãe vai ficar super preocupada, vai se sentir culpada, vai implorar pra eu voltar e nunca mais vai brigar…

Era assim que ela pensava que tudo aconteceria. Estava tão empolgada, seu plano infalível de certo funcionaria. Escreveu uma carta bem triste, dizendo que nunca mais iria voltar, preparou as sua coisas em uma pequena trouxa e saiu pela janela usando o lençol e a fronha.

Quando se deu conta estava sozinha na rua, iluminada pela luz da lua. Já havia andado um bom tanto a esmo quando começou a pensar:

“Que horas serão agora? Não deve ser nem meia noite. Meus pais ainda vão demorar muito pra acordar e ver a minha mensagem… que viajem! Como eu sou estúpida! Eu devia ter esperado o dia raiar antes de sair pra rua. Já sei, vou voltar pro meu quarto e apenas esperar o dia clarear. Quando o primeiro raio de Sol surgir eu volto a sair. Soa até poético, com certeza vai dar certo”

Felícia parou na mesma hora, virou pro outro lado e começou o caminho de volta. Só então ela pode perceber como as coisas são diferentes após o anoitecer. Felícia olhava, olhava, mas não reconhecia nada. Onde será que ela estava? Estava indo na direção certa? Tinha feito alguma curva na ida ou só andara em linha reta? Felícia começou a ficar preocupada. Estava perdida, não conseguia lembar o caminho de casa.

Na sua garganta um grande nó se formava. Felícia queria chorar, não sabia bem o porquê, mas pra onde olhava, tudo parecia perigoso. As ruas estavam tão escuras, tudo tão silencioso. Ela então ouviu passos atrás de si. Parou . Os passos também pararam. Olhou assustada, não viu nada. Recomeçou a andar, e os passos recomeçaram. Resolveu acelerar, não tinha coragem de olhar. Os passos também aceleraram. Começou a correr e os passos correndo atrás. Parou. E os passos também pararam. Olhou para trás completamente assustada. Não viu nada. Aquilo já era demais. Felícia não aguentava mais. Estava completamente apavorada. Conseguiria voltar para casa? Não tinha dúvidas de que estava sendo perseguida por alguém, mas por quem? Ou pelo quê? Seria esse o fim da sua vida?  O que poderia ser aquilo? Concluiu aterrorizada que só pode ser um vampiro. Mas porque será que ele não me ataca de uma vez por todas e acaba logo com isso? Com medo demais para olhar e encará-lo Felícia resolveu testá-lo. Deu um passo, e o vampiro em seu encalço também deu um passo, quase junto com o dela. Deu dois passos a menina. Deu dois passos o vampiro.

“Ah! Que vampiro malvado, está brincando comigo” Pensou a menina Felícia e resolveu disparar na corrida. Corria pela sua vida, e o vampiro correndo atrás dela. Seu coração parecia que ia saltar pela boca, viu uma janela aberta e resolveu gritar. Mas sua voz não obedeceu, ela estava sem ar. Jogou-se ao chão desesperada. Já não aguentava mais correr, agora iria morrer. Felícia parou para tomar fôlego, pronta para ser atacada. Na sua frente sua vida inteira feito um filme passava e a menina pensava:

“Se tivesse ao menos sido uma filha melhor… se tivesse escutado mais e falado menos, se não brigasse tanto o tempo inteiro, agora não estaria aqui, pronta pra virar jantar, mas agora não tem mais como escapar, meu triste fim eu vou encarar.”

Felícia encheu o pulmão de ar e falou alto e firme pro vampiro escutar:

-Eu sei que é meu fim, pode vim!

E então escutou de volta:

-Pode vim, vim, vim, im, im….

Felícia não entendeu nada, estava tão assustada, falou mais uma vez?

-O que?

E ouviu o eco responder:

-O que, que, e, e, e, e.

-Você só pode estar brincando? Então era tudo o eco?

-Eco, eco, eco, co, co, co, co…

Foi só aí que ela percebeu que tudo não passava dos ecos dos seus próprios passos. Felícia caiu na gargalhada e sua risada ecoava. E pra melhorar ela ainda percebeu que estava em um caminho que ela bem conhecia, pois estava bem na frente da mercearia, onde ela ia quase todos os dias. Aliviada começou a voltar para casa, quando ouviu passos atrás de si, ficou tranquila, sabia que era só o eco que a seguia. Mas os passos aceleraram e foram chegando mais perto.

“Epa, como é que o eco esta andando mais rápido que eu?”

Felícia parou, mas o som de passos continuou. Ela olhou de rabo de olho e viu um homem pálido correndo com a capa preta esvoaçando ao vento. Agora sim era um vampiro de verdade, ali, no meio da cidade.

Felícia saiu correndo em disparada, aterrorizada. Mas o vampiro era maior do que ela e corria mais rápido, quanto mais ela corria mais próximo o vampiro ficava.

Felícia então percebeu que estava na frente de casa, segurou no lençol ainda pendurado, pulou para dentro do quarto e bateu a janela na cara do vampiro matusquela.

Felícia correu para a cozinha pegou uma cabeça de alho, voltou para o quarto botou o alho na janela e ficou embaixo da cobertas rezando para o vampiro não conseguir entrar, prometeu que daquele dia em diante seria uma boa menina e que nunca mais tentaria fugir de casa, tentaria escutar mais e ser mais educada. Até que adormeceu.

No dia seguinte sua mãe estava uma arara e Felícia tomou uma bronca danada. É que o tal vampiro, não era vampiro nada, era só o seu Miguel, dono da mercearia que dormia com a janela aberta e acordou com o barulho da menina. Saiu e viu a Felícia sozinha, de madrugada fora de casa, ficou muito preocupado e por isso a seguiu. Quando pela manhã a mãe da Felícia foi comprar pão para o café, seu Miguel contou sobre a fuga da menina e como sem querer a assustou. A mãe agradeceu, bem que ela merecia ter levado esse susto danado. Ficou uma fera com a filha. Mas Felícia estava tão feliz de ter escapado viva e não ter nem virado vampira, que não ficou tão triste. E aprendeu sua lição. É claro que de vez em quando Felícia ainda faz alguma coisa errada, mas ficou muito mais educada e agora sabe escutar quando um adulto fala.

FIM

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